Tex Willer #77 – La banda del Boia Argumento: Giorgio Giusfredi Roteiro: Giorgio Giusfredi Desenhos: Fabio Valdambrini Capa: Maurizio Dotti Lançamento: 20 de Março de 2025
Arkansas Joe pede ajuda a Tex e Carson para rastrear e capturar o perigoso bando do Carrasco… Um desses assassinos matou Gil Sands, um ex-ranger que estava no encalço deles… Além do Carrasco, o bando inclui os dois letais irmãos Derry, o feroz choctow Meio Escalpe e o cowboy Charlie Goode, um antigo aluno de Gunny Bill…
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Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) na tradução e revisão.
O Clube Tex Portugal realiza, em Anadia, nos dias 3 e 4 de Maio próximo a10ª Mostra do Clube Tex Portugal e traz LUCIO FILIPPUCCI ao nosso país, motivo mais que suficiente para esta entrevista do blogue português do Tex com o autor italiano que estará então presente na capital da Bairrada no fim de semana de 3 e 4 de MAIO no mui nobre MUSEU DO VINHO BAIRRADA.
Caro Lucio Filippucci, mais uma vez seja bem-vindo ao blogue português do Tex! Você será protagonista de uma mostra do Clube Tex Portugal, na cidade de Anadia. O que representa para si esse evento que poderá contar com a sua presença num país estrangeiro? Lucio Filippucci:Queridos amigos portugueses, devo dizer que aceitei com muita alegria o convite para participar da edição de 2025 da Mostra do Clube Tex em Anadia. Para os autores de Tex, participar é uma espécie de reconhecimento, porque ao longo dos anos essa iniciativa assumiu uma importância cada vez maior. Também será uma oportunidade para conhecer pessoalmente os animadores do Clube Tex que, com a sua paixão e competência, criaram algo único no cenário internacional da BD. Vale lembrar que na Itália não existe um evento dedicado ao nosso querido pard. Claro que também será uma grande satisfação conhecer leitores portugueses e essa terra que visitarei pela primeira vez.
O que convenceu Lucio Filippucci, autor de fama mundial, a aceitar um convite tão inusitado? Lucio Filippucci:A essa pergunta já respondi parcialmente, mas gostaria de acrescentar que foram muito importantes os relatos dos meus colegas e amigos, como Fabio Civitelli e Andrea Venturi, que elogiaram a hospitalidade e o entusiasmo dos amigos portugueses.
Quais as suas expectativas em relação à 10ª Mostra do Clube Tex Portugal? Lucio Filippucci: As minhas expectativas em relação à participação na 10ª Mostra do Clube Tex em Portugal são simples: buscar manter alta a bandeira e a estrela do mítico ranger homenageando a todos os que o amam nesse País. Em feiras e mostras, nós, autores, temos o privilégio de poder ter contacto directo com os leitores e os fãs da personagem. É algo que nos dá entusiasmo e nova energia e nos faz entender que o nosso trabalho não é em vão, mas é apreciado pelos leitores. Farei de tudo para retribuir esse afecto.
A ampliar um pouco o horizonte da entrevista: o que o convenceu a entrar na indústria dos quadradinhos? Lucio Filippucci: A minha entrada no mundo dos quadradinhos começou quando eu era criança. Na época não havia nenhuma diabrura tecnológica, e nem mesmo a TV era para crianças. O único veículo em que os sonhos podiam viajar eram os quadradinhos, e eu fiz muitas viagens. Se juntamos a isso o dom que eu tinha para o desenho, o passo foi curto, já aos 10, 11 anos sonhava em fazer histórias aos quadradinhos. Porém, de um sonho infantil à vontade de realmente fazê-lo fez-se necessário um impulso, uma centelha que me deixasse realmente determinado a esse propósito. Essa centelha foi uma gripe forte que obrigou-me a ficar de cama por muitos dias, e um vizinho, para consolar-me, levou-me toda a colecção encadernada de um encarte de BD que saía com o jornal Il Giorno (O Dia). Nele eram publicadas as aventuras de Dan Dare, piloto do futuro. Aquelas incríveis páginas coloridas, em grande formato, magistralmente desenhadas por Frank Bellamy e Frank Hampson, que contavam de mundos distantes e planetas desconhecidos, literalmente deixaram-me perplexo. Depois daquelas leituras, decidi que também me tornaria um autor de histórias aos quadradinhos. Seguiram-se anos de estudo e trabalho duro sob a orientação dos mestres Roberto Raviola e Giovanni Romanini, até a publicação da minha primeira BD em 1975 (não me queiram mal, era uma BD para adultos, Brancaneve, publicada pela Edifumetto de Renzo Barbieri). Daí em diante não parei mais.
