Foto-reportagem: Tex, 70 anos de um MITO. Exposição no Museu da Permanente em Milão

Por José Ricardo Lima [1]

No dia 9 deste mês de Novembro, eu e a minha esposa visitamos a Exposição TEX, 70 ANOS DE UM MITO, em Milão, que foi inaugurada a 2 de Outubro de 2018 e irá até 27 de Janeiro de 2019.

Para quem nunca havia visto uma exposição do grande herói dos quadradinhos de faroeste, tudo era de me deixar espantado, tamanha a magnitude do evento.

As fotos abaixo darão uma pequena ideia do que está sendo essa comemoração pelos setenta anos do mítico Ranger.


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[1] (Texto publicado originalmente no Blogue do Zagor, em 25 de Novembro de 2018)

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“Capitan Jack” (da Polvo Editora) na análise de Rui Cunha

Por Rui Cunha (texto) e Margarida Cunha (fotografias)


O Velho Oeste tal como nos foi dado a conhecer nos westerns que, na nossa infância, nos chegavam através da Sétima Arte, nos filmes de John Ford, Howard Hawks, John Sturges, Fred Zinneman, George Stevens, entre muitos outros, partiam quase sempre de pequenos episódios que, de alguma forma, resultavam em grandes acontecimentos que marcaram a época.

Quando o género entrou em declínio, no final da década de 60, uma outra Arte começava já a ganhar contornos, a Banda Desenhada ou Nona Arte como é conhecida actualmente, e a penetrar nas temáticas do Oeste. Em alguns países, como a Itália, o western já fora adoptado em 1948, pela mão dos conceituados Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini que criaram Tex Willer, um cowboy que, depois de muitas aventuras, por força das circunstâncias acabaria por se tornar um Ranger do Texas e seria adoptado pelos índios Navajo de quem se tornaria chefe com o nome de Águia da Noite.

Vem esta introdução a propósito do lançamento em Portugal de mais uma aventura desta personagem, lançamento esse que aconteceu no decorrer da 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, na Anadia em Abril de 2018. “Capitan Jack”, assim se chama a aventura e trata-se do 5º volume da colecção “Tex Romance Gráfico” que, mais uma vez traz o selo da Polvo Editora de Rui Brito e foi apresentada com pompa e circunstância (onde só faltaram, com muita pena de quem lá esteve, os autores).

No sul do Oregon, a família de Foster, um ex-Ranger, é atacada e assassinada por índios Modocs, que depois de fugirem da reserva onde se encontravam se revoltaram contra os brancos devido às más condições de vida que lhes haviam sido dadas. Foster, no entanto, é deixado vivo e ferido para que se saiba quem foi o autor do ataque. O ex-Ranger, às portas da morte, pede ao seu amigo Tex Willer que o vingue matando o chefe dos Modocs, “Capitan Jack” e o seu lugar-tenente, Hooker Jim. Tex Willer e Kit Carson prometem levar a cabo a vingança do seu amigo.

“Capitan Jack” foi editado em Itália como“Albo Speciale” (ou “Texone”), em Junho de 2016 e no Brasil seria editado na colecção “Tex Gigante” com o nº31 em Outubro do mesmo ano.

Na aliciante introdução da obra, por Pedro Bouça, é-nos dado um panorama geral do velho Oeste e de algumas guerras entre tribos índias e entre estas e os colonos e a cavalaria. Algumas dessas guerras são a base para esta aventura de Tex. Depois desta introdução, somos literalmente atirados para a aventura de um modo igualmente aliciante, fruto de um trabalho esmerado de ambos os autores.


Tito Faraci documentou-se largamente (aliás como acontece com todos os desenhadores e argumentistas de banda desenhada) e ter-se-á igualmente inspirado no filme “Cheyenne Autumn” (O Grande Combate, em Portugal e Crepúsculo de uma Raça, no Brasil), realizado por John Ford em 1964 (onde se conta a história dos  Cheyennes que, fartos das promessas incumpridas dos brancos, fogem da reserva onde se encontravam e partem para as suas terras ancestrais), para conceber este argumento, perfeito, de vingança e, ao mesmo tempo, redenção. Vingança que Tex leva a cabo para cumprir a promessa que fez ao seu velho amigo e ex-Ranger, John Foster na tentativa de capturar “Capitan Jack”, chefe dos Modocs e conseguir a paz entre os índios e os brancos. Redenção que é o que “Capitan Jack” tenta conseguir, apesar da fama que o precede (onde se compreende que afinal ele não é tão mau como a História o pintou) e da radicalização que os seus poucos Modocs são vítimas quando entra em cena “Hooker Jim”, o lugar-tenente de “Capitan Jack”, que quer assumir os destinos dos Modocs obrigando os brancos a devolver-lhes as terras e fazer desacreditar o chefe eleito, e é precisamente nesta última parte que se insere o argumento perfeito, porque quase perfeito seria a aventura terminar com o habitual “happ yend” e o chefe índio se redimir dos crimes que cometeu, mas tal não acontece! Assim o argumento torna-se perfeito porque contraria a habitual tendência para o final feliz e termina com Tex a cavalgar para fora do forte com a sensação da missão cumprida por um lado, mas, por outro lado, incompleta já que não conseguiu fazer “Capitan Jack” redimir-se dos seus crimes. É o final perfeito para uma aventura quase perfeita.

