(Para aproveitar a extensão completa do desenho, clique no mesmo)
Exclusivo – Dylan Dog: Almanaque do Pesadelo #1 – A capa (e que capa) e as histórias da nova série que a Mythos Editora dedica ao Investigador do Pesadelo
Hoje no Tex Willer Blog vamos apresentar a mais recente aposta da Mythos Editora no campo Bonelliano, uma aposta cada vez mais consolidada num personagem fascinante que em número de séries já não fica muito distante de Tex, a grande e mítica “marca” da Sergio Bonelli Editore.
Falamos de Dylan Dog, o Investigador do Pesadelo, personagem criado, em 1986, por Tiziano Sclavi, e que fez dele uma obra de referência – repleta de referências variadas – muito para além do círculo restrito dos apreciadores de BD, apesar de aparentemente ser apenas uma série de tom fantástico, protagonizada por uma espécie de detective que poucas vezes se leva a sério…
E a aposta reside no lançamento de Dylan Dog: Almanaque do Pesadelo, cujo número inaugural desta nova colecção, tem lançamento previsto para Agosto. Trata-se de uma publicação com 192 páginas, no chamado formato Bonelli (16 x 21 cm), com capa brochura (cartão) e cujas histórias, a preto e branco, são oriundas das edições italianas do Dylan Dog Gigante.
Este número inaugural trará uma capa (e que capa!) especial da autoria de Angelo Stano, capa essa já devidamente aprovada pela Sergio Bonelli Editore, mas que ainda poderá (ou não) ter alguma ligeira mudança, mas tendo em conta a fantástica ilustração escolhida pela Mythos Editora, vamos de imediato dar conhecimento da mesma, em rigoroso exclusivo mundial, a todos os nossos leitores e em especial aos fãs e coleccionadores de Dylan Dog, mas antes podemos ainda dizer que a capa encaixou-se como uma luva na edição da editora Paulista, que contém várias “fairy tales”, oito, para sermos exactos:
Relativamente às histórias, vamos apresentá-las também de seguida, todas as oito como dissemos antes, publicadas originalmente nas edições de Dylan Dog Gigantes 16, 17, 18 e 19, datadas entre 2007 e 2010.
CORAÇÃO DE ZUMBI
Alessandro Bilotta (texto) & Daniele Bigliardo (arte)
Sarah, esposa do lorde Whittington, está vivendo o pior dos pesadelos: a filha Rory foi sequestrada diante dos seus olhos. Mas o mais pavoroso, e que ninguém está disposto a acreditar, excepto Dylan Dog, é que quem raptou a menina foi um zumbi!
FEBRE DE GELO
Bruno Enna (texto) & Antonio De Luca (arte)
O que está acontecendo ao mundo inteiro? Será possível que só Dylan percebeu que tudo em volta dele está congelando? Não só as coisas e as pessoas, mas também os sentimentos e relacionamentos dos seres humanos parecem congelados num instante eterno. Todo mundo menos o morador de Craven Road, que ainda arde por uma febre misteriosa.
CALL CENTER
Giovanni Gualdoni (texto) & Stefano Voltolini (arte)
Forçado a ficar em casa por causa de uma perna engessada após um acidente feio de carro, o morador de Craven Road sofre com os telefonemas de uma garota educada mas insistente, disposta a tudo para lhe vender um jogo de panelas. Uma verdadeira perseguição com consequências imprevisíveis e letais.
UM, NENHUM E CEM MIL
Giovanni Di Gregorio (texto) & Fabio Celoni (arte)
Um homicida sem rosto está semeando a morte entre as moças jovens que têm o azar de cruzar o caminho dele. A namorada de Dylan Dog também é vitimada pelo misterioso assassino em série. O Investigador do Pesadelo sai no rastro do monstro, correndo o risco de perder a própria identidade e, aos poucos, se tornar vítima, testemunha e… assassino!
