Os diversos esboços alternativos da capa do Tex Gigante nº 35, da autoria de Claudio Villa

Por José Carlos Francisco

Pelos mais variados motivos, alguns desenhos e estudos para capas de Tex foram sendo modificados ou mesmo reprovados, conforme foram sendo “evoluídos”, até se chegar à capa eleita que vai para a gráfica, seja sobretudo no trabalho de Claudio Villa em cada capa da série regular de Tex, mas também no caso dos desenhadores dos Tex Gigantes cujas capas são da autoria do desenhador da história, passando assim por sucessivas fases de realização conforme já por várias vezes mostramos aqui mesmo no blogue do Tex e hoje damos a conhecer mais alguns exemplos desses esboços, neste caso do próprio Claudio Villa já que o mais recente Tex Gigante é de sua autoria, que tornaram-se assim obras inéditas e por isso mesmo desconhecidas pela maior parte dos leitores e fãs de Tex.

Claudio Villa exibe o seu Tex Gigante

De modo a que possam ser admiradas e comentadas e  também para eventual comparação, mostramos os diversos esboços, realizados por Claudio Villa, da capa do Tex Gigante nº 35, assim como a respectiva capa publicada neste mês de Fevereiro pela Sergio Bonelli Editore com o título “Tex l’inesorabile“:

Esboço alternativo número 1 da capa do Tex Gigante nº 35, da autoria de Claudio Villa

Esboço alternativo número 1 (versão B) da capa do Tex Gigante nº 35, da autoria de Claudio Villa

Esboço alternativo número 2 da capa do Tex Gigante nº 35, da autoria de Claudio Villa

Esboço alternativo número 3 da capa do Tex Gigante nº 35, da autoria de Claudio Villa

Esboço alternativo número 4 da capa do Tex Gigante nº 35, da autoria de Claudio Villa

Esboço alternativo número 5 da capa do Tex Gigante nº 35, da autoria de Claudio Villa

Esboço alternativo número 6 da capa do Tex Gigante nº 35, da autoria de Claudio Villa

Capa do Tex Gigante nº 35, da autoria de Claudio Villa

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As Leituras do Pedro: Dragonero – El fin de Yastrad

As Leituras do Pedro*

Dragonero: El fin de Yastrad
Luca Enoch
e Stefano Vietti (argumento)
Gianluigi Gregorini e Giancarlo Olivares (desenho)
Panini
Espanha, 20 de Fevereiro de 2020
195 x 259 mm, 208 p., cor, capa dura
ISBN: 9788491674153
22,00 €.

Segredos

O que faz o sucesso – ou a falta dele? – de uma série? Porque razão Tex é publicado há mais de 70 anos e outros westerns (equiparáveis) ficaram pelo caminho, alguns dos quais até sem deixar memória? Ou o que levou a que Astérix se tornasse mais popular do que Humpá-pá? Ou, entrando no livro de hoje, o que faz de Dragonero um dos grandes sucessos actuais da Bonelli – dentro e fora de Itália?

Obviamente não existe uma resposta genérica nem há uma fórmula de sucesso garantido – ou então, cada nova criação bateria recordes de vendas. Mais do que isso, para cada um dos casos citados – e para dezenas, centenas de outros que poderia ter apontado – a resposta não é a mesma, embora possa haver nela(s) pontos em comum.

Debrucemo-nos então sobre Dragonero – para tentar perceber porque protagoniza um quinto dos volumes Bonellis já lançados em Espanha pela Panini, nos últimos dois anos.

Um dos pontos (mais) comuns a séries de sucesso, é uma história consistente, geralmente de cariz popular – se falámos de ‘sucesso de massas’ – que atrai e prende o leitor. Neste caso – como em tantas criações Bonelli, (quase) qualquer edição permite a aproximação do leitor não-iniciado, sem que o desconhecimento das referências ao universo em causa coloque em causa a fruição da leitura – embora ela seja potenciada pela leitura anterior de outros volumes da série.

Podendo ser classificada como uma narrativa de Espada & Feitiçaria – com matizes próprios e originais que vincam a diferença – Dragonero conta com uma galeria de personagens eficiente: um herói musculado, inteligente e bem-parecido, um companheiro de aventuras de grande força e cerebralmente menos dotado, que resolve as situações de maior aperto e provoca as situações de humor (pontuais) que atenuam a tensão, personagens femininas, bonitas a atraentes, (muitas vezes) de vestes generosamente parcas, adversários temíveis e malvados, humanos, ogres, elfos, dragões voadores, uma fauna fantástica…

Tudo reunido num mundo ficcional, em constante expansão, em que cada nova cidade ou região é apresentada de forma sumária mas convidativa ao leitor, possibilitando a variação dos enredos.

Tematicamente, se a aventura e a acção imperam, existem sempre doses variáveis de humor, romance, magia, (pseudo-?)ciência e suspense que doseiam o ritmo e a adrenalina e impelem o leitor a prosseguir página após página.

