O mito de Tex é o título do vídeo realizado aquando da Mostra dedicada a Tex Willer no Festival de San Remo 2007 e que divulgamos hoje no blogue do Tex, vídeo esse que conta com a participação do próprio Tex Willer conforme se pode ver na imagem publicada aqui ao lado.
A Mostra que decorreu de 20 de Janeiro a 4 de Março de 2007 expôs cerca de 100 pranchas originais realizadas por FUSCO, CIVITELLI e BRINDISI, tendo a área da exposição sido decorada com uma particular cenografia que evocava a atmosfera da segunda metade do século XIX no oeste americano, conforme se pode assistir no vídeo:
Entrevistas conduzidas por José Carlos Francisco, com a colaboração de Giampiero Belardinelli e Roberto Pagani na formulação das perguntas, de Bira Dantas nas caricaturas e de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) e de Gianni Petino nas traduções e revisões.
GIANFRANCO MANFREDI
Em relação ao Maxi “A Trilha das Emboscadas“, escrito quando Mágico Vento ainda estava em fase embrionária, a sua estreia na série regular de Tex contou com um roteiro particularmente mirado em temáticas históricas (especulações de terras e tramas económico-empresariais) que têm reflexos no nosso presente, em que um bem como a água torna-se o verdadeiro factor de discriminação entre o norte e o sul do Mundo. Ao escrever esse episódio, quanto pesou a sua decenal experiência com Mágico Vento, série em que os aspectos históricos têm um peso relevante? Você acha que deu uma versão “política” de Tex e, assim, abandonou – ainda que parcialmente – o trilho traçado por G. L. Bonelli? Gianfranco Manfredi: Deve ser dito que, em relação ao Maxi “A Trilha das Emboscadas“, este episódio foi enriquecido pelo facto de ter sido desenhado por Civitelli com grande respeito pelas personagens (mesmo as secundárias) e pela ambientação geográfica. E Civitelli é o desenhador de referência de Tex neste momento, e assim os leitores puderam saborear uma história nova, mas realizada por um desenhador a quem são apegados já há tempos. Isso foi uma vantagem. Mas vamos ao tema da pergunta. Eu abordei um tema histórico que tem reflexos actuais, mas eu não pretendi dar uma versão “política” de Tex. A água é um bem de todos. Esse conceito elementar de justiça e de equidade foi expressado em mil filmes de faroeste. Em Mágico Vento eu abordei temas bem mais controvertidos, mas sem suscitar tanto clamor. Em Tex qualquer coisa que se conte provoca – sempre, desde os tempos de Gianluigi Bonelli – a pergunta: mas Tex é de direita ou de esquerda? Ora, Tex fez uma infinidade de coisas em suas histórias, mas nunca foi visto votar em eleições, que eu me lembre. Então, se por política se entende um posicionamento político, Tex nunca se posicionou, mas se por política se entendem as questões da comunidade, então Tex sempre se ocupou, a agir com base em seu carácter, seu senso de justiça e nas ocasiões que se apresentaram, jamais por partido ideológico. Se observar com atenção, na minha história Tex primeiro vê com seus próprios olhos qual é a situação, e só depois julga e intervém. Observe-se como ele é cauteloso no seu relacionamento com o governador. Porque? Porque quando fareja ar de “política” (em sentido institucional) Tex torce o nariz. A expressão “politicantes” (com conotação depreciativa) tornou-se popular na Itália graças ao Tex de Gianluigi Bonelli. Mas Tex sempre toma partido das pessoas comuns e dos indefesos… e essa é “política” no bom sentido. Sem esse tipo de “política” o género faroeste não existe. No faroeste os xerifes, os rangers, os pistoleiros solitários, os “sete homens e um destino” não salvam as donzelas indefesas, mas as comunidades agredidas pelos prepotentes. É essa a diferença fundamental da história “cavaleiresca” normal.
