Tex citado no Jornal de Notícias: 16-07-2007

Texto da secção Cultura de 16 de Julho de 2007
Banda Desenhada
F. Cleto e Pina

Banda desenhada iniciou nova invasão nos quiosques

* Segmento em declínio ganhou fulgor nos últimos dias com 12 títulos de Mônica e revistas da Marvel e DC Comics
* Sobras do mercado brasileiro chegam a Portugal com um preço 50% inferior ao praticado anteriormente nas edições lusas

Banda desenhada iniciou nova invasão nos quiosquesNascida nos jornais (em 1896, com “The Yellow Kid“, de Richard F. Outcault, decidiram especialistas em Luccana, com óbvias intenções mediáticas proporcionadas pelo então próximo centenário) a banda desenhada fez nas revistas grande parte do seu percurso e foi nelas que nasceram, por exemplo,Super-Homem, Batman, Homem-Aranha ou X- Men e também Spirou, Astérix ou Blueberry.

Em Portugal, este segmento de mercado, que ao longo de décadas contou títulos como “O Papagaio“, “O Mosquito“, “Cavaleiro Andante” ou “Mundo de Aventuras“, acompanhando o que acontece no resto da Europa, está em franco declínio e, no último ano e meio, devido ao aumento de títulos da chamada imprensa cor-de-rosa nas bancas e quiosques, que retiraram visibilidade às outras edições, e à crise financeira que fez com que as vendas das revistas de BD baixassem drasticamente, foram sucessivamente canceladas mais de duas dezenas de publicações de histórias aos quadradinhos da Disney, Marvel ou Bonelli, restando, praticamente, apenas os vários títulos de Tex, que a brasileira Mythos distribui em Portugal, e de Witch, as simpáticas bruxinhas da linha Disney para raparigas.

Mas esta situação pode vir a mudar pois, nos últimos dias, começaram a chegar aos quiosques portugueses cerca de uma dúzia de títulos da Turma da Mónica, bem como revistas dos heróis da Marvel e da DC Comics. Motivos de regozijo para os fãs do género, que têm inundado os fóruns da especialidade com perguntas, desde que a notícia começou a circular há quase um ano, e que desesperaram perante a passagem das sucessivas datas adiantadas.

Para José Carlos Francisco, representante da Mythos em Portugal, esta invasão é benéfica pois “essas revistas vão injectar um novo fôlego no mercado de BD, o que será benéfico para as outras editoras e levará os proprietários dos pontos de venda a olhar para a BD com outros olhos“.

Pedro Silva, da loja especializada BDMania e da editora homónima, acreditando “que a procura do material importado não sofrerá grandes alterações“, reconhece que “uma maior oferta e exposição poderão converter ou recuperar leitores“, mas não alimenta “grandes expectativas porque o desconhecimento do mercado português pode levar a que, tão rápida como a invasão, também a fuga se possa dar“.

Como principais vantagens desta “importação”, estão desde logo o preço, cerca de 50 % inferior ao que era praticado nas edições lusas, devido aos custos menores no Brasil e ao facto de se tratar de sobras da distribuição no mercado brasileiro, e também a variedade, caso o mercado português corresponda, isto porque todas as edições brasileiras da Panini deste mês (cerca de 20) – que poderão estar em Portugal daqui a 6 meses – vêm marcadas em reais e em euros. A par da questão da língua (ver abaixo) o facto de se tratar de sobras aponta a principal desvantagem: oscilação nas quantidades que chegam ao nosso mercado, dependentes que estão das vendas no Brasil.

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Português ou “brasileiro”?
– uma questão a ponderar
Num tempo em que o mais importante são “as ideias” e não os erros ortográficos ou a construção frásica, o facto de estas revistas virem em “brasileiro” não deverá levantar grande celeuma, mas a verdade é que não deixa de ser um retrocesso em relação ao passado recente, no que diz respeito às edições de super-heróis que a Devir publicou em português durante quase sete anos, devendo agora “soar” estranho o Homem-Aranha, Wolverine ou Batman falarem com sotaque de telenovela brasileira. Relativamente à Turma da Mônica, o sotaque aceita-se com naturalidade, por ser a língua original das criações de Maurício de Sousa, que chegou a essa mesma conclusão através de uma mini-sondagem que fez aos seus leitores durante a sua passagem pelo Festival de BD da Amadora, em 2006. Mônica, Cebolinha, Cascão, Chico Bento e companhia não podem, efectivamente falar de outra maneira. No entanto, a chegada da Panini a Portugal, no que à BD diz respeito, ficará também marcada por algumas edições feitas especialmente para o nosso país. Traduzida e balonada aqui e impressa em Espanha, a colecção “Marvel 100%” destina-se a livrarias, terá 144 páginas e custará 12,00 euros. “Quarteto Fantástico O Fim”, já no próximo mês, “Marvel Knights Homem-Aranha: No Reino dos Mortos” e “Eternals”, serão os primeiros volumes.