BARATAS
Giovanni Gualdoni (texto) & Franco Saudelli (arte)
Um novo pesadelo para o investigador dos próprios, que deve enfrentar uma invasão de baratas particularmente agressivas e inteligentes. Solicitar a intervenção de alguns dedetizadores profissionais parece ser a única opção possível, até que essa ideia se revela ser um erro terrível com consequências mortíferas.
POR UMA ROSA
Giovanni Di Gregorio (texto) & Piero Dall’Agnol (arte)
A caminho de casa o fusca de Dylan mais uma vez o deixa a pé, e bem no meio do nada. Em um lugar surreal onde não tarda a surgir o primeiro de uma série de personagens inacreditáveis: um menino estranho que domestica raposas e que pede a Dylan para lhe desenhar uma ovelha.
AUTORRETRATO
Giancarlo Marzano (texto) & Piero Dall’Agnol (arte)
Uma simples sessão de fotos, em uma aparentemente comum cabine fotográfica, transporta o Investigador do Pesadelo a uma segunda Londres em que nada é como parece e da qual fugir é impossível.
A CONFISSÃO
Giovanni Gualdoni (texto) & Daniela Vetro (arte)
O que aconteceu de tão terrível ao morador de Craven Road para forçá-lo a apontar uma arma para a própria cabeça e acabar com tudo? É o que se descobrirá com a leitura das suas últimas palavras, numa carta de despedida que o Investigador do Pesadelo está terminando de escrever antes de pôr fim à própria vida.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Póster Tex Nuova Ristampa 314
Nesta nova ilustração de Claudio Villa, vemos num dia de Primavera, Tex Willer e Kit Carson nas colinas do Wyoming, terra de pastos sem limites, a recolherem as respectivas selas depois da morte dos seus cavalos resultantes de uma emboscada sofrida pelos dois Rangers quando perseguiam sete patifes que tinham acabado de cometer um atentado contra um trem que transportava gado.
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “I cavalieri del Wyoming” de Claudio Nizzi e Fernando Fusco (Tex italiano #485 a #487).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)
Texto de José Carlos Francisco
Resgatando o passado: Encontro Texiano em Lisboa, Agosto de 2004 (com Mário João Marques e família)
Por José Carlos Francisco (10 de Agosto de 2004)
Esta terça-feira dia 10 de Agosto, fui até Lisboa com a minha esposa Fátima e a minha filha Andreia, onde almocei no idílico Parque das Nações (local da EXPO-98) com o Mário João Marques, sua esposa Lurdes e seus filhos encantadores, João e Sofia.
A ementa como não podia deixar de ser foram uns suculentos bifes, sepultados por enormes montanhas de batatas fritas… quanto à sobremesa, cada um optou pela sua, em virtude da famosa tarte de maçã estar esgotada.
Após o almoço, onde o tema de conversa foram as BD’s, mais concretamente os “fumetti” e as “Bande Dessiné“, pois o Mário além de ser um dos maiores Texianos de Portugal, é decerto um dos maiores coleccionadores de Portugal da Banda Desenhada franco-belga, como constatei depois na casa dele.
É verdadeiramente impressionante os milhares de álbuns sobretudo franceses que o Mário possui… praticamente de todos os géneros e dos mais variados autores, muito deles fantásticos e que somente agora tomei conhecimento…
Posso até dizer que entrei em muitas poucas livrarias ou talvez até nenhuma com a quantidade de álbuns que o Mário tem… fiquei mesmo deveras impressionado.
Poderão constatar isso mesmo nestas fotos… e somente mostro uma das estantes…
Depois de algumas horas falando sobretudo de Banda Desenhada, a hora da partida aproximava-se, pois estávamos a 250 km de casa… fomos até uma esplanada (patrocinada pela Coca-Cola, obviamente) retemperar forças e antes da despedida, tiramos mais duas fotos para recordar este dia que duas famílias passaram juntas, devido ao nosso grande herói de papel, o mítico Ranger Tex Willer!