O que sentiu ao receber o convite para desenhar Tex? Lucio Filippucci: Cheguei a Tex depois de muitos anos de profissionalismo em que posso dizer, sem falsa modéstia, que desenhei de tudo, de histórias infantis até aquelas proibidas, para adultos, de publicidade a ilustrações de livros, de histórias de aventura àquelas mais socialmente comprometidas. O género western, apesar de ler e amar na literatura, na BD e no cinema, nunca havia tido a oportunidade de representá-lo. Quando, depois de ver como eu desenhava os cavalos em uma história de Martin Mystère, Sergio Bonelli chamou-me para dizer que eu estava pronto para desenhar Tex, confesso que as minhas pernas tremeram um pouco. Tex não é uma BD qualquer, é simplesmente a BD mais difícil de desenhar! Como se não bastasse, comecei a desenhar Tex com um Texone, um Tex Gigante, série com a qual antes de mim já haviam trabalhado os maiores artistas internacionais, incluindo o meu mestre Roberto Raviola, nome artístico Magnus, autor da obra-prima intitulada O Vale do Terror. Em suma, um começo de fazer tremer os pulsos. Mas fui confortado pelo incentivo de Sergio Bonelli e por um belo roteiro escrito pelo grande Gino D’Antonio: Seminoles, que me deu entusiasmo e vontade de dar o máximo.
Como analisa a evolução da sua carreira? Lucio Filippucci: Hoje, do auge dos – tudo isso! – 50 anos de carreira, posso fazer um balanço da minha evolução profissional. Um balanço de luzes e sombras. Luzes porque realizei o meu sonho de infância, alcancei bons níveis técnicos, naveguei por todos os sectores da BD e cheguei a interpretar quadradinhos tão amados pelos leitores, como Martin Mystère e Tex, e consegui entrar (esse é o meu maior sucesso) no coração de cada um. Sombras porque em tantos anos quase nunca consegui dar concretude aos projectos pessoais que ainda estão na gaveta. Por isso, considero que a minha carreira, embora longa e cheia de satisfações, ainda está incompleta. Em suma, se Deus quiser, ainda terei muito a trabalhar.
Como avalia seu trabalho hoje em relação ao passado? Lucio Filippucci: A opinião de um artista sobre o seu próprio passado é sempre crítica. Eu refaria a maioria dos trabalhos que fiz, modificando-os, melhorando-os, corrigindo-os, porque com a idade também aumenta a experiência e a maturidade estilística e artística. Hoje sou muito mais lento no desenho (nunca fui um raio de guerra), mas creio que cresci em qualidade. Ao menos esse é um lado positivo (um dos poucos) da velhice!
Como se forma um desenhador do seu calibre? Lucio Filippucci: A formação de um artista, no caso um desenhador de banda desenhada (mas penso que no de qualquer pessoa), ocorre com a soma de erros, tentativas e pesquisa. Mas na base de tudo deve estar aquela paixão, aquele fogo sagrado que o impulsiona a não sentir o cansaço e a passar horas e horas sobre a prancheta para no fim dizer: este trabalho satisfaz-me, fiz algo que me representa, fiz algo que conta uma história por meio da minha mão, dos meus olhos e da minha mente.
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No que está a trabalhar actualmente? Lucio Filippucci: Actualmente, pelos motivos antes mencionados, sinto necessidade de andar livre, fora de qualquer rotina, a buscar retomar muitos projectos que tenho na gaveta, antes que a poeira e as térmitas os apaguem. Por esse motivo fiz uma pausa na produção em série para privilegiar projectos extemporâneos e variados. Em particular, no momento estou a trabalhar em um volume centrado na luta da Resistência no período da Segunda Guerra Mundial, ambientado na região em que vivo, Apenino Toscano-Emiliano, ocupada pelas tropas alemãs. Paralelamente, estou a trabalhar em um projecto para apresentar aos editores que tiverem a boa vontade de dar uma olhada, uma história ambientada em um mundo distópico que, de forma imaginativa, destaca aspectos problemáticos da nossa sociedade actual. E também há algumas histórias que eu mesmo escrevi, mas disso falaremos no ano que vem, se eu conseguir sobreviver a essas duas.