Se em termos de história, temos um argumento perfeito, já no que diz respeito à arte existem, na minha opinião, alguns entraves que limitam a aventura.


Começo por dizer que Enrique Breccia é, indiscutivelmente, um grande desenhador, o que fica comprovado logo nas primeiras páginas com o ataque à quinta de Foster (pág. 5 a pág.16) e também nas diversas sequências em “flashback” (pág.35-37; pág.44-51) ou no combate final nas “Lava Beds” entre as forças de cavalaria americana e a pequena força Modoc. A enorme sequência de acção é plenamente conseguida com a neblina que cobre aquele perigoso território a servir para Breccia desenhar alguns grandes momentos de acção como só a Nona Arte consegue transmitir. Muitos quadros subtilmente desenhados com as emoções das personagens à flor da pele a preencher o argumento de Faraci é aquilo que “Capitan Jack” nos traz. Mas então o que é que falha? Perguntar-se-ão alguns?


O que falha, na minha opinião, é a concepção dos rostos das personagens de Tex Willer e Kit Carson. Para um leitor como eu, que há mais de 40 anos lê as aventuras de Tex, é difícil aceitar que nesta aventura Tex surja com um rosto empedernido (sem uma ponta de emoção ou sensibilidade), parece que está zangado com o mundo, o que fica demonstrado logo na primeira aparição do Ranger nesta aventura (primeiro quadro da pág.17) e Kit parece uma máscara de Buffalo Bill, com o seu cabelo e barba longos (existem dois ou três quadros em que a sua expressão parece a de Mefisto!). Esta opção do desenhador terá, obviamente, a sua razão de ser. Por um lado, será a vontade de transmitir o seu cunho pessoal à personagem rompendo com a continuidade de tantos e tantos anos (Gian Luigi Bonelli e Aurelio “Galep” Galleppini sempre permitiram aos seus desenhadores a liberdade criativa), por outro lado, existe uma quebra na concepção das personagens que pode não ser bem entendida pelos leitores. Foi  que levou a que quando “Capitan Jack” foi editado no Brasil, em 2016, houvesse alguma polémica por parte dos leitores que não apreciaram a particularização do traço do desenhador, que fica igualmente patente na concepção da capa da obra: uma espécie de quadro pintado duma planície desértica com um lindo sol, um índio Modoc (talvez o próprio Capitan Jack ou Hooker Jim) em segundo plano no cimo duma rocha e os pards, Tex e Kit, em primeiro plano. Esteticamente bem conseguida mas limitada pelo traço de Enrique Breccia.


Quanto à edição propriamente dita, nada a dizer do trabalho da Editora Polvo de Rui Brito. Estamos perante mais uma obra, com 228 páginas, de qualidade acima da média nacional em todos os aspectos, desde a escolha do papel onde se faz a impressão (tem sido um cuidado a que as obras da colecção “Tex Romance Gráfico” e também o seu editor, nos habituaram), passando pela selecção das ilustrações e textos que preenchem as badanas da obra, até ao trabalho de tradução, legendagem e balonagem da obra, o produto final deixa-nos quase sem fôlego e com grande vontade de o devorar uma, duas três ou mais vezes!


Apenas uma pequena nota quanto à tradução em si: já o disse em outras ocasiões e mantenho que, apesar do cuidado posto nesse trabalho, pelo José Carlos Francisco, continuam a existir termos brasileiros que em nada enobrecem uma obra que se pretende que seja feita em português e lida em português. É verdade que já se percorreu um longo caminho, as traduções têm vindo a melhorar de obra para obra, mas ainda se tem que forçar o caminho mais um pouco. De qualquer maneira, tanto o Zé Carlos, como o Hugo Jesus como o Rui Brito estão, uma vez mais, de parabéns pelo trabalho que têm levado a cabo em prol de Tex e dos seus fãs e, apesar das limitações e dificuldades que se lhes deparam, tal como o Ranger e seus pards, nunca vacilam e isso vê-se no trabalho com que nos presenteiam quer através da Polvo quer através do Clube Tex Portugal, o que é muito bom!


