SECRET ORIGINS: TEX CLASSIC 25

Por Saverio Ceri [1]

A história da capa do 25° Tex Classic não tem muitos “segredos” para contar, aliás a história é muito linear.
A edição em questão reúne as aventuras do Ranger narradas pela primeira vez,  entre Julho e Agosto de 1951, na colecção de Tex terceira série do número 10 ao 15.
Precisamente no primeiro desses números vemos na capa alguns soldados da Real Polícia Montada do Canadá a dispararem um canhão contra índios que tentavam assaltar o seu forte. Tex é suposto ser o personagem de costas em baixo, ao centro.

“Sangue sugli spalti”

Após uma primeira reimpressão das aventuras em 1952, no n°12 da série branca, em Junho de 1954 as seis ‘strisce‘ foram repropostas pela primeira vez remontadas no formato actual nos Albi d’Oro 49 e 50. Por causa da mudança de formato, que de horizontal passou a vertical, Galep opta por mudar a perspectiva. E com isso o fluxo dos pele-vermelhas parece ter mudado de horizontal como constava na versão de 1951, com a impetuosa entrada de fora para dentro, a vertical com a entrada por alto dos invasores abatidos. Além disso Tex com as suas roupas clássicas passa a ser totalmente reconhecível.

Albo d’oro Tex #49

Na versão de 2018, a redacção optou por ressuscitar esta última capa, rebaixando e deslocando ligeiramente a perspectiva por exigências gráficas.

Tex Classic #25 – L’orrenda notte

Embora esta colecção seja a nona reedição bonelliana destas aventuras, é apenas a segunda vez que é utilizada esta capa, que reaparece assim nos quiosques italianos após 64 anos.
Em contrapartida Claudio Villa em Outubro de 1994  desenhou o mesmo acontecimento na capa do sétimo número da colecção brasileira denominada Tex Edição Histórica, que mostramos de seguida:

Tex Edição Histórica #7

Em Itália foi possível apreciar o desenho de Claudio Villa, recolorido, apenas em Junho de 1996, quando a ilustração foi publicada como mini-póster agregado ao quinto número de Tex Nuova Ristampa.

Mini póster de Tex Nuova Ristampa #5

A mesma situação também foi vivida na capa do número 3 da colecção francesa Plutos présente: Tex da Lug. A revista é datada de Junho de 1952 e apresenta uma capa inédita realizada por Jean Cézard para o editor francês.

Plutos présente: Tex; nº 3

Saverio Ceri

Encontre todas as outras origens das capas de Tex Classic na rubrica Secret Origins: Tex Classic

[1] Material apresentado no blogue Dime Web em 20/02/2018; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.
Copyright: © 2018 Saverio Ceri

Antevisão de “La palude del morto”, história do próximo Tex Magazine desenhada por Corrado Mastantuono

Em finais de Janeiro de 2023, teremos em Itália, o lançamento do Tex Magazine 2023, que trará duas histórias inéditas e completas, uma das quais escrita por Jacopo Rauch e desenhada por Corrado Mastantuono intitulada “La palude del morto” e é precisamente desta história que podemos ver algumas páginas durante o trabalho de revisão efectuado recentemente pelo editor Mauro Boselli:

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Tex e outros títulos Bonelli nos Estados Unidos

Por Thiago Gardinali*

No país onde as comic shops são tomadas quase que completamente pelos super-heróis da Marvel e da DC, fiquei feliz em encontrar nas prateleiras alguns títulos Bonelli em inglês. Confesso que não foi muito fácil, percorri várias lojas e minhas aquisições foram feitas naquelas de maior porte. Já havia comprado Dylan Dog e Mágico Vento em Washington e pude concluir minhas compras em Nova Iorque com Tex e Zagor. Com exceção de Tex – O Cavaleiro Solitário de Joe Kubert (publicado pela Dark Horse), todas as publicações estão sendo feitas pela Epicenter Comics, que não tem grande abrangência de distribuição nas comic shops, mas por outro lado merece elogios pelo capricho ímpar na escolha das histórias e acabamento das edições. O recém-lançado Tex – Patagonia é um álbum de luxo gigante, enquanto que as edições de Zagor são todas coloridas em papel couchê de espessa gramatura.

Em busca de títulos Bonelli nas comic shops dos Estados Unidos

Chama a atenção o motivo que levou a referida editora a trazer os títulos Bonelli para os Estados Unidos. O proprietário da Epicenter Comics, Igor Maricic, nasceu na ex-Iugoslávia, onde desde criança lia Tex e Zagor. Vale lembrar que os personagens italianos sempre fizeram muito sucesso nos países do outro lado do Mar Adriático. Trinta anos depois, Igor resolveu criar uma editora para publicar os personagens que o acompanharam desde a infância. Foi motivado pela paixão. Situação semelhante ocorreu no Brasil com a publicação de Dylan Dog pela Editora Lorentz, também impulsionada pelo carinho de fã de seu proprietário Adriano Lorentz. Não é diferente do trabalho desenvolvido por Rui Brito com as magníficas publicações portuguesas de Tex. Tive o prazer de conhecer o editor da Polvo durante a 4ª Mostra do Clube Tex Portugal e pude perceber seu entusiasmo e apreço pelo nosso querido ranger. E na Editora Mythos, o fantástico trabalho de Dorival Vitor Lopes, que em razão de seu amor e respeito pela Bonelli, garante aos leitores brasileiros uma qualidade editorial como nunca antes oferecida. Ou seja, quatro editores movidos pelo mesmo propósito de fazer com que suas publicações atinjam um número cada vez maior de leitores.

