Póster Tex Nuova Ristampa 154

Póster Tex Nuova Ristampa 154

Dramática ilustração da autoria de Claudio Villa, onde vemos Tex Willer e Jack Tigre observando um Navajo moribundo que tinha sido barbaramente torturado depois de um terrível massacre, cometido pelos perversos Paiutes comandados por Cruzado, a uma caravana de brancos onde nem as mulheres e crianças foram poupadas, para servir de exemplo a outros Navajos.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “I guerrieri venuti dal nord” de G. Nolitta e Aurelio Galleppini (Tex italiano #242 a #245).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

Vídeo: O Tex-Estátua

Qualquer cidade no mundo que se preze, tem os seus artistas que ficam parados como estátuas em ruas de grande movimento. E a cidade de Palermo, na Itália, também tem, ainda para mais, trata-se de um artista verdadeiramente especial, que encarna… Tex Willer, já que se trata de alguém que “veste” a pele do Ranger, ou seja, um TEX-ESTÁTUA!

Como se pode ver no vídeo que se segue e que foi filmado em Setembro de 2010, é algo inusitado, mas bonito de se ver e principalmente trabalhoso para o artista. O Tex- Estátua de Palermo está parado, sem se mexer, mas quando alguém põe uma moeda na lata, ele mexe-se para agradecer… ou será para… matar???

Capa de Tex italiano #593: La mano del morto

Por José Carlos Francisco

Por muitos fãs do Ranger considerada já como uma das capas mais peculiares da saga de Tex, foi publicada na Itália, em Março de 2010, na edição nº 593 com o título “La mano del morto”, a ilustração da autoria de Claudio Villa que retrata Tex Willer no preciso momento em que entra no Saloon No. 10, em Deadwood, no Dakota do Sul, deparando-se com o cadáver de Wild Bill Hickock, que jogava póquer quando foi morto de forma traiçoeira por Jack McCall, segurando um par de ases, um par de oito e uma misteriosa 5ª carta, que reza a lenda, seria uma dama ou um valete, cartas essas que ficaram conhecidas como a “Mão do Morto” (Dead Man’s Hand). Esta mesma capa foi publicada muito recentemente no Brasil, mais precisamente em Janeiro deste ano, na edição nº 495.

Mas até chegar a este resultado final que foi para as bancas italianas e brasileiras e que pode ser visto acima, Claudio Villa fez vários esboços e estudos alternativos e hoje damos a conhecer aqui no blogue do Tex, uma outra versão desta memorável capa, assim como o esboço inicial daquela que seria então eleita a capa definitiva:


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(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

TEX SEM FRONTEIRAS: A Cultura em Tex

Por G. G. Carsan*.
O leitor de Tex convive com uma rica gama de informações capaz de servir de referência em diversas profissões como geógrafo, jurista, polícia, desenhador, escritor, artista plástico, sociólogo, historiador, psicólogo, administrador, entre outras.

Além de nos mostrar os costumes de brancos, negros e índios, de tratar diversos episódios da história americana, de possibilitar um aprendizado de geografia, serve inconteste para formar cidadãos íntegros, éticos, solidários, responsáveis e inteligentes, pois a honestidade e a justiça são pontos chaves da formação e mensagem da personagem.

Na verdade, quando um aluno lê um livro, não fixa muita coisa se o assunto não lhe for bastante interessante e familiar. Com a revista em quadradinhos, bastante difundida actualmente nas escolas, o mesmo aluno absorve muito mais, pois ele passa a considerar o estudo como uma forma de lazer e a soma dos textos e desenhos possibilita uma fixação muito mais acentuada. Não é por menos que já tivemos a própria Bíblia Sagrada em quadradinhos e actualmente as escolas brasileiras encomendam histórias do folclore em quadradinhos para figurar como material didáctico.

