Apresentação LUCIO FILIPPUCCI: Desenhador de Tex presente em Anadia nos dias 3 e 4 de Maio integrado na 10ª Mostra do Clube Tex Portugal

Por Mário João Marques

Lucio Filippucci estará em Anadia nos dias 3 e 4 de Maio para deleite dos fãs de Tex

Nasceu em Bolonha em 30 de novembro de 1955 e formou-se no Liceo Artistico. O início da sua carreira ocorre vinte anos mais tarde, quando começa a trabalhar em algumas séries adultas de Renzo Barbieri para a Edifumetto. Em 1979, sucedeu a Milo Manara na série Chris Lean da revista Corrier Boy, onde também ilustrou diversos contos.
Com Giovanni Romanini trabalha para o mercado francês. Durante os mesmos anos, ilustrou inúmeras campanhas publicitárias para o município de Bolonha e para a região da Emilia Romagna. Entre 1985 e 1986 desenha episódios da série Raimbo também para a Edifumetto e entre 1988 e 1889 a série I ragazzi della 3ª B, com Romanini. Trabalhou para a Panini e com editoras de livros infantis como Piccoli e Juvenilia.
No início dos anos 1990, entra na Sergio Bonelli Editore, juntando-se à equipa de Martin Mystère e desenhando também aventuras de Docteur Mystère. Em 2003, ilustrou o livro da sua esposa I giardino venuti dal vento, sobre o seu jardim botânico, que recebeu o Prémio Hanbury Botanical Gardens.
Filippucci recebe o Prémio Anafi de melhor artista em 2005 e em 2008 desenhou o Texone Seminoles, escrito por Gino D’Antonio, passando para a equipa de Tex a partir de 2013. Un maledetto imbroglio, publicado em Itália em agosto de 2024, no Color Tex 25, é o seu mais recente trabalho.

Filippucci e Tex estarão no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, nos dias 3 e 4 de Maio de 2025

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Cancelada a presença de Mario Alberti na 10ª Mostra do Clube Tex Portugal

O Clube Tex Portugal informa que por razões logísticas, infelizmente, foi cancelada a presença do consagrado desenhador Mario Alberti  na 10ª Mostra do Clube Tex Portugal, nos dias 3 e 4 de Maio de 2025, no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia.

Desejoso de vir ter com os leitores portugueses, e bastante consternado, o autor pede sinceras desculpas a todos e faz votos para que o evento seja um sucesso.

Solicitando a melhor compreensão para este facto, desculpas igualmente pedidas a todos, por parte da direcção do Clube Tex Portugal, que promete ainda conseguir trazer outro renomado autor de Tex, cujo anúncio deve ocorrer então nos próximos dias.

Memórias fotográficas de uma amizade especial (com Gianfranco Manfredi)…

Por José Carlos Francisco

A dor ainda é tão forte que as palavras não “saem”, pelo que dou “apenas” lugar às memórias fotográficas de uma amizade especial com Gianfranco Manfredi…

6 de Outubro de 2006, dia inesquecível em que conheci pessoalmente, na redaccção da editora Bonelli, Gianfranco Manfredi

6 de Outubro de 2006, com Gianfranco Manfredi e ilustres editores e autores após um almoço no restaurante La pobbia, em Milão

Milão; Cartoomics 2010, com Fabio Civitelli e Gianfranco Manfredi

Um dos maiores tesouros da minha colecção de Tex: roteiro completo de Gianfranco Manfredi da aventura ‘La grande sete’, desenhada por Fabio Civitelli

Dedicatória de Gianfranco Manfredi no Maxi Tex ‘ La pista degli agguati’

Dedicatória de Gianfranco Manfredi no Magico Vento ‘ Il crespucolo degli eroi’

Dedicatória de Gianfranco Manfredi no Magico Vento ‘Scontro finale’

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“Fumetti” de luto: partiu Gianfranco Manfredi

Texto do Jornal de Notícias on line de 24/01/2025
BD
F. Cleto e Pina

Criador de Mágico Vento e Face Oculta e autor de histórias de Tex, Dylan Dog e Nick Raider, faleceu em Milão, aos 76 anos.

Percurso artístico de Gianfranco Manfredi estendeu-se por mais de meio século

Natural de Senigallia, em Itália, onde nasceu a 26 de Novembro de 1948, Gianfranco Manfredi faleceu na quinta-feira, em Milão.

Artista multifacetado, após se ter licenciado em História da Filosofia, na Universidade de Milão, com uma tese sobre Jean-Jacques Rousseau, estreou-se na música como cantor e compositor em 1972, com “La crisi”, um álbum de temas próximos do movimento estudantil e das questões sociais e políticas daquele período histórico em Itália, preocupações que sempre o acompanharam ao longo da carreira.

No ano seguinte começou a trabalhar no Instituto Italiano de História da Filosofia e a partir de 1974 compôs para artistas como Mia Martini ou Heather Parisi.

No início da década de 1980 abandonou quase por completo a música para se dedicar à representação, em filmes e séries de televisão e no teatro, e à escrita de argumentos e romances, entre os quais “Magia Rossa”, “Ultimi vampiri” e “Traisnpotter”, bem como livros de não-ficção centrados na música, na história social e na política. 

Em 1991 fazia a sua entrada no mundo dos “fumetti”, a banda desenhada popular italiana, com “Gordon Link”, para a Editoriale Dardo, mas seria na Sergio Bonelli Editore que, a partir de 1994, se afirmaria nesta área, destacando-se a criação de “Mágico Vento”, com 131 edições entre 1997 e 2010, um western de carácter histórico e sobrenatural que aborda a conquista do velho Oeste sob a perspectiva índia, assente nas suas lendas e susperstições.

Ao longo de três décadas de colaboração com a Sergio Bonelli Editore, Manfredi escreveu também argumentos para Tex, Dylan Dog ou Nick Raider, tendo ainda criado as mini-séries: “Adam Wild”, “Volto Nacosto”, que toma por cenários a Itália colonial e a Etiópia colonizada, em que explora temáticas históricas e culturais complexas, e a sua continuação, “Shanghai Devil”.

O seu interesse pela História, pelas questões sociais e pela política está também expresso em obras como “L’Inquisitore” ou “Cani Sciolti” que segue a história de seis jovens a partir dos protestos da Primavera de 1968 até aos anos 1980.

Se muitas das bandas desenhadas mais populares de Gianfranco Manfredi chegaram aos leitores portugueses através das edições brasileiras, no chamado “formatinho”, duas delas, protagonizadas por Tex, foram editadas no nosso país: “Ouro Negro” (Polvo, 2017) e “A Lenda de Tex” (Levoir, 2018).

A sua última obra foi um ensaio sobre Tarzan: “Il mito di Tarzan. Tra letteratura, cinema e fumetto.”

Ao dar a notícia do seu falecimento, nas redes sociais, a filha mais velha, Diana, definiu-o como “Um verdadeiro génio que sempre soube ler e interpretar o mundo e as suas mudanças, uma mente curiosa que nunca parou de estudar, descobrir e atualizar-se (…) Uma mente brilhante e um artista incansável que deu muito àqueles que tiveram a sorte de o conhecer pessoalmente ou através da sua música, dos seus livros e das suas bandas desenhadas”. 

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