* De 7 a 10 de Março ocorrerá na cidade de Coimbra mais uma Mostra Internacional de Banda Desenhada: o COIMBRA BD 2019..
O evento será no mesmo local dos anos anteriores, ou seja, na Casa da Cultura de Coimbra e será entre os dias 7 e 10 de Março. À semelhança dos anos anteriores o Coimbra BD além das bancas com algumas editoras nacionais, também terá sessões de cinema, exposições, conversas com os autores e as famosas sessões de autógrafos, para além do já “clássico” desfile e concurso de cosplay.
Depois do sucesso do ano passado, este ano também se repete a presença de autores estrangeiros e depois da Sergio Bonelli Editore estar “representada” em 2018 por intermédio de Walter Venturi e R. M. Guéra, este ano vamos ter mais um conceituado desenhador dos quadros da prestigiada editora milanesa: Fabio Celonique tem a particularidade de estar presente para o lançamento de “O Velho que Lê“, primeiro volume de uma colecção PORTUGUESA dedicada a Dylan Dog, que abre com uma história da sua autoria (sobre a colecção de Dylan Dog, em breve daremos mais novidades).
Mas Fabio Celoni(que o ano passado foi uma das estrelas presentes no Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja onde inclusive chegou a desenhar alguns desenhos do Tex para gáudio dos texianos presentes na cidade alentejana), um dos mais jovens artistas a trabalhar para a Disney e um dos raros autores a escrever e desenhar as aventuras de Dylan Dog (Sergio Bonelli Editore) estará no Coimbra BD também com uma exposição dos seus trabalhos para a Disney e para a Bonelli.
O programa completo do Coimbra BD será divulgado daqui a poucos dias, mas caro leitor, fã e coleccionador Bonelliano, não deixe de comparecer em Coimbra para desfrutar, entre outras coisas, da presença de Fabio Celoni e de adquirir a edição nº 1 da nova colecção portuguesa do Dylan Dog!
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Hoje no blogue do Tex vamos dar, uma vez mais, conhecimento aos nossos leitores de algumas páginas INÉDITAS de Tex que estão sendo desenhadas por alguns dos grandes nomes do staff de Tex, de Laura Zuccheri a Roberto De Angelis passando por Rodolfo Torti, Ugolino CossueGianluca Acciarino:
Prancha inédita de Laura Zuccheri para o Tex Gigante a ser lançado neste Verão
Prancha inédita de Rodolfo Torti
Prancha inédita de Ugolino Cossu
Página inédita de Gianluca Acciarino para ser publicada este ano
Página inédita de Roberto De Angelis a ser publicada ainda neste mês de Fevereiro
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Por Rui Cunha (texto) e Margarida Cunha (fotografias)
Apesar da fraca atenção que as editoras, em Portugal, dão às edições de livros e revistas de Banda Desenhada, como se aquela que é conhecida como a Nona Arte, fosse algo desprezível e nocivo para a saúde dos leitores e demais pessoas, ainda se consegue, por vezes, ter agradáveis surpresas. Mas já lá vamos.
Vetadas a uma espécie de ostracismo editorial nacional desde há algum tempo, as publicações da Editora Bonelli, nas quais se incluem “Martin Mystère”, “Júlia – Aventuras de uma Criminóloga”, “Dylan Dog”, “Dampyr”, “Mágico Vento”, “Zagor” ou o septuagenário Tex, só para citar alguns dos nomes maiores da editora, só conseguem chegar ao público via importação ou quando alguma pequena editora se prontifica a fazer a sua edição nacional e é deste último caso que se trata.
Falo, claro, da nova colecção que a Editora Polvo, de Rui Brito, começou a lançar em Dezembro de 2018 e que se intitula “Universo Tex”, de que foram lançados os dois primeiros números, “Maria Pilar” e “Terror na Floresta”, respectivamente números 1 e 2 desta colecção. A ideia, segundo os seus autores e o editor, é dar mais protagonismo aos companheiros de aventuras de Tex e, nestas duas aventuras, é mesmo disso que se trata, embora os resultados não sejam iguais em termos qualitativos. Por uma lógica de qualidade, começamos pelo segundo.
Em “Terror na Floresta” vemos Kit Willer, o filho de Tex, envolvido numa aventura que o leva, depois de um jogo de cartas azarado, a ser preso e obrigado a trabalhar como madeireiro nas florestas do Colorado sob o olhar atento dos seus carcereiros enquanto os perigos da natureza espreitam.
