Roubada uma mega-colecção de Tex avaliada em 75.000€

“Desapareceu o meu Tex’ouro“

* Roubada uma mega-colecção avaliada em 75.000 Euros: “Roubaram-me os sonhos de criança”

Por Franco Binello e Enzo Armando *

Tex, o Ranger“Roubaram o meu sonho de criança, as lembranças, as fantasias, aventuras ainda que só imaginadas. O meu Oeste estava ali, naquelas histórias. E Tex o meu mito.“

Não é uma fazenda aquela de Gian Luca Ferraris, 37 anos, funcionário dos Correios em Lichtenberg, cidade sobre as colinas da Província de Agrigento, na Sicília, Itália. Nada que recorde os desertos do Arizona, onde cavalgam os cavalos selvagens. No entanto, alguém entrou à noite na sua casa de campo. E apontou para um armário. Dentro havia uma colecção completa de Tex Willer: “Do número 1 ao 584: Deixaram-me apenas os últimos 10, os mais recentes“. E comenta a sua amargura assim: “Neste momento, digo aos senhores ladrões que podem muito bem vir buscar aqueles que me restam…“.

Uma incursão digna de uma razia de preciosos «puros-sangues», porque os quadradinhos com o “Ranger” inventado em 1948 por Gian Luigi Bonelli têm grande valor para coleccionadores. “Os primeiros números – recorda – tinham-me sido dados pelo meu pai, quando eu ainda nem sequer sabia ler. Depois, ao longo dos anos, apaixonei-me: não olho ao dinheiro, mas àquilo que representaram para mim aquelas revistas“. Um mistério que deveria intrigar também Bonelli. A polícia entretanto investiga o caso.

Colecção de Tex WillerE não faltam os conselhos, como aqueles de Franco Semenzin, de Viarigi, também na Província de Agrigento, possuidor de uma das maiores colecções de banda desenhada na Itália. “Para encontrar o culpado – sugere – é necessário procurar no círculo de conhecidos. É que um caso semelhante aconteceu em Casale Monferrato. Um coleccionador tinha recebido uma proposta para a compra de edições de Tex, mas, porém, ele percebeu que eram os mesmos que havia vendido a um cliente, ao qual haviam sido roubados por aqueles, que mais tarde foi descoberto, eram seus “amigos”. Obviamente que os denunciou.“

Colecção de TexSemenzin organizou várias exposições sobre o Ranger: “Eu tenho 90% das edições (striscias) publicadas em 1948, para além de outras preciosidades da época.” Para os especialistas aquele material vale ouro. Semenzin desaconselha recorrer a seguros: “Eles custam uma exorbitância e são de facto impraticáveis. As minhas revistas são catalogadas e fotografadas. Também faço pequenos sinais de reconhecimento, que só eu sei reconhecer.“

As revistas Tex podem constituir um pequeno património: “A série de 1954, a primeira no formato gigante, chega aos 75.000 euros. Parece que a possuem personagens como Jerry Scotti e o futebolista Alex Del Piero“. A actual publicação mensal, aquela que começa com o famoso episódio «La mano Rossa» (A Mão Vermelha), de 1958, tem quotizações variáveis. O número 1 pode chegar a 3 mil euros: “Na capa, no entanto, deve trazer o preço de 200 liras – explica o especialista – e ter certas características na paginação. Aqueles que valem realmente são os primeiros 70 números: o valor pode chegar a 20 mil euros.”

