Portugal – Edições de Janeiro

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela LOGISTA PUBLICAÇÕES, para o mês de JANEIRO de 2012:

TEX 475
O Fugitivo
Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Ernesto Garcia Seijas

Caçado por seus velhos inimigos Tex Willer e Sam Donovan, os mesmos homens que o prenderam três anos antes, o matador Frank Harris, apesar de suas boas intenções, está de novo fugindo da justiça. Desta vez é inocente, mas não há modo de demonstrá-lo, e a sua única esperança de salvação é eliminar os dois rangers em uma emboscada nas montanhas. Além disso, sem que ele e Tex saibam, no seu encalço está também um bando de assassinos enviados pelo pérfido Owen…
2,90€

TEX  COLEÇÃO 267
A Missão Assombrada
Texto: G. L. Bonelli  – Desenhos: Erio Nicolò e Giovanni Ticci

O ignorante Don Pedro Cortez, idealizador do falso sequestro de Manuela Montoya, sofre uma enorme lição dos pards diante de sua amada: o vexame é tal que ao covarde só resta a fuga! Na segunda aventura, no Outono seguinte, Tex e Carson chegam na missão de Santa Cruz em busca do desaparecido Padre Matias, o qual, um ano antes, tinha revelado ao irmão Cardenas que iria encontrar um fabuloso tesouro para melhorar a situação miserável do povoado de San Domingo. Mas o ganancioso Cardenas  assassinou-o. Aparecendo em um sonho de Tex, a alma do religioso recorda a sua tragédia…
2,90€

TEX OURO 47
O Ouro de Klaatu
Texto: Decio Canzio – Desenhos: F. Fusco

Na gelada região de Kaibab, Tex e Carson defrontam-se com bandoleiros que descobriram um mapa com indicações sobre uma jazida de ouro. Até então, o Ouro de Klaatu, como a jazida é conhecida, era tratado como uma lenda, mas o bandido Nick Guerrero, o primeiro a ver o mapa, está convencido de que este está com Tex e Carson. Conseguindo fazer Carson de refém, Guerrero obriga Tex a ajudá-lo a encontrar o tesouro.
9,00€

ALMANAQUE TEX 39
O Substituto
Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: F. Fusco

Tex é encarregado pelo comando dos rangers de escoltar Ray Bonner, um jovem condenado à prisão perpétua, até à penitenciária de Yuma. O rapaz não revelou os nomes de seus cúmplices no assalto ao banco e ninguém sabe onde podem estar escondidos os trinta mil dólares roubados. O temor é que Bonner possa ser libertado pelos seus companheiros durante a transferência, ou que esses queiram calar a sua boca para sempre. Quando Tex chega ao escritório do xerife de Flagstaff, alguém já tirou Ray do caminho, envenenando-o enquanto ainda estava trancado na cela. Mas o ranger está decidido a fazer os assaltantes saírem a descoberto e envolve o seu filho Kit num plano de alto risco!
4,00€

ZAGOR 123
O Reino do Terror
Texto: Ade Capone – Desenhos: G. Ferri

No Vale Widegreen, acima da divisa norte de Darkwood, vigora a lei de Entak, um pele-vermelha dotado do misterioso poder de subjugar qualquer pessoa à sua vontade. Depois de ser capturado, Chico também acaba entre os escravos do dominador do vale e participa do ataque ordenado contra os soldados do major Powell, que haviam ido à região em busca de alguns companheiros que desapareceram meses antes. Zagor consegue escapar de Entak, depois de um primeiro confronto, e alcança os militares no instante em que o ataque está acontecendo e deve encarar como inimigo o seu fiel companheiro de mil aventuras.
3,50€

ZAGOR EXTRA 88
Os Falsários
Texto: Moreno Burattini – Desenhos: Gallieno Ferri

Sarah Olhos de Céu, uma branca que foi raptada por índios, está dividida entre dois homens (o índio Garra de Urso e o rico comerciante Ronald Wood) e entre duas culturas, enquanto Zagor investiga um tráfico de dólares falsos. O caminho de ambos voltará a se cruzar e a mulher saberá escolher o homem que a ama de verdade.
3,50€