História curta que se lê de uma só vez, embora, neste caso particular, o texto de Chuck Dixon não consiga arrancar da mediania, apesar de nunca perder qualidade, não empolga o leitor como seria de esperar numa história de Tex em que este se relega para um segundo plano delegando toda a importância no seu filho, Kit.
O desenho de Michele Rubini tenta fazer o seu melhor para disfarçar a fraqueza do argumento, mas, apesar dum primeiro quadro de cortar a respiração (a imagem do comboio que parece querer sair da página), resvala para uma ligeira banalidade (nomeadamente alguns quadros onde Kit aparece com o rosto ligeiramente efeminado), mas depois recupera a qualidade e melhora do meio para o final (toda a sequência de acção final é exemplo disso).
Em relação à edição propriamente dita, pouco há a assinalar: são 32 páginas de história (mais uma de informação) em papel de boa qualidade, formato ideal para uma leitura cómoda, um texto informativo bastante interessante (da autoria de Mário Marques), uma capa pouco atractiva (que nada tem a ver com a história), uma balonagem cuidada mas que contém um erro grave que deve ter passado na revisão: desde quando é que Jack Tigre se passou a chamar Tiger Jack?! (página 13, quadro 2) e volta a aparecer algumas páginas mais à frente. Será que rebaptizaram a personagem e esqueceram-se de avisar os leitores?
No geral estamos perante mais uma boa ideia do editor Rui Brito e da sua Polvo Editora, a quem se tem de dar os parabéns por mais uma iniciativa com pernas para andar desde que lhe sejam dadas condições para tal.
Em relação a “Maria Pilar”, nº1 desta nova colecção, a história é completamente diferente e a diferença entre ambas as aventuras salta à vista. Maria Pilar é uma jovem que pretende vingar a morte de seu pai, levada a cabo por um grupo de bandidos que se dedica a assaltar caravanas que ligam a cidade de Indianola a San António, em pleno Texas para destruir o comércio dos mexicanos. O caminho da jovem vai cruzar-se com um Ranger do Texas que foi enviado para investigar os acontecimentos e que se propõe ajudá-la.
“Maria Pilar” apresenta-nos um Kit Carson, jovem Ranger do Texas e onde as características mais marcantes da sua personalidade surgem ao de cima: o “bonvivant” corajoso, mulherengo e que gosta duma boa refeição regada com uma boa cerveja.
O argumento, da autoria de Mauro Boselli, revela, uma vez mais, porque é que o seu autor é um dos nomes grandes do staff texiano da Editora Bonelli, uma dedicação e grande conhecimento das coisas do Oeste, um bom texto que agarra o leitor desde o início, recheado de boas cenas de acção, a que também não é alheia a arte de Alessandro Bocci, ao pôr em desenhos as ideias de Boselli contribuindo ainda mais para que em escassas 32 páginas, desde o primeiro quadro (de uma caravana a atravessar um rio) até ao último (a porta de um saloon com o letreiro a dizer “closed”, implicando que a história de Maria Pilar e Kit Carson poderá não ter terminado), o interesse e a qualidade andem de braço dado.
Ao dar protagonismo a Carson (ainda que um jovem Kit Carson), compreende-se o objectivo desta nova colecção, situada no universo de Tex, mas sem ser ele o centro da atenção e assim contribuir para uma maior riqueza e compreensão duma personagem que já conta com mais de 70 anos de existência.
A Editora Polvo de Rui Brito continua destacada na divulgação de Tex e das aventuras no seu universo e “Maria Pilar” é mais um exemplo, plenamente conseguido, desse destaque: um cuidado muito particular na edição, enriquecida com uma semi-biografia do verdadeiro Kit Carson (novamente da autoria de Mário Marques), uma capa apelativa (embora, tal como “Terror na Floresta”, nada tenha a ver com a história, até porque Tex nem sequer aparece como personagem).
Em suma, ambas as obras e, apesar das diferenças que as caracterizam, acho que estamos perante uma nova realidade no que às edições das aventuras do Ranger diz respeito e será, sem dúvida, uma bela homenagem que se pode fazer a Gian Luigi Bonelli e a Aurelio “Galep” Galleppini e à personagem que criaram em 1948.
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Épica ilustração da autoria de Claudio Villa que comemora a tricentésima edição de Tex Nuova Ristampa, onde podemos admirar toda a pujança e imponência de Tex Willer e dos seus três fiéis pards: Kit Carson, Kit Willer e Jack Tigre.
Desenho INÉDITO no Brasil.
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