Logótipo do sítio Lastampa.it*Texto apresentado no sítio lastampa.it em 23/04/2010; Tradução e adaptação: José Carlos Francisco.
Copyright: © 2010, La stampa.it

Entrevista com o fã e coleccionador: Nei de Souza Teixeira

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Nei De Souza TeixeiraPara começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Nei de Sousa Teixeira: Sou de 1959 – portanto já veterano  – nascido na cidade de Porto Alegre e registado em Viamão, no Estado do Rio Grande do Sul, sul do Brasil. Moro com a família na simpática cidade de Macatuba, interior oeste de São Paulo, região onde desde fins dos anos 90 actuo como Técnico de Segurança do Trabalho – actividade profissional voltada à prevenção de acidentes e doenças laborais. Amante da natureza aprecio a água (mar, rio, piscina), desportos (karatê), música (muitos géneros), filmes, livros e revistas de banda desenhada. Por paixão graduado há poucos anos em filosofia. Sou pouco festeiro, mas favorável a uma boa conversa com os amigos. Churrasco e viagens, quando possível.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Outras paixõesNei de Sousa Teixeira: Com certeza de antes de aprender a ler. Aliás, as revistas em quadradinhos exerceram em mim um estímulo adicional na alfabetização, pois desde pequeno admirava aquelas impressões nas páginas de jornais e revistas infantis. Mickey foi o meu primeiro herói e com ele a ideia inicial de coleccionar revistas de banda desenhada. De minha mãe ganhava no início de cada mês, sempre que o orçamento permitia, a última aventura do destemido ratinho (ainda possuo alguns destes exemplares). E durante toda a infância juntei revistas, seja através de doações, trocas ou compras: Tio Patinhas, Donald, Zé Carioca, Turma da Mônica, Mafalda, Bolinha, Recruta-Zero. Ainda heróis e super-heróis americanos como: Batman, Super-Homem, Homem-Aranha, Tarzan, Mandrake, Fantasma, etc.. Também apreciava muito Tintim, Lucky Luke, Astérix e os engraçados Mortadelo e Salaminho, que menos populares encontrava-os nas bibliotecas públicas da cidade.
BDs e LiteraturaDois factores fortaleceram este apreço infantil pelos quadradinhos. Primeiro: em Porto Alegre de minha infância era comum a distribuição de revistas nas entradas das matinés dos cinemas, e para nós garotos era uma festa pedí-los nas saídas dos espectáculos. Segundo: motivados principalmente por estas doações naqueles tempos praticávamos comummente o que chamávamos de trocas de revistas. Isso possibilitava para nós, crianças, uma rica variedade de leituras, aquisições e entretenimento. É portanto assim que vem desde estes tempos o meu interesse pelos quadradinhos.

Quando descobriu Tex?
ExtanTexNei de Sousa Teixeira: Pois justamente em algum momento do ano de 1971, aos 12 anos, em alguma negociação deparei-me com uma revista de faroeste diferente: um grupo de pistoleiros que, envolvidos numa vibrante aventura no palco de uma comunidade indígena deparam-se com uma fenda no chão onde seguem – entre perigos e tiroteios – mundo subterrâneo adentro. Além da história os desenhos eram muito bons. Pôxa, era demais! Essa foi a primeira história que li de Tex. Infelizmente foi a única que consegui naquela época. Só encontrei Tex novamente após vários anos quando já ganhava alguns trocados para as minhas pequenas despesas. Daí em diante fui juntando e comprando. Também durante algum tempo ganhei regularmente de um grande amigo muitos exemplares contendo o carimbo “brinde”. Não deu outra, iniciava ali a primeira colecção. Desta colecção, desfiz-me lá pelo número 250. Só em 1986 com o lançamento de Tex Coleção é que voltei a juntá-los definitivamente. Hoje colecciono Tex Coleção, Almanaque Tex, Tex Gigante, Tex Anual e Tex regular (normal) – esta última ainda incompleta. Também aprecio Martin Mystère dos quais possuo as 42 edições da Mythos, com esperanças de novo relançamento brasileiro.

