Lançamento Mythos: Júlia Nova Série #1 inaugura colecção com novos formato, papel e logótipo. A periodicidade será mensal e o número inaugural totalmente em cores

Por Júlio Schneider

Júlia e o procurador Robson conversam a respeito do crime abordado nesta edição e, em dado momento, comentam que o caso em questão seria o 200º em que atuaram juntos.

É uma referência ao gibi nº 200 da série italiana da nossa criminóloga, este que o leitor tem em mãos e que, aqui no Brasil, ganhou o número UM, para abrir uma nova fase das edições da heroína em nossas plagas. Júlia estreou na Itália em 1998 – cujas origens o seu criador Giancarlo Berardi relembra na página 4, em um texto que escreveu para a edição 200 italiana – e aportou por aqui seis anos depois, em 2004. Em edições mensais e na mesma sequência de publicação original, a nossa série tornou-se bimestral em 2013, a partir da edição 106, e assim foi até o nosso nº 154, com cada volume apresentando duas histórias (e assim, entre mensal e bimestral, lançamos todas as HQs italianas até o número 199 da série original), todas no chamado “formatinho”, que passou a ser usado em nosso país há décadas em razão de adequação ao antigo padrão de bobinas e de cortes de papel.

Os avanços da tecnologia e dos equipamentos de editoria tornaram possível driblar antigas restrições de dimensões, o que nos permitiu lançar alguns títulos no formato bonelliano original, entre esses a
republicação dos volumes iniciais de Júlia, cuja acolhida dos leitores foi muito além do que se previa. E agora, premiando a união dos fatores tecnologia e acolhida dos leitores, a série brasileira inédita vai mudar e seguir o padrão da Velha Bota: voltará a ser mensal, cada volume trará uma história apenas, e os desenhos serão valorizados com a impressão no formato italiano e no papel offset. E para tudo ficar mais claro a coleção voltará ao número Um. Outro upgrade que salta aos olhos é o logotipo na capa… Júlia volta a ser Júlia.

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Vídeo: Casamento de Giorgio Bonelli, em Praga

Com grande surpresa de todos os seus amigos e certamente das suas antigas namoradas, às quais renovou o seu mais sincero e mais profundo afecto, no passado dia 17 de Setembro, em Praga, capital da República Checa e da impressionante região da Boémia, casou-se Giorgio Bonelli.

Casamento de Giorgio Bonelli e Šárka Flekalová

Giorgio Bonelli, filho do mítico criador de Tex, Gian Luigi Bonelli e irmão do saudoso editor Sergio Bonelli, casou-se com a bela e simpática companheira de há muitos anos, Šárka Flekalová, uma das mais conceituadas e admiradas modelo da República Checa, casamento que ocorreu no deslumbrante Troja Palace, um dos mais significativos exemplares da arquitectura barroca de Praga e que oferece aos visitantes um interior ricamente decorado com murais e afrescos, exposições temporárias organizadas pela Galeria da cidade de Praga e também concertos frequentes, tendo sido construído no século XVII como a sede de Verão da família do conde de Šternberk.

O projecto do arquitecto Jean Baptiste Mathey foi inspirado, acima de tudo, pelo tipo de mansão romana suburbana. Quando se entra no castelo, é impossível deixar de sentir que se está na sede de um nobre italiano. O castelo está cercado por um extenso jardim de estilo francês e sua orangerie, acessados por meio de uma maciça escada decorada por estátuas vindas dos ateliers dos mais importantes artistas barrocos.

A belíssima noiva Šárka Flekalová

No deslumbrante casamento de Giorgio Bonelli com Šárka Flekalová, não podia faltar uma boa dose de ironia, uma das inúmeras qualidades de Giorgio Bonelli, com destaque para uma representação da fábula da “Bela e do Monstro” onde contracenou o próprio Giorgio nas vestes do “Monstro” perante a sua “Bela” esposa… conforme se pode assistir no espectacular vídeo do casamento que apresentamos no final deste texto e onde podemos constatar, entre os inúmeros convidados, as ilustres presenças de Davide Bonelli, actual responsável principal da Sergio Bonelli Editore (e padrinho do noivo) e de Mauro Boselli, editor responsável de Tex e Dampyr…

Os noivos e demais convidados no Troja Palace

Para concluir a notícia do casamento de Giorgio Bonelli, recomenda-se a visualização do vídeo, pouco superior a dez minutos, e que se pode assistir de seguida:

Antevisão do mítico encontro de Tex Willer com Zagor, que ocorrerá em Dezembro próximo

Mauro Boselli exibe a capa provisória (da autoria de Maurizio Dotti) do team up de Dezembro no Speciale Tex Willer que trará o encontro de Tex Willer com Zagor

Em Dezembro de 2021, num volume italiano verdadeiramente especial, o Speciale Tex Willer #3 (cujo título será “Bandera!“) haverá um encontro entre dois dos maiores ícones bonellianos: Tex Willer e Zagor. Uma aventura que está já a gerar enorme expectativa nos fãs de Tex e de Zagor e que foi idealizada e escrita por Mauro Boselli e desenhada por ninguém menos do que Alessandro Piccinelli, o actual capista de Zagor e um dos baluartes do staff do Ranger que assim volta a participar em mais uma história icónica: o crossover entre Tex Willer e Zagor, depois de ter também desenhado o primeiro team-up de Tex, aventura publicada em Outubro do ano passado, em Itália, no Maxi Tex nº 27 que trouxe então a história “Os três irmãos Bill“, história essa também escrita por Mauro Boselli e desenhada então (magistralmente) por Alessandro Piccinelli (uma aventura em que Tex e Carson encontram os três irmãos Bill, personagens criados nos anos 50 do século passado por Gianluigi Bonelli, que se assemelham muito, como poder de choque, aos dois pards, com os quais primeiro se confrontam e depois se solidarizam em páginas ricas de cenários western, como os bisontes, o ataque à diligência, etc.!)

