No passado dia 11 de Março o canal YouTube de Lucadeejay apresentou o documentário “Como Nasceu a história – Tex l’ultima missione“, com as participações, entre outras, de Alfonso Font, Giorgio Giusfredi e Matteo Vattani.
Alfonso Font entrevistado
O canal YouTubeLucadeejay Storie dell’Altra Vitaapresentou, no passado dia 11 de Março o documentário Come Nasce il Fumetto – Tex l’ultima missione de Luca Di Giacomantonio.
O vídeo reconstitui os passos necessários para realizar o álbum L’ultima missione, escrito por Giorgio Giusfredi, com desenhos de Alfonso Font e publicado pela Sergio Bonelli Editore em Fevereiro. Além dos dois autores também são entrevistados o colorista Matteo Vattani, o legendador Luca Corda e o gráfico Roberto Banfi. Para além deles, intervenções também de Letizia Boselli, Carlo Puddu e Marco Brinzi.
Na época da “Grande Invasão”, Tex e Carson cavalgaram com Lucky Joe Beauregard para salvar o Texas dos Comanche. Hoje o velho Joe não tem mais nada a perder e quer caçar sozinhos nos desfiladeiros das montanhas Sacramento para enfrentar o bando de El Morado e dos seus impiedosos comancheros… Mas Tex Willer e Kit Carson ainda estarão a seu lado!
*Irá ser posta à venda a partir do dia 7 de Abril, nos quiosques italianos, a edição de Tex #726 “Il pistolero vudu“, edição que traz a primeira parte de uma história escrita por Pasquale Ruju e desenhada por Bruno Ramella e com mais uma fantástica capa da autoria do Mestre Claudio Villa.
A capa de Tex #726, como tem sido tradicional após o Tex #401 (inclusive), é da autoria de Claudio Villa. Capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada do esboço inicial enriquecido inclusive com a referência fotográfica para essa interpretação, da arte finalizada a tinta da china, assim como da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos mostra então o percurso integral da capa de Tex #726:
Esboço inicial da capa de Tex #726, da autoria de Claudio Villa
A referência para a capa de Tex #726
Arte final a preto e branco da capa de Tex #726, da autoria de Claudio Villa
Capa de Tex #726, com as cores originais de Claudio Villa
O fundo da capa de Tex #726, que originalmente foi pensado para ser natural
Capa de Tex #726 (com a montagem final)
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Argumento de Pasquale Ruju, desenhos de Stefano Biglia e capas de Claudio Villa.
História publicada em Itália nos nº 721 (“Attentato a Montales“), 722 (“Guatemala“), 723 (“La negra muerte“) e 724 (“Colpo di Stato“), de Novembro e Dezembro de 2020 & Janeiro e Fevereiro de 2021.
Surgido pela primeira vez na aventura L’Eroe del Messico, de Gianluigi Bonelli e Aurelio Galleppini, o Montales cultivou desde então uma amizade e uma enorme empatia com Tex, dado que ambos têm a mesma forma de pensar, ambos defendem os mesmos ideais, uma justiça muito própria e mais de acordo com os anseios e as expectativas humanas.
Guatemala Tex – #722, La negra muerte – Tex #723 e Colpo di Stato – Tex #724
Inicialmente um revolucionário, a personagem transportava consigo o lado romântico do guerreiro patriota, representativa do mito da luta contra o poder prepotente instituído, acabando por resumir em si a própria forma de pensar do seu criador Gianluigi Bonelli. A verdade é que os acontecimentos posteriores vieram permitir a Montales passar de revolucionário a general e, atualmente, governador do estado de Chihuahua, mas o mexicano nunca esqueceu as suas raízes e nunca se habituou ao formalismo imposto pela sua nova condição de político, nem tão pouco esqueceu Tex, o gringo que um dia atravessou a fronteira e ajudou-o a organizar a sua luta e a sua causa. Ao longo da série e de muitas aventuras, esta amizade será solidificada e Tex nunca se coibirá de atravessar o Rio Grande para dar uma mão ao seu aliado, um dos raros homens que, chegado à política, nunca sujará as mãos e manterá bem vivos os seus ideais. Tal como agora, mas desta vez Tex vai ainda mais longe, acompanhando o governador mexicano à Guatemala, numa aventura que se desenrola nos bastidores da política, da diplomacia e nos meandros da geoestratégia comercial dos Estados Unidos no continente americano.