Sônia da Revistaria de MacatubaPorquê esta paixão por Tex?
Nei de Sousa Teixeira: Por muitos motivos. Primeiro pelos desenhos, foi o que mais me impressionou em Tex desde o começo. Sempre gostei de desenhar e aquelas paisagens horizontais do velho oeste americano, das montanhas, dos bosques, das cidades, das personagens, dos cavalos, etc., seduziram-me. Ainda hoje a qualidade técnica dos desenhos em qualquer revista do Ranger me são referênciais. Depois foi o enredo/roteiro das histórias, cheias de aventuras e com tramas bem elaboradas. Mesmo aquelas tratando de realismo fantástico, sempre as concebi bem montadas e consistentes: acompanhadas de algum conteúdo histórico e cultural. Por fim, o símbolo icónico do Ranger conjugando fidelidade, lealdade, coragem e justiça. Com Tex sempre existe a expectativa de que, esteja onde estiver, na decorrência da violação de qualquer um destes elementos (citados há pouco) ele fatalmente interferirá… e uma nova aventura emerge. É isso o que me representa e a ideia que me antecipa. Talvez também por isso, imagino, em certo momento alguém o tenha conceituado de ‘granítico’.

Literatura e BDsO que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Nei de Sousa Teixeira: Não sei se diria diferente, mas Tex exibe uma forte personalidade bem definida e própria. Creio se tratar de tudo o que já disse há pouco, associado a uma boa base na construção de ambientação das demais personagens. Tex, assim como o Fantasma de Lee Falk, está situado geograficamente; detém protagonistas e antagonistas bem identificados; seu leque de actuação contempla inúmeros ambientes e argumentos; as histórias desenrolam-se em aventuras de fôlego com o protagonista nem sempre na vantagem (apesar do previsível triunfo do bem, digno dos grandes heróis como o já citado Fantasma). Tudo costurado com magníficos desenhos contendo referências históricas e culturais. Dessa forma entendo que talvez nem seja propriamente diferente, mas indiscutivelmente que o Ranger tem as suas bases bem fundadas.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Objectos especiaisNei de Sousa Teixeira: Difícil definir aquela considerada mais importante, nem um pequeno grupo destacaria facilmente, tantas são as que julgo importantes. Em termos de quantidade não sei, não as contei ainda. Mas dá para ter uma ideia: Tex Coleção; Tex normal (-52); Almanaques Tex; Tex Gigantes (-8 que esqueceram de me devolver); Tex Anual (-3); Tex Férias; Tex Especiais.. mais algumas avulsas. Ainda, duas edições em italiano (nº 01 e nº 500), uma em espanhol, uma em holandês, uma francesa e a edição especial de Portugal (é claro!). E a nova colecção Tex em Cores… Estas últimas me são bem importantes, tanto pela raridade quanto pelas vias de aquisição através de amigos e momentos especiais.

ExtanTex - Foto 3Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Nei de Sousa Teixeira: Não tenho o hábito de outros objectos, costumo coleccionar apenas revistas, apesar de possuir alguns souvenirs como o Chaveiro de Tex, uma caixa de Palheiros (com um plágio de Tex), um Calendário e alguns pósters.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Nei de Sousa Teixeira: Como dito, para mim bastam as revistas e um ou outro livro sobre a personagem. Aliás, desejo adquirir os recentes livros do GG Carsan e do Gonçalo Júnior (autografados), ainda não acontecido por questão de oportunidade.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
ExtanTex - Foto 4Nei de Sousa Teixeira: Tantas inesquecíveis aventuras de Tex e tantas outras belíssimas que surgem, é muito difícil citar alguma como favorita, mesmo que a opção aumentasse para uma dezena. Veja um breve exemplo em M: A Mão Vermelha, Mefisto e Yama, Bruxo Mouro, Montales, El Muerto, etc.. Sempre achei as incursões de Tex ao Canadá muito boas, assim como as suas idas a São Francisco ou ainda a El Paso, na fronteira com o México, seja envolvido com mescaleros, bandoleiros ou descendentes astecas. Isso sem mencionar as tantas novas investidas nas quais o Ranger se tem envolvido ultimamente. Mas para não me acovardar cito então A Noite dos Assassinos, Diablero e Mão Vermelha – entre as antigas – apenas por conhecê-las há mais tempo e terem me impressionado bastante. Dos argumentistas sem dúvida G. Bonelli. Mas G. Nolitta, Boselli e Nizzi não ficam atrás. Dos mais recentes, ainda preciso conhecê-los melhor para comentar. Entre os desenhadores aprecio G. Ticci, C. Villa e Repetto apesar de ver recentemente algumas ilustrações de tirar o fôlego, obra de arte mesmo.

