Portugal – Edições de Abril

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela LOGISTA PUBLICAÇÕES, para o mês de ABRIL de 2011:

TEX 466
Expedição ao México

Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Dante Spada

Tex, Carson e Kit recebem a incumbência de irem ao Sul da fronteira, no México, para fazerem regressar à sua reserva no Arizona um bando de Apaches Coyoteros, antes que sejam massacrados pelos caçadores de escalpes. Masters, um capitão do exército, explica que a missão não é oficial e deve permanecer secreta, mas os “pards” terão a colaboração dos “Rurales” de um pequeno povoado, Tecopah. Ao grupo une-se o jovem tenente Baines. Entre as montanhas do México, regista-se um primeiro e sangrento encontro com os caçadores de escalpes e Tex persegue alguns até Tecopah, onde trava conhecimento com o ambíguo comandante dos “Rurales”, o capitão Larriego.
2,90€

TEX  COLEÇÃO 258
Tortura
Texto: Guido Nolitta  – Desenhos: Fernando Fusco

O Canadá de língua francesa revolta-se contra a dominação britânica. Os chefes da rebelião, os primos Goudret, brigam entre si e Roger, o ingénuo idealista, leva a pior. Enquanto isso, Tex e Jim Brandon foram capturados e amarrados no pau das torturas, ficando à mercê da selvajaria dos índios. Quando o acampamento é atacado pelos casacas-vermelhas, estes derrubam a resistência dos homens que permaneceram fiéis a Pierre Goudret e os nossos heróis passam a ser as únicas vítimas em quem os rebeldes podem descarregar a sua raiva e frustração.
2,90€

OS GRANDES CLÁSSICOS DE TEX 25
El Gringo
Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: A. Galleppini

Tex inicia uma investigação para descobrir os crimes que estão ocorrendo a mando de El Caimán, apelido de Steve Randall. Financiados pelo rico fazendeiro mexicano Don Romero, os bandidos atacam e desapropriam ranchos ao sul da fronteira do Arizona. Mas a quadrilha liderada por El Caimán é muito numerosa para somente os quatro pards! A Tex seria preciso um aliado que respondesse golpe por golpe, usando os mesmos métodos dos fora-da-lei… e quem seria melhor do que o bom e endiabrado El Cisco? O contra-ataque a El Caimán termina abruptamente, mas com um final trágico.
8,00€

TEX ANUAL 11
Nas Trilhas do Oeste

Texto: Antonio Segura – Desenhos: José Ortiz

Tex Willer lança-se numa emocionante cavalgada para caçar um grupo de impiedosos assassinos em fuga após um sangrento assalto a um banco.
Durante a perseguição nas longas, perigosas e poeirentas pistas não faltará nada da mitologia do Oeste: briga de saloon, assalto à diligência, corrida do ouro, ataque de índios, duelo ao meio-dia, tiroteios até à última bala…
9,00€

ZAGOR 115
Resgate Desesperado
Texto: Boselli – Desenhos: Piccinelli

Fim da linha!
A bordo do “River Belle“, barco que navega pelo Rio Mississípi, os implacáveis adversários de David Rogers dão motivos para a obstinada oposição de Zagor: o rapaz desaparece e a morte parece ser o seu único destino. O barco encalha numa região infestada por índios selvagens. Mas será possível, ao Espírito da Machadinha, renunciar à desesperada tentativa de salvar David?
3,50€

ZAGOR EXTRA 79
Homens e Feras
Texto: Capone e Queirolo – Desenhos: Andreucci

Uma criatura sanguinária espalha terror e morte entre os garimpeiros de Goldridge. Os índios afirmam que é o Wendigo, o Espírito da Floresta, mas o espírito é, na verdade, um pobre garoto que, depois da morte dos pais, assassinados por bandidos, viveu por anos abandonado em meio às matas. E são outros os verdadeiros assassinos.
3,50€

ZAGOR ESPECIAL 28
Chico na Ilha do Tesouro
Texto: Moreno Burattini – Desenhos: F. Gamba

Chico deixa-se arrastar por Digging Bill em uma nova caça ao tesouro – com o previsível resultado catastrófico – e, enquanto os dois desventurados se dirigem para “a glória e a riqueza”, o mexicano conta uma aventura de quando, anos antes, estava em busca do tesouro do pirata Bigode Negro e, para achá-lo – e, logo em seguida, perdê-lo – teve que enfrentar ferozes criminosos, náufragos esclerosados e índios selvagens. E mais uma aventura curta do início da carreira do nosso herói.
9,00€