Nesta sua segunda história percebe-se uma atenção ao linguarejar, visto com os olhos de hoje mas sem parecer absurdo para personagens do Século XIX. Também em Mágico Vento essa sua característica é presente. Ou é só impressão? Gianfranco Manfredi: Com Tex deve-se ter muito mais atenção aos diálogos. Os de Gianluigi Bonelli eram fenomenais. Repetir palavra por palavra aquele estilo não é possível. Deve-se captar o espírito, que em parte deriva do linguarejar exagerado dos texanos, em parte das falas “esculpidas” de John Wayne. Bonelli traduziu isso a um estilo mais europeu (Diabo! não é usado na América, enquanto Alexandre Dumas, em “Os Três Mosqueteiros”, escreve Diable! a cada duas linhas. Peste! ecoa uma famosa fala de um grande actor teatral e cinematográfico italiano da época de Gianluigi Bonelli, Amedeo Nazzari). Gianluigi Bonelli fez uma síntese muito original. A língua a que estamos acostumados hoje é mais essencial. Eu busquei distinguir os momentos de acção, nos quais Tex usa uma linguagem extremamente sóbria e sem enfeites, daqueles mais coloquiais em que ele e Carson soltam frases divertidas. E, para fazer sorrir, uma frase deve ser nova, senão há o risco de parecer piada velha. Por exemplo: os leitores até não suportam mais a frase “bife com dois dedos de altura e uma montanha de batatinhas”. Era uma frase divertida e original, mas de tanto ser repetida tornou-se óbvia demais.
Em outra passagem da história você coloca esta frase na boca de Tex: “Os jovens devem ser responsabilizados”. É um tema presente no cinema faroeste clássico ou você acha que é pouco explorado? Gianfranco Manfredi: No cinema faroeste é um tema central. O relacionamento entre pais e filhos, em particular, foi tratado de todas as formas. De um modo geral pode-se dizer que no oeste os meninos deviam ser desmamados rapidamente. Se não aprendiam a se virar sozinhos, tinham problemas.
O seu é um Tex reflexivo mas ao mesmo tempo decidido como o de Gianluigi Bonelli. Você sentiu dificuldades na tentativa de renovar sem desnaturar a personagem? Gianfranco Manfredi: Depois que o caminho foi escolhido, não encontrei muitas dificuldades. Eu queria que Tex fosse enérgico e que em suas histórias houvesse mais acção. Só isso.
O segundo filão narrativo em que se articulam as aventuras de Mágico Vento aborda uma espécie de “lado obscuro do Oeste”, em que os aspectos fantásticos (com particular referência ao mundo dos nativos americanos) têm uma importância do mesmo nível da História. Para as suas próximas aventuras do Ranger você pensou em usar também esses elementos, que certamente seriam inovadores nas páginas de Tex? Gianfranco Manfredi: Prefiro me manter no terreno do faroeste clássico. Eu escrevo Tex como roteirista, não como autor e, como roteirista, acho de grande estímulo a oportunidade de escrever histórias “ao estilo John Wayne”. Isso eu só posso fazer com Tex, visto que John Wayne morreu e nunca mais nascerá outro actor/personagem como ele.
Você admitiu publicamente que, depois de quase 15 anos, com Mágico Vento considera ter contado todo o possível sobre o Oeste americano. Acha que poderá conciliar essa sua convicção com novas histórias de Tex, a se ter em conta que essa série propõe um faroeste diferente, mais “positivo” e optimista em relação a Mágico Vento? A esperança de muitos leitores é que você possa fazer muitos roteiros de Tex no futuro. Gianfranco Manfredi: Eu gosto de escrever histórias de Tex e, se o relacionamento com os leitores continuará a ser estimulante como aconteceu depois desse primeiro episódio na série normal, terei um motivo a mais para escrever outras histórias. Neste momento estou a concluir uma em dois números para Ticci, com quem eu esperava trabalhar desde sempre. E depois, creio que no próximo ano, sairá o Tex Gigante que escrevi para os desenhos de Gomez e pelo qual sinto muito orgulho. As páginas desenhadas por Gomez entusiasmaram-me. As primeiras eram tão bonitas que, enquanto eu desenhava a sequência, colocava em cena coisas cada vez mais espectaculares, acções muito difíceis de desenhar, cenas de multidão, contínuas mudanças climáticas, tem de tudo. E Gomez fez até mais do que eu pedia. A cada vez o resultado me surpreendia. Espero que o episódio resulte surpreendente também para os leitores.