ExtanTex - Foto 2O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Nei de Sousa Teixeira: Quanto à personagem. Bem, se em quase 40 anos considero Tex por personagem preferida, certamente é por ver neste herói várias qualidades que me agradam. Numa escala de preferências destas qualidades diria serem o senso de justiça e a disposição para executá-la como principais. Seguidas da fidelidade aos amigos, coragem e tenacidade. Quanto ao género e temáticas das aventuras. Este é um talento à parte, obra dos mentores de Tex (texto e ilustração), permitindo quase tudo às aventuras: de lobisomem a extra-terrestre, de bruxos e bruxas a eminentes antropólogos, de aborígenes e canibais a ministros de Estado. Um passeio por costumes e culturas de vários povos e comunidades do oeste bravio norte-americano. Essa exuberância de possibilidades e ambientes particularmente agradam-me. O que menos me satisfaz no Ranger é a falta de tempo para ler as suas aventuras com a ociosidade que elas merecem. Mas, enfim, esse não é um defeito tão irremediável assim, certo?

A família - Luzia, Victor e NeideEm sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Nei de Sousa Teixeira: Primeiro, sua capacidade de ser ídolo. O ser humano carece de exemplos positivos em quem se espelhar, algum modelo de humano superior ao qual possa criar uma identificação elevada, um alter-ego. Tex que, não sendo propriamente um daqueles super-heróis invulneráveis, tampouco é um herói medíocre. Assim ele (como Batman), de certa forma, encarna estes anseios inconscientes de cada indivíduo: um herói capaz de nos elevar para além do quotidiano vulgar.
Nei, esposa e filhoCom Tex nos enlevamos de capacidades de justiça, de agir na prontidão das necessidades, de manifestar amizades verdadeiras e desinteressadas, de enfrentar obstáculos com resolução. Com Tex, nos tornamos Tex. Indiscutivelmente (guardadas as diferenças de contexto), um exemplo a ser seguido! Entendo ser este o principal motivo de ser o ícone que é: um exemplo de virtude infalível quase ao alcance do homem comum. Como diz a música: necessitamos de heróis, e Tex de certa forma encarna esse herói. Num outro sentido ele é aventura, estória (e história) e cultura, todo o conjunto num belo romance capaz de nos ocupar totalmente por longos momentos de prazer. Um romance épico retratado em belíssimas ilustrações. Vejo então, nestes elementos, as faculdades que o tornam este ícone que é.

Maria Edy, Nei e o Tex portuguêsCostuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Nei de Sousa Teixeira: No dia a dia poucas vezes encontro outros coleccionadores de Tex (felizmente existe a comunidade internauta), mas certamente à minha volta existam vários fãs do Ranger que apenas ainda não contactei. Mesmo o Fábio de Baurú, 50 km daqui, já há algum tempo que não nos vemos.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Nei de Sousa Teixeira: Imagino que se a qualquer momento, subitamente, Sergio Bonelli deixasse de publicar novas aventuras do Ranger, Tex seguramente se sustentaria por mais 50 anos apenas com republicações de álbuns e colecções. Exemplo disso é a nova colecção colorida de Tex que, como eu, milhares de outros texianos já sonham com 200, 300, 400 exemplares em suas estantes.
Por isso é fácil entender que sou optimista com o futuro do herói, enquanto não sofra modificações radicais de personalidade ou de publicações.
Nei em frente da PrefeituraEstamos diante de um fenómeno dos quadradinhos! Apostaria até numa previsão, mais um desejo do que uma possibilidade, ver uma colecção de aventuras de Tex em desenho animado de longa-metragem. Com as aventuras de Tex. Porém em desenhos – ilustrados e roteirizados por seu staff oficial -, como os feitos para Tintim ou Astérix, dos quais possuo algumas em revistas e em DVDs. Acredito que seria um sucesso. De qualquer forma a julgar pelas actuais publicações de Tex, ainda veremos novas e óptimas aventuras deste herói por muito tempo.

