Lançamentos Mythos Editora: As edições Bonelli de OUTUBRO de 2019

O Blogue do Tex anuncia hoje os lançamentos brasileiros da Mythos/Bonelli para o mês de Outubro:

5 de Outubro
Tex Coleção #477
Formato 13,5 x 17,6 cm – 116 Págs – P&B – R$ 11,90
Texto: Claudio Nizzi
Desenhos:
Claudio Villa

NA TERRA DOS UTES
As buscas de Tex, Carson e Jack Tigre pelo paradeiro de Kit Willer, que caiu num rio após levar um tiro, não dão resultado. Kit não morreu, mas o ferimento na cabeça provocou perda de memória e ele foi salvo e tratado por Flor de Lua, uma índia de uma tribo ute. Enquanto se recupera fisicamente, o rapaz começa a viver o quotidiano da aldeia, despertando o amor de Flor de Lua e o ciúme de um importante membro da tribo.

Tex Coleção #477

10 de Outubro
Martin Mystère #13
Formato 16 x 21 cm – 100 Págs – P&B – R$ 26,90
Texto: Pablo Morales
Desenhos:
Fabio Grimaldi

OS ILLUMINATI
Martin Mystère e Loretta continuam a sua alucinada fuga dos agentes do coronel West, que receberam a ordem de eliminar a perigosa testemunha. Aos poucos dissipa-se a névoa da mente da jovem, e as recordações de Leni, a impiedosa matadora, começam a emergir. Quem fez dela uma implacável máquina de matar? Existem outros assassinos com dupla personalidade como Loretta? A última esperança de esclarecer o mistério está depositada num homem de idade avançada e já próximo da morte, um homem detido num cárcere para criminosos de guerra!

Martin Mystère #13

11 de Outubro
Tex Gigante #34
Formato 18,4 x 27,5 cm – 244 Págs – P&B – R$ 32,90
Texto: Mauro Boselli
Desenhos: Laura Zuccheri

A VINGANÇA DE DOC HOLLIDAY
Doc Holliday: dentista, jogador e pistoleiro. Estabelecido em Leadville, Colorado, o lendário médico com o revólver ganha a vida nas mesas de jogo. Mas o passado retorna nas pessoas da sua agitada e ciumenta ex-namorada, Big Nose Kate, e de dois rangers obstinados, Tex e Carson, que o procuram para esclarecer o mistério de alguns crimes sangrentos cometidos com uma broca de dentista. Enquanto isso, os sobreviventes da Quadrilha dos Caubóis continuam a morrer e, entre o Colorado e o Novo México, os colts voltam a rugir nas mãos de Johnny Ringo, Bud Snow e outros famigerados bandidos do Oeste, até o sangrento acerto de contas no Cânion do Esqueleto.

Tex Gigante #34

17 de Outubro
Tex Platinum #23
Formato 13,5 x 17,6 cm – 228 Págs – P&B – R$ 29,90
Texto: Claudio Nizzi
Desenhos:
Gianluca Cestaro, Raul Cestaro, Rossano Rossi e Fabio Civitelli

OS CAVALEIROS DA TEMPESTADE
O jovem Steve Evans envolve-se em más companhias e participa de um assalto a um banco. O pai do rapaz, um ranger aposentado, pede a Tex para tentar tirar o jovem da enrascada, e o herói dirige-se à fronteira mexicana para enfrentar cinco bandidos dispostos a tudo para não serem capturados.

O FUGITIVO

O cenário desta aventura é o ardente deserto de Sonora, um território extremo, que não perdoa quem nele adentra sem estar preparado. E Águia da Noite, caçado por quatro malfeitores, acaba injustamente acusado de homicídio, tendo que fugir pelo deserto, a pé e desarmado.

Tex Platinum #23

Tex Platinum #23

20 de Outubro
Tex Willer #10
Formato 16 x 21 cm – 68 Págs – P&B – R$ 14,90
Texto: Mauro Boselli
Desenhos:
Bruno Brindisi

A DETETIVE DA PINKERTON
Steve Dickart, mais conhecido por Mefisto, e a sua irmã Lily viajam pelo Oeste com o seu espectáculo de ilusionismo, mas na verdade são dois habilidosos ladrões e golpistas, prontos para se venderem a quem pagar mais. Contra eles age a valente Kate Warne, braço direito de Allan Pinkerton, que a encarregou de proteger o candidato republicano ao Senado pelo Estado de Illinois, o inexperiente advogado Abraham Lincoln. Mas a missão de Kate começa mal, com um banho perigoso nas águas do tumultuoso Missouri. Em sua salvação, chega um jovem fora da lei… e Tex se envolve no redemoinho de uma complicada intriga política!