O Alfabeto do Velho Oeste – Letra K

Wilson Vieira:

Desenhador e Argumentista Brasileiro de Banda Desenhada, com mais de 36 anos de experiência, dos quais 7 deles (1973/80), participando como colaborador do estúdio Staff di IF em Génova/Itália, ilustrando também alguns episódios de Il Piccolo Ranger para a Sergio Bonelli Editore, Diabolik, Tarzan e o Homem-Aranha (Octopus desafia o Homem-Aranha). É também o autor da saga Nordestina: Cangaceiros – Homens de Couro e da série western – Gringo, assim como autor de vários outros roteiros. E escreve, escreve…
É também autor do seguinte blogue na Internet:

http://brawvhqs.blogspot.com/

Caros Leitores – Geograficamente falando, como sabem o território dos Estados Unidos da América pode ser dividido em três zonas:
1– O Leste, ou seja, a faixa costeira Atlântica delimitada a ocidente pelas cadeias montanhosas de Allegheny e Apalaches.
2– O Oeste, ou seja, o planalto central ocupado inteiramente pela bacia hidrográfica do Mississipi-Missouri e caracterizado, principalmente em sua parte ocidental, pela imensa vastidão de planícies.
3– E o Far West, ou seja, a região que compreende as Montanhas Rochosas e suas vertentes ocidentais que deslizam para o Oceano Pacífico. Tais configurações geográficas são importantes, para compreendermos bem o desenvolvimento histórico da colonização da América do Norte; a faixa costeira Atlântica foi logicamente a primeira a ser dominada pelos Europeus e por ela surgiram os primeiros vilarejos e as primeiras cidades (1600 e 1700), depois, (início de 1800), o grande planalto central foi, não só atravessado, como colonizado, enquanto que os pioneiros erroneamente o consideraram inapto para a cultivação e preferiram seguir para o Far West, ou seja, o Oregon e a Califórnia. Na segunda metade do século, finalmente também foi retomado o imenso planalto, deixado por tanto tempo antes aos índios e bisontes, transformando-se em objectivo de emigrantes, que lá se estabeleceram e colonizaram. Isso deverá ser recordado, para estabelecer dois conceitos, geralmente confusos. 1– Aquele de “fronteira”. 2– Aquele de “conquista” do West. De facto, desde que núcleos de colonizadores ingleses estabeleceram-se na Virgínia em 1620, a vida dura de fronteira, foi para os predecessores brancos uma realidade quotidiana, com todos os percalços e perigos que ela representava; principalmente a hostilidade natural dos índios nativos diante dos cruéis invasores. Ao contrário, com a expressão “conquista” do West, entende-se somente aquele movimento de massa humana, que teve início nos primeiros anos de 1800 e avançou além das fronteiras, pelas cadeias de montanhas, até o vale do Mississipi e depois, foi até à costa do Pacífico; nesse sentido a “conquista” do West não é mais que, o último período da história da fronteira americana. Sendo assim, para esmiuçar o passado americano, que tanto nos fascina, apresento com imensa satisfação – O ALFABETO DO VELHO OESTE – propondo esse database western básico, narrado a verbetes, em ordem alfabética, os pormenores sobre tal época. Projecto online penso, pioneiro tanto em Portugal, quanto no Brasil, estimulado a publicá-lo, através do amigo entusiasta José Carlos Francisco (Zeca), o qual me ofereceu generosamente o espaço, neste já renomado Blogue e aceitei. Será um trabalho longo e árduo admito, porém prazeroso, onde a cada letra específica, o amigo leitor encontrará uma variedade de descrições relativas a ela, num período onde homens, mulheres, animais, geografia e clima, entrelaçavam-se na batalha árdua do quotidiano em busca da sonhada sobrevivência – o Velho Oeste. Espero que aprovem o conteúdo sugerido e me acompanhem, nessa aventura extraordinária, agora com a letra…

K

Kack – Indicava na linguagem do cowboy, a sela que ele usava para trabalhar no “Round Up”. A “Texas Kack” representava, em 1870, uma pedra preciosa de cada cavaleiro ao norte de Kansas.