Attentato a Montales – Tex #721; Arte de Stefano Biglia
Centro da Civilização Maia, a Guatemala tornou-se independente de Espanha em 1821, tendo sido então formada uma federação que foi anexada ao Império Mexicano. Quando este desapareceu em 1823, a Guatemala constituiu as Províncias Unidas da América Central, juntamente com a Nicarágua, El Salvador, Honduras e Costa Rica, com a capital instalada na Cidade de Guatemala. Esta federação subsistiu até 1839, altura em que, resultado de revoltas populares lideradas pelo general conservador Rafael Carrera, o país separou-se dos seus estados vizinhos. A independência ocorre em 1847 e, a partir de 1871, inicia-se um período liberal, marcado a nível económico pelo investimento em grandes propriedades produtoras de café, o que vai motivar a cobiça de grandes latifundiários e a expansão de empresas norte-americanas no país, capazes de influenciar em seu proveito o poder político.
Attentato a Montales – Tex #721; Arte de Stefano Biglia
Este é o ambiente que Tex e Montales vão encontrar, um país liderado pelo Presidente Barrios, em pleno desenvolvimento económico. O preço a pagar por esta modernização é, no entanto, enorme e reflete-se na exploração das populações mais pobres, que constituem a mão-de-obra barata e disponível para o cultivo do café, um negócio lucrativo para quem possui extensas terras. Para tal, é preciso encontrar o devido suporte político, não só para fechar os olhos a esta prática, mas também para abrir caminho às exportações que o país (e as grandes companhias) necessitam para lucrar. Algo que repugna Kit Willer, incapaz de aceitar um sistema que representa a lei pura do mercado: adequar-se ou morrer à fome! No fundo, é como bem sublinha Aguilar, uma das personagens da aventura: “Estás a ver aquele touro? Um animal soberbo, não é verdade? Seleciono touros de raça na minha criação. São os meus filhotes. Vejo-os nascer, crio-os com amor e dou-lhes todo o carinho. No entanto, depois terão de morrer para eu encher os bolsos com um monte de pesos. É uma questão de negócios. Por isso, também não hesitarei em sacrificar todos os que forem necessários”.
Attentato a Montales – Tex #721; Arte de Stefano Biglia
E um dos que importa sacrificar para que outros possam encher os bolsos é precisamente Montales, cuja “absurda” inteligência e intransigência não agrada a muitos, sobretudo aos homens de negócios e aos políticos corruptos, para cujos interesses o governador constitui um sério obstáculo à sua vontade de expansão. E se as sucessivas tentativas forem sendo destinados ao insucesso, a verdade é que, chegados à Guatemala, surgirá outro adversário, a Morte Negra, um grupo de índios sem piedade que os grandes latifundiários vão utilizar para semear o terror e abater todos os que se opõem aos seus desígnios comerciais. Uma estratégia que, ao mesmo tempo, servirá outro objetivo, o de colocar no poder o general Quiroga, homem duro e privado de escrúpulos, mas que, em função do ambiente de terror instalado, conta com a adesão popular, que acredita ser o homem capaz de impor a lei e ordem.
Guatemala – Tex #722; Arte de Stefano Biglia
Depois do México, Cuba, Panamá, Equador e Bolívia, sem esquecer a Polinésia e a Patagónia, Tex ruma uma vez a um território situado a sul dos Estados Unidos, numa história que nos remete para os grandes clássicos da série, nomeadamente para um conjunto de aventuras de sabor tão épico quanto romântico e que têm em comum o facto de levarem o Ranger para paragens fora do território norte-americano. Aventuras como Il ritorno di Montales, quando Tex, tal como acontece agora, vai em auxílio do seu amigo mexicano Montales; Il veliero maledetto ou L’uragano, com parte das suas tramas a decorrer em ambientes marítimos; Il solitario del West, cuja ação leva Tex até ao Panamá, país situado no istmo que liga a América do Sul à América Central, onde se encontra a Guatemala; ou mesmo Athabasca Lake, quando Jim Brandon também é vítima de um complot político, como agora acontece com Montales. E ao seu lado, um conjunto de personagens de corpo inteiro, a começar nos pards, mas também em Gregorio, um mestiço filho de um hispânico e de uma índia Quiche, que já tinha surgido em I ribelli di Cuba, terminando com o velho Montales, uma das personagens mais fascinantes da série.
