Entrevista com o fã e coleccionador: Paulinho da Silva

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Paulinho da Silva: Bom, nasci em Fernandópolis, interior de São Paulo. Meu pai foi sertanista, corrector de terras e desbravou selvas no Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Eu aprendi, desde pequenino, com o meu pai a ser um homem de palavra, inclusive o meu pai dizia em Mato Grosso: Meu filho, mais vale a boa amizade do que dinheiro no bolso, isso em 1979. Referia-se a boas amizades. O meu pai tinha vários filhos fruto de dois relacionamento, mas eu, o Sérgio e o Marcos éramos os chamados legítimos, filhos de uma mesma mãe e mesmo pai (embora nunca fiz acepção dos outros irmãos e irmãs).
O Pai era orgulhoso, respeitado e requisitado pelos fazendeiros que viviam na baixa Amazónia. O meu pai negociava terras a eles e passava mais tempo em Mato Grosso do que em São Paulo. Ele também era um xamã, um curandeiro pois entendia da fauna e flora mais que os índios.
Pegava Serpentes nas mãos e diziam que até com a anaconda ele entrava na água com ela por perto. Criou desde 1947 uma fama, tornando-se um mito, uma verdadeira lenda segundo relatos de tias tios, amigos. O meu pai entendia muito de vários assuntos e quando vinha a casa pegava um por um de nós três e sentava-nos em sua perna e conversava (mas eu por ter sido muito doente ele dava-me mais atenção).

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Paulinho da Silva: Quem me apresentou à banda desenhada foi um dos meus vários irmãos de sangue Aparecido (Cido), em 1975, quando eu tinha 4 anos de vida. A revista era do Astérix e Obélix.

Quando descobriu Tex?
Paulinho da Silva: Certo dia o meu levou-nos ao barbeiro para cortar cabelo e lá no senhor Dair tinha pilhas de revistas. Perguntei tímido ao seu Dair se podia ver uma e ele disse que era para isso que as revistas estavam ali. Isso foi em 1978. Então abri aquela revista em formatinho e lá estavam os 4 Rangers e a diligência. Folhei, pois não sabia ler já que estava fazendo a 1ª serie. Devido as complicações do bronquite entrei na escola em 1978. Tex foi a terceira revista que eu tive nas mãos, pois a segunda foi uma do Homem-Aranha contra o Electro.

Porquê esta paixão por Tex?
Paulinho da Silva: A minha paixão por Tex é porque ele passa uma honra que o meu pai me ensinou a ter desde pequenino.
Demonstra vida simples e de uma coragem sem igual. Bom eu fui vendedor, marceneiro, discotecário, peão na lida com gado, comercializei revistas aos quadradinhos, trabalhei com artesanato, fabrico arcos e flechas balestras. Amo essa arte desde rapazinho e faço oque for preciso, é só me pedirem e se eu não sei, expliquem-me que logo pego o jeito.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Paulinho da Silva: Tex não é diferente ao meu ver, ele apenas é real, não tem super-poderes. Talvez por isso seja então diferente.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Paulinho da Silva: Cheguei a ter perto de 300 exemplares de Tex, mas hoje tenho em torno de 80, 82 pois troco, vendo e compro, para além de também comprar Marvel e DC, mas sempre adquirindo mais Tex, Coleção, Ouro, Anual e em breve Platinium. Tex tem muitos títulos, acho inclusive que hoje em dia é o herói com mais títulos nas bancas.
Quanto ao exemplar mais importante para mim, sem dúvida é o Tex nº 112, El Muerto. Outro é o Tex Anual n° 4, Em território selvagem, 324 páginas e que aventura…

Colecciona apenas livros do Tex ou também de outras personagens?
Paulinho da Silva: Sempre tive livros e revistas… revistas está no sangue, adoro a leitura, seja desenhada ou escrita.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Paulinho da Silva: São tantos títulos e aventuras que fica difícil escolher um desejo, mas ter novamente uns 300 exemplares de Tex na prateleira seria bom demais.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Paulinho da Silva: O que agrada em Tex é a coragem e rapidez no Colt (por vezes comparo-o com o  doc Holliday, de Tombstone) e nada me desagrada no Ranger, nada!

