Entrevista com o fã e colecionador: Edilson Marcos da Silva

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Edilson Marcos da Silva: Sou de Bela Vista do Paraíso – Paraná, Brasil e nasci no dia 06 de junho de 1971, trabalho no departamento financeiro de uma empresa, sou Assistente de Back Office.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Edilson Marcos da Silva: Desde meus 15 anos eu coleciono HQs, primeiramente foram os comics americanos, eu tinha um gosto bem eclético, mas com o passar do tempo passei a me interessar somente em histórias e personagens mais “realistas”, sem super poderes e coisas do tipo e Tex foi a minha melhor opção.

Quando descobriu Tex?
Edilson Marcos da Silva: Tex eu acompanho há mais de 20 anos, eu comprava uma coisa ou outra, de vez em quando, mas de uns 10 anos pra cá, Tex já é 90% da minha coleção.

Porquê esta paixão por Tex?
Edilson Marcos da Silva: Primeiramente porque ele é um personagem simples e fascinante, é um ser humano com um senso de justiça admirável, desde pequeno já demonstrava habilidade e facilidade em lidar com as mais diversas situações, o que ele puder fazer para ajudar o outro faz sem pensar duas vezes, colocando sua própria vida em risco, ou seja um personagem completo.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Edilson Marcos da Silva: É um personagem longevo que não precisou morrer, renascer, trocar de uniforme ou coisas do tipo para continuar a fascinar seus fãs.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Edilson Marcos da Silva: Tenho aproximadamente 300 revistas, eu tenho um carinho especial com todas.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Edilson Marcos da Silva: Coleciono apenas suas revistas.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Edilson Marcos da Silva: Gostaria de ter a coleção – Edição Gigante em Cores – lançada pela Mythos, capa dura, umas das mais bonitas já lançadas no Brasil, infelizmente foram lançadas apenas 12 edições.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Edilson Marcos da Silva: Vou ser bem sincero não tenho uma história em especial, pois na minha opinião os roteiristas (argumentistas) de Tex estão num padrão de qualidade acima da média, e suas aventuras sempre se equivalem, claro umas mais outras menos, mas a qualidade sempre está presente,  já referente aos desenhistas, são muitos que admiro, Alfonso Font, Repetto, Pasquale Del Vecchio, Mastantuono, Civitelli, Stefano Andreucci, Maurizio Dotti, Carlos Gomez, Piccinelli, José Ortiz e claro Claudio Villa.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Edilson Marcos da Silva: O que mais me agrada é o seu pulso firme em decidir as coisas, sempre toma a frente da situação e chama a responsabilidade pra ele.
Às vezes o que me deixa um pouco incomodado, é a habilidade dele em atirar “milimetricamente“ no revólver do adversário, independente se é de noite ou de dia, perto ou de longe, acho que os roteiristas deveriam dosar mais esse tipo de “habilidade”, rsrsrs.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Edilson Marcos da Silva: Eu acho que um personagem como TEX para chegar nessa logevidade tem que ter um diferencial, a qualidade dos argumentos e desenhos, a simplicidade e ao mesmo tempo o dinamismo de suas histórias fazem dele esse herói tão completo e especial para nós leitores.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Edilson Marcos da Silva: Somente nas redes sociais.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Edilson Marcos da Silva: Infelizmente nos dias de hoje os jovens tem diminuído bastante o interesse em HQs, não só do Tex mas no geral, como nós fãs temos até hoje, mas com certeza ele terá vida muito longa ainda, uma vez que o mesmo ainda tem uma enorme legião de fãs espalhados nesse mundo afora. Vida longa ao Ranger mais famoso do velho Oeste e sua turma.

Prezado pard Edilson Marcos da Silva, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Póster Tex Nuova Ristampa 345

Póster Tex Nuova Ristampa 345

Em mais uma ilustração magnífica realizada por Claudio Villa vemos Tex e Carson a atravessarem cuidadosamente, a pé com os respectivos cavalos, uma ponte suspensa (de corda com tábuas bamboleantes) localizada nas selvagens montanhas do estado de Chihuahua, no México.

