Tex nº 100 – LA BANDA DEI QUATTRO

Tex nº 100 – LA BANDA DEI QUATTRO

Do escultor Cearense Francisco José, mais conhecido como Franjo, casado com Tatiane e com dois filhos maravilhosos, Elvis de 12 anos e Layla de 10 anos, recebemos diversas fotografias de uma verdadeira obra de arte Texiana realizada pelo próprio artesão brasileiro. Trata-se de uma fantástica estátua de Tex Willer!
Estamos em crer perante estas imagens, que ninguém nunca retratou TEX WILLER tão bem em 3D como este grande artista que já leva 33 anos dedicados à arte, já que segundo a sua mãe, desde os 6 anos de idade que desenha e pinta em tela e que há cerca de 13 anos atrás começou a dedicar-se também à escultura.
Para comprovar que Franjo é um artista completo, finalizamos com um belíssimo desenho do Ranger:
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Claudio Villa mostra-nos nesta ilustração, o preciso momento em que Tex Willer se encontra cercado por diversos índios Klamaths que atacaram o Ranger ao ver que este os espiava no decurso de uma cerimónia sagrada realizada nas florestas da Alta Califórnia.
Desenho usado no Brasil como capa de Tex Platinum #16 e como contra-capa de Almanaque Tex #32 e inspirado na história “Virginia City” de Guido Nolitta e Erio Nicolò (Tex italiano #220 a #223).
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Texto de José Carlos Francisco
Tex em cores #1 – O Totem Misterioso
Gianluigi Bonelli (argumento)
Aurelio Galleppini (desenho)
Mythos Editora (Brasil, Outubro de 2009)
160 x 210 mm, 252 páginas, cor, capa brochada
Resumo
Esta edição compila as primeiras tiras de Tex*, dando assim a possibilidade de (re)descobrir, mais de 60 anos depois, agora numa edição colorida, as primeiras histórias de Tex Willer, o mais antigo cow-boy dos quadradinhos ainda em publicação.
Desenvolvimento
Se não vou aqui debruçar-me sobre o início de Tex – já outros o fizeram melhor – há alguns aspectos que quero realçar.
Desde logo, a variedade temática das diversas histórias, todas westerns, é evidente, mas com pontos de partida e enredos diferentes.
Depois, o seu ritmo intenso e envolvente, devido aos muitos assaltos, emboscadas, raptos, tiroteios e mortes que se sucedem, numa evocação dos melhores westerns cinematográficos.
Ainda, a forma ágil e dinâmica como estão desenhadas, como frequentes mudanças de ponto de vista e até alguns efeitos surpreendentes, como a trajectória da bala que passa entre duas vinhetas, logo na tira 7 da primeira história.
Finalmente, o invulgar número de mulheres presentes neste volume, com protagonismo e de forma interveniente. E que são belas, sedutoras (graças à mestria de Galep) e – oh, surpresa! – (muito) interessadas em Tex! A começar por Tesah, e no seu provocador vestido “sobe-e-desce”, que surge num terço das vinhetas do primeiro capítulo. E continuando com Joan, Florecita, outra Joan, Marie Gold… Simples vítimas ou não, de um ou outro lado da lei… Como não seria hoje o ranger, se esta tendência se tivesse perpetuado ao longo dos anos?!
A reter
– A edição, de maior formato, igual ao italiano, com bom papel, boa impressão e dois (interessantes) textos introdutórios, de Júlio Schneider e do próprio Sergio Bonelli.
– A cor, por permitir levar Tex a leitores que de outra forma não o descobririam.
Menos conseguido
– A cor, inferior aquela a que estão habituados os leitores de banda desenhada franco-belga e de comics norte-americanos. Por ser lisa, sem tons intermédios e não fazer jus ao traço original de Galleppini.
– O facto de o último capítulo ter sido interrompido a meio, na tira 16. Aceitando o argumento de que por razões técnicas é necessário ter um número fixo de páginas, seria com certeza possível (e preferível) ter preenchido as últimas 5 com textos sobre o herói, os autores ou a colecção, em lugar de deixar o episódio a meio.
Curiosidades
– * Tex, nasceu no formato comummente chamado de “talão de cheque” no Brasil, em edições “deitadas”, com 32 páginas, correspondentes a outras tantas tiras, com 2 a 4 vinhetas.
– Esta edição baseia-se na Collezione Storica a Colori, lançada em 2007 em Itália para ser vendida com o jornal “La Repubblica” e a revista “L’Espresso”, com capas originais de Claudio Villa. Inicialmente pensada para 50 volumes, depois alargada para 80, hoje vai já no nº 174 (e mais de 10 milhões de exemplares vendidos), devendo terminar no nº 200, numa clara demonstração de que o ranger continua a ser um enorme sucesso no seu pais de origem.
– A colecção da Mythos tem garantidos seis tomos bimestrais, estando a sua continuação dependente do volume de vendas; bom sinal é o facto de o primeiro número ter esgotado, tendo sido necessário proceder a uma reedição.
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*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias e na revista In’ – distribuída as sábados com o JN e o DN), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.
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Texto da secção Cultura, de 5/07/2010
F. Cleto e Pina
Autor de BD Victor de la Fuente morre aos 83 anos
Victor de la Fuente, um dos maiores autores espanhóis de quadradinhos, faleceu aos 83 anos.
Natural das Astúrias, onde nasceu em 1927, De La Fuente possuía um grande domínio da planificação e um traço dinâmico e com uma grande capacidade de transmissão de movimento e foi distinguido em 2006 com o Grande Prémio do Salón del Comic de Barcelona.
Numa carreira com quase 70 anos, iniciada ainda nos anos 40 do século passado, quando ainda alternava a BD com a publicidade, De La Fuente começou por trabalhar de forma anónima para os mercados britânico e norte-americano, como tantos desenhadores do seu tempo.
O encontro com o argumentista Victor Mora, em 1967, levá-los-ia a criar “Sunday”, um dos muitos westerns que desenhou, sendo este, sem dúvida, o seu género preferido, embora tenha desenhado (e nalguns casos também escrito) histórias em muitos outros, como o comprovam séries como “Haxtur”, “Anjos de Aço” ou “Mathai-Dor”, adaptações de episódios da História de França (país onde viveu nas últimas quatro décadas) ou versões de cariz religioso como “Le fils de la vierge”, alguns dos quais editados em Portugal, em revista ou em álbum.
“Los Gringos”, com argumento de Jean-Michel Charlier, e “Aliot, le fils dês ténébres“, escrito por Alejandro Jodorowsky, são mais dois títulos da sua bibliografia, onde constam ainda, desde 1992, diversos episódios de Tex Willer, que De La Fuente foi o primeiro estrangeiro a desenhar.
Copyright: © 2010 Jornal de Notícias; F. Cleto e Pina
(Versão revista e aumentada do texto publicado no Jornal de Notícias de 5 de Julho de 2010)