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Paulinho da Silva: O que faz dele esse ícone é a autenticidade e a realidade. E ter sempre nas aventuras o famoso bife coberto com montanhas de batata frita, mas aí é o Carson que leva o mérito.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Paulinho da Silva: Só com os meus dois irmãos que também são fãs de Tex. Eles sempre pegam histórias de Tex comigo e afirmam ambos que Tex é o melhor personagem do mundo..

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Paulinho da Silva: No futuro de Tex vejo um filme, pois “O senhor do Abismo” não conta. Tex arrecadaria muito mais ainda se no mesmo filme tivéssemos Mefisto e El Muerto,  o que seria muito bom. Basta Hollywood olhar com atenção para os muitos títulos das aventuras do Ranger mais famoso do Velho Oeste.

Prezado pard Paulinho da Silva, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Apresentação BRUNO BRINDISI: Desenhador presente em Anadia nos dias 27 e 28 de Abril integrado na 6ª Mostra do Clube Tex Portugal

Por Mário João Marques

Bruno Brindisi estará em Anadia nos dias 27 e 28 de Abril para deleite dos fãs de Tex e de… Dylan Dog

Oriundo de uma família de artistas, Bruno Brindisi nasceu em Salerno em 1964, comuna italiana onde ainda reside. Autodidacta, com apenas dezanove anos fundou em 1983 a chamada Scuola Salernitana com Roberto De Angelis e Luigi Siniscalchi, com quem publicou a revista amadora Trumoon.

A sua carreira profissional começa em 1986, desenhando histórias eróticas para a Blue Press e a Ediperiodici e, mais tarde, para as Edizioni Cioé e Edizioni ACME. Em 1990, com apenas vinte cinco anos, entra na Sergio Bonelli Editore, desenhando alguns episódios de Nick Raider, até entrar na equipa de Dylan Dog, série onde se vai estrear com a aventura Il Male, escrita por Tiziano Sclavi.

Dylan Dog e Tex na arte de Bruno Brindisi

Em 2002 começa a trabalhar em Tex, desenhando o Texone I predatori del deserto, termina na série mensal Muddy Creek, uma aventura que Vincenzo Monti deixara incompleta devido ao seu falecimento, e inaugura o Color Tex com a história E vienne il giorno. Em 2012, desenha Il segreto di Diabolik, por ocasião dos cinquenta anos desta série. Ainda na Bonelli desenha La rivolta dei Sepoy, um episódio de Le Storie escrito por Giuseppe De Nardo, e o primeiro número de Brad Barron, mini-série de Tito Faraci. Ao mesmo tempo, trabalha para o mercado francófono com a Humanoides Associés na série Novikov.

Em 2015, foi galardoado com o prémio Romics d’Oro, mas antes, entre 1993 e 2012, já tinha vencido inúmeros prémios e reconhecimentos pelo seu trabalho, nomeadamente o Comicon 2003, onde foi classificado como “… um jovem de qualidades técnicas e artísticas de elevado nível. Pela sua capacidade de descrever e evocar pesadelos e sonhos, paisagens reais e fantásticas, colocando o seu estilo ao serviço da aventura e da diversão”.

Bruno Brindisi estará presente na 6ª Mostra do Clube Tex Portugal onde fará alguns desenhos para gáudio do público

Bruno Brindisi estará presente na 6ª Mostra do Clube Tex Portugal onde fará alguns desenhos para gáudio do público

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Tex DESEMBARCA no MÉXICO com aventura de ALDO CAPITANIO

Por José Carlos Francisco

Tex: Matador & La ira de los Montoya, a primeira HISTÓRIA MEXICANA da Panini Comics México

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A longa cavalgada de Tex, à volta do mundo, levou-o nos últimos anos, entre outros países, aos Estados Unidos da América, Rússia, Portugal e Chile, mas a popularidade da mítica personagem da Casa Bonelli, a maior editora transalpina de fumetti (nome dado à Banda Desenhada em Itália) que não parece assim conhecer fronteiras acaba de se estender também ao MÉXICO, oficialmente Estados Unidos Mexicanos, um país da América do Norte, que faz fronteira com os Estados Unidos da América e onde Tex Willer já viveu dezenas de aventuras ao longo das suas mais de sete décadas de vida editorial.


