No passado dia 21 de Agosto a Sergio Bonelli Editore publicou a edição número 10 de Tex Willer (a nova série dedicada ao jovem Tex e que traz as aventuras de Tex quando ele ainda era um fora-da-lei!), intitulada “Pinkerton Lady” que contém a primeira parte de uma história escrita por Mauro Boselli e desenhada por Roberto De Angelis que com esta edição regressa a Tex Willer depois de ter sido o desenhador da primeira história desta nova série!
Maurizio Dotti com os originais a preto & branco e a cores da capa de Tex Willer # 10, com a presença de Mefisto
A capa deste décimo número, tal como as nove anteriores e as que se seguirão nesta nova colecção, é da autoria do conceituado desenhador Maurizio Dotti, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada da capa original pintada pelo próprio Maurizio Dotti, devido à gentil cortesia do consagrado desenhador italiano:
Capa de Tex Willer #10, com as cores originais de Maurizio Dotti
Capa de Tex Willer #10
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Alfonso Font, Mestre Catalão do staff de desenhadores do Ranger Tex foi um dos ilustres convidados do Amadora BD 2019, evento ocorrido na cidade portuguesa da Amadora, tendoFontestado presente no fim de semana de 2 e 3 de Novembro, sendo inclusive um dos autores mais acarinhados pelo numeroso público, assim como um dos mais requisitados para um autógrafo, uma foto, mas sobretudo, para um desenho devidamente dedicado.
Alfonso Font, Orlando Santos Silva e o Tex do Mestre Catalão
O vídeo que damos hoje a conhecer, tem a duração de cerca de 10 minutos e nele vemosAlfonso Font a desenhar o Tex para um dos seus mais acérrimos fãs, oOrlando Santos Silva, conceituado advogado de Lisboa, que considera que o sentimento de justiça de Tex está sempre bem presente nas suas aventuras, mas que por vezes exagera um bocado, principalmente nos métodos que utiliza para tirar informações das pessoas, leia-se vilões… e compreende-se que um advogado veja sob este prisma, mas reconheçamos que se não fosse assim, muitas confissões não seriam obtidas pelo nosso Ranger, tinha que ir trabalhar, mas vamos então ao fantástico vídeo de Alfonso Fonta desenhar Tex, enquanto decorrem algumas conversas paralelas:
O Tex de Alfonso Font para Orlando Santos Silva
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A Direcção do Clube Tex Portugal vai organizar no dia 14 de Dezembro, sábado, um jantar/convívio para que os sócios do Clube recebam pessoalmente a REVISTA nº 11 do Clube Tex Portugal, edição devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore.
Sobre a revista em si, daremos mais informações em breve podendo adiantar de momento que terá uma capa inédita da autoria de Pasquale Frisenda, ou melhor, CAPAS, já que devido ao sucesso ocorrido com as edições anteriores, também neste décimo primeiro número vamos ter duas versões de capa, já que Pasquale Frisendaenviou-nos não uma, mas sim DUASdeslumbrantes artes. E neste décimo primeiro número vamos contar uma vez mais com diversas colaborações de autores de Tex, mas a seu tempo daremos informações definitivas sobre mais esta edição que ficará na história de Tex em Portugal (e não só).
Voltando ao convívio texiano, o jantar, que terá início às 20.00 horas do dia 14 de Dezembro, ocorrerá, tal como nos anos anteriores, no Cacém. Desta vez num novo espaço, mais precisamente no Restaurante Mar e Terra, um espaço amplo e agradável, situado no Largo Arquiteto Adães Bermudes, Paiões, Rio de Mouro.
A ementa do Convívio Texiano deste ano é composta de: Entradas: Pão, Azeitonas, Paté, Linguiça com cogumelos e Salgados Peixe: Arroz de tamboril Carne:Picanha Bebidas:Vinho tinto e branco (casa), Sangria, Sumos, Cerveja e Água Sobremesa: Tarte de maçã, Salada de fruta, Mousse de chocolate e Doce da casa Café
O preço por adulto é de 17.50€, crianças até aos 4 anos não pagam e dos 4 até aos 10 anos pagam 10.00€.
Para além da entrega deum exemplar GRATUITO da Revista nº 11 do Clube Tex Portugal a cada associado presente, o jantar servirá principalmente para fomentar e fortalecer o convívio texiano e também para se debater sobre asprincipais iniciativas do Clube Tex Portugal para 2020, com especial incidência numsétimo evento a realizar, em Abril, novamente naBairrada, e que contará com a presença de mais DOIS, renomados autores de Tex e que incluirá também novas exposições dedicadas ao Ranger!
A Direcção do Clube pede aos sócios (e não sócios, pois o jantar convívio é aberto a todos os apreciadores da 9ª Arte) que desejem participar no jantar/convívio do dia 14 de Dezembro que confirmem a sua presença impreterivelmente até ao dia 7 de Dezembro, para os e-mails josebenfica@hotmail.com ou cacem.moreira@gmail.com ou ainda aqui mesmo no blogue português do Tex na forma de comentário a este post, recordando uma vez mais que os sócios podem ser acompanhados por familiares e amigos que desejem participar também de mais este convívio texiano.
Família Texiana no Convívio 2018 do Clube Tex Portugal
Aos sócios, com as quotas do mês de Dezembro pagas, que não possam comparecer ao jantar/convívio do Cacém, será enviado pelo correio em data posterior o respectivo exemplar da revista nº 11 do Clube Tex Portugal.