FABIO CIVITELLI
Depois de uma colaboração de quase 25 anos com Claudio Nizzi, com “A Grande Sede” interrompeu-se a sua parceria com o roteirista. Como você se viu a trabalhar com Gianfranco Manfredi, escritor notoriamente exigente com os desenhadores? Você teve chance de contribuir pessoalmente com a construção das páginas e com a caracterização das personagens? Fabio Civitelli: Todos os roteiristas são, justamente, exigentes quando se trata de traduzir em imagens as suas ideias. Nizzi também o foi, mas também foi muito preciso e profissional, e eu não poderia ficar para trás quanto a meticulosidade e cuidado na montagem das páginas. Com relação a Manfredi, a sintonia que se criou imediatamente foi facilitada pelo facto de que eu fui um leitor de Mágico Vento e de Rosto Escondido (n.t.: Volto Nascosto, no original) desde o primeiro número, e pelo apreço que sempre tive pelo seu estilo de escrever. Manfredi também é muito preciso na descrição dos ambientes e das situações, por isso eu não tive qualquer indecisão ou mal-entendido na organização das páginas; além disso, ele também mandou-me muita documentação fotográfica. Claro que isso não significa não ter uma certa liberdade na criação de ambientes e de personagens, porque as descrições são sumárias e normalmente só para as três ou quatro personagens mais importantes: Grissom, por exemplo, era um camponês corpulento; a descrição foi só essa, e a ideia de usar Bud Spencer para o papel foi minha.
Quais analogias e quais diferenças você percebeu em relação ao Tex clássico? Fabio Civitelli: Manfredi entrou com grande humildade no universo texiano e é claro que não criou um Mágico Vento de camisa amarela e lenço preto. “A Grande Sede” foi apreciada pelos leitores mais calejados e também por aquela maioria silenciosa que a cada mês vai ao quiosque para encontrar o ranger que ama desde a infância. Esse talvez seja o seu maior mérito: um Tex durão e decidido, na trilha da tradição bonelliana, um Carson irónico mas também um homem de acção, distante do velhote resmungão e um pouco tolo que às vezes se viu. É evidente que podem ser notadas diferenças, tanto com relação a G. L. Bonelli quanto com Nizzi, por exemplo no lado “político” e de denúncia, bastante raro na série.
Qual cena lhe deu mais trabalho – do ponto de vista técnico – e qual foi mais divertida ao desenhar? Fabio Civitelli: Eu gosto de desenhar e, quanto mais uma cena é trabalhosa, mais eu me divirto. Feita essa premissa, devo dizer que o ataque nocturno dos camponeses à aldeia dos pimas exigiu muito trabalho na movimentação adequada das personagens, na realização dos claro-escuros, do fumo e dos incêndios. Alem dessa cena, gostei muito de desenhar o tiroteio no pueblo.
Qual personagem – excepto os dois pards, naturalmente – da história de Manfredi foi mais intrigante para desenhar? Fabio Civitelli: A caracterização de Lansdale não foi fácil, a dele é uma malvadeza de “político”, não de pistoleiro, para quem à aparência impecavelmente elegante deveria corresponder um olhar de desprezo e arrogância. Além disso, desenhar pessoas gordas não é fácil, e a minha melhor fonte de documentação foi um livro que tenho sobre Orson Welles. De todo modo, o resultado final deixou-me bastante satisfeito.
Desde 1984 você desenforna para Tex, com impressionante regularidade, páginas de altíssimo nível, e ocasionalmente você também escreveu alguns argumentos, apesar de não ter sido creditado. Você ainda cultiva alguma ambição de tornar-se “autor completo”? Você considera que o seu percurso artístico pode continuar de forma serena junto a Tex ou teria vontade de trabalhar com alguma coisa diferente? Fabio Civitelli: O meu eventual envolvimento com os argumentos de algumas histórias que desenhei nasceu sobretudo da grande sintonia e amizade que se criou em todos esses anos com Claudio Nizzi. Se no tempo essa possibilidade também se criar com Mauro Boselli, com quem colaboro agora, e se eu tiver alguma ideia feliz, é claro que não vou desistir, se bem que deverá ser difícil. Sobre as possibilidades de outros trabalhos, em princípio não excluo, mas trabalhar com Tex agrada-me muito, Sergio Bonelli e a Editora são para mim uma segunda família, com relacionamentos de amizade que vão muito além do simples trabalho. Para me fazer interromper, ainda que momentaneamente, essa bela colaboração, seria preciso algo realmente grande (talvez apenas se Giraud me pedisse para desenhar um episódio de Blueberry, aí então eu poderia pensar seriamente!).