O livro “Capitan Jack“ encontra-se à venda nas Bertrand’s e FNAC’s espalhadas pelo país.

Há também sempre a possibilidade de poder enviar um e-mail ao editor Rui Brito para adquirir directamente o livro à Polvo Editora. O seu e-mail é ruibritobad@gmail.com

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ESPECIAL CELEBRAÇÃO TEX 70 ANOS V – DE VOLTA AO PASSADO

Por Zenaldo Nunes – Caruaru / Pernambuco / Brasil

Lembro que há 40 anos; em Janeiro de 1978, ganhei do meu querido e saudoso pai (in memoriam), a revista de Tex nº 82, com o título Pat, o Irlandês, (1ª edição). Aquela capa “encheu-me os olhos” pela beleza daquele tipo de desenho, onde naquela ocasião, me estava sendo apresentado aquele magnífico personagem de faroeste. Lamentável que posteriormente não teve a mesma qualidade na 2ª edição (Outubro de 1982) e pela mesma editora. Cito também a primeira revista de Tex que comprei, sendo a nº 21, Os Renegados de Virgínia City (2ª edição – Janeiro de 1979). Todos publicados pela extinta Editora VECCHI.

Há 40 anos que acompanho Tex e Ele me acompanha. Na minha vida, muitas das decisões tomadas foram espelhadas em Tex Willer e seus Pards, até mesmo o meu carácter foi “moldado”, baseado em tudo que Tex é e representa. Ele é o “espelho” de rectidão, lei e justiça, indo contra tudo e todos que simpatizem ou exerçam o preconceito, a escravidão, o racismo, a corrupção e toda e qualquer situação que promova a “injustiça”. Tenho prazer imenso de gostar da 9ª Arte (Banda Desenhada) e orgulho de coleccionar, divulgar e ser apaixonado pelo grande Águia da Noite.

Naquela ocasião, já conhecia os Seriados de BatMasterson, Bonanza, Daniel Boone, Durango Kid, Lone Ranger, O Homem do Rifle, Paladino do Oeste, RinTinTin e Zorro. Personagens estes já existentes em Histórias em Quadrinhos.Apesar de que não tinha condições financeiras para comprar as BD’s sobre as séries supracitadas e a acessibilidade de locais de compra era difícil onde eu morava.

A partir daquele momento nasceu a “minha paixão” pelo Ranger TexWiller e seus pards, durante todo este tempo e até os dias actuais.

No passado mês, Janeiro de 2018, pesquisando na Internet sobre o Universo de Tex, encontro este desenho supracitado; onde um garoto está lendo uma revista de Tex, cercado de tantos outros; incluindo póster e vestido caracterizado como o herói o qual estava lendo, sendo um verdadeiro Cosplay naquele instante.

Lembro que no tempo de minha infância, só havia para vender máscaras (Lone Ranger, Zorro), lenços pretos (Durango Kid), chapéu, capa e espada (Zorro); colt de plástico ou alumínio e que não havia ainda o devido conhecimento e nem divulgações através de qualquer tipo de mídia sobre o “UNIVERSO COSPLAY”.

Nota: Cosplay é um termo em inglês, formado pela junção das palavras costume (fantasia) e roleplay (brincadeira ou interpretação). É considerado um hobby onde os participantes se fantasiam de personagens fictícios da cultura pop japonesa. Pode estar relacionado com personagens de games, animes e mangás e também englobar qualquer outro tipo de caracterização que pertença à cultura pop ocidental. Normalmente, os cosplayers (pessoas que fazem cosplay) são fãs dos personagens que representam e das respectivas séries, filmes, games ou desenhos a que este personagem venha a pertencer.
(Fonte: https://www.significados.com.br/cosplay/)

Chamou-me a atenção; o calendário datado do ano de 1978, aonde me vieram saudosas lembranças de minha juventude, acrescida de emoções. Senti-me como se tivesse “servido de modelo” para a realização do desenho (rs); onde eu era loiro e tinha 14 anos na época supracitada (talvez a idade do garoto do desenho).

