Tex Gold da Salvat termina na edição nº 40

Depois de já termos noticiado em primeiríssima mão, aqui mesmo no blogue português do Tex, anunciando a luxuosa colecção de Tex com o selo da Salvat: Tex Gold e indicando inclusive num RIGOROSO EXCLUSIVO, a lista de TODOS os 60 números de Tex Gold, indicando os números, respectivos título, autores, data de lançamento e publicações originais, hoje damos uma notícia que não queríamos dar… esta fantástica colecção será encerrada no número 40, coincidentemente logo após a publicação da única história inédita que Tex Gold traria: “A presa“, de Mauro Boselli e Fabio Civitelli.

Apesar da suspensão da colecção (informação dada pela própria Salvat, hoje), pelo menos ela cumprirá o propósito de publicar, a cores, todas as histórias previstas que tinham sido publicadas originalmente nos Albo Speciale (Tex Gigante) e no Almanacco del West, não publicando nenhuma das histórias que saíram na série Maxi Tex, tendo em conta que o volume número 41 traria precisamente Oklahoma!, de Giancarlo Berardi & Guglielmo Letteri, aventura publicada em 1991, na série italiana Maxi Tex.

Num passado não muito distante, a editora Salvat anunciou, por meio de redes sociais, o término prematuro das suas três colecções de banda desenhada da Marvel: A colecção oficial de graphic novels Marvel, Os heróis mais poderosos da Marvel e A colecção definitiva do Homem-Aranha.

“Como vocês têm acompanhado, passamos por dificuldades no processo de distribuição ao longo de 2018, que culminaram em pausas nas entregas por alguns meses”, declarou a editora. “Esse cenário trouxe um impacto directo em nosso planeamento editorial e logístico, e por isso será necessário realizar algumas mudanças.”

Tex Gold, foi a colecção mais resistente tendo em conta que passou a ser única publicada pela Salvat após os cancelamentos acima, mas infelizmente e pelos mesmos motivos, também chegará ao fim antes do inicialmente previsto, já que será descontinuada, sendo o volume #40 a última entrega para as bancas brasileiras, fazendo com que a bela lombada inicialmente idealizada acabe por ficar incompleta para desgosto de muitos fãs e coleccionadores que consideravam esta a melhor publicação de Tex realizada até hoje no Brasil… com o fim de Tex Gold, a Mythos Editora continua a ser a única editora a publicar o Ranger no Brasil, mostrando que Tex felizmente está e continua a estar em boas mãos… longa vida ao Ranger com o selo da editora da fogueirinha, até porque a Mythos Editora é a nível mundial, a editora que mais séries de Tex tem actualmente em circulação!

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Entrevista com o fã e coleccionador: Esdras Stevany

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Esdras Stevany: Olá, o meu nome é Esdras Stevany, nasci no dia 30 de Maio de 1997, na cidade de Lagoa Salgada, cidade próxima à capital do estado do Rio Grande do Norte, Brasil.
Passei toda a minha infância até os 20 anos em um lugar de praia, um pequeno vilarejo chamado Diogo Lopes, distrito da cidade de Macau. Faz um ano apenas que moro em outro lugar do Brasil, chama-se Goiás, na cidade de Catalão.
Sou um jovem muito sonhador, sou ilustrador profissional, trabalho com diferentes estilos artísticos, desde pintura de telas, banners, design de logomarcas, quadrinhos, caricaturas e etc…
Desenhar é o que faço profissionalmente, desde os 15 anos de idade, porém também trabalho em outras actividades para melhor manter a minha renda. No mundo artístico o meu nome é “Stevany“,  deixei o meu sobrenome porque é mais fácil de se pronunciar. (Risos)

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Esdras Stevany: Desde pequeno eu li muitos quadrinhos, mangá  e banda desenhada, mas o interesse pela banda desenhada começou com Tex, quando aos 12 anos eu vi uma revista de Tex na banca, e comprei. Ali começou para mim um mundo de imaginação e nostalgia que vivencio até hoje. Ao ler Tex me deparei com diversos autores, escritores e desenhadores, e aquilo me fascinou a buscar por conhecer e aprender mais desse universo.
Me deparei em seguida com as BD’s de Julia Kendall, Mágico Vento e o incrível Zagor (personagem que amo muito). Tex e Zagor para mim é tudo de melhor que eu já li, e eu os desenho constantemente, aprendendo com cada artista, e aos poucos aumentando o meu nível artístico através dos mestres italianos.