Guatemala – Tex #722; Arte de Stefano Biglia
Estamos em presença de uma aventura longa e ambiciosa, pouco habitual em Pasquale Ruju, autor mais habituado a condensar as suas histórias em dois álbuns, ou mesmo em tramas mais concretas, como o caso de alguns dos álbuns cartonados que já teve ocasião de apresentar. Na sua génese, esta história deveria ocupar três álbuns, mas durante a sua elaboração Ruju teve que juntar-lhe mais 60 páginas. Na origem, está a impossibilidade da editora em publicar a história seguinte prevista para a série regular, com 220 páginas, e que preencheria na íntegra dois álbuns, devido ao facto da desenhadora Laura Zuccheri estar impossibilitada de a concluir por ter estado retida na Índia durante o confinamento de 2020. Em sua substituição, a SBE decidiu então transferir para a série regular Shaolin, de Antonio Zamberletti e Giuseppe Candita, inicialmente destinada a um Color, e que com as suas 160 páginas apenas ocupava o espaço de um álbum e meio.
La negra muerte – Tex #723; Arte de Stefano Biglia
Mesmo tratando-se de uma aventura de grande fôlego, a verdade é que na narração de Ruju não há lugar para grandes dissertações, com a ação a decorrer em ambientes exóticos, caracterizada por jogos de poder e alianças de circunstância capazes de tocar em pontos sensíveis como a corrupção nas altas instâncias políticas e económicas, a exploração de mão-de-obra escrava como um dos nefastos instrumentos do desenvolvimento, ou a concentração de muitos capitais nas mãos de um escasso grupo. Temas tão sensíveis como atuais, desenvolvidos numa história envolvente, bem arquitetada e onde existe uma efetiva e permanente boa gestão dos pards, merecendo aqui realçar algumas das características de outros autores, que Ruju não se coíbe de desenvolver. O Tex bonelliano que não se engana sobre os homens, quando, por exemplo, consegue trazer Jairo para o seu lado, personagem que se tornou num bandido por força de um conjunto de circunstâncias que o obrigaram a abandonar as suas terras e o seu sustento nas mãos dos grandes latifundiários. Tex não aprova as suas ações, nem tão pouco as julga, mas assume-se mesmo assim como seu defensor intransigente. Outro exemplo é a espessura boselliana de Kit, uma personagem que assume a sua própria independência, aqui caracterizado como um defensor dos mais pobres e oprimidos e contra qualquer forma de exploração humana, não deixando de acreditar num futuro melhor e ideal, próprio da sua aura de romântico e sonhador,que parece transparecer nas várias cenas em que observa o horizonte. Em suma, mesmo que outros excelentes trabalhos de Ruju ainda não tivessem convencido os mais céticos, a verdade é que esta aventura comprova em definitivo estarmos em presença de um autor de corpo inteiro, perfeitamente identificado com os mecanismos da série e habilitado na gestão das suas personagens, evidente na forma e no modo em como domina o binário presente na sua narração, pois chegados à Guatemala, o grupo divide-se, com Tex, Kit e Gregorio a embrenharem-se nas florestas contra a Morte Negra, enquanto Carson e Kit acompanham Montales no seu périplo diplomático.
La negra muerte – Tex #723; Arte de Stefano Biglia
Passando ao desenho, façamos, desde já, uma afirmação perentória: o genovês Stefano Biglia é com toda a certeza um dos melhores desenhadores da atual equipa de Tex! Estreou-se na série em 1994, quando colaborou com Renzo Calegari e Luigi Copello na aventura La Ballata di Zeke Colter e depois de trabalhos em Nick Raider, Magico Vento e Shanghai Devil, Biglia regressa com L’ultimo della lista, uma curta aventura publicada no Color Tex. Firma-se na série principal com I rangers di Lost Valley, aventura escrita por Mauro Boselli, onde vai desenvolver as suas excecionais qualidades, traduzidas num estilo que podemos apelidar de linha clara detalhada, patente no extremo e cuidado apurado com que reconstrói cenários e compõe personagens. Desta vez, a história de Ruju vem permitir a Biglia construir um conjunto de cenas verdadeiramente grandiosas e inolvidáveis, como são os casos do atentado a Montales a abrir a aventura, os posteriores ataques noturnos à sua residência e à propriedade de Aguilar, a travessia marítima no mar revolto do Atlântico, logo a abrir o segundo álbum, sem esquecer os diversos confrontos de Tex com os índios da Morte Negra. Em cada desenho, com o seu tempo próprio de maturação e gestação, fruto do detalhe minucioso, aquilo que transparece ao leitor é contagiante, apelativo e transbordante. Cada tijolo de qualquer edifício, cada folha de uma qualquer árvore, cada onda marítima, cada dedo de uma mão, cada casco ou cada pata de um cavalo, tudo é merecedor de um virtuosismo ímpar, próprio de um desenhador que em cada traço revela-nos o prazer com que trabalha e a paixão que efetivamente nutre pela personagem. O facto de Biglia ser chamado a estes trabalhos de grande fôlego na série principal, é perfeitamente demonstrativo do elevado grau de apreciação que merecidamente goza junto da editora e dos leitores. Chapeau!