Copyright: © 2007 Jornal de Notícias; F. Cleto e Pina
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Tex em destaque no Jornal de Notícias: 15-07-2007

Nas bancasTexto da secção Livros de 15/07/2007
Aos Quadradinhos
F. Cleto e Pina

Nas bancas (IV)

Nas últimas semanas referi o regresso da BD às bancas, por “culpa” das edições brasileiras da Turma da Mônica, Marvel e DC Comics, mas a verdade é que ela nunca as deixou, porque Tex manteve (quase sozinho) a “honra” da 9ª arte, através de uma dezena de títulos da Mythos Editora com as histórias do famoso ranger de camisa amarela, para satisfação dos seus (muitos) fãs.

O que acontece também, este mês, em que há quatro revistas em banca. Em “Tex” #420, que publica as histórias ano e meio após a edição original italiana, Claudio Nizzi e Venturi guiam Tex e Carson pelas florestas do Oregon para desvendar uma conspiração contra lenhadores locais.

Já em “Tex Colecção” #212, que publica as BDs por ordem cronológica, Nicoló ilustra um guião de 1974 de G.L. Bonelli, no qual um violento bando de criminosos procura um eventual tesouro espanhol.

Mais antiga (1971), é a história sobre uma das figuras típicas do Oeste, um caçador de prémios, narrada por Bonelli e Galleppini no “Tex Edição Histórica” #68, grossos volumes com histórias completas, publicadas cronologicamente.

Esta panorâmica do mês “texiano” conclui com “Os Grandes Clássicos de Tex” #4, em que Bonelli e Galep, num estilo bem clássico, de ritmo frenético, contam a primeira parceria de Kit, com o seu pai, Tex, na qual, desmontando uma tentativa de sabotagem da linha ferroviária, quase ofusca aquele que costuma ser o herói principal.

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Tex unisce Portogallo ed Italia

Tex 452 - A Última Diligência

L‘edizione brasiliana di Tex Willer, numero 452, della Mythos Editora, nel numero di giugno 2007 contiene a pagina 2 un articolo al titolo “Tex unisce Portogallo ed Italia“, in cui l’editore Dorival Vitor Lopes racconta le avventure di un gruppo di collezionisti di Tex e Zagor, giunti dal Portogallo e dall’Italia, che si sono riuniti nella Bairrada (Portogallo) per fraternizzare e scambiarsi opinioni sugli eroi Bonelliani ! Un’ulteriore bella manifestazione di amore per Aquila della Notte raccontata nelle pagine della rivista TEX!


TEX UNISCE PORTOGALLO ED ITALIA

Tex une Portugal e Itália, no Tex 452E’ avvenuto il giorno 1 maggio 2007, nella città di Mealhada, nel centro del Portogallo, il primo Incontro Texiano Portogallo-Italia. La regione, conosciuta come Bairrada, è famosa per il suo porcellino di latte arrosto ed è vicina ad Anadia, il quartiere generale di Tex in Portogallo e casa del grande collezionista e propulsore di Aquila della Notte: José Carlos Francisco.

All’incontro hanno partecipato entusiasti i fans del ranger più famoso del mondo, giunti da varie parti del Portogallo e dell’Italia. La riunione è iniziata in un ristorante tipico, famoso per i porcellini di latte arrosto, ed è continuata poi nella residenza di Hernâni Portovedo, altro texiano di quelli giusti, con una delle collezioni di Tex più complete in Portogallo.

Tex une Portugal e ItáliaObiettivo dell’incontro organizzato da José Carlos era di avvicinare ancora di più i texiani che si conoscono solamente via Internet.
I rappresentanti del Portogallo erano, oltre ovviamente a José Carlos: Mário Marques, Hernâni Portovedo, Carlos Fernando Santos, Orlando Santos Silva, Carlos Moreira, Álvaro Machado, João Miguel Lameiras, Jorge Almeida e Américo Almeida, acompanhados das esposas e filhos.
Per l’Italia: Sergio Carpinelli, Ivano Carzaniga, Marco Andrea Corbetta, Gianni Petino e sua moglie Luisa.

Ognuno dei partecipanti ha ricevuto un attestato di partecipazione, che senza dubbio in un futuro avrà un grande valore sentimentale, dato che servirà per ricordare a tutti i meravigliosi momenti trascorsi insieme; tutto questo grazie alla passione incontenibile che Tex genera in tutti coloro che lo hanno letto e che imparano ad amarlo.

Traduzione di Gianni Petino, collezionista di Tex dal 1949 e rappresentante per l’Italia della Mythos Editora – São Paulo – Brasile.
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Póster Tex Nuova Ristampa 53

Póster Tex Nuova Ristampa 53

Neste dinâmico desenho de Claudio Villa, vemos Tex Willer numa rua das velhas minas da Lua Prateada, caindo do seu cavalo logo após este ter sido baleado por Tom Boker, um de vários fugitivos da Penitenciária de Yuma que pretendia matar o ranger, decretando com esse gesto a sua sentença de morte, assinada mais tarde pelo próprio Tex!

Desenho usado no Brasil como capa de Tex Edição Histórica #53 e inspirado na história, “Yuma!” de G. L. Bonelli e Galleppini com a colaboração de Virgilio Muzzi (Tex italiano #87 e #88).
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Texto de José Carlos Francisco