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O que Tex representa para si e qual a importância dele na sua vida? Lucio Filippucci: Entre todos esses projectos mais ou menos realizados, entre todos esses anos de trabalhos mais ou menos satisfatórios, entre todo esse caos de histórias e personagens, Tex certamente permanece no meu coração, representou e representa um objectivo cobiçado e uma grande satisfação profissional. Lembro-me do que Decio Canzio, director-geral da Sergio Bonelli Editore, disse-me quando me propuseram passar de Martin Mystère a Tex: “fique feliz porque decuplicará seus leitores”. E assim foi. Embora continuasse extremamente apegado a Martin Mystère, dediquei-me com paixão à nova personagem, e isso permitiu-me ser apreciado por muitos leitores, tornando-me conhecido e amado em todo o país e no exterior. Sem falar das histórias: o respiro do Oeste, de seus espaços e da aventura que recorda os valores fundamentais dos homens. Tudo isso permitiu-me crescer em todos os sentidos. Tudo isso graças ao Tex e seus pards. Claro que esse meu galopar livre não impede-me de retornar à série de Tex assim que concluir os projectos em curso. Aliás, é minha firme intenção retomar a cavalgada com os nossos pards já no ano que vem.
Para concluir, quer deixar uma mensagem aos seus admiradores que irão a Anadia? Lucio Filippucci: Por fim, uma grande saudação a todos os inúmeros visitantes da Mostra organizada pelo Clube do Tex em Anadia. Estarei convosco naqueles dias, como se diz, de corpo e alma.
Caro Lucio, em nome do blogue português do Tex agradecemos muito pela entrevista que tão gentilmente nos concedeu. Lucio Filippucci: Obrigado novamente ao José Carlos Francisco e a todos os organizadores pelo convite.
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Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Júlio Schneider (redattore di Tex per il Brasile) per le traduzioni e le revisioni.
Per celebrare un nuovo anno di vita del Club Tex Portogallo, si terrà una nuova Mostra al Museo del Vino e della Vigna di Anadia (il luogo più importante della città). Situata nel centro del Portogallo, Anadia dista 25 km a nord di Coimbra e 90 km a sud di Oporto. L’esposizione avrà luogo nei giorni 3 e 4 maggio con la presenza di due grandi nomi di Tex: Lucio FILIPPUCCI e Giovanni FREGHIERI.
Caro Lucio Filippucci, ancora una volta sii il benvenuto al blog portoghese di Tex! Sarai protagonista in Portogallo di una esposizione del Club Tex Portogallo, nella città di Anadia. Cosa rappresenta per te questo avvenimento che potrà contare sulla tua presenza in un paese straniero? Lucio Filippucci: Cari amici portoghesi, devo dire che ho accolto con grande gioia l‘invito a partecipare all‘edizione 2025 della Mostra del Club Tex ad Anadia. Per gli autori di Tex è una specie di riconoscimento parteciparvi perchè negli anni questa iniziativa ha assunto sempre più importanza. Sarà così anche l‘occasione per conoscere dal vivo gli animatori del Club Tex che con la loro passione e competenza hanno creato qualcosa di unico nel panorama fumettistico internazionale. Vale infatti la pena ricordare che una manifestazione dedicata al nostro amato pard non esiste nemmeno in Italia. Naturalmente sarà anche grande la soddisfazione nel conoscere i lettori portoghesi e questa terra che visiterò per la prima volta.
Cosa ha convinto Lucio Filippucci, autore di risonanza mondiale, ad accettare un invito così insolito? Lucio Filippucci: A questa domanda ho già in parte risposto, e aggiungo che non hanno avuto poca importanza i racconti dei miei colleghi e amici, come Fabio Civitelli e Andrea Venturi, che hanno decantato l‘ospitalità e l‘entusiasmo degli amici portoghesi.
Quali sono le tue aspettative relativamente alla 10ª Mostra del Club Tex Portogallo? Lucio Filippucci: Le mie aspettative rispetto alla partecipazione alla 10° Mostra del Club Tex in Portogallo sono semplici: cercare di tenere alta la bandiera e la stella del mitico ranger omaggiando i tanti che lo amano in questo paese. Alle fiere e alle mostre, noi autori abbiamo il privilegio di potere entrare in contatto diretto con i lettori e i fans del personaggio. È un qualcosa che ci dona entusiasmo e nuova energia e ci fa capire che il nostro lavoro non è vano ma è apprezzato dai lettori. Farò di tutto per ricambiare questo affetto.