Já foi dito e sabemos como é difícil definir com certeza o que faz de Tex um sucesso permanente, mas a verdade é que para o coleccionador há uma fome de Tex. Essa fome é a necessidade de cultura, de aprendizado, de adrenalina, cuja dose mensal é capaz de arrefecer, acalmar, controlar e abastecer, mas nunca é capaz de saciar, de esgotar.

Dizer que Tex é do bem, é justiceiro, é amigo, actualmente, é entender apenas superficialmente tudo que nos é passado. Com Tex aprendemos o que é o mal e suas facetas, mas aprendemos também como lutar para combatê-lo, e perdemos a inocência diante de situações que não imaginamos existir.

O texiano pode se gabar de ser um leitor diferenciado dos demais por coleccionar uma revista bem instrutiva e educadora, que traz no seu contexto aventuras e conhecimentos da grade curricular, que vão sendo aprendidos de forma indirecta.

A cultura indígena com seus mitos, suas belezas, seu sofrimento, sua ferocidade; a geografia da América do Norte; as cidades, os conflitos e as personagens, as armas e estratégias, os códigos e a luta dos americanos na colonização e extermínio de raças nos são repassados constantemente, servindo também para formamos os nossos conceitos e sabermos aplicar em nossas decisões, entendimentos e análises diárias na condução das nossas vidas.

Estamos sempre influindo em nosso meio e muitas vezes aplicamos conceitos aprendidos e lapidados através da nossa convivência com o Tex, ainda que isto não esteja muito claro para nós e para quem nos rodeia.

Recentemente tivemos a aventura Patagónia no Tex Gigante, uma aventura na Argentina, que trouxe uma história real muito bonita e importante, ocorrida perto do Brasil e que não conhecíamos.

Em Tex ficamos a conhecer a famosa prisão de Alcatraz; vimos como era a pesca da baleia com arpões; penetramos na guerra da Secessão; entendemos a anexação de parte do território americano subtraído do México; acompanhamos como foi loteado e ocupado o Oklahoma; passeamos por São Francisco e seus problemas; imaginamos o Exército, um Forte, um pelotão de cavalaria; adentramos um saloon, conhecemos os teatros, os rios, delegacias e desfiladeiros.

Propositadamente, deixei para falar do Ahmed Jaml, aliás, El Morisco por último, porque este representa e sintetiza o ícone cultura e ciência em meio a tiroteios, crenças, magias e mistérios. Morisco representa um labirinto recheado de emoções para a saga texiana. Através dele é possível a inserção de temas egípcios e mexicanos, astecas, magia e mistérios que ponteiam as mentes dos povos americanos.

É com Morisco que são introduzidos os termos ‘caduceu’, Deus Toh, ‘Osiris’, e parte da mitologia egípcia, reforçando e trazendo-nos conhecimentos; termos como Montezuma, Xiuztecutli, Tzecaplipoca, Serpente Emplumada e diversos aspectos da cultura asteca e maia, que nos colocam através dos desenhos e da proximidade com o nosso Tex, a sentirmo-nos parte integrante de um tempo longínquo.

E fechando o assunto, por enquanto, tecer um elogio por demais especial aos desenhadores que nos espelham e materializam visualmente estas maravilhosas aventuras recheadas de conhecimento, cultura e lazer. A forma como é interpretada uma mensagem escrita e transformada em desenho é muito importante. Em Tex navegamos por túneis e galerias de antigos templos, temos contactos com antigas civilizações perdidas no tempo, com direito a conhecer suas mais elementares práticas e rotinas.

Portanto, reforçar que BD é cultura, mas acima de tudo que Tex é muita Cultura.

* G.G.Carsan, 45 anos, paraibano, fã, coleccionador e divulgador, começou aos 7 anos a ler Tex e nunca mais parou. Realizou 5 exposições em João Pessoa, escreveu várias aventuras para Tex (algumas publicadas na Internet) e um livro sobre a personagem no Brasil.

Escreve para o Portal TexBr e participa de chats e comunidades no Orkut. Fez matérias especiais para o HQ Maniacs e Universo HQ nas comemorações de 60 anos. Mantém a biblioteca aberta para visitantes.