ZAGOR ESPECIAL 34
A Montanha do Fogo
Texto: Moreno Burattini – Desenhos: Cassaro

Um vulcão considerado inactivo começa a despertar, desencadeando temores ancestrais entre os índios que vivem nas suas redondezas. As lendas falam de um Deus adormecido que parece ter sido acordado pelos soldados do Forte militar construído pelos brancos num dos flancos da montanha. Para aplacar a divindade prestes a soltar a sua cólera só há um jeito: expulsar os casacas-azuis e oferecer um deles em sacrifício, jogando-o na cratera do vulcão! O Espírito da Machadinha deve libertar a vítima predestinada mas também colocar a salvo o maior número possível de pessoas quando da montanha começar a jorrar rios de lava incandescente.
8,00€

MÁGICO VENTO 109
A Trilha dos Fora da Lei

Texto: Gianfranco Manfredi – Desenhos: Barbati & Volante

Na fronteira do Canadá com os Estados Unidos, numa montanha conhecida como Castle Butte, uma quadrilha de fora da lei e exilados americanos fundou uma comunidade estranha. Vivem de tráficos ilegais, mas criaram regras. A mais importante é que não se pode atirar em outros membros da comunidade. Mas tal lei conseguirá ser respeitada quando a rivalidade entre os chefes crescer? Quanto o velho e desiludido pistoleiro Jordan Freeman conseguirá conviver com o ambicioso Chucka, disposto a tudo para atingir os fins que considera justos? No passado, Mágico Vento conheceu os dois e foi amigo de ambos, mas agora deverá escolher contra quem apontar o seu revólver.
4,00€

AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 80
Aventuras de um Crime na Passarela
Texto: Giancarlo Berardi – Desenhos: Ernesto Garcia Seijas

Júlia está em Paris para um congresso de criminologia, mas o verdadeiro – e mais importante – motivo da viagem é rever a sua irmã Norma, que há anos gira o mundo como modelo da alta moda. Com ela Júlia quer reencontrar a intimidade infantil, enfraquecida com o tempo. Mas a sombra do crime segue a nossa criminóloga até no Velho Continente. Durante um desfile, a jovem Amanda é queimada viva por um assassino feroz. Mas a sua morte foi acidental, porque o verdadeiro objetivo parece ser Fanny, perseguida por telefonemas ameaçadores. Quem se esconde por trás daquela voz? Talvez uma raivosa vingança que ressurge do passado.
4,00€

As 10 Melhores BDs que João Miguel Lameiras leu em 2011

Por João Miguel Lameiras*[1]

Nesta altura do ano, é quase inevitável fazer as listas das melhores leituras do ano que terminou, e eu, mais uma vez, não fujo à tradição. Como das outras vezes, o critério de escolha foi os livros que li pela primeira vez em 2011, independentemente do local, ou data de publicação original. Daí que as mais importantes edições nacionais de 2011, Blankets e Emigrantes, não estejam nesta lista, pois já as tinha lido na edição original, há já alguns anos. O mesmo se aplica às excelentes reedições que estão a ser lançadas no mercado francês, de séries como Philemon, de Fred, Jerry Spring, de Jijé, Theodore Poussin, de Frank Le Gal e La Dynastie Donald Duck, de Carl Barks, que teriam certamente entrado nesta lista, caso as tivesse lido em 2011 pela primeira vez. Do mesmo modo, fica fora desta lista o Agência de Viajes Leming de José Carlos Fernandes, pois embora só em 2011 tenha sido publicado em livro pela Astiberri, tive ocasião de o ler pela primeira vez em 2006, ainda em fotocópia e, mais tarde, cheguei a ver provas da edição da Devir que nunca chegou a ser publicada.
Explicados os critérios de escolha, aqui vai a primeira parte da lista, ordenada por ordem alfabética:

1 – 36-39: Malos Tiempos, de Carlos Gimenez, De Bolsillo

Este livro, previamente publicado em 5 volumes pela Glenat España é mais uma viagem de Carlos Giménez ao seu passado, na linha de Paracuellos. Uma ficção autobiográfica, que mistura momentos vividos pelo próprio, com depoimentos recolhidos por Gimenez. O retrato que Giménez traça da vida em Madrid durante a Guerra Civil espanhola, é impressionante e a forma como o conta, mostra todo o talento de um grande autor de BD, que há muito atingiu a maturidade.

2 – Criminal: The Last of the Innocent, de Ed Brubaker e Sean Philips, Marvel/Icon

Com a série Criminal, Ed Brubaker e Sean Philips assinaram alguns dos melhores policiais negros dos últimos anos, com personagens à beira do abismo, diálogos afiados como um bisturi e um desenho de uma eficácia extraordinária, que recria no papel a ambiência do melhor film noir. Neste The Last of the Innocent, Brubaker e Philips arranjaram um processo narrativo tão simples como genial para tratar os flash-backs da adolescência de Riley Richards, apresentando-os num estilo gráfico diferente, que remete para as revistas da Archie Comics, estabelecendo assim um óbvio contraste entre um passado tranquilo e feliz e um presente sombrio. Brubaker diz que este livro é capaz de ser a melhor coisa que ele já fez e não sou eu que o vai desmentir!

3- Dog Mendonça na Dark Horse, de Filipe Melo e Juan Cavia, Dark Horse Presents nºs 4 a 7

A estreia de Dog Mendonça no mercado americano deu-se com estas quatro histórias de 8 páginas publicadas na revista Dark Horse Presents com o intuito de apresentar o lobisomem português aos leitores americanos, antes da Dark Horse lançar o primeiro álbum da série. Na realidade, estamos perante uma história em 3 partes, que relata a origem de Dog Mendonça e que termina precisamente onde começa o primeiro livro, e uma 2ª história solta,com os nossos heróis num Festival de BD. Para além do humor e das referências cinematográficas que são habituais na série, estes episódios introduzem uma nova dimensão metalinguística, ao colocar os personagens a falar directamente com os leitores, perfeitamente conscientes de que estão nas páginas da revista. Também em termos gráficos, é evidente o progresso de Juan Cavia, com as cores de Santiago Villa a serem reproduzidas, pela primeira vez, na perfeição. Um óbvio passo em frente para a mais popular BD portuguesa dos últimos anos.

4 – Dylan Dog: La Pequeña Muerte, de Sclavi, Ruju e Roi, Aleta ediciones

Desde que a Mythos deixou de publicar a série Dylan Dog, tenho tido grandes dificuldades em manter o contacto com o peculiar detective criado por Tiziano Sclavi. Até que descobri as edições espanholas da Aleta Ediciones, impressas no formato original e com um papel bastante superior ao usado pela Mythos. Entre as mais de 20 aventuras de Dylan Dog que li em 2011, La Pequeña Muerte, história desenvolvida por Pasquale Ruju a partir de uma ideia de Tiziano Sclavi, foi um dos melhores. O facto da história ser desenhada por Corrado Roi, o meu desenhador favorito de Dylan Dog e um grande desenhador em qualquer parte do mundo, claro que também ajudou à escolha…

5 – Habibi, de Craig Thompson, Pantheon

Sete anos depois de Blankets, o tão aguardado novo livro de Craig Thompson aí está. E graficamente, não há qualquer dúvida que valeu a espera, com o magnífico traço de Thompson cada vez mais apurado e com um excelente uso das potencialidades decorativas da caligrafia árabe. Obra monumental e de grande ambição, Habibi acaba por ser um pouco vítima desse excesso de ambição, pois a necessidade de abordar tantos temas (a escravatura, a ecologia, o amor, a religião, etc.) acaba por perturbar um pouco o fluir da narrativa. O que não impede que Habibi seja um livro belíssimo e uma leitura altamente recomendável!