A história de Tex Willer e Zagor ainda está no segredo dos Deuses, mas hoje, graças a Mauro Boselli, já podemos divulgar ainda antes da legendagem, as primeiras páginas da autoria de Alessandro Piccinelli e onde já se pode ter uma certeza… pronuncia-se uma história memorável!!! Zagor é ambientado entre 1835 e 1839 enquanto as aventuras do jovem Tex desenrolam-se por volta de 1859 e assim sendo o jovem Tex com 21 anos encontrar-se-á com um Zagor a rondar os 50 anos, mais jovem por exemplo do que o Kit Carson nas histórias actuais da série principal de Tex…. fazendo com que seja então plenamente plausível o encontro dos dois heróis cuja acção acontecerá no Texas… mas deixemo-nos de conjecturas e vejamos as deslumbrantes páginas desenhadas por Piccinelli:

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Vídeo: Mauro Boselli apresenta “As grandes histórias Bonelli”

Desde a passada quarta-feira, dia 29 de Setembro, encontra-se à venda, nos quiosques italianos, o primeiro número de “Le grandi storie Bonelli” (“As grandes histórias Bonelli“), a nova colecção bimestral que traz aventuras completas de alguns “clássicos modernos” da Sergio Bonelli Editore. Colecção apresentada pelo editor e argumentista Mauro Boselli.

Desde a passada quarta-feira, dia 29 de Setembro, encontra-se à venda nos quiosques italianos – e mais adiante também nas livrarias e na loja on-line da sergio Bonelli Editore – o número 1 de Le grandi storie Bonelli, que republica com cadência bimestral algumas das mais importantes aventuras modernas  das personagens clássicas da editora italiana, esgotadas há algum tempo e que são agora apresentadas num único volume, enriquecidas por um rico aparado editorial.

Mauro Boselli apresenta “As grandes histórias Bonelli”

A colecção começa com duas aventuras de Zagor, “Comacheros” no primeiro número e “Fratelli di sangue” no segundo, escolhas de Mauro Boselli por uma razão bem precisa. É o próprio Boselli que nos explica qual, no vídeo que apresentamos de seguida, perfeito para fazer o leitor decidir ler (ou reler) esta aventura-símbolo do “renascimento zagoriano” e sobretudo para fazer aguardar com ansiedade a espera de um volume especial (o tão ansiado encontro do jovem Tex Willer com o Zagor) que estará disponível em toda a Itália no início de Dezembro:

Vídeos: Tex Willer e Kit Carson na deslumbrante arte (do lápis inicial às aguarelas finais) de Enrico Marini

Enrico Marini

Enrico Marini nasceu a 13 de Agosto de 1969 na Suíça, apesar de ter a nacionalidade italiana, tendo estudado Belas-Artes no seu país natal. A sua paixão pela BD começou em criança. No final dos anos 80, foi notado por um jornalista, no Salão de BD de Sierre, que o apresentou aos responsáveis da editora Alpen, com quem começou a colaborar, ilustrando uma série juvenil. Depois estreia-se na ficção científica com Gipsy e, mais tarde, com A Estrela do Deserto recebe o Prix dés Libraires da A.L.B.D. (Associação dos Livreiros de B D) para o melhor trabalho do ano. Em Angoulême, foi distinguido com o prémio Player One para o Melhor Jovem Desenhador com a obra Dossiers de Olivier Varèse: Raid sur Kokonino-world.

Inicialmente influenciado pelo grafismo japonês contemporâneo, Marini não se atém aos modelos do momento, procurando sempre novas fórmulas para os seus trabalhos. É um dos talentos mais promissores da sua geração e promete continuar a surpreender os leitores. Actualmente em Portugal a ASA publica As Águias de Roma e a Levoir publicou recentemente Batman. A Meriberica por sua vez publicou Rapaces.

Recentemente Enrico Marini tem realizado algumas artes a aguarelas relacionadas com Tex Willer, personagem ícone em Itália, a pedido de alguns dos seus fãs e admiradores que também apreciam o Ranger Tex e é precisamente de uma recentíssima arte de Tex e Carson realizada num evento que contou com a presença de Marini que vamos dar de seguida conhecimento, começando pelo trabalho inicial a lápis e finalizando nas suas inigualáveis aguarelas em três deliciosos vídeos, relativamente curtos, que recomendamos a todos os nossos leitores: 

Tex Willer e Kit Carson na arte a lápis de Enrico Marini

Tex Willer e Kit Carson na belíssima arte a aguarelas de Enrico Marini