A tudo isto, há que acrescentar uma arte sempre competente, com frequência mais do que isso até, como sempre foi apanágio das edições Bonelli.

Se a ‘receita’ fica dada acima, vamos espreitar um pouco deste El fin de Yastrad que leva Ian, Gmor e Sera a uma nova localização do mundo de Erondar, onde aqueles que até aí eram procurados para curar os doentes, passam a acusados  (e julgados responsáveis) por uma temível epidemia que transforma os afectados em assassinos sem razão, tão só porque a nova doença parece ser causada por um fungo – o tipo de produto que os agora perseguidos utilizavam para o bem, numa demonstração de como é fácil motivar turbas e moldar vontades e atitudes.

Chamado de emergência, o trio de protagonistas dirige-se para aquele lugar para tentar salvar alguns amigos que Ian lá conta.

Numa bela demonstração de desenvolvimento narrativo, o volume abre com uma sequência muito forte e violenta, em boa parte muda, em que um grupo de soldados se vê face a face com os habitantes infectados de uma povoação seguindo-se, após um breve entreacto cómico entre Sera e Gmor, a explicação do sucedido para que o leitor possa caminhar um passo à frente dos heróis ao longo de boa parte do livro.

A partir daí, bem, deixo aos curiosos descobrirem, com a certeza de uma boa hora de leitura que, embora leve, será cativante e intensa, de mais uma bela edição de capa dura e papel de gramagem generosa da Panini espanhola.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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Apresentação R. M. Guéra: Desenhador de Tex presente em Beja nos dias 29, 30 e 31 de Maio

Por Mário João Marques

R. M. Guéra estará em Beja nos dias 29, 30 e 31 de Maio para deleite dos fãs de Tex

Rajko Milošević mais conhecido por r.m. Guéra, nasceu em Belgrado em 1959 e vive em Barcelona, desde 1991. Estreou-se em 1982 com a série Elmer Jones, um western escrito por Dragan Savić, com quem colaborou mais tarde em Texas Riders.

Trabalhou para as editoras francesas Glénat e Delcourt, até chegar o sucesso mundial com a série Scalped, escrita por Jason Aaron, para a americana Vertigo, que lhe granjeou fama e um coro de críticas positivas.

Hoje é um artista de renome mundial, com trabalhos para a DC Comics, Marvel e Image Comics, passando por Itália, através de um recente álbum especial de Tex produzido para a Sergio Bonelli Editore.

Trabalhou também com Quentin Tarantino numa adaptação para BD de Django Unchained e continua a colaborar em França para a Jour J e no Reino Unido para Judge Dredd, bem como para as principais editoras dos Estados Unidos, em vários comics isolados, imagens promocionais, posters e capas.

Esteve em Portugal pela primeira vez, quando do Festival Coimbra BD de 2018, ocasião onde foi lançado pela G Floy Studio Os Malditos (The Goddamned) e prepara-se agora para regressar, desta vez a mais uma edição do Festival Internacional de Banda Desenhada de Beja.

R. M. Guéra e as suas pranchas de Tex no Coimbra BD 2018

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Apresentação ROBERTO DISO: Desenhador presente em Anadia nos dias 25 e 26 de Abril integrado na 7ª Mostra do Clube Tex Portugal

Por Mário João Marques

Roberto Diso estará em Anadia nos dias 25 e 26 de Abril para deleite dos fãs de Tex

Veterano dos fumetti e um dos pais prestigiados desenhadores italianos, Roberto Diso nasceu em 16 de abril de 1932 em Roma. Depois de abandonar a Faculdade de Arquitetura, inicia a sua carreira em 1954 na revista Il Vittorioso em colaboração com Santo D’Amico. Produz para o mercado estrangeiro histórias de guerra para a inglesa Fleetway Pubblication, Lancelot Y Dan Panther para a francesa Éditions Aventures et Voyagese, em colaboração com o estúdio de Alberto Giolitti, algumas histórias de ambiente fantástico para o mercado alemão. Em 1965 desenha Goldrake, mas é a partir de 1974 que a sua carreira profissional sofre um impulso, quando conhece Sergio Bonelli. Desde cedo, entre os dois cimenta-se uma verdadeira amizade e o editor milanês encarrega o desenhador das ilustrações dos editoriais da Collana Rodeo, publicação onde Diso também vai publicar duas histórias, até ser integrado em Mister No. Estreia-se com L’Uomo della Guyana e torna-se no capista a partir do número 116, acabando por adaptar a personagem de Jerry Drake à sua imagem e semelhança. Paralelamente, trabalhou para revistas como L’Eternauta, Zona X e Comic Art. Em 2003, estreia-se em Tex com a aventura Figlio del Vento, regressando às aventuras do ranger a partir de 2006, com o final de Mister No. Para a SBE trabalhou ainda em Volto Nascosto e Shanghai Devil, ambas de Manfredi, dois Romanzi a Fumetti Bonelli, um episódio de Dragonero e outro de Nathan Never.

Roberto Diso, desenhador de Tex convidado para a 7ª Mostra do Clube Tex Portugal

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