Sucesso absoluto na Exposição do Tex 2024 no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia

Cerca de meio ano após a sua inauguração, foi encerrada esta semana a Exposição da 9ª Mostra do Clube Tex Portugal, inaugurada, a 27 de Abril deste ano, na presença dos ilustres desenhadores de Tex Fabio Civitelli, Sandro Scascitelli, Ivo Milazzo e Pedro Mauro para além das presenças do Sr. Dr. Vereador Pedro Lino e do Sr. Dr. Pedro Dias, director do Museu do Vinho Bairrada e ainda do consagrado repórter e jornalista brasileiro Thiago Gardinali.

A exposição fazia uma retrospectiva de todas as nove edições realizadas até 2024, exibindo artes de Tex homenageando a cidade de Anadia, a região vitivinícola e o vinho, realizadas pelos inúmeros desenhadores que ao longo dos anos têm vindo prestigiar o evento bairradino que se realiza anualmente no Museu do Vinho Bairrada, para além de inúmeras peças de colecção relacionadas ao mundo de Tex.

Prova desse sucesso, são as incontáveis mensagens deixadas pelos visitantes portugueses, mas também de muitas outras nacionalidades que ao longo destes meses visitaram a Exposição Tex 2024, como comprovamos com algumas fotografias do Livro de Honra do Clube Tex Portugal que estava adjacente à exposição para os visitantes que o quisessem exprimissem as suas palavras/agradecimentos em relação à exposição e ao Museu, fotografias que vos mostramos de seguida e que atestam o sucesso enorme da exposição deste ano:

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“Fumetti” italianos choram artista Giorgio Trevisan

Texto do Jornal de Notícias on line de 06/10/2024
BD
F. Cleto e Pina

O italiano Giorgio Trevisan, considerado um dos últimos grandes desenhadores italianos clássicos de banda desenhada, faleceu a uma semana de completar 90 anos, após um período de internamento no Hospital Schiavonia, em Monselice.

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Nasceu em Merano, a 13 de outubro de 1934, e aí viveu até aos 20 anos, obtendo o diploma do ensino secundário clássico. Autodidata, direccionou a sua vida para o desenho depois de, ainda muito jovem, ter ficado impressionado com uma enciclopédia infantil ilustrada por pintores ingleses do final do século XIX e início do século XX.

A mudança para Milão, em meados da década de 1950, levou-o a ingressar no Studio Creazioni D’Ami, onde se estreou com um episódio da série “Cherry Brandy”, tendo igualmente posto a sua arte ao serviço da editora Audace. Mais tarde, mudou-se para a editora inglesa Amalgamated Press, onde fez o traço a lápis de inúmeras histórias de guerra, um género então na moda, em edições de pequeno formato, como foram exemplo em Portugal as revistas “Falcão” e “Condor”.

Numa carreira em que alternou trabalhos na área de banda desenhada com pintura clássica, explorando temas como paisagens, figuras mitológicas e temas religiosos, tendo realizado mesmo inúmeras exposições, no seu país e no estrangeiro, na década de 1960, após se ter mudado com a esposa para Este, Trevisan desenhou igualmente para o “Corriere della Sera”, o “Corriere dei Piccoli”, o “Corriere dei Ragazzi” e o “Messaggero di S. Antonio”.

No final da década de setenta, foi contactado pela Sergio Bonelli Editore para se juntar à equipa criativa de “Ken Parker”, um western humanista, com argumento de Giancarlo Berardi. A ligação com este último iria prolongar-se, quando foi um dos escolhidos para desenhar “Julia”, a criminóloga de Garden City, um policial em que, mais uma vez, o carácter humano é predominante, sendo mais importante as motivações dos criminosos do que a sua descoberta.

Dotado de um traço realista, duro e semi-barroco, que lhe serviu tanto para representar a temática bélica quanto os grandes espaços do Oeste selvagem, passando pelos cenários urbanos contemporâneos ou passados, Trevisan soube imprimir o seu cunho pessoal às bandas desenhadas em que trabalhou, salientando-se na sua bibliografia, para além das duas séries já referidas, as histórias de Sherlock Holmes que fez para a revista “L’Eternauta” na década de 1980.

Em declarações ao jornal italiano “Il Gazzettino”, o seu filho Pietro recordou o legado do pai: “Procurou a beleza na arte, escolhendo temas nos quais se sentia representado, desde nus artísticos a criaturas fantásticas. Nas suas pinturas fugia da realidade: nisso era um verdadeiro mestre”.

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F. Cleto e Pina

A prova gráfica, a capa e quatro páginas de Tex Willer #72 – ‘Fiamme nelle tenebre’

Tex Willer #72 – Fiamme nelle tenebre
Argumento: Mauro Boselli
Roteiro: Mauro Boselli
Desenhos: Roberto De Angelis
Capa: Maurizio Dotti
Lançamento: 19 de Outubro de 2024

A missão secreta de Tex complica-se. Ele não só deve vingar Jeff e levar Tim Hardy à justiça, mas também encontrar evidências do envolvimento de Lowett, o capitão da “River Queen”, sempre fingindo ser o que não é mais, ou seja, um fora-da-lei procurado. A sua investigação causa um verdadeiro inferno na cidade, entre armazéns em chamas e a barca à deriva. Suspeitando que Tex seja o autor das sabotagens, Lowett envia os seus sicários para matá-lo…

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