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* No Natal, inclusive o TEXiano, é tradicional contar histórias fantasmagóricas junto à lareira…
Especial Tex Willer – Fantasmas de Natal
Maurizio Dotti exibe a ilustração original da capa com as suas cores originais
As novidades referentes a Tex Willer não param, mostrando a cada vez maior vitalidade do septuagenário Ranger de Gian Luigi Bonelli. E prova disso mesmo é o anúncio de uma nova série natalícia anual dedicada a Tex, com lançamento, na Itália, da edição número 1 previsto para o dia 5 de Dezembro.
Trata-se de um volume insólito com cores incomuns e surpreendentes, e precisamente por isso, vamos apenas apresentar algumas páginas ainda a preto e branco, de modo à surpresa ser real aquando da aquisição do volume por parte de cada leitor e coleccionador de Tex que vá adquirir este primeiro exemplar do Speciale Tex Willer cujo título é “Fantasmi di Natale” (“Fantasmas de Natal“), no formato 16×21 cm, a cores, contendo 128 páginas, com argumento de Mauro Boselli, Marco Nucci, Giulio Antonio Gualtieri, roteiro de Mauro Boselli, desenhos de Marco Ghion, cores de Gianmauro Cozzi e capa de Maurizio Dotti.
As selvagens e desabitadas montanhas Uintah, de acordo com as lendas dos Utes, são a morada de espíritos malignos… Somente os conquistadores espanhóis passaram por lá, há muito tempo, em busca do ouro… Em fuga da lei, Tex procura um refúgio seguro, uma velha cabana, a qual lhe tinha sido falada pelo seu amigo Dusty. Mas, entre tempestades furiosas e avalanches, na cabana acabaram por se esconder três bandidos, uma rapariga sua prisioneira e um garimpeiro que conhece as antigas lendas das Uintah… Histórias de fantasmas para passar o tempo…
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J. Kendall #139 – Aventuras de uma criminóloga Myhtos Editora
Brasil, Março/Abril de 2019
135 x 180 mm, 260 p., pb, capa mole, bimestral
R$ 24,90 / 9,00 €
Uniforme manchado Berardi e Calza(argumento) Ernesto Michelazzo(desenho)
Loucura sem fim Berardi e Mantero (argumento) Steve Boraley(desenho)
À espera de Myrna .
É indiscutível que Julia Kendall, enquanto personagem de BD, vai bem além da bidimensionalidade do papel, assumindo-se a várias dimensões: mulher, criminóloga, professora, neta, irmã, amante…
Por isso se entende que os sucessivos casos que investiga apresentem sempre criminosos ‘novos’ sem qualquer tipo de recorrência. Ou quase.
É por tudo isto, no entanto, que se tornam especiais os poucos confrontos que em 20 anos de existência teve com a sua ‘besta negra’, o que faz com que os leitores estejam sempre à espera de Myrna.
[O texto que se segue desvenda um pouco da segunda história deste volume, mas não mais do que a sua introdução em J. Kendall #139; mesmo assim, leiam-na por vossa conta e risco.]
Myrna, Myrna Harrod, a assassina em série que apresenta em Julia um papel semelhante ao de Mefisto em Tex: os encontros são raros, mas sempre memoráveis.
Loucura sem fim, segundo relato deste volume #139 da edição brasileira das aventuras da criminóloga de Garden City, marca mais um desses encontros (in)desejados (conforme o ponto de vista das duas protagonistas).
Duas protagonistas, sim, porque quando Myrna entra em cena, rouba boa parte dela a Julia, quer do ponto de vista visual para o leitor, quer na condução da narrativa através dos seus pensamentos, papel que geralmente cabe a Julia.
O relato começa com a fuga de Myrna do hospital em que estava internada, em coma, recomeçando a sua senda sanguinária que progressivamente a encaminha para Julia.
Ao desejo de reencontro dos leitores com a assassina, Berardi (cor)responde com um argumento forte, a dois tempos – Julia num local secreto, protegida por Alan Webb, e Myrna numa cruzada assassina na sua direcção, eliminando aqueles com quem se cruza – numa narrativa em que as páginas parecem multiplicar-se para impedir o frente a frente entre as duas mulheres, movidas por sentimentos antagónicos.
A gestão de tempo de Berardi chega a ser cruel, pela forma como mais do que uma vez o ponto de não retorno para o inevitável encontro é simulado (para os olhos do leitor) sem que se concretize. Para, afinal, no final, ocupar apenas umas escassas meia dúzia de páginas…
…mas deixando a promessa de um próximo – mas não antes de (mais uma) longa espera – regresso.
Capas, outra vez
Depois de Moonshine #2 Comboio dos Tormentos, volto ao tema das capas.
As da Sergio Bonelli Editiore, nas suas edições tradicionais, de venda em bancas e quiosques – admiradas por uns, odiadas por outros – são características e ostentam durante anos, lustros, décadas a assinatura – o traço, o estilo, a visão da personagem… – de um mesmo autor. Mauro Soldi, no caso de Julia, do número inaugural até ao #157. A partir daí foram entregues a Cristiano Spadoni que, para além do estilo diferente, mais arejado, apresenta aos leitores uma nova Julia, menos receosa e tímida, mais capaz de assumir o comando e de arriscar onde antes hesitava, em suma, mais em linha com aquela que as últimas edições têm revelado.
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
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