6 – Parker: The Outfit, de Darwyn Cooke e Richard Stark, IDW

Segunda adaptação feita por Darwyn Cooke dos romances de Richard Stark (pseudónimo usado por Donald Westlake quando escrevia policiais) com o personagem Parker, The Outfit mostra um Cooke cada vez mais à vontade com o universo de Stark e sem qualquer receio de fazer experiências. Vejam-se as sequências do livro 3, apresentadas como um artigo numa revista, ou como um desenho animado da UPA, bem demonstrativas do talento narrativo de Cooke. Graficamente, mantêm-se a estilização e a elegância a que Darwyn Cooke nos habituou, com um trabalho bitonal que assenta como uma luva ao tom “retro” da história, passada nos anos 50.

7 – Polina, de Bastien Vivès, Casterman

Depois do magnífico Dans Mes Yeux, Bastien Vivés assina outro grande livro com Polina, a história da relação de uma jovem bailarina com o seu mestre, contada com um traço a preto e branco de extraordinária leveza, que parece flutuar na página, graças a um inteligente uso dos fundos cinzentos.Tão novo como talentoso, Vivès afirma-se cada vez mais como a grande revelação da BD franco-belga dos últimos anos.

8 – Portugal, de Cyril Pedrosa, Dupuis

Ficção autobiográfica sobre um autor que descobre as suas origens, Portugal tem conquistado a unanimidade da crítica e dos leitores franceses. O último trabalho de Cyril Pedrosa, autor francês de ascendência portuguesa, é uma belíssima viagem (a portugal, mas também interior) de quase 300 páginas, que se lêem de um fôlego. Integrando de forma harmoniosa os croquis do seu caderno de viagem, no meio das páginas de BD, Pedrosa constrói um belo livro, cheio de sensibildade e humor, mas que, infelizmente, dificilmente teremos oportunidade de ler em português…

9 – Stargazing Dog, de Takashi Murakami, Nbm

Esta bela capa transmite uma imagem de felicidade enganadora, pois esconde a história mais triste que li nos últimos anos. Os japoneses têm tradição nas histórias de fazer chorar as pedras da calçada (basta pensar num filme como Grave of the Fireflies, de Isao Takahata) e este Stargazing Dog é um bom exemplo. Uma história tão bela quanto triste, que Murakami conta de uma forma rigorosa, conseguindo (quase sempre) evitar cair na lamechice.

10 – Tex: Na Trilha do Oregon, de Manfredi e Gomez, Mythos Editora

Mais do que uma agradável surpresa, este Na Trilha do Oregon é, provavelmente o melhor “Texone” que já li. Para além de uma história interessante, muito bem construída por Gianfranco Manfredi que dá às personagens femininas um destaque pouco habitual numa história de Tex, há o desenho espectacular de Carlos Gomez. Verdadeira estrela em Itália, graças à série Dago, mas praticamente desconhecido no resto da Europa, este argentino é um desenhador de mão cheia, com um traço tão dinâmico como pormenorizado e que dá aos rostos uma grande expressividade que faz lembrar Buzzelli, embora o traço de Gomez seja mais elegante.

*João Miguel Lameiras, crítico e especialista de BD e também autor do blogue Por um punhado de imagens.
[1] (Texto publicado originalmente no Blogue “Por um punhado de imagens“, em 13 e 17 de Janeiro de 2012)

Os primeiros nomes dos autores presentes e outras informações referentes ao MAB Invicta – Festival Internacional de Multimédia, Artes e Banda Desenhada 2012

A organização do MAB-Festival Internacional de Multimédia, Arte e Banda Desenhada 2012 adiantou hoje ao blogue do Tex mais detalhes sobre este novo salão de BD na cidade do Porto, inclusive nomes de alguns autores presentes no evento e o cartaz oficial (que dá um amplo destaque à exposição de homenagem a Sergio Bonelli), pelo que nos apressamos a retransmitir  aos nossos leitores as mais recentes informações:

O MAB-Festival Internacional de Multimédia, Arte e Banda Desenhada é um evento dedicado a várias artes como cinema, ilustração, literatura ou animação com um especial enfoque na banda desenhada.