A esposa do Mário, a Lurdes, é hospedeira de voo da TAP e viaja pelo mundo inteiro e quando vai a Paris, Milão, Roma, etc.. sempre vai propositadamente às principais livrarias dessas cidades comprando álbuns para o seu marido… inclusive ela incentiva-o nesta paixão pela Banda Desenhada, já que o Mário não tem outros vícios segundo ela…
Como sempre digo, ao lado de um Grande Homem, há sempre uma Grande Mulher… e a Lurdes prova-o! Parabéns Mário, pela esposa que tu tens!
Depois de tudo isto, só me resta agradecer ao Mário, à Lurdes e aos seus herdeiros pelo magnífico e inesquecível dia que nos proporcionaram!
Ficamos agora nós à espera que rumem um dia destes até Anadia!
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
COWBOY – Livro oficial em comemoração aos 50 anos da carreira de Pedro Mauro à venda no Catarse!
Por: Ricardo Elesbão Alves (Confraria Bonelli) e Renato Frigo (Colecionadores de HQs)
Em 1970 vivíamos anos de chumbo no Brasil da Ditadura Militar. As bancas de revistas eram repletas de gibis de cowboys pasteurizados, desenhados com traços limpos e atitudes pudicas, derivados de “Faroestes B” dos cinemas e das séries pueris da TV, aqui difundidas desde a década de 1950.
Então, de repente, surgiu um menino, Pedro Mauro, com seus faroestes estampando aventuras e cenários realistas, rudes e poeirentos, com personagens sujos e sarcásticos, mocinhas lindas com jeito de hippie. E mexicanos, muitos mexicanos. Tal qual nos filmes Spaghetti Western que tomava as salas de cinema naqueles anos, formando uma nova legião de público. Pancho foi o herói apresentado por Pedro Mauro. Na verdade, um anti-herói, porque não se importava em ser bom nem justo. Mas apreciava uma vingança e não tolerava hipocrisia. Filosofia dos protagonistas dos demais bangue-bangues do artista.
Assim, graças a Pedro Mauro despontaram nas bancas, pendurados nos cordéis, presos com prendedores de roupa, um novo tipo de gibi. Com desenhos inovadores, visual pop e narrativa que mesclava a cadência do cinema italiano com a dinâmica dos storyboards dos comerciais de TV. Uma técnica de desenho que, depois de sair do ramo dos quadrinhos, Pedro Mauro passou a dominar.
O livro reproduz em fac-símile todas as sete aventuras de faroeste que Pedro Mauro realizou naquele período. Historietas aqui devidamente pontuadas com datas e local de publicação. Obras que a Editora Taika, que as publicou originalmente, reprisou muitas vezes durante a década de 1970.
No total foram compiladas sete histórias desenhadas por Pedro mauro e publicadas pela Editora Taika em diferentes séries:
1) Ouro de Salt River, novembro de 1970, 12 páginas, Far-West Nº 1;
2) Pancho: Carga Pesada!, janeiro de 1971, 24 páginas, Pancho N° 1;
3) Pancho: Passagem para o Inferno, março de 1971, 26 páginas, Almanaque Far-West Nº 4;
4) Pancho: Duelo na Cidade Fantasma, maio de 1971, 28 páginas, Pancho N° 3
5) Pancho: Um Homem Chamado Ramirez, junho de 1971, 20 páginas, Far-West Edição Especial Nº 2
6) Um colt… E a Fama!, julho de 1971, 10 páginas, Almanaque Far-West nº 4;
7) Olho por Olho, setembro de 09/1971, 10 páginas, Almanaque Far-West nº 4.
Com exceção do “Duelo na Cidade Fantasma“, que tem roteiro de Ivan Saidenberg, todas as outras histórias são de autoria de Pedro Mauro. Vale ressaltar também, a valorosa participação da família Maldonado (Marcos, Dolores e Maria das Graças) no letreiramento destes clássicos, que jamais foram publicados com tanto capricho.