Allargando adesso un po’ l’orizzonte dell’intervista: cosa ti ha convinto ad entrare nell’industria dei comics? Lucio Filippucci: La mia entrata nel mondo dei fumetti è di antica data e risale a quando ero bambino. All‘epoca non esistevano diavolerie tecnologiche e anche la Tv non era per ragazzi. L‘unico veicolo su cui far viaggiare i sogni erano i fumetti, e io di viaggi ne facevo parecchi. Se uniamo questo al dono che avevo del disegno, il passo è stato breve. Già a 10, 11 anni vagheggiavo di voler fare fumetti. Dal vagheggiamento infantile, però, alla volontà di volerlo fare veramente c‘è voluto uno scatto, una scintilla che mi rendesse veramente determinato in questo proposito. Questa scintilla fu una pesante influenza che mi costrinse a letto per molti giorni e un vicino di casa che, per consolarmi, mi portò tutta la collezione rilegata di un inserto a fumetti che si trovava nel quotidiano Il Giorno. Lì venivano pubblicate le avventure di Dan Dare, pilota del futuro. Quelle strepitose tavole a colori in grande formato, magistralmente disegnate da Frank Bellamy e Frank Hampson, che raccontavano di mondi lontani e pianeti sconosciuti, mi mandarono letteralmente fuori di testa. A seguito di quelle letture decisi che anch‘io sarei diventato un autore di fumetti. Seguirono anni di studio e lavoro pesante sotto la guida dei Maestri Roberto Raviola e Giovanni Romanini fino alla pubblicazione del mio primo fumetto nel 1975 (non vogliatemene, fu un “Biancaneve“ pubblicato dalla Edifumetto di Renzo Barbieri). Da lì in poi non mi sono più fermato.
Cos’hai provato quando hai ricevuto l’invito per disegnare Tex? Lucio Filippucci:Sono approdato a Tex dopo tanti anni di professionismo, dove posso dire senza falsa modestia di avere disegnato di tutto, dalle storie per bambini a quelle vietate per adulti, dalla pubblicità all‘illustrazione per libri, dalle storie di avventura a quelle più socialmente impegnate. Il genere Western, però, nonostante lo avessi frequentato e amato in letteratura, nei fumetti e al cinema, non mi era mai capitato di rappresentarlo. Quando Sergio Bonelli mi convocò, dopo avere visto come disegnavo i cavalli in una storia di Martin Mystère, per dirmi che ero pronto per disegnare Tex, confesso, mi tremarono un pò le gambe. Tex non è un fumetto qualsiasi, è il fumetto più difficile da disegnare in assoluto! In più cominciai a disegnare Tex con un “Texone”, collana dove si erano cimentati prima di me i più grandi disegnatori internazionali e il mio Maestro Roberto Raviola, in arte Magnus, autore di quel capolavoro intitolato “La valle del terrore”. Insomma un inizio da far tremare i polsi. Fui confortato comunque dall‘incoraggiamento di Sergio Bonelli e da un copione bellissimo firmato dal grande Gino D‘Antonio: “Seminoles“, che mi diede entusiasmo e voglia di dare il massimo.
Come analizzi l’evoluzione della tua carriera? Lucio Filippucci:Ormai, dall‘alto, ahimè, del 50° anno di carriera posso trarre un bilancio sulla mia evoluzione professionale. Un bilancio di luci e ombre. Luci perché ho realizzato il mio sogno di bambino, arrivando a buoni livelli tecnici, navigando in tutti settori del fumetto e arrivando a interpretare fumetti tanto amati dai lettori, come Martin Mystère e Tex, riuscendo a entrare (questo il mio maggior successo) nei loro cuori. Ombre perché in tanti anni non sono quasi mai riuscito a dare concretezza ai progetti personali che tutt‘ora giacciono nel cassetto. Ritengo dunque la mia carriera, se pur lunga e piena di soddisfazioni, ancora incompleta. Insomma, se Dio lo vorrà, avrò ancora da pedalare.
Come valuti il tuo lavoro di oggi in rapporto al passato? Lucio Filippucci: Il parere di un artista rispetto al proprio passato è sempre critico. La maggior parte dei lavori che ho fatto li rifarei modificandoli, migliorandoli, correggendoli, perché con l‘età aumenta anche l‘esperienza e la maturità stilistica e artistica. Oggi sono molto più lento nel disegno (non sono comunque mai stato un “fulmine di guerra”), ma ritengo di essere cresciuto in qualità. Almeno questo è un lato positivo (uno dei pochi) della vecchiaia!