Quando descobriu Tex?
Esdras Stevany: A paixão por Tex como falei antes, veio aos 12 anos quando descobri e comprei uma revista nas bancas. Porém logo mais tive a sorte de encontrar um “mega-fã “ de Tex na minha cidade, um homem conhecido pelo nome  de “Itá”,  ele emprestou-me algumas edições de Tex para ler, e para minha surpresa ele era um exímio coleccionador de Tex!!! Tinha desde o número 1 de Tex até o actual, e muitas edições especiais.
Eu fiquei louco quando vi aquela imensa pilha de revistas, (risos), eu fui pedindo a ele emprestado, e  de uma por uma cheguei a ler todas as edições do Tex normal que tinha saído no Brasil, num total de mais de 500 revistas, e fui acompanhando mensalmente, só parei de ler as revistas do Itá quando mudei de cidade, mas sempre acompanhando os novos lançamentos como faço até hoje.


Porquê esta paixão por Tex?
Esdras Stevany: A paixão por Tex está ligado directamente ao instinto de justiça do personagem, a busca por dar o melhor e resolver problemas, não só os seus mas também dos outros, e eu posso dizer que Tex moldou o meu jeito de ver o mundo, de tentar melhorar a cada dia, como o pouco que cada pequeno acto de justiça faz uma tão grande diferença.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Esdras Stevany: Como falei, Tex é um justiceiro nato, intrinsecamente dá o seu melhor, e ele não tem poderes sobrenaturais como muitos personagens diversos, isso o faz resolver suas situações difíceis com aquilo que está ao seu alcance. Armas, facas, flechas e o seu próprio punho!!
Mas o que mais me fascina em Tex é o seu lado humano, o poder verdadeiro do Tex está no seu coração, fazer pelos outros aquilo que ele faria por si mesmo.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Esdras Stevany: A minha colecção não é lá das maiores (risos), tenho umas 50 revistas de Tex, particularmente só comprei essas por conta dos desenhadores, colecciono as melhores histórias e mais bem desenhadas, amo desenhar. E o facto de não ter mais revistas, remete aquilo que falei anteriormente, eu li quase todas revistas de Tex que saíram no Brasil, pegando emprestado de meu amigo “Itá”. por isso não tenho muuuitas (risos).
A mais importante é uma edição especial colorida, desenhada por Civitelli, é a que mais gosto, pelo facto de no início da entrevista ter a história do começo da Sergio Bonelli Editore, e muitos making off de desenhadores falando a sua trajectória e bastidores de como é feito o Tex.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Esdras Stevany: Basicamente tudo o que tenho são livros e edições especiais de Tex.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Esdras Stevany: O que mais eu gostaria de possuir, mmmm, seriam três páginas originais de Tex, desenhadas por Claudio Villa, Alessandro Piccinelli e Alessandro Bocci.  Esses são os meus artistas predilectos e que sonho conhecer um dia!! Ter alguma arte deles para mim é como zerar a vida!!

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Esdras Stevany: A minha história favorita é a que conta a vida de Jack Tigre, aquela edição é fantástica! Realmente e difícil escolher (risos). O escritor de Tex que mais gosto é Claudio Nizzi. E o desenhador, esse é o mais difícil, sendo sincero não posso escolher apenas um, tenho que pôr os três lado a lado, Claudio Villa, Alessandro Piccinelli e Alessandro Bocci.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Esdras Stevany: O que mais me agrada é o senso de justiça, o que menos me agrada é o facto de Tex não querer casar de novo (risos).

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Esdras Stevany: Tex é a justiça em pessoa, qualquer coisa que se contrapõe à lei, Tex sabe resolver, sabe pôr ordem ao que está em desordem, é o homem que acha o corrupto e o desmascara, tudo isso junto faz Tex ser o ícone que é.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Esdras Stevany: Raramente encontro alguém apaixonado por Tex, não que não tenha muitos próximo a mim, mas é pelo facto de que onde moro é bem distante dos outros coleccionadores aqui no Brasil, mas por muita sorte tive a honra de conhecer o Itá, um grandiosíssimo coleccionador e apaixonado pelo Ranger, graças a ele pude ler muuuuitíssimas histórias do Ranger mais famoso do Oeste!!! Tex Willer!!