O projeto conta também com apoio e a parceria da Confraria Bonelli, a irmandade mais italiana do Brasil, um grupo criado por leitores brasileiros para discutir e divulgar os personagens da Sergio Bonelli Editore.
Para saber como comprar esta fantástica obra de um mais do que provável futuro desenhista de Tex, clique AQUI e saiba inclusive as recompensas que poderá receber consoante o combo que escolher.
Pedro Mauro Moreno Dias, nosso PEDRO MAURO, nasceu em Nova Europa, SP, em 19 de fevereiro de 1953. Iniciou a carreira aos 16 anos, como assistente de Ignácio Justo em histórias de guerra na Editora Taika. Na mesma editora, entre 1970 e 1971, desenhou capas e/ou histórias de faroeste para as revistas Pancho, Almanaque de Far-West, Far-West Edição Especial e Cowboy, que tiveram republicações até 1976. Parte dessas histórias deram origem a este projeto no Catarse.
Mais tarde passou a ser muito procurado pela área de publicidade, onde fez muito sucesso como ilustrador. O trabalho se concentrava no desenvolvimento de composições e storyboards para grandes agências internacionais e na finalização de artes para editoras de revistas e livros em São Paulo. Finalmente, na década de 90 foi convidado a trabalhar e morar em Nova York, onde permaneceu por 12 anos, produzindo trabalhos de alto nível e sendo representado pelo Paul Santa-Donato Studios.
Em 2013, finalmente volta aos quadrinhos com uma série sobre uma famosa pirata, Back From the Dead Red, de autoria de Carlos Estefan, ainda não publicada.
Em 2014, foi descoberto no Facebook pelo roteirista italiano Gianfranco Manfredi, responsável pelos roteiros de Mágico Vento da Sergio Bonelli Editore (SBE), quando então foi convidado para desenhar Adam Wild, uma minissérie escrita pelo roteirista italiano.
Em 2015, publicou o seu primeiro Sketchbook em parceria com o desenhista brasileiro Augusto Minighitti e ilustrou a coletânea 321 – Fast Comics, de Felipe Cagno. Em 2016 publicou o segundo Sketchbook.
Ainda em 2016, ilustrou a coletânea Pátria Armada – Visões de Guerra, de Klebs Júnior e o volume 3, Libertalia, la Cité Oubliée, da Série L’Art du Crime, de Marc Omeyer e Olivier Berlion, para famosa editora francesa de quadrinhos Glenat Editeur de Talents.
Em 2017, ilustrou Os poucos & amaldiçoados, outro álbum de Felipe Cagno, e fez seu segundo trabalho para a Bonelli, ilustrando Mugiko para a coleção Le Storie, uma história de espionagem, também roteirizada por Gianfranco Manfredi e que vai ser publicada no Brasil pela Editora Trem Fantasma.
Mas recentemente, uma vez mais a convite de Manfredi, Pedro Mauro desenhou para SBE quatro números da nova minissérie intitulada Cani Sciolti. São eles: E la chamiano estate (N° 3, 01/2019); Segreti inconfessabili (N° 4, 02/2019); Cartoline dalle vacanze (N° 9, 07/2019); e Riti pagani (N° 10, 01/2019).
Atualmente, Pedro reside e tem seu estúdio na cidade de Itu, no interior de SP, onde entre outras coisas, continua se dedicando aos quadrinhos. Nos últimos três anos, em parceria com Carlos Estefan, voltou a desenhar faroeste e publicou uma trilogia chamada Gatilho. As publicações, durante os seus lançamentos na Comic Con Experience – CCXP, hoje o maior evento nerd do mundo, esgotaram pelos três anos seguidos.
Este grande sucesso fez com que muitos pudessem especular, e em especial leitores e fãs, que Pedro Mauro pode ser o primeiro brasileiro a desenhar Tex, o personagem mais famoso da SBE e com uma história editorial que supera os 70 anos.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)




