Keokuk – (1770-1848). Foi o cacique da tribo dos índios “Sauks”. Nasceu à margem do Rock River, Illinois, por volta de 1770. Sua mãe era de origem Francesa. O seu nome queria dizer: “Raposa Vigilante”. Não foi um cacique desde o seu nascimento, mas tornou-se através de suas qualidades de guerreiro e, sobretudo por sua oratória. Foi um dos caciques indígenas mais estimados dos Americanos, que apreciavam a sua sabedoria e admiravam a sua precisão com armas de fogo. Quando, no momento da guerra em 1812, “Black Hawk” aliou-se aos Ingleses, ele permaneceu fiel aos seus amigos e renegou-se em participar das batalhas. Tentava ser um apóstolo da paz e estabeleceu o domínio dos “Sauks” e dos “Foxes” em terras que hoje formam o Estado de Iowa. Morreu em 1848. Mais tarde em 1883, suas cinzas foram transportadas para Keokuk, em Iowa, onde um monumento foi erguido em sua memória. Um busto de bronze, que mostra esse cacique encontra-se também na sala de mármore do Senado dos Estados Unidos da América e seu retrato foi estampado numa cédula de banco Americano.

Ketchum –Tom (“Black Jack”). Como tantos outros cowboys do Texas, depois de ter passado toda uma vida dura e perigosa, trabalhando numa sela de cavalo, finalmente conseguiu o seu próprio rancho. Depois veio a pressão dos grandes latifundiários. Em Nebraska, Montana, em Wyoming e no sul de Dakota, a criação de gado era crescida numa maneira toda independente do Texas, e a ferrovia, que tinha atravessado o Oeste, trazendo cada vez mais ondadas de colonos e sempre mais arames farpados, colocava um fim nos sonhos dos cavaleiros, em sua vida livre e nómada. Tom Ketchum, o irmão Sam e outros cowboys, não conseguiam, porém se adaptar a essa nova situação, formaram então um bando de homens que pensavam do mesmo modo e começaram a assaltar a Ferrovia Colorado & Southern e as linhas de New Mexico. Logo, aquele bandido alto com cabelos negros, foi apelidado de “Black Jack”. Em 11 de Julho de 1899, Black Jack, George W. Frank e Elza Lay assaltaram pela quarta vez, em três meses o trem número 1 da Colorado& Southern Railway. William H. Reno, investigador da Companhia Ferroviária, com a ajuda de alguns homens, prendeu a quadrilha em Turkey Canyon, mas durante tal operação, Black Jack matou o xerife Edward Farr, do Colorado. Black Jack foi preso, mas conseguiu novamente escapar. Finalmente em 23 de Abril de 1901, após uma grande batalha, ele foi finalmente capturado pelos “Ranchers do Texas” em sua fazenda. Durante o processo Black Jack colocou na mesa o seu bloco de anotações, onde estavam anotados os seus 10 anos de actividade criminosa. Juntamente com Sam Ketchum, que tinha sido morto por duas balas, Black Jack tinha acumulado um botim que chegava a $ 628,50 dólares, o que significava uma mensalidade de $ 2,62 dólares para cada um. Por isso Black Jack foi para o patíbulo. Em 25 de Abril de 1901, aparecia no “New York Times”, a seguinte matéria: “Black Jack observava através da janela de sua cela a construção do patíbulo.”
– “Muito bem, rapazes”. – exclamou quando a armação de madeira estava terminada.
– “Mas por que não fazem isso publicamente, para que todos vejam como morre, um verdadeiro homem”. Quando chegou o padre, Ketchum mandou-o embora rindo e dizendo. – “Morrerei como vivi, padre. Faça com que, ao chegar o momento, cada um tenha um violino”. Então subiu os degraus do patíbulo e ajudou o carrasco a ajustar a corda em seu pescoço. – “Estarei no Inferno, antes que seja servido o pequeno-almoço”.
Gritou antes da execução. O patíbulo foi aberto e Black Jack morreu. A execução foi fotografada em todas as suas fases.

Killer – 1. Homem que mata uma pessoa sem que ela tivesse ameaçado ou mortalmente ofendido; também os caçadores de recompensas. – 2. Bronco, que procurava derrubar o seu cavaleiro, com saltos para trás. Geralmente, os cavaleiros caíam e eram pisoteados violentamente. – 3. Touro (outsider) que, derrotado por um touro mais jovem, isola-se da manada, solitário ataca bois, novilhos e outros toros, matando-os ou ferindo-os gravemente com chifradas. Normalmente tais animais eram abatidos pelos cowboys. – 4. A luta entre animais machos que sempre acontecia por causa da conquista da fêmea, ou da zona pelo espaço de uma manada. Geralmente, o vencedor termina a luta, pela vitória ou renúncia do seu oponente. Poucos matavam seus rivais. Os matadores vinham mortos e chamados de “killers”.