Decorrendo nos fins-de-semana de 10/11 e 17/18 de Março nas instalações da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, contará com diversos autores conceituados do Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Itália, Espanha e Portugal com reputadas obras nestas diversas artes.

Direccionado a um público ecléctico e de todas as faixas etárias, o evento contará com diversas actividades como exposições de obras originais dos artistas presentes, visitas guiadas às exposições, sessões de autógrafos, exibição de curtas e longas-metragens, masterclasses de animação além de uma zona comercial onde estarão presentes bancas de diversas livrarias, editoras, entre outros. Desta programação destaca-se ainda a exposição dedicada aos 75 anos do personagem Príncipe Valente criado por Hal Foster (coordenação e cooperação do editor Manuel Caldas) e a exposição de homenagem ao autor e editor Sergio Bonelli (Tex, Zagor, Mister No, etc.), falecido o ano passado, assim como uma exposição com a mascote do evento, Esquiço, que irá servir de sinaléctica do festival.

A cidade do Porto não tem contacto com um evento deste género há cerca de 11 anos. A organização pretende assim divulgar aos públicos interessados em cinema, ilustração, animação e banda desenhada um leque alargado de autores de variados estilos não muito conhecidos em Portugal mas que apresentam uma obra de interesse a nível europeu. Desta forma, ‘ressuscita-se’ uma tradição de divulgação de artistas que, nos casos de Marjane Satrapi, Peter Kuper, Tom Hart, Ed Brubaker, Jason Lutes ou Dave McKean, tiveram a sua primeira oportunidade de contacto com o público português no antigo Salão Internacional de Banda Desenhada do Porto.

O MAB Invicta conta com diversos parceiros para a sua programação onde, além da Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, se incluem a Metro do Porto e CasaViva. A Metro do Porto incumbir-se-á de divulgar o evento no interior das mais de 70 composições abrangendo todas as linhas e nas estações através de vídeos promocionais e reserva de espaço para duas exposições. A CasaViva está responsável pela programação paralela que contará com apresentações de novidades editoriais, exposições e concertos.

A organização adianta desde já que a lista de autores confirmados ainda não está terminada estando ainda por confirmar presenças de autores do Reino Unido, Bélgica, Espanha e Portugal.

Alemanha:
– Lars Henkel (autor de banda desenhada, ilustração e animação) e autor da ilustração para o poster do nosso evento.
– Ulli Lust (autora de banda desenhada e ilustração);
– Anke Feuchtenberger (autora de banda desenhada e ilustração);
– Ulf K. (autor de banda desenhada e ilustração).

Itália:
– Fabio Civitelli (autor de “Fumetti” – banda desenhada – da popular personagem Tex, um western italiano).

Bélgica:
– Thierry Van Hasselt (autor de banda desenhada, um dos fundadores da editora Fremok resultado da fusão das editoras Amok e Fréon da qual era membro fundador);
– Olivier Deprez (autor de banda desenhada, um dos fundadores da editora Fremok resultado da fusão das editoras Amok e Fréon da qual era membro fundador).
– Denis Deprez (autor de banda desenhada, um dos fundadores da editora Fremok resultado da fusão das editoras Amok e Fréon da qual era membro fundador).

Portugal:
– Regina Pessoa (autora de banda desenhada, ilustração e animação);
– Filipe Abranches (autor de banda desenhada e animação);
– Pedro Serrazina (autor de animação);
– Hugo Teixeira (autor de banda desenhada)

CasaViva dedicará um espaço a novos talentos nas áreas de banda desenhada, animação e ilustração onde poderão divulgar trabalhos e comercializarem as suas obras. A organização está receptiva a novos projectos bastando para tal contactar pelo endereço de correio electrónico oficial do evento: invictaindiearts@gmail.com.