Aliás, no decurso das suas aventuras, Tex Willer aventura-se frequentemente e voluntariamente para além das margens do Rio Grande, para dar uma mão ao grande amigo Montales, “um homem de fibra”, que de rebelde em luta contra o corrupto regime mexicano, tornou-se depois governador de um Estado, o de Chihuahua, politicamente em contínua ebulição.

O México torna-se assim o mais recente país onde Tex Willer, o Ranger que mantém vivo o espírito do spaghetti western na banda desenhada e um dos títulos mais vendidos em Itália, teve a sua própria edição mexicana depois de nos anos Setenta do século passado, Tex ter sido distribuído no México, através das edições espanholas da editora Burulan de San Sebastian.

E o volume que deu a conhecer Tex neste século aos mexicanos, no passado mês de Fevereiro, através da Panini Comics com periocidade bimestral e ao preço de 79 Pesos Mexicanos foi “!Matador!“, aventura desenhada pelo lendário Aldo Capitanio, o consagrado desenhador italiano que ilustrou o Ranger de camisa amarela, tendo falecido em 2001. O argumento é de Mauro Boselli.

“!Matador!“ que coincidentemente, ou talvez não, se passa no estado de Sonora, México, onde a família Montoya está acostumada a mandar e desmandar, sempre se considerando acima da Lei. Quando o famoso toureiro Rafael Guerrero se apaixona e engravida Elvira Montoya, desperta a cólera do pai e dos três irmãos da moça. Estes partem então para Guadalupe, para raptar o matador logo após uma apresentação sua na arena da cidade, e levá-lo para ser justiçado na Hacienda Montoya. Porém, Tex e Carson, a convite do governador Montales, estão a assistir à tourada e resolvem atrapalhar os planos dos Montoyas.

Há ainda a particularidade da capa de Claudio Villa não ter sido a capa publicada na série principal em Itália, mas sim uma capa de Claudio Villa realizada para a Collezione Storica a Colori. Já o número 2 “La ira de los Montoya” (Abril, 2019) traz a capa original, também de Villa publicada na série principal e traz a conclusão da história.


A chamada para esta nova colecção mexicana de Tex foi a seguinte: “En el Viejo Oeste, un joven torero se convierte en el objetivo de una banda de hermanos delincuentes. Lo que desconocen es que Tex Willer y Kit Carson están de paso, ¡y no permitirán que se cometa una injusticia! ¡Conoce a uno de los personajes más famosos del cómic italiano!“

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Entrevista exclusiva: BRUNO BRINDISI (autor convidado para a 6ª Mostra do Clube Tex Portugal, em Anadia, nos dias 27 e 28 de Abril)

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) na tradução e revisão.

Bruno Brindisi estará em Anadia nos dias 27 e 28 de Abril para deleite dos fãs de Tex e de Dylan Dog

O Clube Tex Portugal realiza, em Anadia, nos dias 27 e 28 de Abril próximo a 6ª Mostra do Clube Tex Portugal e traz pela primeira vez BRUNO BRINDISI ao nosso país, motivo mais que suficiente para esta entrevista do blogue português do Tex com o autor italiano que estará então presente na capital da Bairrada no fim de semana de 27 e 28 de Abril no mui nobre MUSEU DO VINHO BAIRRADA.

Caro Bruno, mais uma vez seja bem-vindo ao blogue português de Tex.
Você será protagonista de uma exposição do Clube Tex Portugal, na cidade de Anadia. O que representa para si este acontecimento que contará com a sua presença em um país estrangeiro?

Bruno Brindisi: Um grande prazer, além da ciência de que já faço parte dos autores de Tex, depois de quase 30 anos de Dylan Dog.

O que convenceu Bruno Brindisi, autor de fama mundial, a aceitar um convite tão incomum?
Bruno Brindisi: Creio que estão a confundir-me com Joe Kubert! Mas agora eu fiquei curioso para descobrir o que haverá de incomum.