King – Richard. O rancho “King”, no Texas sul-oriental, é ainda hoje o maior do mundo. Criações de cavalos e bovinos, tendo à sua frente Robert Kleberg, filho de Richard Kleberg, e do sobrinho James Kleberg, sucessores de Richard Kleberg. Esse reino pessoal de bovinos foi fundado pelo capitão Richard King, um Irlandês de New York que tinha chegado ao sul como ajudante de navio e depois se tornara capitão de uma frota de navios a vapor do Rio Grande. Rapidamente o antigo marinheiro de água doce, descobriu que o gado seria a futura riqueza do Sul. Em Santa Gertrudes Creek, no Texas meridional, ele comprou em 1850, um terreno de 15.500 acres ao preço de $ 300,00 dólares e foi o primeiro Texano a criar bovinos e transportar por navios os “Longhorns”, para o Norte. Quando terminou a Guerra Civil, o rancho King tinha um vasto território entre o Rio Nueces e o Rio Grande, inclusive a cidade de Brownsville. Mais de 100.000 “Longhorns” traziam consigo a marca a fogo de King. Nos decénios sucessivos, Richard fez do seu rancho um verdadeiro Império Privado e suas manadas eram levadas para todos os pontos cardinais da América. Richard King decidiu depois criar uma nova raça de bovinos, a “Santa Gertrudes”. Ele cruzou animais da raça “Brahman” com os robustos “Shorthorns” e obteve uma nova raça mais resistente, mais forte e mais pesada do mundo. Richard King nunca levou consigo armas, mesmo vivendo em tempos difíceis, resolvendo com os próprios punhos as situações mais complicadas. Certa vez, quando uma diligência na qual estava foi assaltada por bandidos. Richard King ordenou ao cocheiro de parar, desceu, pronunciou o seu nome e brigou com dois dos malfeitores. Como ninguém ousava disparar num homem desarmado e ninguém estava à altura de sua força física, a diligência pôde continuar o seu trajecto, sem ser assaltada. Quando em 1884 ele morreu, por causa de um câncer de estômago, deixou um Império de bovinos, que juntamente estavam à cidade de Kingsville, uma escola, uma Ferrovia, um matadouro e a recordação de um homem que tinha dominado como um Rei e vivido como um cowboy.