Desenho usado no Brasil como capa de As Grandes Aventuras de Tex #15 e inspirado na história “Il lungo viaggio” de Claudio Nizzi e José Ortiz (Tex italiano #515 a #517).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

Entrevista com o fã e colecionador: Sergio Calazans do Nascimento

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Sergio Calazans do Nascimento: Nasci em 1963, na cidade de Feira de Santana na Bahia, Brasil. Atualmente resido na cidade de Guanambi (Bahia ), sou comerciante e advogado.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Sergio Calazans do Nascimento: Por volta dos 9 – 10 anos.

Quando descobriu Tex?
Sergio Calazans do Nascimento: Por volta de 1975, na faixa dos 12 anos, quando comecei a frequentar as bancas de revistas.

Porquê esta paixão por Tex?
Sergio Calazans do Nascimento: Sempre gostei de faroeste, adorava assistir os filmes clássicos dos Anos 50 e 60, e daí para começar a ler os gibis de TEX foi a cereja do bolo.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Sergio Calazans do Nascimento: A maneira realista de como ele encara os vilões e os problemas causados pelos mesmos, um senso de justiça irretocável, quando necessita ser duro e implacável ele não pensa duas vezes, ao mesmo tempo ele é compreensivo e bastante humano quando a situação assim permite.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Sergio Calazans do Nascimento: Aproximadamente umas 260 revistas. Anos atrás dei uma parada nas compras e retornei há cerca de dois anos. Tenho várias favoritas (carinho). A revista que tem o encontro de Tex com EL MUERTO é especial para mim, o Superalmanaque número 05 que contém a história “Retorno a Pilares “ é outra revista também muito especial.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Sergio Calazans do Nascimento: Só gibis e livros.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Sergio Calazans do Nascimento: O livro de capa dura que tem a história “O ídolo de Cristal“ lançado pela Editora Vecchi muitos anos atrás. Lembro de ter comprado na época, depois acabei me desfazendo e nem lembro mais o motivo (…risos…)!

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Sergio Calazans do Nascimento: Tenho várias favoritas, “Caçada humana“, “El Muerto“, “A Noite dos Assassinos“, etc… O desenhista que mais gosto é o Fabio Civitelli, traço perfeito, limpo. Com relação ao ergumentista eu fico com o eterno Gian Luigi Bonelli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Sergio Calazans do Nascimento: O que disse acima, o senso de justiça, a determinação, sabe ser duro e implacável com os vilões e ao mesmo tempo ser condescendente quando a situação permite. No geral não existe uma coisa que não me agrada no personagem, talvez o nível das histórias atuais tenha caído um pouco, falo em relação a roteiro, etc…

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Sergio Calazans do Nascimento: Ele é um ícone porque os seus valores ultrapassam o tempo, são 75 anos de luta pela justiça, pelo certo, lutando pela lei e pela ordem. Essa longevidade se deve também à qualidade das histórias, dos argumentos, dos desenhistas, enfim, de todos os envolvidos no processo editorial, o que torna o personagem um ícone.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Sergio Calazans do Nascimento: Não. Aqui na Bahia é meio difícil. Participo de grupos nas redes sociais.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Sergio Calazans do Nascimento: Tenho dúvidas em virtude da crise de vendas nas bancas de revistas que estão deixando de existir. As vendas estão praticamente sendo feitas por venda direta nos sites, nas gibeterias, em grandes capitais etc., por outro lado é a tendência do mundo moderno, e sendo assim, acho que o personagem mesmo com a redução do público consumidor ainda vai durar por muito tempo, é o que todos nós fãs e colecionadores esperamos.

Prezado pard Sergio Calazans do Nascimento, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)