Prezado pard Nei de Souza Teixeira, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

As Leituras do Pedro: J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga – Almanaque Mistério 2009

As Leituras do Pedro*

J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga – Almanaque Mistério 2009J. Kendall – Aventuras de uma Criminóloga – Almanaque Mistério 2009
O Caso da Lua no Poço

Giancarlo Berardi (argumento e guião)
Maurizio Mantero (guião)
Steve Boraley (arte)
Mythos Editora (Brasil, Novembro de 2009)
135 x 178 mm, 132 p., pb, brochado, anual

Resumo
Publicação anual, estes Almanaques Mistério narram as aventuras da jovem Júlia Kendall, quando ainda era aluna da universidade, embora já trabalhasse como assistente de um dos seus professores, Cross, que então era consultor da Procuradoria de Garden City.
Neste (mini-)álbum, originalmente publicado em Itália, no Almanacco del Giallo 2009 e de momento disponível nas bancas nacionais, investiga o caso de um corpo encontrado dentro de um poço, que a polícia consegue identificar através de uma curiosa tatuagem num braço.
No desenvolvimento da investigação, Júlia terá ao seu lado Eldred Herron, amigo da vítima, jovem escritor de sucesso de um único romance, com quem vai estabelecer uma relação de grande proximidade.

A Jovem JúliaDesenvolvimento
O primeiro mérito de Berardi é a forma como traça o retrato da jovem Júlia, com o distanciamento necessário da versão adulta, com as contradições e hesitações próprias da idade mas já com todas as suas características futuras: a queda para se apaixonar pelo(s) homem(ns) errado(s); a insegurança, embora condimentada com mais ilusões e alguma impetuosidade, próprias da sua juventude; a inteligência e capacidade dedutiva que lhe garantirão o sucesso profissional futuro, embora atenuadas pela sua inexperiência.
O criador de Júlia, mais uma vez, desenvolve uma bela história, na qual a investigação criminal e a exploração dos sentimentos dos protagonistas andam a par.

No que diz respeito à primeira, diverte-se a avançar com diferentes pistas para a resolução do assassínio – um eventual serial killer, apostas clandestinas, ligação a uma organização nazi, crime passional… – sendo que a solução não estará em nenhuma delas, o que acaba por dar mais interesse e uma grande credibilidade ao argumento, pois deve ser isso que muitas vezes acontece na vida real.

O Caso da Lua no Poço

Mas, mais uma vez, são as relações humanas – e o que tantas vezes está por trás do seu (in)sucesso – que constitui o ponto forte de mais uma narrativa pautada por um tom intimista, desenvolvida em ritmo pausado, para permitir ao leitor digerir cada informação, cada avanço, cada recuo. Veja-se a forma como o interesse inicial de Júlia pelo jovem escritor se vai modificando, progressivamente, até se transformar (quase?) em paixão – que assenta também na forma como o desenhador retrata olhares, pequenos gestos, pormenores aparentemente sem importância – colocando em segundo plano a resolução do crime.

Curiosidade
Como é habitual nestes números especiais, é incluído um dossier que aborda os principais filmes e séries policiais que marcaram 2009 e também o escritor norte-americano James Ellroy.