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Interviste condotte da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Giampiero Belardinelli e Roberto Pagani per la formulazione delle domande, di Bira Dantas per la caricatura e di Júlio Schneider (traduttore di Tex per il Brasile) e Gianni Petino per le traduzioni e le revisioni.
GIANFRANCO MANFREDI
Rispetto al Maxi “La pista degli agguati“, scritto quando Magico Vento era ancora in fase embrionale, il tuo esordio nella serie regolare di Tex ha beneficiato di un soggetto particolarmente rivolto a tematiche storiche (speculazioni terriere ed intrecci economico-affaristici), che trovano agganci anche con il nostro presente, in cui un bene come l’acqua diventa la vera discriminante tra il nord e il sud del Mondo. Quanto ha pesato nello scrivere questo episodio la tua decennale esperienza con Magico Vento, serie in cui gli aspetti storici hanno un peso rilevante? Pensi di aver dato una versione “politica” di Tex, abbandonando così, sia pur a tratti, il solco tracciato da G. L. Bonelli? Gianfranco Manfredi: Rispetto al Maxi “La pista degli agguati“, questo episodio, va detto, ha beneficiato del fatto che lo ha disegnato Civitelli, con grande rispetto per i personaggi (anche quelli secondari) e per l’ambientazione geografica. E poi Civitelli è il disegnatore di riferimento di Tex in questo momento, dunque i lettori si sono potuti gustare una storia nuova, ma realizzata da un disegnatore cui sono già affezionati da tempo. Questo è stato un vantaggio. Vengo ora al tema della domanda. Ho trattato un tema storico che ha dei risvolti attuali, ma non ho voluto dare una versione “politica” di Tex. L’acqua è un bene di tutti. Questo concetto elementare di giustizia e di equità è stato espresso da mille film western. In Magico Vento mi sono occupato di temi ben più controversi, ma senza suscitare altrettanto clamore. Su Tex invece qualunque cosa si racconti provoca, sempre, fin dai tempi di Gianluigi Bonelli, la domanda: ma Tex è di destra o di sinistra? Ora, Tex ha fatto un’infinità di cose nelle sue storie, ma non lo si è mai visto votare alle elezioni, che io mi ricordi. Dunque se per politica si intende uno schieramento politico, Tex non si è mai schierato, se invece per politica si intendono le questioni della comunità, allora Tex se ne è sempre occupato, agendo sulla base del suo carattere, del suo senso di giustizia e delle occasioni che gli si presentavano, mai per partito preso ideologico. Nella mia storia, se ci si sta attenti, Tex prima vede con i suoi occhi quale sia la situazione, e solo dopo giudica e interviene. Fate caso a quanto sia cauto nei suoi rapporti con il governatore. Perché? Perché quando annusa aria di “politica” (in senso istituzionale) Tex storce il naso. L’espressione “politicanti” (con connotazione dispregiativa) in Italia è diventata popolare grazie al Tex di Gianluigi Bonelli. Però Tex si schiera sempre dalla parte della gente comune e degli indifesi… e questa è “politica” in senso buono. Senza questo genere di “politica” il genere western non esiste. Gli Sceriffi, i Ranger, i pistoleri solitari, i Magnifici sette, nel western non salvano le donzelle indifese, ma le comunità aggredite dai prepotenti. E’ questa la differenza fondamentale dal normale racconto “cavalleresco”.