Quais são as suas expectativas em relação à 6ª Mostra do Clube Tex Portugal?
Bruno Brindisi: Depois de tantos anos de mostras, a grande paixão dos amigos portugueses tranquiliza-me sobre o alto nível da organização.

Ampliemos um pouco o horizonte da entrevista: o que o levou a entrar para a indústria dos comics?
Bruno Brindisi: Eu havia iniciado outro percurso, para mim a BD era só um passatempo, como a música. Mas a possibilidade de ganhos constantes, graças a editores como Sergio Bonelli, convenceu-me a tentar fazer dela a minha única fonte de renda. Espero não arrepender-me na velhice.

Como analisa a evolução da sua carreira?
Bruno Brindisi: O tempo de aprendizado foi breve, eu cheguei cedo a Dylan Dog, na época em que ele era lido por mais de um milhão de pessoas. Isso deu-me um prestígio e uma visibilidade incomparáveis, com o consequente entusiasmo de também poder dar o melhor profissionalmente. Oito anos depois da minha estreia na Bonelli, recebi o pedido para fazer um Tex Gigante, e pode-se imaginar o quanto eu senti-me honrado. Desde então, o meu caminho é plano, sem trechos acidentados.

Como avalia o seu trabalho de hoje em relação ao passado?
Bruno Brindisi: Com Tex, que é uma prova de fogo para qualquer desenhador realista, eu posso dizer que dei um salto de qualidade estrutural. Creio que já liberei-me de qualquer vínculo com fotografias, por tratar-se de mitologia do Oeste e não de adereços urbanos que exigem pesquisa constante.


Como se forma um desenhador do seu calibre?
Bruno Brindisi: Com muito trabalho.

Em que está a trabalhar actualmente?
Bruno Brindisi: Com a nova série Tex Willer, mas também logo sairão dois Dylan Dog meus.


O que sentiu quando recebeu o convite para desenhar essa nova série do jovem Tex Willer?
Bruno Brindisi: Um choque! Trabalhar com Boselli é terrível! Estou a brincar, somos amigos há vários anos.

O que Tex representa para si e qual a importância dele na sua vida?
Bruno Brindisi: Tex é um trabalho, não é um parente! Eu era leitor de Zagor, quando criança.

Tex é uma personagem importante na sua carreira, sem dúvida. Consegue se imaginar a ainda desenhar a série daqui a 10 ou 20 anos ou planeia um dia tentar algo novo? E teria em mente algum projecto de trabalho futuro?
Bruno Brindisi: Eu consigo muito bem imaginar-me a desenhar, mas não consigo imaginar o quê. Tex seria muito bom, mesmo daqui a 30 anos. Aliás, quero fazer a edição do centenário! Só terei 84 anos.

Para concluir, gostaria de deixar uma mensagem aos seus admiradores que irão a Anadia?
Bruno Brindisi: Não sou eu, estão vendo aquele alto, de cabelos compridos? Sigam aquele!

Caro Bruno, em nome do blogue português de Tex agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu. Se quiser aproveitar este espaço para deixar uma mensagem também aos nossos leitores, à vontade.
Bruno Brindisi: Aos leitores de Tex, mas também aos leitores em geral, que são sempre menos, eu agradeço pelo afecto, e peço que tentem contagiar outras pessoas, passem adiante a paixão!


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Intervista esclusiva: BRUNO BRINDISI (in occasione della sua presenza alla 6ª Mostra del Club Tex Portogallo)

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Júlio Schneider (redattore di Tex per il Brasile) per le traduzioni e le revisioni.

Per celebrare il sesto anno di vita del Club Tex Portogallo, si terrà una nuova Mostra al Museo del Vino e della Vigna di Anadia (il luogo più importante della città). Situata nel centro del Portogallo, Anadia dista 25 km a nord di Coimbra e 90 km a sud di Oporto.
L’esposizione avrà luogo nei giorni 27 e 28 aprile con la presenza di due grandi nomi di Tex: Roberto De Angelis e BRUNO BRINDISI.