Pedro Cleto*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias e na revista In’ – distribuída as sábados com o JN e o DN), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

Trading Post Nº 28

TRADING POST

POR: SÉRGIO SOUSA – FOLHETIM MENSAL DE DIVULGAÇÃO DAS REVISTAS BONELLI PARA VENDA – ANO 3 – Nº28 – ABRIL 10

O trading post apresenta as revistas que disponho para venda, as condições de venda e o estado de conservação das revistas. Por dificuldades em introduzir as tabelas no blogue, tabelas que contêm toda a informação sobre as revistas disponíveis, o folhetim disponibilizado no blogue apenas mencionará as revistas disponíveis e o intervalo de preços. Os interessados em determinada revista deverão solicitar, não a informação sobre a revista, mas sim o folhetim versão completa. Façam o pedido através do E-mail: sergiosousa1367@hotmail.com
Além do folhetim serão enviadas diversas fotos adicionais. Recomendo que analisem com atenção as fotografias e a classificação que atribuo a cada uma das revistas, em caso de dúvida podem solicitar mais informação ou fotografia sobre qualquer revista.
Infelizmente ainda não me foi possível disponibilizar as novidades do mês de Março, a encomenda já saiu do Brasil mas, na melhor das hipóteses chegará no final do mês de Abril.

NOVIDADES

Rubrica que apresenta exclusivamente revistas novas da Mythos e funciona preferencialmente por encomenda.
Os preços variam entre os 3,5€ (Zagor e Zagor Extra) e os 21€ (Tex o Mocinho do Brasil).

Trading Post Nº 28 - Foto 1As Avent. Chico – 1 e 2
G. C. Tex – 21 a 23
Júlia Especial – 2, 3 e 4
Revista Tex Brasil – 1
Tex Anual – 3
Tex e os aventureiros – 3
Tex Colecção – 275
Tex Colorido – 1 e 2
Tex Ed. Histórica – 70, 71, 74 a 78
Tex Esp. Férias – 3 e 7
Tex Gigante – 19 e 20
Tex o Mocinho do Brasil
Tex Ouro – 35, 36, 38, 40 e 41
Zagor – 6, 99 a 103
Zagor Especial – 1, 21, 24 e 25
Zagor Extra – 54, 56, 68 a 70

REVISTAS.

As revistas aqui apresentadas são as que têm vindo a acumular das edições anteriores.
Os preços variam entre os 1,7€ (Tex Coleção 14) e os 7€ (Grandes Clássicos Tex)

Trading Post Nº 28 - Foto 2Chacal – 3
Chet – 8, 9, 12, 14 e 19
Epopeia Tri 2ª ed. – 2, 3 e 8
Grandes Clássicos Tex – 10, 11 e 16
História do Faroeste – 14, 17 e 20
A Hist. Do Oeste – 1, 4, 5, 6, 7, 10, 14, 17, 20 e 27
Ken Parker Vecchi – 17
Mister No Record – 6 e 9
Nick Raider Mythos – 7
Skorpio Vecchi – 9 a 12
Tex 1ª Ed. – 41, 52, 64, 72, 84, 92, 93, 97, 102, 107 a 109, 111, 113, 115 a 117, 121, 123, 129 a 132, 136 a 138, 140, 142, 146, 227, 242, 244, 245, 247, 264, 266, 267, 271, 285, 288, 294, 301, 302, 386, 392, 396, 397, 449 e 450
Tex 2ª Ed. – 20, 24, 27, 35, 38, 39, 40, 42, 44, 45, 47 a 50, 52, 56, 59, 62 a 68, 71, 77, 83, 85, 89, 103, 117, 122, 125, 129, 135, 138, 140, 141 e 143
Tex a Cores (Globo) – 2
Tex Almanaque – 21, 22, 27, 28 e 32
Trading Post Nº 28 - Foto 3Tex Colecção – 14, 22, 29, 31, 36, 38, 39, 44, 47, 48, 49, 53, 61, 62, 65, 66, 73, 99, 100, 114 e 242
Tex Ouro – 4, 8 e 30
Tex Ed. Histórica – 35 e 55
Tex Esp. Férias – 6
Tex MS Merc. da Morte – 1
Zagor Vecchi – 5
Zagor Esp. Record – 3 a 6
Zagor Record – 41 e 54
Zagor Mythos – 1, 18, 25, 54 e 56
Zagor RGE – 4