In questa tua seconda storia si nota un’attenzione al linguaggio: visto con gli occhi di oggi senza sembrare assurdo per personaggi dell’Ottocento. Anche in Magico Vento era presente questa tua caratteristica. È una nostra impressione? Gianfranco Manfredi: Con Tex bisogna farci molta più attenzione, ai dialoghi. Quelli di Gianluigi Bonelli erano fenomenali. Ripetere piattamente quello stile non si può. Bisogna coglierne lo spirito, che deriva in parte dal linguaggio iperbolico dei texani, in parte dalle battute “scolpite” di John Wayne. Bonelli lo ha tradotto in uno stile più europeo (Diavolo! in America non si dice, mentre Alexandre Dumas, nei “Tre Moschettieri” scrive Diable! ogni due righe. Peste! richiama una famosa battuta di un grande attore teatrale e cinematografico italiano dell’epoca di Gianluigi Bonelli: Amedeo Nazzari). Dunque Gianluigi Bonelli ha fatto una sintesi molto originale. La lingua cui siamo abituati oggi è più essenziale. Io ho cercato di distinguere i momenti d’azione, dove Tex usa un linguaggio estremamente scarno e senza coloriture, da quelli più colloquiali dove lui e Carson pronunciano delle battute. E una battuta per far sorridere, dev’essere nuova, altrimenti rischia di sembrare una vecchia barzelletta. Per intenderci: della “bistecca alta due dita con una montagna di patatine”, i lettori non ne possono più. Era una battuta divertente e originale, ma a furia di ripeterla è diventata troppo ovvia.
In altro passaggio della storia fai dire a Tex: “I giovani vanno responsabilizzati”. È un tema presente nel cinema western classico o pensi sia stato molto poco sfruttato? Gianfranco Manfredi: Nel cinema western è un tema centrale. Il rapporto tra genitori e figli, in particolare, è stato trattato in tutti i risvolti. In generale, si può dire che nel west i ragazzini andavano svezzati in fretta. Se non imparavano a cavarsela da soli erano guai.
Il tuo è un Tex riflessivo ma allo stesso tempo grintoso come quello di Gianluigi Bonelli. Hai trovato difficoltà nel tentativo di rinnovare senza snaturare il personaggio? Gianfranco Manfredi: Una volta decisa una strada, poi di difficoltà non ne ho incontrate molte. Mi piaceva che Tex fosse energico e che nelle sue storie ci fosse più azione. Tutto qui.
Il secondo filone narrativo in cui si articolano le avventure di Magico Vento riguarda una sorta di “lato oscuro del West”, in cui gli aspetti fantastici (con particolare riferimento al mondo dei nativi americani) rivestono un’importanza almeno pari alla Storia. Per le tue prossime avventure del ranger hai pensato di attingere anche a questi elementi, certamente innovativi sulle pagine di Tex? Gianfranco Manfredi: Preferisco restare sul terreno del western classico. Tex lo scrivo da sceneggiatore non da autore, e come sceneggiatore trovo stuzzicante l’opportunità di scrivere delle storie “alla John Wayne”. Questo posso farlo solo su Tex, visto che John Wayne è morto e un attore/personaggio come lui non nascerà mai più.
Hai pubblicamente ammesso che, dopo quasi 15 anni, con Magico Vento ritieni di aver raccontato tutto il possibile sul West americano. Non riuscirai magari a conciliare questa tua convinzione con la scrittura di altre storie di Tex, tenendo conto che questa serie propone un western diverso, più “solare” ed ottimista rispetto a Magico Vento? La speranza di molti lettori è che tu possa sceneggiare ancora Tex in futuro. Gianfranco Manfredi: Mi piace scrivere Tex e se il rapporto con i lettori continuerà ad essere stimolante come è accaduto dopo questo primo episodio sulla serie normale, avrò un motivo in più per scrivere altre storie. Intanto ne sto completando un’altra in due numeri per Ticci, con cui da sempre speravo di collaborare. E poi , suppongo l’anno prossimo, uscirà il Texone che ho scritto per Gomez e di cui vado molto fiero. La tavole disegnate da Gomez mi hanno esaltato. Le prime erano così belle che mentre scrivevo il seguito mettevo in scena cose sempre più spettacolari, azioni molto difficili da disegnare, scene di massa, continui cambi climatici, insomma mi sono concesso di tutto. E Gomez ha fatto anche di più di quello che chiedevo. Il risultato ogni volta mi sorprendeva. Spero che l’episodio risulti sorprendente anche per i lettori.