Caro Bruno, ancora una volta sii il benvenuto al blog portoghese di Tex! Sarai protagonista in Portogallo di una esposizione del Club Tex Portogallo, nella città di Anadia. Cosa rappresenta per te questo avvenimento che potrà contare sulla tua presenza in un paese straniero?
Bruno Brindisi: Un grande piacere, oltre alla consapevolezza di far parte ormai degli autori di Tex, dopo quasi 30 anni di Dylan Dog.

Cosa ha convinto Bruno Brindisi, autore di risonanza mondiale, ad accettare un invito così insolito?
Bruno Brindisi: Forse mi confondi con Joe Kubert! Comunque, ora sono molto curioso di scoprire cosa ci sarà di insolito.

Quali sono le tue aspettative relativamente alla 6ª Mostra del Club Tex Portogallo?
Bruno Brindisi: Dopo tanti anni di mostre la grande passione degli amici portoghesi mi tranquillizza sul livello alto dell’organizzazione.

Allargando adesso un po’ l’orizzonte dell’intervista: cosa ti ha convinto ad entrare nell’industria dei comics?
Bruno Brindisi: Avevo intrapreso un altro percorso, per me i fumetti erano solo un hobby, come la musica. Ma la possibilità di guadagni costanti, grazie ad editori come Sergio Bonelli, mi ha convinto a tentare l’azzardo di farne la mia unica entrata economica, spero di non dovermene pentire in vecchiaia.

Come analizzi l’evoluzione della tua carriera?
Bruno Brindisi: Ho fatto una gavetta breve, sono arrivato presto a Dylan Dog, nel periodo in cui lo leggevano più di un milione di persone. Questo mi ha dato un prestigio ed una visibilità ineguagliabili, con l’entusiasmo conseguente di poter anche dare il meglio professionalmente. Otto anni dopo il mio esordio in Bonelli mi è stato chiesto un Texone, puoi immaginare quanto mi sia sentito onorato. Da allora la linea è fortunatamente piatta.

Come valuti il tuo lavoro di oggi in rapporto al passato?
Bruno Brindisi: Su Tex, che è il ponte dell’asino di qualsiasi disegnatore realistico, posso dire di aver fatto un salto di qualità strutturale. Oggi forse finalmente mi sono liberato di quasi ogni vincolo dalle foto, trattandosi di mitologia del West e non di arredi urbani che hanno bisogno di ricerca costante.

Come si forma un disegnatore del tuo calibro?
Bruno Brindisi: Faticando come l’asino di cui sopra!

Su che cosa stai lavorando attualmente?
Bruno Brindisi: La nuova serie “Tex Willer”, ma ci sono in uscita un paio di miei Dylan Dog.

Cos’hai provato quando hai ricevuto l’invito per disegnare la nuova serie del giovane Tex Willer?
Bruno Brindisi: Costernazione! Lavorare con Boselli è terribile! Scherzo, siamo amici da tanti anni.

Cosa rappresenta Tex per te e quale è la sua importanza nella tua vita?
Bruno Brindisi: Tex è un lavoro, non un parente! Ero lettore di Zagor, da bambino…

Tex è un personaggio importante nella tua carriera, senza dubbio: riesci ad immaginarti fra 10 o 20 anni a disegnare ancora la serie, o ambisci, un giorno, a provarti su qualcosa di nuovo? Hai qualche progetto in mente a cui lavorare in un futuro?
Bruno Brindisi: Riesco benissimo a immaginare me che disegno, meno bene a immaginare cosa. Tex andrebbe benissimo, anche fra 30 anni, anzi, voglio fare il numero del centenario! Avrò solo 84 anni.

In conclusione, vuoi lasciare un messaggio ai tuoi ammiratori che si trasferiranno ad Anadia?
Bruno Brindisi: Non sono io, vedete quello alto, con i capelli lunghi? Seguite quello!

Caro Bruno, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso. Se vuoi approfittare di questo spazio per lasciare qualche messaggio anche ai nostri lettori, puoi farlo.
Bruno Brindisi: Ai lettori di Tex, ma anche i lettori in genere, che sono sempre meno, un grazie per l’affetto, soprattutto cercate di contagiare qualche altro, tramandate la passione!

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)