É bem verdade que os personagens Bonelli ainda são desconhecidos pelos norte-americanos. Pude perceber isso conversando com leitores e com os proprietários das comics shops. Mas o caminho que está sendo trilhado pela Epicenter Comics, realizando pesquisa de público para avaliar quais são as melhores formas de publicação, tem tudo para mudar este cenário. Por exemplo, foi ótima a escolha de Mater Morbi para a estreia de Dylan Dog, uma história perturbante do período de internação hospitalar de Dylan, baseada em experiências pessoais de seu autor e curador Roberto Recchioni. Não à toa, ela foi escolhida pela Editora Lorentz para o terceiro número da edição brasileira. Outro acerto da Epicenter foi com Tex – Patagonia, obra espetacular de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda, também publicada com grande qualidade pela Polvo em Portugal. No caso de Zagor, depois de quatro ótimas histórias já publicadas, a editora anuncia A Origem de Zagor, Darkwood Ano Zero e A Ponte do Arco-Íris para um próximo volume. Mas foi com a fantástica obra de Gianfranco Manfredi, Mágico Vento, que a Epicenter Comics iniciou sua trajetória Bonelliana em solo norte-americano.

Thiago Gardinali entrevista o editor da Polvo, Rui Brito, na IV Mostra do Clube Tex Portugal a propósito do lançamento de Ouro Negro

Para quem, como eu, é leitor e fã dos títulos Bonelli há muito tempo, é contagiante presenciar a expansão das publicações em novos mercados. Em um momento delicado de crise editorial em vários países, o lançamento de novas edições é motivo de comemoração. Me recordo que quando estive na Sergio Bonelli Editore em Milão, Davide Bonelli me mostrou com muito orgulho as versões em várias línguas dos personagens criados por seu avô e pai. Acredito que os editores supramencionados estão levando adiante com muita seriedade o legado deixado pelos grandes Gianluigi e Sergio Bonelli.

Para Tex, não será uma missão fácil desbravar o mercado norte-americano, que infelizmente não foi acostumado aos fumetti, ao contrário do público brasileiro. Mas o que pesa a favor de nosso ranger é a escolha por parte da Epicenter Comics em investir no estilo álbum de luxo invés de revista mensal. A seleção de melhores histórias em um formato que se destaca por seu acabamento pode ser o fiel da balança a conquistar os leitores tão acostumados com os super-heróis de seu país.

Ainda nos Estados Unidos, aproveitei para uma visita que há tempos tinha vontade de fazer. Como grande fã de Martin Mystère, não poderia deixar de visitar a casa do famoso arqueólogo em Nova Iorque. Coincidentemente, alguns meses antes, eu tinha estado ao lado de Alfredo Castelli, criador do personagem, em uma exposição na Sicília na qual foram exibidas as fotos originais que o próprio Castelli havia tirado no início dos anos 1980 e que serviram de referência aos desenhistas. Castelli havia me contado que, durante uma viagem, estava passeando pelo Washington Square, uma área universitária da cidade, e havia achado simpática esta rua com casas que abrigavam os professores da New York University. Foi então que o endereço real Washington Mews número 3 passou a ser a casa do professor Mystère. Fui até bater na porta, mas infelizmente ele, Java e Diana estavam ausentes em mais uma fantástica aventura em busca dos grandes segredos da humanidade!

No endereço escolhido por Alfredo Castelli para ser a casa de Martin Mystère

* Texto de Thiago Gardinali publicado originalmente na Revista nº 7 do Clube Tex Portugal, de Dezembro de 2017.

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A contracapa da revista nº 17 do Clube Tex Portugal terá uma ilustração de Rossano Rossi dedicada aos amigos do Clube Português

A revista do Clube Tex Portugal, devidamente autorizada pela Sergio Bonelli Editore, neste seu próximo DÉCIMO SÉTIMO número, a publicar no próximo mês de Dezembro, terá, uma vez mais, DUAS versões para a sua capa, ambas de Giampiero Casertano, mas Casertano não será o único autor do staff de Tex a contribuir e valorizar este 17º número de uma revista já fadada ao sucesso e que ficará cada vez mais na história de Tex em Portugal (e não só), pois também Rossano Rossi, Lucio Filippucci e Laura Zuccheri, todos dos mais apreciados autores de Tex Willer vêm enriquecer este projecto editorial, mas hoje o destaque vai para o desenhador aretino Rossano Rossi que desenhou para a contracapa da revista uma DESLUMBRANTE ilustração de Tex devidamente dedicada aos amigos do Clube Tex Portugal como se pode ver de seguida:

Ilustração de Tex, da autoria de Rossano Rossi e dedicada aos amigos do Clube Tex Portugal e que será publicada na contracapa da revista nº 17 do Clube

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