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Esdras Stevany: O futuro do Ranger será grandioso, graças aos grandes autores que levam os personagem a diversas fronteiras imaginárias, creio que Tex é e sempre será a melhor banda desenhada que pude pegar em minhas mãos, com 18 anos eu já tinha lido mais de 500 revistas do personagem, isso mostra que Tex nunca deixou e nem deixará de quebrar recordes tanto na Itália e no mundo, o futuro de Tex está em boas mãos!!
Um dia quando eu chegar a desenhar o Ranger mais famoso do Oeste, eu vou lembrar desta pergunta (risos). Eu vou realizar esse sonho, tenham certeza disto!! No momento estou  desenhando amostras de páginas de quadrinhos. Em breve penso em mostrá-las à editora Sergio Bonelli, será uma honra desenhar futuramente algum personagem bonelliano, creio que terei esse prazer. Estou batalhando por isso.


Prezado pard Esdras Stevany, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Confraria Bonelli esteve presente na VI Mostra do Clube Tex Portugal, na arte de Anilton Freires e Rouxinol do Rinaré

José Carlos Francisco e Ricardo Elesbão com artes da Confraria Bonelli para a 6ª Mostra do Clube Tex Portugal

A Confraria Bonelli, grupo de leitores e fãs de Banda Desenhada da Sergio Bonelli Editore no Brasil, esteve mais uma vez presente na Mostra do Clube Tex Portugal por meio de um de seus gestores, Ricardo Elesbão Alves.

Este ano, em especial, um de seus confrades, Anilton Freires, preparou uma arte exclusiva para a participação da Confraria e que simboliza a união dos leitores e fãs portugueses e brasileiros em torno do nosso querido Ranger do Texas.

Anilton Freires

Quadrinista e ilustrador, Anilton Freires nasceu em Redenção, Ceará, Brasil, em 1972. Desde muito cedo se tornou fã de cinema, literatura e bandas desenhadas. Seu traço é bem ecléctico, mistura das influências que teve de alguns desenhadores. Possui diversos trabalhos publicados em jornais, revistas,livros e BDs, dentre eles o livro Folclore Brasileiro (2013), com texto de Rouxinol do Rinaré, e a Novela Gráfica O vaqueiro e o Pássaro de Fogo (2016), com texto de Alex Magnos. Actualmente, faz parte do Ed Benes Studio, responsável pelo envio de seus trabalhos para o mercado americano.

Anilton Freires

Anilton salienta que “Tex e Mister No são personagens da Bonelli que sempre me fascinaram pelas suas aventuras. Tex no Velho Oeste e Mister No no Brasil. Não sou um grande coleccionador, mas sou um grande leitor da Sergio Bonelli Editore porque os seus fumetti e os seus artistas me inspiram”.

Tex

Capas Tex

Sobre a arte, que foi transformada em um cartaz comemorativo da participação Confraria na VI Mostra, o ilustrador comenta que “Ao receber o convite para criar a arte, fiquei bem feliz em,mais uma vez ter, oportunidade de desenhar Tex Willer! Pensei então em colocá-lo junto a seu pard Kit Carson, conduzindo/escoltando em uma carroça, como no velho Oeste, um carregamento de uma das maiores preciosidades portuguesas, o vinho da região da Bairrada. A carroça, à semelhança de muitas que aparecem nas histórias do Ranger, foi inspirada naquelas usadas para conduzir barris de vinho no interior de Portugal, nos séculos passados. Simbolizando os fãs de Tex, brasileiros e portugueses, foram acrescentadas as bandeiras dos países à mesma”.

Anilton Freires com o cartaz comemorativo da participação Confraria na VI Mostra do Clube Tex

Anilton Freires e Ricardo Elesbão com o cartaz comemorativo da participação Confraria na VI Mostra do Clube Tex

Em 2018, por ocasião dos 70 anos vida editorial de Tex, Anilton Freires foi também o responsável pela arte da capa do Série de Cordéis da Confraria, que homenageou o personagem, intitulado “Tex, Setenta Anos de Aventuras”, de autoria do confrade Rouxinol do Rinaré, um dos grandes coleccionadores brasileiros e por sinal Sócio do Clube Tex Portugal.

Ricardo Elesbão e Rouxinol do Rinaré

Durante a VI Mostra do Clube Tex Portugal, a Confraria Bonelli disponibilizou para os sócios portugueses exemplares do cartaz (A3), do cordel e da arte (A4) preparada para capa do mesmo.

Cartaz comemorativo da participação Confraria na VI Mostra do Clube Tex

Tex 70 anos de aventuras

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