Kiowas – (Tépda = nome do Dakota), (Wetapahatoes = “O Povo das Colinas da Ilha”), (Quichuana, Dtamis, (Wita Patu = termo usados pelos Cheyennes), (Manrhoat =Inglês).
Família linguística dos “Uto-Atzechi”, enxotados pelos Shoshones do extremo noroeste para as planícies do Norte, e pelos Sioux e dos Cheyennes, enxotados aos poucos para o Sul, até que chegassem em 1830 nas Staked Plains, Texas setentrional, Oklahoma sul ocidental e New Mexico norte oriental. Desde o primeiro contacto com 200 soldados Americanos comandados pelo coronel Dodge, o cacique “Teh-toa-sah”(Inglês = Dohasan), firmou com os EUA um pacto de paz “Eterna”. George Catlin, o pintor de índios, descreveu os Kiowas, assim: “Eles possuem um aspecto mais nobre que os Comanches ou os Pawnee. São grandes, longilíneos, erectos e usam cabelos longos, às vezes até os pés. Possuem um perfil clássico-romano”. Os Kiowas eram um povo de cavaleiros, que viviam da caça de bisontes e comércio de cavalos selvagens. Em 1837 foi estipulado o primeiro tratado de paz com os EUA em Fort Gibson, que valia aos Americanos de atravessarem os seus territórios de caça e permitia também a paz com o México e o Texas. Em 1840 eles concluíram a paz com os Cheyennes, Araphoes e os Comanches, uma paz que não foi jamais violada e que constituiu uma barreira válida contra as tribos das pradarias que avançavam para o ocidente e os Sioux que os arrastavam para o sul, mas também contra a invasão dos brancos e de seus Exércitos. Enquanto os Kiowas gozavam de fama junto aos Americanos de gente “Pacífica e Leal”, os Texanos os pintavam como “Falsos e Invejosos”. Certo é que o Texas tinha uma política brutal contra qualquer espécie de Índio, voltada especialmente para a sua aniquilação total, o que conduziu ambas as partes num recíproco e profundo ódio. Somente os cowboys constituíam uma excepção e isso permitia a eles de viverem pacificamente com os Kiowas e Comanches. De 1740 até 1840 os Kiowas viveram o seu chamado “Século de Ouro”. Mas depois iniciaram-se as grandes mudanças das populações brancas através da pista de Santa Fé (1836/1850), para a corrida do ouro da Califórnia (1849), as minas de prata do Colorado (1859) e as grandes pradarias do sul onde se praticavam enormes e exterminadoras caças aos bisontes (1864) transformando o local e a maneira de viver a vida dos Índios. Inumeráveis e sangrentas agressões aconteceram. Em 1859, após uma expedição punitiva dos EUA, foram confinados numa Reserva ao norte de Oklahoma. No início da Guerra Civil, voltaram aos seus territórios de caça. Em 1863 a tribo a cavalo dos Kiowas, dos Apaches-Kiowas, dos Comanches, dos Cheyennes e dos Araphoes, tinham reconquistado a sua hegemonia nas pradarias. Em Outubro de 1864 eles atacaram o Fort Murphy, Texas e a região em volta de Elm Creek, nesse acontecimento, muitos brancos foram mortos. O coronel dos EUA, Chivinton, vindicou-se com o massacre de Sand Creek com a ajuda de Kit Carson, perto de Adobe Walls, assim que em 1866 eles foram mandados para a Reserva de Oklahoma. “Naquele mesmo ano morreu o cacique “Dohasan”, a tribo dividiu-se em pequenos grupos de guerreiros, comandados por “Satanta”, “Lone Wolf” e “Kicking Bird”, e cada qual conduzia sua guerra própria. Debaixo da ameaça dos canhões eles retornaram à Reserva em 1867. Mas não durou nem um ano e os grupos com seus caciques, escaparam novamente e atacaram caravanas e centros habitados. O general Custer e o Sétimo Regimento de Cavalaria, aniquilaram os Cheyennes em Washita e mais tarde capturam os caciques “Satanta” e “Lone Wolf”. Esses caciques foram ameaçados de enforcamento se os Kiowas não se rendessem. Mas após a “Dança do Sol” em Maio de 1869, eles abandonaram novamente a Reserva e uniram-se aos “Comanches-Quahadi”, que combatiam contra o Exército, os caçadores de bisontes e os colonos. As agressões concentravam-se no Texas norte ocidental, o eterno inimigo. Em 1870 voltaram novamente à Reserva, onde encontravam-se 896 Kiowas, 300 Apaches-Kiowas, 2.742 Comanches e 1.000 Comanches-Quahadi. Mas, pequenos bandos guiados por “Lone Wolf”, “Satanta” e “White Horse”, continuavam combatendo para abandonarem a Reserva, atacando centros de colonos no Texas e reentravam em seguida. Em 1871, após que uma caravana foi atacada no Texas norte ocidental e alguns Texanos foram mortos, “Satanta”, “Big Tree” e “Satank” foram presos e mantidos prisioneiros na Reserva e depois acorrentados, conduzidos ao Texas. Durante a viagem o cacique “Satank” foi morto enquanto tentava escapar, “Satanta” e “Big Tree” foram para diante da Corte de Jacksboro, Texas e condenados à morte. Na prisão Estatal de Huntsville, Texas, a condenação deles foi modificada para prisão perpétua, pelo governador, mas em 1873 eles foram libertados, para que voltassem às suas tribos. Mas mesmo assim foi impossível impedir aos Kiowas de unirem-se em pequenos grupos, aos Comanches que continuavam penetrando no Texas e de participarem de novas agressões, como aquela conduzida pelos Comanches em Adobe Walls, com o comando de “Quannah Parker”. Então o general Nelson A. Miles foi ao acampamento dos caçadores de bisontes e notou que eles haviam decapitado os Índios e empalado suas cabeças em cercas. Somente em 1875 os Kiowas ficaram diante ao general Miles. Em 1879 os Kiowas, Comanches, Wichitas e os Caddos e outras tribos foram reunidas na Reserva de Anadarko, onde foi instituída a Polícia dos Índios Kiowas, comandada pelo capitão Sankedoty. Ele dispunha de dois tenentes e quatro sargentos. Em 1892 os Kiowas entraram a fazer parte de uma tropa da Cavalaria Indígena (Troop “L”) do Fort Sill e comandada pelo tenente Scott. Em 1951 existiam ainda em Oklahoma 2.800 Kiowas e 400 Apaches-Kiowas.