Tex Willer #10

Tex Willer #10

23 de Outubro
Dylan Dog #11
Formato 16,0 x 21,0 cm – 100 Págs – P&B – R$ 26,90
Texto: Claudio Chiaverotti
Desenhos:
Ferdinando Taconi

A REVOLTA DOS CARROS
Calor insuportável, cidade deserta. É tempo de partir para as praias, em direcção ao repouso… eterno! Os leais servos de todos os dias rebelam-se justamente quando mais precisamos deles: os carros parecem enlouquecer, e o êxodo de Verão transforma-se numa carnificina. Sim, isso acontece todos os anos, quando o frenesim das férias ofusca as mentes, mas este Verão é diferente dos outros. Por trás das batidas e das latarias ensanguentadas, desta vez esconde -se um poder assassino!

Dylan Dog #11

23 de Outubro
Tex em Cores #39
Formato 15 x 21 cm – 228 Págs – Cores – R$ 44,90
Texto: Gianluigi Bonelli
Desenhos:
Aurelio Galleppini

O BANDO DOS MÓRMONS
Uma série de assaltos a bancos ocorre em pequenas cidades ao longo do rio Colorado sem que os xerifes locais consigam descobrir o paradeiro dos bandidos, que cometem os roubos travestidos de pastores mórmons e depois desaparecem misteriosamente. Encarregados pelo Exército de esclarecer o mistério, Tex e Carson vão parar no Grande Circo Americano, onde se apresenta o Grande Mustafá, que não é outro senão Pat Mac Ryan. E será esse grande amigo de Tex e Carson quem dará importantes informações para prender os bandidos.

Tex em cores #39

25 de Outubro
Tex #600 (Edição em cores e acompanhada de um maravilhoso brinde)
Formato 13,5 x 17,6 cm – 116 Págs – Cores – R$ 15,90
Texto: Mauro Boselli
Desenhos:
Fabio Civitelli

O OURO DOS PAWNEES
Muito tempo atrás, enquanto percorriam as grandes pradarias do Oeste, quatro jovens amigos deparam-se com um bando de ferozes índios sioux em perseguição a uma menina índia. Um dos rapazes era Tex Willer, que bravamente salva a vida da garota. A partir daquele momento, o destino de Tex e o do povo vermelho estaria intrinsecamente ligado na pessoa da princesa índia Tesah e do segredo do tesouro sagrado. Anos mais tarde, Águia da Noite recebe uma mensagem com um pedido de ajuda da velha amiga e parte em seu socorro, junto com Carson, Jack Tigre e Kit Willer.
E não perca também, pela primeira vez, a mesma edição com uma capa variante.

Tex #600

Tex #600 – Capa variante

30 de Outubro
Zagor Especial #67
Formato 13,5 x 17,6 cm – 284 Págs – P&B – R$ 36,90
Texto: Antonio Zamberletti
Desenhos:
Mauro Laurenti

A VOLTA DE BLONDIE
Blondie foge de maneira audaciosa de um cárcere no coração dos Montes Apalaches. Ela não foge em direcção à liberdade, mas em busca de algo que talvez esteja ligado ao seu passado, no norte, na região em que antigamente actuava uma quadrilha de assaltantes sanguinários que jamais foi presa e que passou a ser chamada de Quadrilha dos Fantasmas. Por coincidência, Zagor e Chico também estão indo ao mesmo lugar, e acabam envolvidos numa trama que pode revelar a história de vida da bela fora-da-lei.
Uma superaventura inédita de 286 páginas para delírio dos fãs do Rei de Darkwood.

Zagor Especial #67

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Em memória de Sergio Bonelli – A homenagem da SBE

[1] Artigo publicado no sítio Internet Sergio Bonelli Editore em 26 de Setembro de 2019.

A 26 de Setembro de 2011 deixava-nos Sergio Bonelli, que detinha o comando da editora desde 1957. Para recordá-lo propomos-vos um trecho do livro de Gianni Bono “Os Bonelli” e um pequeno vídeo com as homenagens de alguns dos nossos desenhadores.

Nascido a 2 de Dezembro de 1932, Sergio Bonelli deixou-nos a 26 de Setembro de 2011. O seu trabalho foi de fundamental importância para toda a banda desenhada italiana, não apenas na qualidade de autor, mas também como editor. Recordamo-lo com um pequeno trecho do livro Os Bonelli. Uma família mil aventuras, da autoria de Gianni Bono e publicado pela Sergio Bonelli Editore em 2017, e um vídeo que exibe algumas das homenagens realizadas pelos desenhadores da Sergio Bonelli Editore aquando do seu falecimento. Quem quiser aprofundar a sua figura, é convidado a visitar a magnífica secção do site da editora italaina que lhe foi dedicada, com toda a admiração e afecto dos seus funcionários e colaboradores.