FABIO CIVITELLI
Dopo una collaborazione durata quasi 25 anni, con “La grande sete” si è interrotto il tuo sodalizio con lo sceneggiatore Claudio Nizzi. Come ti sei trovato a lavorare con Gianfranco Manfredi, scrittore notoriamente esigente con i suoi disegnatori? Hai avuto la possibilità di contribuire personalmente alla costruzione delle singole tavole e alla caratterizzazione dei personaggi? Fabio Civitelli: Tutti gli sceneggiatori sono, giustamente, esigenti quando si tratta di tradurre in immagini le loro idee: anche Nizzi è stato esigente ma anche molto preciso e professionale e io non avrei potuto essere da meno quanto a meticolosità e cura delle tavole. Riguardo a Manfredi la sintonia che si è subito creata è stata sicuramente facilitata dal fatto che sono stato un lettore di Magico Vento e di Volto Nascosto fin dal primo numero, e dall’apprezzamento che ho sempre avuto nei confronti del suo modo di scrivere. Anche Manfredi è molto preciso nella descrizione degli ambienti e delle situazioni, per cui non ho mai avuto delle indecisioni o dei fraintendimenti sull’organizzazione di una tavola, in più mi ha mandato anche molta documentazione fotografica. Naturalmente questo non significa non avere una certa libertà nella creazione di ambienti e di personaggi, perché le descrizioni sono comunque sommarie e normalmente solo per i tre o quattro personaggi più importanti: per esempio Grissom era un contadino corpulento e basta, e l’idea di utilizzare Bud Spencer per la parte è stata mia.
Quali analogie e quali differenze hai riscontrato con il Tex classico? Fabio Civitelli: Manfredi si è calato con grande umiltà nell’universo texiano e non ha certo creato un Magico Vento in camicia gialla e fazzoletto nero. “La grande sete” è stata apprezzata dai lettori più smaliziati, e fortunatamente anche da quella maggioranza silenziosa che ogni mese va in edicola per ritrovare il ranger che ama fin dall’infanzia. Questo è forse il suo più grande merito: un Tex duro e deciso, nel solco della tradizione bonelliana, un Carson ironico ma anche uomo d’azione, lontano dal vecchietto brontolone e un po’ babbeo che a volte ci è capitato di leggere. Naturalmente, si possono notare delle differenze sia con G. L. Bonelli che con Nizzi, per esempio nel lato “politico” e di denuncia, piuttosto raro nella serie.
Quale scena ti ha più impegnato – dal punto di vista tecnico – e quale ti ha invece divertito realizzare? Fabio Civitelli: Premesso che mi piace sempre disegnare e più una scena è impegnativa, più mi diverto, devo dire che l’attacco notturno dei contadini al villaggio dei Pima ha richiesto una gran mole di lavoro nel far muovere adeguatamente i personaggi, nella gestione del chiaroscuro e per il fumo e gli incendi. Oltre a questa, mi è piaciuto molto a disegnare la sparatoria nel pueblo.
Quale personaggio – eccetto i due pard, naturalmente – del racconto di Manfredi ti ha intrigato disegnare? Fabio Civitelli: La caratterizzazione di Lansdale non è stata facile, la sua è una malvagità da “politico” non certo da pistolero, per cui all’aspetto impeccabilmente elegante doveva corrispondere uno sguardo sprezzante e superbo. In più, disegnare le persone grasse non è certo facile, e la mia migliore fonte di documentazione, è stato sicuramente un mio libro su Orson Welles. Comunque, alle fine ne sono abbastanza soddisfatto.
