Entrevista com o fã e coleccionador: Genivaldo Alberto Custódio

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Genivaldo Alberto Custódio: Olá! Meu nome é Genivaldo Alberto Custódio, nasci em 15 de Fevereiro de 1962, no bairro Vila Real, cidade de Balneário Camboriú, Estado de Santa Catarina, Brasil. Esse bairro já viveu com mais intensidade suas características açorianas. Aliás, foi na Barra, bairro vizinho à Vila Real, que iniciou-se a colonização da cidade de Camboriú, que depois dividiu-se em duas cidades: Balneário Camboriú e Camboriú.
Quanto a mim, vivo no mesmo lugar onde nasci e atualmente sou servidor público estadual. Nas horas vagas, continuo lendo e colecionando TEX.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Genivaldo Alberto Custódio: Desde quando aprendi a ler, já adorava gibis e não recusava nenhum, lia de tudo: Heróis da TV, Mandrake, Fantasma, Recruta Zero, Hagar, o Terrível, Disney, etc… Lia de tudo com muito interesse. Até jornais e revistas velhas.

Quando descobriu Tex?
Genivaldo Alberto Custódio: Foi um pouco depois desse (+- 75/76). Não tinha dinheiro para comprar gibis e ia sempre na casa de um amigo de escola pegar alguns para ler; Num dia, junto com os personagens citados acima, veio um gibi de bang-bang em preto e branco com um nome estranho e chamativo na capa: TEX. Não lembro o nome da história, mas lembro que depois da leitura voltei à casa desse meu amigo e pedi mais gibis daquele TEX. Me emprestou mais alguns que ele tinha e depois disso, a coisa ficou viciante. Esse meu amigo me disse que conseguia os gibis com um primo mais velho que já trabalhava e podia comprar gibis e colecionava TEX e tinha o mesmo espírito dos colecionadores de hoje: Gostava de incentivar a leitura do herói italiano e emprestava com prazer suas revistas.

Porquê esta paixão por Tex?
Genivaldo Alberto Custódio: Costumo dizer que a paixão por TEX não se explica, se multiplica! Suas histórias e seus desenhos eram e ainda são cativantes. Em minha criancice eu era tão fanático por TEX que em todas as situações vividas por mim ou que assistia na TV em noticiários, imaginava que tudo se resolveria se TEX estivesse presente. Isso se estendeu, sem vergonha de admitir, até mesmo na adolescência.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Genivaldo Alberto Custódio: TEX tem a densidade na medida exata de todas as qualidades de um ser humano. Tem caráter, é honesto, companheiro leal, determinado e possui um senso de justiça inigualável.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Genivaldo Alberto Custódio: Possuo a coleção completa das seguintes edições: SALVAT, Os Clássicos de TEX, As Grandes Aventuras de TEX, Superalmanaque TEX, TEX Anual, TEX colorida, TEX Edição Histórica, além das duas minisséries publicadas no Brasil: A Volta de Mefisto e Mercadores de Morte. Me desfiz de TEX mensal (tinha até o 432) porque dei preferência às edições com histórias completas.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Genivaldo Alberto Custódio: Coleciono as edições acima e todos os livros publicados no Brasil com referência à TEX, em especial os de G.G. Carsan e Adriano Rainho.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Genivaldo Alberto Custódio: Sem dúvida, meu objeto de desejo é o Albúm de TEX com todas as figurinhas.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Genivaldo Alberto Custódio: Não gosto de citar essas preferências porque parece que estou traindo todas as demais belíssimas histórias de TEX (E, no caso de GL BONELLI e GALEP, são TODAS, mesmo). Entretanto, para não fugir da pergunta, entendo que devemos responder essas perguntas dividindo as respostas em 02 fases.
Na fase GL BONELLI/GALEP, a história republicada no Superalmanaque TEX nº 1: “A Grande Intriga”, mas que originalmente foi publicada no início dos anos 80 em 05 revistas e depois em TEX EDIÇÃO HISTÓRICA Nº 73/74. Quanto aos desenhos, GALEP é insuperável (considerando as duas fases).
Na fase PÓS GL BONELLI/GALEP: Adoro as histórias de Mauro Boselli, em especial “Os Invencíveis”, publicado na mensal do TEX nº 351 a 353 e no TEX OURO nº 61, (O bando dos irlandeses) mas que li no volume 4 de “As Grandes Aventuras de TEX”. Quanto aos desenhos, quase todos são excelentes (alguns são terríveis!), mas prefiro os argentinos Miguel Angel Repetto e Ernesto Garcia Seijas.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Genivaldo Alberto Custódio: Como mencionei acima, do personagem me agradam, o caráter, a fidelidade e o senso de justiça; das histórias, o enredo e a dinâmica das ações. O que me desagradam são histórias e desenhistas que tiram a essência do personagem. Gente que tenta, inutilmente, ser melhor do que os originais. Ninguém tem autoridade para alterar o caráter de TEX, que seus falecidos criadores delinearam.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Genivaldo Alberto Custódio: Tirando todas as razões já mencionadas acima, o fato de sua longevidade editorial no Brasil é um grande contribuidor para todo o sucesso de TEX.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Genivaldo Alberto Custódio: Infelizmente, ainda não. Mas pretendo.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Genivaldo Alberto Custódio: Não muito auspicioso, infelizmente! Temo que a longevidade citada como fator importante para o sucesso do personagem seja interrompida por diversos fatores; dentre eles, o que está acontecendo agora, que é a interrupção da distribuição das revistas nas bancas físicas, o que limita não só a venda, mas também a divulgação da revista. Acrescento, ainda, o fato de alguns aproveitadores “espertos” (entre aspas, porquê no mau sentido) vendam e outros do mesmo naipe comprem revistas digitalizadas de TEX, retirando alguma receita da editora e desistimulando, a longo prazo, criadores e revendedores. Acredito que só não é mais tenebroso em razão de abnegados divulgadores como vocês do Blog Tex Willer, José Carlos Francisco, G.G. Carsan, Adriano Rainho e tantos outros que acompanho em redes sociais.