Há já alguns anos, talvez de modo não completamente consciente, a banda desenhada, não apenas a nossa, está a mudar profundamente e destina-se sobretudo a um público adulto, crescendo junto àqueles leitores que, embora apaixonados pelo meio, solicitam novos argumentos tratados com uma atitude mais madura, dando azo a um debate que vê entre os protagonistas uma pessoa que, por ora, prefere permanecer na sombra. É o “jovem editor”, de 33 anos, Sergio Bonelli, que está à frente dos negócios da família há oito anos.

Envergonhado, quase no limite da timidez, mas dotado de capacidades organizativas extraordinárias, Sergio Bonelli é o anti-herói da banda desenhada italiana. O seu, é um trabalho minucioso, que realiza após o encerramento da redacção, deixando falar as séries de banda desenhada que vai lançando para o mercado de forma contínua. De facto, após o sucesso de Tex no inovativo formato bonelliano, outras personagens e séries se apressam a ladeá-lo nesta fórmula editorial vencedora.

As capacidades de Sergio Bonelli são reconhecidas também pelos editores concorrentes, como a Mondadori, que gostaria de confiar-lhe o “Rato Mickey”, na época sob a responsabilidade de Mario Gentilini. Mas nada se concretiza, e talvez tenha sido essa falta de acordo a dar a força motriz que transformará a editora familiar na realidade que hoje conhecemos.

Como eu vi a Comic Con (que contou com a presença de Fabio Civitelli)

Por Pedro Cleto*

Cair na realidade

Ao segundo ano em Lisboa – tal como tinha sucedido ao terceiro ano em Matosinhos – a banda desenhada foi posta no ‘seu’ sítio. Que é como quem diz teve um cartaz reduzido, menos expositores, menos autores nacionais, menos filas nos autógrafos. Curiosamente num ano em que decorreu sob a égide da homenagem a Stan Lee…
Na prática, sejamos sinceros, isto é apenas um reflexo do seu verdadeiro peso económico e cultural no nosso país, pese embora o muito bom momento editorial que se tem vivido nos últimos anos.

[Começo com uma ressalva: só estive na CCP no sábado dia 14, e dediquei-me especialmente à BD e aos seus diversos agentes. E, já agora, também com uma lembrança: ao contrário do que muitos têm dito, a Comic Con NÃO é um evento de BD; é um festival de Cultura Pop, de que a BD é apenas um dos componentes, certamente não o mais importante e, menos ainda, o mais relevante em termos económicos.]

Fabio Civitelli e Pedro Cleto

Comecemos pelo cartaz (de BD, claro): dois nomes grandes nas respectivas áreas, Ed Brubaker e Fabio Civitelli, que primaram pela disponibilidade e simpatia – e pela partilha do conhecimento que têm dos respectivos meios. Depois, Ivan Reis e Joe Prado, nomes de peso intermédio nos comics de super-heróis, o menos mediático Greg Tocchini e… mais ninguém. Ah! Também Patrícia Martins e Raul Allen… Desapareceram os bons nomes espanhóis, desapareceram completamente os franco-belgas… Em termos contabilísticos – e como este aspecto parece cada vez mais importante na Comic Con…. – 5 autores (ou 7…), que comparados com os 10 de há um ano atrás…
Curiosamente – dando assim razão à organização – a verdade é que as suas sessões não foram especialmente concorridas – com excepção de Brubaker – tendo Reis, Prado e Tocchini estado ‘às moscas’ no sábado, supostamente o dia das grandes enchentes, altura em que facilmente consegui os seus autógrafos.
Em termos de comparação posso referir que em 2018, em que também só estive na Comic Con no sábado, só consegui os autógrafos dos autores que entrevistei em particular e com hora marcada aqui para o blog… Seria de esperar que menos autores provocassem mais afluência aos que estavam presentes, mas isso não aconteceu. Possivelmente, menos autores de BD levou a que houvesse menos visitantes interessados nesta área… Até porque a subida dos preços das entradas, também não convidava à comparência.
[Do que pude constatar, a pouca afluência às sessões de autógrafos e painéis foi mais ou menos geral. Eu próprio testemunhei o painel de Joaquim de Almeida muito despido de público… Diz a imprensa que só escapou a esta regra a jovem actriz de Strange Things, Millie Bobby Brown, cuja presença no domingo provocou mesmo desacatos devido à falta de lugares para todos os interessados. O que, diga-se de passagem, é uma situação normal e passível de acontecer, numa Comic Con, como num concerto ou num jogo de futebol…].