Klondike – A descoberta dos primeiros veios auríferos surge em 1896, mas é na Primavera de 1898 que o famoso “Boom” do ouro, atinge o seu ápice. O Klondike é um rio e um distrito de Yukon, Canadá, perto da fronteira com o Alasca. De todas as partes do mundo vieram os novos caçadores de fortuna, mas, sobretudo dos Estados Unidos da América. Centenas de milhares de homens partiam para tentarem essa aventura, porém a maioria deles nem chegaram a Yukon. Muitos desistiram, apavorados com as dificuldades que surgiam. É impossível calcular o número daqueles, que como Jack London, que com 22 anos estava entre os garimpeiros de Klondike, – “Sentam-se, para não mais levantarem-se, sem contar os que perdem os dedos das mãos ou dos pés. Outros ainda morrem congelados de fome em montanhas desoladas e seus cadáveres são encontrados meses depois, mantidos intactos pelo gelo. Extrair o ouro naquela latitude era um trabalho duro; geralmente devia-se descongelar o terreno para poder começar a escavar. Em poucos anos foi encontrado ouro num valor de 140.000.000 de dólares”.

Ku Klux Klan – Por volta de 1919, surge uma Organização contra os negros, hebreus, católicos e orientais, a terrível Ku Klux Klan. “Por um decénio a Ku Klux Klan, prosseguiu por sua estrada de violências e muitos Americanos responsáveis, verão nela a base de um Fascismo Americano”. Escreveu Commager.

Kyack – Cantil. Era feito com couro e revestido algumas vezes por uma carcaça de madeira e envolto com pele bruta. Nele também era de vez em quando transportado sal.

* Caricatura: Fred Macêdo
* Edição, revisão e adaptação portuguesa: José Carlos Francisco

Vídeo-entrevista: Mauro Boselli

O blogue do Tex dá hoje a conhecer uma vídeo-entrevista realizada com o argumentista italiano Mauro Boselli, o consagrado escritor da Sergio Bonelli Editore que na actualidade produz histórias não somente de Tex, mas também de Zagor e sobretudo da sua criação, Dampyr.

A longa, mas muito interessante, entrevista foi realizada para a Zagor TV por Gianluca Gulmini e Adriana na redacção da própria editora italiana, em Milão, no passado dia 22 de Setembro de 2010 e durante os cerca de 15 minutos, Mauro Boselli foi bombardeado com duas dezenas de perguntas, as quais respondeu de forma bem decidida e detalhada, abordando toda a sua carreira e inclusive falando da sua paixão de leitor bem jovem, mas também de Gian Luigi Bonelli, de Zagor, de Dampyr, de Tex e até de como consegue escrever 18 (?) histórias em simultâneo! Ou seja, uma entrevista verdadeiramente IMPERDÍVEL!

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Entrevista com o fã e coleccionador: António Meneses

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
António Meneses: Filho único de pais também filhos únicos, nasci na cidade do Porto na Ordem da Lapa, freguesia de Cedofeita. Dei entrada neste estranho mundo, por volta da 01:10h da manhã, do dia 17 de Fevereiro de 1964.
A nível profissional, actualmente estou aposentado da função pública, para onde entrei em 1996 com a categoria de auxiliar de topografia, tendo terminado desempenhando funções de expediente geral de escritório, embora nunca tenha subido de categoria (?!…). Fui emigrante e passei por seis países da Europa Ocidental, onde fiz um pouco de tudo. Hoje, dedico basicamente a minha vida, ao estudo e análise dos fenómenos comportamentais de cariz individual.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
António Meneses: O meu interesse pela banda desenhada, nasceu ainda antes de ter completado seis anos, pois já sabia juntar as sílabas e o meu pai para me incentivar, ofereceu-me alguns livros de leitura simples, tal como das colecções Apache, Falcão, Mundo de aventuras, etc…!

Quando descobriu Tex?
António Meneses: A minha descoberta da revista Tex, aconteceu num Natal cujo ano não me recordo e foi uma das prendas que recebi, dos livros 40 e 41 (1ª edição), respectivamente “O BRUXO MOURO” e “O MISTÉRIO DAS PEDRAS VENENOSAS“, ano IV desta sensacional colecção.