Come si forma un disegnatore del tuo calibro? Lucio Filippucci: La formazione di un artista, in questo caso di un fumettista ( ma penso di ogni persona), avviene sommando sbagli, tentativi e ricerca. Ma alla base di tutto deve esserci quella passione, quel fuoco sacro che ti spinge a non sentire la stanchezza e a stare ore e ore sul tavolo da disegno per dire alla fine: ecco, questo lavoro mi soddisfa, ecco, ho fatto qualcosa che mi rappresenta, ecco, ho fatto qualcosa che racconta una storia attraverso la mia mano, i miei occhi e la mia mente.
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Su che cosa stai lavorando attualmente? Lucio Filippucci: Attualmente, per i motivi che dicevo prima, sento la necessità di andare a ruota libera, fuori da ogni routine, cercando di riprendere tanti progetti che ho nel cassetto prima che la polvere e i tarli li cancellino. Per questo ho preso un periodo di pausa con la produzione seriale per privilegiare progetti estemporanei e diversi tra loro. In particolare, in questo momento sto lavorando a un volume incentrato sulla lotta di Resistenza nel periodo della seconda guerra mondiale ambientato nelle zone in cui vivo, L‘Appennino Tosco-Emiliano, occupate dalle truppe germaniche. Parallelamente sto lavorando ad un progetto da presentare agli Editori che avranno il buon cuore di visionarlo, di una storia ambientata in un mondo distopico, che in maniera fantasiosa mette in luce aspetti problematici della nostra società attuale. Poi ho alcune storie scritte da me, ma di quelle ne riparleremo il prossimo anno, se riesco a sopravvivere a queste due.
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Cosa rappresenta Tex per te e quale è la sua importanza nella tua vita? Lucio Filippucci: Tra tutti questi progetti, realizzati più o meno, tra tutti questi anni di lavoro più o meno soddisfacenti, tra tutto questo marasma di storie e personaggi, certo, Tex resta nel mio cuore, ha rappresentato e rappresenta un traguardo ambito e una grande soddisfazione professionale. Mi ricordo quello che mi disse Decio Canzio, direttore generale della Sergio Bonelli Editore, quando mi proposero di passare da Martin Mystère a Tex: “Sii contento perché decuplicherai i tuoi lettori”. E così fu. Pur restando estremamente attaccato a Martin Mystère, mi dedicai con passione al nuovo personaggio, e questo mi permise di essere apprezzato da tanti lettori, facendomi conoscere e amare in tutto il paese e all‘estero. Inoltre, le storie: il respiro del West, dei suoi spazi e dell‘avventura che richiama ai valori fondamentali degli uomini. Tutto questo mi ha permesso di crescere in tutti sensi. Tutto questo grazie a Tex e ai suoi pards. Naturalmente questo mio galoppare a ruota libera non preclude un ritorno sulla collana di Tex appena avrò concluso i progetti in corso. Anzi, è mio fermo proposito riprendere la cavalcata coi nostri pards già dal prossimo anno.
In conclusione, vuoi lasciare un messaggio ai tuoi ammiratori che si trasferiranno ad Anadia? Lucio Filippucci: In conclusione, un grande saluto a tutti i numerosi visitatori della Mostra organizzata dal Club Tex ad Anadia. Sarò con voi in quei giorni, come si dice, “anima e corpo”.
Caro Lucio, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso. Lucio Filippucci: Ancora grazie a José Carlos Francisco e a tutti gli organizzatori per avermi invitato.
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Mais uma edição de Tex muito especial para o português José Carlos Francisco e para a sua família… onde o pard lusitano comparece em todas as fotografias exibidas na matéria fotográfica, sempre rodeado de grandes Pards e de grandes Amigos que o prestigiaram na sua mais recente visita ao Brasil… desde o editor Dorival Vitor Lopes, ao Mestre Pedro Mauro, passando pelo lendário casal de letristas Marcos Maldonado e Dolores Maldonado, do co-proprietário da Mythos, o Helcio de Carvalho, do maior coleccionador de Tex no Brasil, o João Marin e de muitos outros dos maiores Amigos (alguns deles acompanhados pelas suas famílias) que Tex lhe deu ao longo da vida, com a particularidade de vários deles estarem transvestidos de Tex Willer e também de Kit Willer.
Página de abertura da reportagem fotográfica exibida em Tex #664
Segunda página da reportagem fotográfica exibida em Tex #664
Tex #664 – ‘Os demônios do gelo’
Tex #664
Tex #664
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