Stand Clube Tex Portugal

Em termos portugueses, como a organização reduziu o número de convites para o Artist’s Alley, foram poucos – muito poucos mesmo… – os autores que se dispuseram a pagar esse espaço do seu bolso. No mesmo sentido, dado o aumento de preços – generalizado – dos espaços, a Levoir optou por não estar presente e a Casa da BD, que costumava disponibilizar uma diversificada oferta de edições de BD brasileiras, este ano cingiu-se apenas à venda dos malfadados Pop’s… Dessa forma, para além da novidade do stand do Clube Tex, onde Fabio Civitelli foi incansável nos desenhos e na simpatia – mas em que, inexplicavelmente, não havia livros do ranger à venda… – quem quis BD viu-se reduzido a três opções: a livraria Kingpin Books e as editoras Devir e G. Floy. Porque apesar de tudo as vendas compensam o investimento (crescente) necessário? Porque, para quem veio desde o início, é pior faltar agora? Porque a presença compensa pela divulgação, redução de stocks e eventual conquista de novos leitores? Porque mostrar a sua arte/livros e contactar directamente com o público faz parte da profissão de autor/editor?
Cada um sabe de si, a resposta possivelmente terá um pouco de tudo isto. Mas a redução do número de stands com BD é inegável.
Como inegável, também, é a falta de condições do baptizado Geek Market, uma autêntica sauna em dias de calor como aqueles com que a Comic Con foi presenteada. É verdade que para o Artist’s Alley constituiu uma melhoria – outra coisa seria difícil depois das paupérrimas condições de 2018 – com o aumento de visibilidade dos autores, agora integrados na área comercial principal, mas a situação esteve longe de ser a ideal.
Positiva – muito positiva – continua a ser a aposta da organização nos Galardões BD, que distinguem as melhores edições lançadas no nosso país no ano anterior e que são os únicos troféus para a banda desenhada com um prémio monetário.

Relativamente aos outros aspectos da Comic Con, repetiram-se situações que já não são aceitáveis num evento com seis anos: falta de informação, online e no local, sobre os eventos, os seus horários ou as alterações sofridas; confusões com as datas de presença dos convidados; falta de sinalização, em quantidade e com visibilidade e deficiente identificação dos diversos espaços… Pode parecer pouca coisa, mas são ‘muitas poucas coisas’ que, em conjunto, representam uma ‘coisa muito grande’. E que tem reflexos muito significativos na opinião com que o visitante sai do evento e expressa depois – ou durante… – nas redes sociais. E como é tão fácil criticar e tão difícil elogiar!

Evento este que parece estar cada vez mais virado para as marcas – que pagam… bem? – e para o esvaziamento de conteúdos. Possivelmente, depois de pagar bom dinheiro para entrar, é disto que o público gosta, de uma Comic Con transformada numa espécie de feira popular, com os carrinhos de choque, rodas gigantes e montanhas russas substituídas por espaços publicitários onde horas passadas em sucessivas filas permitem receber uma lata de refrigerante, meia embalagem de noodles (em troca de um grito), um copo de chá, um balão e uma caneta de publicidade à saúde oral ou ser fotografado em cenários, requentados, como o Trono de Ferro, ou cada vez menos elaborados, de séries e filmes… em vez de conversar ou ouvir autores e/ou actores falarem de si e das suas obras…
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Autógrafo desenhado de Fabio Civitelli para Pedro Cleto

Dizem os ecos que a zona de alimentação não estava preparada para as enchentes de sábado e domingo, tal como as casas de banho, mas são experiências que não tive. Pareceu-me, isso sim, que os conteúdos propostos, sendo menos, estavam mais dispersos, numa tentativa de preencher um espaço demasiado grande para a oferta, onde – devido a essa dispersão? – o número de visitantes me pareceu inferior ao do ano passado… mas a contabilidade oficial ainda não foi divulgada.
Em resumo, se percebo que a banda desenhada, no conjunto das diversas áreas – TV, Cinema, Gaming, Cosplay… – que compõem a Comic Con, sendo fundamental como origem de tudo o resto que aqui é celebrado, de alguma forma tem de ser colocada no seu lugar relativo, confesso alguma desilusão com o rumo que o evento parece estar a tomar, com público, agentes e aqueles que fazem destas áreas o seu modo de vida – e não só da BD – a afastarem-se dele..
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*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro (http://asleiturasdopedro.blogspot.com/).

(Clicar nas imagens para as aproveitar em toda a sua extensão)