Dal 1984 sforni per Tex, con impressionante regolarità, tavole di altissimo livello ed occasionalmente hai anche scritto qualche soggetto, seppur non accreditato. Coltivi ancora qualche ambizione di diventare “autore completo”? Ritieni che il tuo percorso artistico possa serenamente proseguire insieme a Tex oppure hai voglia di cimentarti con qualcosa di diverso? Fabio Civitelli: Il mio saltuario impegno con i soggetti di alcune storie da me disegnate è nato soprattutto dalla grande sintonia e amicizia creatasi in tutti questi anni con Claudio Nizzi. Se nel tempo si creerà anche con Mauro Boselli, con cui collaboro adesso, questa possibilità e avrò qualche felice intuizione, non mi tirerò certo indietro, anche se la vedo difficile. Riguardo alla possibilità di altre collaborazioni, non la escludo a priori, ma lavorare a Tex mi piace molto, Sergio Bonelli e la Casa Editrice sono per me una seconda famiglia, con rapporti di amicizia che vanno ben al di là del semplice lavoro. Per farmi interrompere anche solo momentaneamente quella bella collaborazione ci vorrebbe qualcosa di veramente grosso (forse soltanto se Giraud mi chiedesse di disegnare un episodio di Blueberry, allora potrei pensarci seriamente!).
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Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu?
O que faz profissionalmente? Eder Santos Carvalho: Chamo-me Eder Santos Carvalho, nasci em 1980 em Encruzilhada do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil, tendo portanto 29 anos. Sou estudante de arquitectura e desenhador técnico, trabalhando num escritório de Engenharia e também desenho para um escritório de topografia. Adoro livros, música, arte, desenho e revistas em quadradinhos. Também tenho um blogue sobre arquitectura e história: http://historiaearquitetura.blogspot.com/
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada? Eder Santos Carvalho: Desde pequeno, quando a minha mãe me incentivava a ler os “gibis” (revistas de banda desenhada) para melhorar o meu aprendizado nos primeiros anos na escola.
Quando descobriu Tex? Eder Santos Carvalho: Não lembro bem, mas acho que tinha em torno de 11 a 12 anos na época, quando adquiri a primeira revista do Tex. Tinha muitas na colecção, mas infelizmente, acabei emprestando algumas e não me devolveram mais.
Porquê esta paixão por Tex? Eder Santos Carvalho: Sempre gostei das histórias do oeste americano, dos homens corajosos que forjaram as fronteiras do Texas. E Tex traz tudo isso, é um herói completo. Valente, honesto, guerreiro, justo e amigo dos índios. Também adoro desenho em preto e branco, e as revistas do Tex proporcionam-me isso.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Eder Santos Carvalho:Como disse antes, Tex é valente, honesto, amigo dos índios e das pessoas de bem. Tex tem uma certa magia, que o difere dos demais heróis dos quadradinhos.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Eder Santos Carvalho: Já tive muitas, mas acabei emprestando algumas e não me devolveram mais. Hoje tenho em torno de 100, mas pretendo em breve aumentar e muito esse número. A mais importante para mim é uma edição gigante, chamada “O Vale do Terror”.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Eder Santos Carvalho: Apenas livros.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir? Eder Santos Carvalho: Tinha uma revista, não lembro agora o número, que foi a primeira que adquiri, mas infelizmente emprestei-a e não me devolveram mais. Gostaria de possuir também um póster.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Eder Santos Carvalho: A minha história favorita é “O Vale do Terror”. O desenhador que mais gosto é Galep e o argumentista é o Claudio Nizzi.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Eder Santos Carvalho: O que mais me agrada é a coragem de Tex, que não tem medo de enfrentar os perigos, as muitas sequências e acção apresentadas nas histórias, e também seu gatilho que é o mais rápido do Oeste. O que menos me agrada é um pouco de falta de abordagem de assuntos mais íntimos do Ranger, como o relacionamento com o filho e também com uma mulher, acho que Tex deveria casar.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Eder Santos Carvalho: Sua coragem, valentia, amizade com os Navajos, respeito pelos homens de bem e a magia de um herói parecido connosco, pois Tex não tem super poderes, mas sim todas as qualidades que nós gostaríamos também de possuir.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Eder Santos Carvalho: Não.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Eder Santos Carvalho: Tex ainda vai continuar por muito tempo com a sua magia e o seu heroísmo. E não vai aparecer outro herói com ele nos quadradinhos.
Prezado pard Eder Santos Carvalho, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu. (Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)