O desenho supracitado é de autoria do grande desenhador Pasquale Frisenda, mas senti-me “homenageado” diante desta “grande coincidência” ou daquele velho paradoxo “estava escrito”. Neste ano em que se comemoram os 70 anos de criação do nosso amado Ranger, no dia 30de Setembro, registo os meus 40 anos de paixão, aprendizado e emoção com uma imensidão de momentos de felicidade. Hoje em dia, além de coleccionar e pesquisar; promovo e divulgo Tex, sempre que posso e dentro das minhas condições financeiras e temporais, com imenso prazer e realização pessoal.

Minha eterna gratidão para o seu criador Gian Luigi Bonelli e Aurelio Galleppini (criador gráfico); como também à Sergio Bonelli Editora – SBE, Tex Willer Blog (Zeca), Portal Texbr (Gervásio Santana), Confraria Bonelli (Joana Rosa), Tex Willer- Águia da Noite (G.G. Carsan), Quarto dos Sonhos (Adriano Rainho), Mythos Editora (Dorival Lopes) e a todos aqueles que ajudam a promover e divulgar no mundo este magnífico personagem do genuíno faroeste. E antes e acima de tudo a Deus por me permitir estar vivendo tudo isto actualmente e durante estes 40 anos. Vida longa a Tex Willer.

TEX NÃO É APENAS UMA HISTÓRIA EM QUADRINHOS DE UM COWBOY. É UM ESTILO DE VIDA. (Zenaldo Nunes)

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Póster Tex Nuova Ristampa 296

Póster Tex Nuova Ristampa 296

Nesta nova ilustração da autoria de Claudio Villa, vemos Tex Willer (nas vestes de Águia da Noite), na região do Forte Apache, mais precisamente em Salt Canyon, sendo saudado por dois soldados do Terceiro de Cavalaria, numa pausa de um confronto com os rebeldes apaches de Chunz.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Sulla pista di Fort Apache” de Mauro Boselli e José Ortiz (Tex italiano #458 a #460).
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Texto de José Carlos Francisco

Maurizio Dotti e os pósteres Tex Nuova Ristampa 438 e 439

*Depois de 428 ilustrações realizadas no espaço de mais de 20 anos (1996-2017), Claudio Villa passou o bastão de autor dos mini-pósteres de Tex publicados na colecção Tex Nuova Ristampa, a Maurizio Dotti.
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Janeiro marcou a estreia de Maurizio Dotti na realização dos mini-pósteres de brinde publicados na série italiana de Tex Nuova Ristampa, substituindo o mítico Claudio Villa. Tratou-se de um verdadeiro acontecimento já que foram mais de 20 anos e mais de 420 ilustrações realizadas pelo actual responsável pelas capas de Tex.

Maurizio Dotti é no presente um dos mais admirados e aclamados desenhadores do actual staff de desenhadores de Tex Willer e fez para a revista portuguesa do Clube Tex Portugal a sua primeira capa de Tex, capa essa que foi muito elogiada não somente pelos leitores da revista do Clube Português, mas também um pouco por todo o mundo após ser dada a conhecer na Internet, elogios que choveram inclusive na Sergio Bonelli Editore, sobretudo do actual responsável máximo de Tex, o editor Mauro Boselli.

Claudio Villa e Maurizio Dotti

Boselli que é um confesso admirador das qualidades artísticas de Maurizio Dotti ficou tão agradado com a capa portuguesa que assim que houve uma oportunidade convidou o desenhador milanês (que foi uma das estrelas presentes na 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, evento realizado em Abril de 2016) para fazer uma capa oficial de Tex, capa essa para uma das novas colecções dedicadas a Tex, o Color Tex nº 12 que teve lançamento a 22 de Novembro do ano passado e que confirmou totalmente que era o verdadeiro substituto para Claudio Villa após o actual capista do Ranger ter solicitado a desvinculação da realização das ilustrações para o Tex Nuova Ristampa de modo a ter mais tempo livre para se dedicar ao seu Tex Gigante que já leva 15 anos de gestação.

Claudio Villa e Maurizio Dotti

Hoje no Blogue do Tex vamos dar a conhecer a todos os nossos leitores todo o processo de criação de dois dos mais recentes mini-pósteres, mais precisamente os números 438 e 439, desenhado por Dotti, desde o esboço inicial até à ilustração pintada nas cores do próprio Maurizio Dotti, passando pela arte a preto e branco:

Esboço inicial de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 438

Ilustração finalizada a tinta da china por Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 438

Ilustração finalizada com as cores de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 438

Esboço inicial de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 439

Ilustração finalizada a tinta da china por Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 439

Ilustração finalizada com as cores de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 439

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