La negra muerte – Tex #723; Arte de Stefano Biglia
Aqui chegados, “será que toda esta aventura valeu a pena? Será que as coisas vão mudar?”, pergunta Kit ao seu pai, no final de uma história que nos deixou sem fôlego. “Quien sabe?”, responde o nosso herói, revelando as dúvidas e incertezas de alguém que está ciente que a corrupção é como um vento forte que encontra sempre o seu caminho numa qualquer fenda ou num qualquer buraco. Se a Guatemala (e todos os territórios limítrofes) dos nossos dias mais não é que um espelho da conjuntura de finais do século XIX, a verdade é que, infelizmente, desde então pouco ou nada mudou, apesar dos inúmeros conflitos que, entretanto, marcaram este país centro-americano.
Montales e Tex na arte de Stefano Biglia
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Hoje vamos dar a conhecer, a todos os nossos leitores, uma verdadeira pérola com quase 40 anos de vida, umafantástica entrevista ao mítico Mestre Aurelio Galleppini, entrevista essa concedida à Rádio e Televisão da Suíça de Língua Italiana, em 1982, quando Galep estava praticamente no auge da sua carreira, tendo em conta que já desenhava Tex há 34 anos.
Aurelio Galleppini
Nesta verdadeiramente histórica entrevista Galep fala das suas inspirações para a criação do rosto de Tex, aborda também o facto de nem ele nem o próprio argumentista Gian Luigi Bonelli terem enquadrado bem o Ranger no início, porque nunca esperaram o sucesso imediato, tanto que inicialmente Tex teria uma camisa branca, mas Galep falou também das técnicas cinematográficas para desenhar e das diferenças entre a banda desenhada e o cinema, assim como dos locais que visitou, apenas em Itália, e que depois serviram de cenário para as aventuras de Tex, mas melhor do que palavras é assistir a esta icónica entrevista feita a Aurelio Galleppini, popularmente conhecido por Galep:
A Sergio Bonelli Editore apresentouesta semana, no seu site, uma prévia do próximo Maxi Tex, uma edição verdadeiramente histórica porque trará duas histórias de Tex, mas sobretudo por trazer de brinde uma medalha comemorativa do maior inimigo do Ranger: MEFISTO.
Anunciado para 6 de Abril, o Maxi Tex nº 28 (324 páginas a preto e branco) trará as histórias “Il segreto della missione spagnola” (de Claudio Nizzi e Rodolfo Torti) e “Neve Rossa” (de Pasquale Ruju e Mauro De Luca), esta última com a particularidade de originalmente estar destinada a um Almanaque, e que foi iniciada por José Ortiz, que tinha realizado apenas duas páginas, a lápis, antes da sua morte. A capa, como todas as anteriores, é da autoria de Claudio Villa:
Maxi Tex nº 28, da autoria de Claudio Villa
De seguida, os enredos das histórias e algumas páginas deste próximo Maxi Tex…
Il segreto della missione spagnola (O segredo da missão espanhola) de Claudio Nizzi e Rodolfo Torti: No sul do Arizona, Brad, um jovem bandido, desaparece em território dos Apaches rebeldes depois de um assalto a um banco. Tex e Carson têm sob a sua asa protectora Zachary, o idoso padre do rapaz, que o procura desesperadamente… o saque do roubo é tentador para muitos, e a situação não se revelará fácil para os dois rangers…
Il segreto della missione spagnola
Il segreto della missione spagnola
Il segreto della missione spagnola
Il segreto della missione spagnola
Il segreto della missione spagnola
Neve Rossa (Neve Vermelha) de Pasquale Ruju e Mauro De Luca: Nas montanhas do Colorado, cruéis ladrões em fuga são perseguidos por implacável Tex Willer. A neve e o gelo não facilitam as coisas, e quando a família de Bob Folson, fazendeiro da região, se envolve na luta, o Ranger, encurralado, terá de recorrer a todos os seus recursos para poder levar a melhor sobre os homens do bando de Clyde Boyle!
Neve Rossa
Neve Rossa
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