Porquê esta paixão por Tex?
António Meneses: Ao ler o primeiro livro, com facilidade me apercebi que se tratava de uma revista diferente, tanto a nível de argumento, como da qualidade dos desenhos, ambos para melhor do que já conhecia. Devo também referir, que ajudou muito não estranhar o português do Brasil, devido ao conhecimento das revistas Disney, da Editora Abril.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
António Meneses: Em primeiro lugar, penso que antes de conhecer Tex, nunca tive particularmente um verdadeiro herói, que se distinguisse dos demais. Gostava de vários, mas de uma forma muito equiparada. Poderei dar como exemplo o Bufalo Bill, o Oliver, o Zorro, entre outros. Depois, o realismo das histórias que tinham a particularidade de me transportar no tempo e no espaço, e de me fazer entrar num mundo não muito diferente daquele que eu conhecia. Muitas e muitas vezes, dava comigo não a ler um livro, mas a viver uma história real com personagens reais. Foi e é simplesmente fantástico.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
António Meneses: Não sei dizer um número exacto, até porque neste momento aguardo um lote que encomendei do Brasil. Como só colecciono o Tex normal, em comparação com outros Pards, terei muito poucas. Deverá rondar as 170. Teria muitas mais, se as normais contingências da vida, não me tivessem privado da presença do meu melhor amigo de sempre (meu pai). Não era uma colecção minha, mas sim nossa, e com a sua morte repentina em 1987, deixou durante alguns anos de fazer sentido. A não ter sucedido o que sucedeu, teríamos hoje seguramente uma belíssima colecção. Em relação à revista mais importante para mim, serão duas, as duas primeiras que citei anteriormente.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
António Meneses: Colecciono apenas livros Tex normal.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
António Meneses: Sinceramente o meu interesse no famoso Ranger, debate-se directamente com as suas atitude e carácter, do que propriamente com qualquer objecto pertencente à personagem. Talvez até haja algo, mas não é por esse prisma que reside o meu gosto tão especial por Tex.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
António Meneses: Para responder à primeira questão, terei de retroceder uns anos no tempo, todavia não é fácil destacar apenas uma. Assim, terei de referir no mínimo duas, mas por motivos diferentes. A primeira, o nº 34 (“NAVAJOS EM PÉ DE GUERRA“), devido à astúcia como estratega demonstrada por Tex, digna de nomes sonantes e não fictícios, ligados à história mundial. Soberbo!
A outra, e sem qualquer ordem numérica, realçaria a trilogia (nºs 43 a 45), iniciada no título “JURAMENTO DE VINGANÇA“, aquando da morte de Lírio Branco, e da respectiva reacção de Tex, perante um acontecimento tão contundente, provocado por um acto de uma atrocidade completamente impiedosa.
No que concerne ao desenhador, sem esquecer principalmente as fabulosas capas de Galep, destacaria F. Fusco, talvez pela expressão irónica e determinada, que transmite a Tex e seus Pards. Por outro lado, Monti, com um estilo notoriamente diferente, consegue atingir expressões faciais nomeadamente a Tex e Carson, denotando quase que uma sede de justiça personificada.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
António Meneses: A personagem que Tex representa, é sem dúvida muito mais que um simples herói de banda desenhada. É a meu ver, uma autoridade atípica, cuja forma de exercer as suas funções, ultrapassa largamente os métodos convencionais e antiquados. Acima de tudo, não hesita em punir quem deve ser punido, e em proteger o oprimido a qualquer preço doa a quem doer, mesmo aos ditos poderosos. Ele é a verdadeira justiça, a verdadeira lei. Ele é Tex, o símbolo da igualdade entre a raça humana.
O que me agrada menos é apenas o facto de o seu chapéu ser furado vezes demais do que devia. Também não me agradou terem falhado tantos títulos em Portugal.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
António Meneses: Penso que tudo que atrás foi já citado responde a esta pergunta. A sua forma de estar na vida e do exercício muito pessoal de fazer cumprir as leis, fazem de Tex o ícone que é.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
António Meneses: Não, não costumo. Porém, muito brevemente irei encontrar-me com um outro Pard que conheci via internet, no sentido de o conhecer pessoalmente.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
António Meneses: Nós, humanos, apenas passamos. Tex também passa, mas de geração em geração.
Julgo que 60 anos falam por si.

Prezado pard António Meneses, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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