Até ao final deste mês será lançado o website oficial do evento onde constará a restante programação do evento, actividades do mesmo, preços e formas de aquisição dos bilhetes além dos restantes autores presentes e demais informação.

Este é um evento sem quaisquer formas de comparticipação tendo sido realizado através de parcerias e dedicação dos seus organizadores. Porque este evento é, sobretudo, para o público, a organização do Festival, e o blogue do Tex, solicita a divulgação e promoção do evento a todos que o possam fazer.

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A linguagem das HQs e Tex Willer

Por Ezequiel Guimarães

E eis que recentemente foi lançado em Terra Brasilis mais um livro teórico sobre quadradinhos: “Linguagem HQ – Conceitos Básicos” (publicado pela Editora Criativo). Não “mais um” num sentido depreciativo, mas MAIS UM, num sentido comemorativo, pois apesar de termos diversos autores que já lançaram diversos livros teóricos, como Álvaro Moya, Moacy Cirne, Diamantino da Silva, Gonçalo Jr., Paulo Ramos, Edgard Guimarães, Carlos Patati, Flavio Braga, entre outros, os espaços nas livrarias brasileiras sobre esse tema (a indelével nona arte) ainda são poucos preenchidos. Até porque muitos livros já se encontram esgotados devido a terem sido publicados há muitos anos (alguns, até há décadas!).

E o Brasil sempre teve uma produção baixíssima nesse segmento de mercado, comparado a outros países. Então, quando se lança um livro sobre esse tema, merece, antes de qualquer coisa, uma comemoração (e mais ainda devido à qualidade do mesmo).

Essa publicação “Linguagem HQ – Conceitos Básicos”, do renomado (e simpático) Professor Nobu Chinen, consegue alcançar o objectivo proposto: ou seja, numa linguagem fácil, clara, resumida (nem tanto) e objectiva, apresentar os principais elementos que permeiam a linguagem intrínseca às BDs (no Brasil: HQs), para o atento leitor expandir os seus horizontes e se aprofundar no conhecimento sobre a mídia onde as suas personagens favoritas estão inseridas, e compreendê-la melhor. E também para o leitor que quer ter mais informações para até chegar, quem sabe, ele mesmo a escrever/desenhar, as suas próprias BDs! (Além dos estudiosos do tema).

Você sabe o que é Charge? Qual a diferença dela para o Cartum? Sabe por quê (e para quê) se aplicam metáforas visuais? Onomatopeias? Compreende o porquê da necessidade de figuras cinéticas? Sabe como devem ser feitas a diagramação e a splash page? Já pensou porque certos autores usam certos ângulos? Enquadramentos? Elipses? Ou nem sabe do que estou falando?

Sabe de tudo isso? Ou quer conhecer? Independente do que queira, saiba que tudo isso (e muito mais) está tudo lá, no “Linguagem HQ – Conceitos Básicos” (e outra coisa muito interessante é que cada conceito é muito bem ilustrado com um exemplo retirado de alguma BD conhecida; são muitos e muitos exemplos do que se produziu em cerca de cem anos em quadradinhos nos Estados Unidos, Europa, Japão, América Latina e outros países).

Fora a parte técnica há também uma breve história dos quadradinhos (mas também com visão técnica). Os precursores, os pioneiros, os clássicos, os super-heróis, a era de ouro, a era de prata, o underground, e muito mais, estão também todos lá. Os americanos, os argentinos, os mexicanos, os italianos, e outros, estão todos lá.