Prezado pard Genivaldo Alberto Custódio, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Os cinco esboços iniciais, o lápis, a tinta da china e as cores originais de Tex #734

* A edição número 734 de Tex (“La campana nella nebia“) que foi posta à venda, em Itália, no dia 7 de Dezembro, traz a terceira parte de uma história cujo argumento é da autoria de Mauro Boselli e os desenhos de Giovanni Bruzzo. A capa, como é tradição, é da autoria de Claudio Villa e vamos hoje dá-la a conhecer aos nossos leitores, mostrando os cinco esboços iniciais, assim como também a arte final a tinta e as cores originais realizadas pelo próprio Villa.

Dawn está nas mãos do impiedoso caçador Tornuak, que sonha a vingança contra o urso monstruoso que exterminou a sua família… Tex e os seus pards lutam contra o tempo para salvá-la e alcançar o resto da expedição britânica… E enquanto isso o capitão Bailey e os seus homens vêem uma miragem e ouvem o repicar de um sino misterioso. Quem os espera na névoa congelante? Existem realmente os Mahaha, pálidos e demoníacos espíritos do gelo?

A capa deste Tex #734, como tem sido tradicional após o Tex #401 (inclusive), é da autoria de Claudio Villa. Capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada dos cinco esboços iniciais (com a curiosidade de no final ter sido eleito o primeiro esboço), assim como da arte finalizada a tinta da china e da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa:

Primeiro esboço (o eleito) para a capa de Tex #734, da autoria de Claudio Villa

Segundo esboço para a capa de Tex #734, da autoria de Claudio Villa

Terceiro esboço para a capa de Tex #734, da autoria de Claudio Villa

Quarto esboço para a capa de Tex #734, da autoria de Claudio Villa

Quinto esboço para a capa de Tex #734, da autoria de Claudio Villa

Arte final a tinta da china da capa de Tex #734, da autoria de Claudio Villa

Capa de Tex #734, com as cores originais de Claudio Villa

Capa de Tex #734

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Montagem do stand do Clube Tex Portugal na Comic Con Portugal 2021

Fotos de Teresa Moreira e Carlos Moreira

Nesta quarta-feira, feriado nacional, dia 8 de Dezembro, uma delegação do Clube Tex Portugal composta pelos directores Carlos Moreira e Mário João Marques e pelos sócios Ricardo Leite e Teresa Moreira montaram a decoração do stand do Clube Tex Portugal na Comic Con Portugal 2021, evento que será inaugurado amanhã, dia 9 e que decorrerá até ao dia 12 no Parque das Nações em Lisboa, com a ilustre presença do consagrado desenhador de Tex Michele Benevento.

As fotos que se seguem são então do dia de hoje e pretendem mostrar o “cantinho” do Clube Tex Portugal naquele que é sem dúvida alguma o maior evento da cultura pop que se realiza anualmente em Portugal e é então com muito prazer que divulgamos de seguida as primeiras fotografias dos bastidores do espaço concedido ao Ranger pelos responsáveis da Comic Con Portugal que uma vez mais renovaram o convite à direcção do Clube para estar presente em tão grandioso evento, por isso caros Texianos, todos a galope para Lisboa!

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A prancha original de Roberto Diso e a reinterpretação de Fabio D’Auria

Hoje vamos dar a conhecer uma página teste de Tex realizada por Fabio D’Auria, onde este que é um dos mais recentes reforços do staff do Ranger e que actualmente está a desenhar (e a colorir) uma história para a série Color Tex, procurava sobretudo “pensar” em preto e branco, sem as cores que ajudam com a profundidade e a legibilidade.
Para os pards a inspiração das fisionomias desenhadas por Fabio D’Auria foi a arte de Claudio Villa enquanto para o resto da página o estudo recaiu em Seijas e Majo. Para o layout foi usada uma velha página desenhada por Roberto Diso.
O layout é o estudo da disposição dos elementos (paredes, ambientes, mobiliário) no espaço, tendo por exercício de desenhar situações “clássicas” de Tex e não tendo nenhum guião disponível, Fabio D’Auria pegou numa sequência de Roberto Diso e redesenhou-a com o seu estilo como podemos ver (e comparar) de seguida:

Página original de Roberto Diso

Página reinterpretada por Fabio D’Auria

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