EXTRA BONELLI

Revistas de BD de outras colecções além da gama Bonelli.
Os preços variam entre os 0,9€ (Sioux 209) e os 4€ (Conan o Bárbaro 1)

Trading Post Nº 28 - Foto 4Conan o Bárbaro – 1 e 2
Esp. Selvagem de conan – 20 e 94
Épicos Marvel – 5
A saga de Thanos – 2
Homem-Aranha – 82
O Incrível Hulk – 82, 118 e 122
Homem Aranha Anual – 3
X Men – 1 e 48
Capitão América – 157
Sioux – 209
Almanaque do Patinhas – 55

ESTADO DE CONSERVAÇÃO DAS REVISTAS
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NOVO (N)
– Estado de banca. Novo ou como Novo.
SEMI NOVO (SN) – Revista com poucos anos, sem defeitos. Capa perdeu o brilho característico das revistas novas.
ÓPTIMO (O) – Capa, lombada e miolo apresentando o desgaste de acordo com a idade. As revistas muito antigas apresentam pequenas imperfeições.
BOM (B) – Pequenos defeitos na capa e lombada (rasgos, riscos ou pequenas palavras), miolo amarelado. Revista não recomendada a coleccionadores exigentes.
REGULAR (R) – Capa e lombada com falhas, mais que uma palavra escrita na capa. Miolo amarelado ou escurecido. Revista não recomendada a coleccionadores exigentes.
USADO (U) – Capa muito gasta ou suja pelo uso, escrita ou com rasgos. Lombada com falhas e miolo demasiado escurecido. Revista não recomendada a coleccionadores exigentes.

CONDIÇÕES DE VENDA

  • Pagamento antecipado efectuado através de transferência bancária.
  • Entrega em mão, apenas na região de Setúbal.
  • Os portes dos correios serão sempre por conta do comprador, salvo indicação em contrário. Procuro enviar os pedidos na forma mais económica (seleccionado a verde na tabela abaixo). Para encomendas entre 2 e 3 Kg, apesar do envio como encomenda ser mais económica, a modalidade livros registado compensa, pois a encomenda é entregue no dia útil imediatamente a seguir, o que não acontece com o envio como mercadoria. Caso o comprador prefira outra forma de envio deve expressá-lo no acto da compra

CUSTOS DE ENVIO

Custos de envio

FACTORES QUE INFLUENCIAM OS PREÇOS

  • Estado de conservação das revistas
  • Raridade das revistas
  • Dimensão da encomenda
  • Custos de transporte
  • Custos alfandegários
  • Custo de transferência do dinheiro
  • Flutuação cambial

Como podem verificar, são muitas as variáveis que influenciam os preços das revistas. A mesma revista pode ter preços completamente diferentes, em meses seguidos, devido a estes factores.

OUTRAS INFORMAÇÕES

  • Aceito listas de faltas. A entrega de lista de faltas não compromete o coleccionador e não é garantia de conseguir as revistas em falta. As listas servem para centralizar as compras nas necessidades dos coleccionadores. Os coleccionadores que entregarem lista de faltas, serão informados da existência das revistas, antes da sua divulgação no “TRADING POST”, exercendo assim o direito de preferência. As listas de faltas serão ordenadas pela data de entrega.
  • As fotografias apresentadas no folhetim, serão sempre das revistas colocadas à venda. Adicionalmente ao folhetim seguirão outras fotos e enviarei foto de qualquer revista que me seja solicitado, excepto das revistas novas, das quais não vejo necessidade.
  • Muito excepcionalmente existe mais do que um exemplar de cada número. Somente com a divulgação deste folhetim e a entrega de listas de faltas, será possível colocar à disposição mais exemplares.
  • Agradeço o contacto de todos os coleccionadores interessados em receber o folhetim, assim como sugestões no sentido de melhorá-lo.

DIVULGAÇÃO

O folhetim será enviado a todos os coleccionadores os quais possuo contacto e aos quais peço a divulgação para os seus contactos. Será também enviado a todos aqueles que expressem vontade em recebê-lo.