Italianos? Então ele também está lá? Sim, ele também!!!! O granítico Ranger, o justiceiro mais destemido do velho oeste, devido à sua projecção e importância mundial no cenário quadrinhístico (sendo a mais longeva personagem de faroeste clássico de banda desenhada do mundo) não poderia estar de fora de uma obra deste porte. E lá está ele, inclusive ilustrando uma das abordagens técnicas (há também referência a outras personagens bonellianas, como Júlia, Nathan Never e Martin Mystère, mas como ocorreu também no livro “Almanaque dos Quadrinhos”, o Ranger tem o maior número de citações).

E sobre a famosa personagem bonelliana, o autor confidenciou-me que “acho admirável a longevidade e o sucesso da personagem”; e ele também me citou que o ”facto da personagem Tex ser citada duas vezes num universo de milhares de outras denota a importância que ele tem, demonstra a sua qualidade técnica como expressão da linguagem”.

E falando dele (o autor – Professor Nobu Chinen), ele tem uma grande e longa relação com os quadradinhos: desde 1987 passou a esquadrinhá-los na sua coluna semanal Vuptvaptpum! no jornal Vale Paraibano. De lá para cá não parou mais: organiza exposições, dá aulas (é docente dos cursos de Publicidade e Propaganda, Desenho Industrial e de Rádio e Televisão, das Faculdades Integradas Interamericanas – FAITER, além de professor de Histórias em Quadradinhos, obviamente), organiza seminários e escreve artigos em revistas. E esse prolífero professor ainda arruma tempo de participar de documentários.

Veja abaixo o índice do livro, e pelo conteúdo tão interessante, deve constar na estante de todo aficionado pelos quadradinhos e que quer compreender melhor a mídia onde a sua personagem actua. E também deve constar nas estantes dos texianos, pois o destemido Ranger se faz presente na obra.

Eu já adquiri meu exemplar, corra e pegue o seu.

ÍNDICE
Prefácio
Introdução
Capítulo 1 – A Linguagem
Capítulo 2 – Elementos
Capítulo 3 – Diagramação
Capítulo 4 – Arte Sequencial
Capítulo 5 – O Histórico
Capítulo 6 – O Mercado
Capítulo 7 – Os processos de produção
Leitura recomendada
Apoio Cultural

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Os belos pósteres de Tex (e seus pards) oferecidos pela Mythos Editora na compra de Tex Coleção #300

Por José Carlos Francisco

TEX COLEÇÃO nº 300, lançado no Brasil pela Mythos Editora durante este mês de Janeiro, para além de trazer a história completa e colorida FORTE APACHE traz de brinde um belíssimo póster duplo de Tex e seus pards no formato 42 x 56 cm que na realidade são dois pósteres que já estão a ser bastante disputados pelos leitores brasileiros de Tex que na maior parte dos casos não compram apenas uma edição, mas antes três, porque a maior parte dos fãs e coleccionadores de Tex desejam expor nas suas galerias texianas não um dos lados do póster duplo, mas os dois lados “obrigando-se” assim à compra de três edições de Tex Coleção nº 300 porque grande parte dos leitores deseja ainda guardar religiosamente o póster duplo.

Tratam-se de duas belas artes que representam Tex Willer o Justiciero do Oeste, magistralmente desenhada por Claudio Villa e colorida pelo brasileiro Alexandre Jubran, uma ilustração extraída de um dos volumes da fantástica obra italiana publicada pela Editoriale Mercury em 1998 e intitulada “I Miei primi 50 anni” e outra de Tex e seus pards também maravilhosamente desenhada por Fabio Civitelli (e igualmente colorida por Alexandre Jubran) em 1998 e publicada no livro “Il West Secondo Civitelli, le tavole per Tex Willer” da editora italiana Little Nemo e que a Mythos Editora lançou no Brasil em Outubro de 2010 aquando da presença de Fabio Civitelli no Fest Comix de São Paulo.

Artes essas que o blogue do Tex tem o privilégio de publicar de modo a aguçar ainda mais o interesse dos leitores em adquirirem o mais rápido possível esta edição imperdível que promete ser uma das mais vendidas dos últimos anos:

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