As Leituras do Pedro: Tex Edição em Cores #10

As Leituras do Pedro*

Tex Edição em Cores #10
O Senhor das Onças
Gianluigi Bonelli
(argumento)
Aurelio Galleppini (desenho)
Mythos Editora (Brasil, Junho de 2011)
160 x 210 mm, 252 p., colorido, brochado, mensal
R$ 29,90 / 15,00 €

1. Está este mês nas bancas portuguesas o décimo tomo da colecção Tex Edição em Cores, que constitui uma das últimas oportunidades de (re)descobrir a fase clássica do mais antigo western dos quadradinhos em publicação.
2. (Ou talvez não porque a Mythos continua a disponibilizar – mesmo para Portugal – todos os números já editados…
3. … ou sejam 12, o que significa que esta colecção – já terminada no Brasil – acabará a sua vida em Portugal dentro de dois meses…
4. … pelas razões que o editor brasileiro explicou aqui.

5. Fica, portanto, bem longe dos 239 volumes que atingiu a Collezione Storica a Colori, lançada em Itália com os jornais La Repubblica e L’Espresso que, na prática, republicou a cores todas as histórias regulares dos mais de 60 anos de Tex.
6. Quanto à colecção brasileira, ao longo de 12 volumes, quase 3000 páginas e mais de 9000 tiras, possibilitou conhecer não só as primeiras aventuras do ranger mas também como foram lançadas as bases de um sucesso que continua a resistir até aos nossos dias.
7. De alguma forma adaptado – em termos narrativos e gráficos – aos tempos que correm, mas com uma assinalável fidelidade aos princípios estabelecidos pelos seus criadores há mais de meio século:
8. Muitos tiros, perseguições e acção a rodos, (a quase) infalibilidade do protagonista, a aplicação da justiça a qualquer preço e por qualquer meio, o valor da amizade…
9. Apesar disso, as histórias incluídas neste tomo, a par das atrás citadas, apresentam algumas características, que foram mais ou menos habituais em Tex em determinada época, e que em tempos recentes têm sido preteridas.
10. Refiro-me ao grande protagonismo assumido pelo seu filho Kit Willer, como rampa de lançamento para uma série autónoma (seguindo uma moda que então fazia lei nas histórias aos quadradinhos) mas que teve sucesso limitado;
11. Ao toque de fantástico que estes argumentos têm, proporcionado pelo encontro de Tex com civilizações pouco conhecidas ou mesmo perdidas – o povo-leopardo; os habitantes do vulcão – e cujo expoente seriam as memoráveis aventuras em que defrontou o vilão Mefisto.
12. E também à presença de mulheres belas e sensuais, geralmente adversárias do ranger, aqui já viúvo mas indiferente aos seus (muitos) atractivos…
13. Por isso, para além de proporcionar a leitura de um western bem animado e de possibilitar o conhecimento do passado do herói, este livro é também um documento de uma época , dos gostos dos seus leitores e de uma certa forma de encarar e de fazer BD…
14. Que – apesar de alguma ingenuidade e das marcas deixadas pelo tempo que entretanto decorreu – acredito que importa conhecer, até para perceber a evolução e o momento presente de Tex, sem dúvida um dos expoentes de uma certa banda desenhada de características bem populares.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias e na revista In’ – distribuída as sábados com o JN e o DN), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

Fabio Civitelli: encontros e reencontros na cidade do Porto

Por José Carlos Francisco (texto e fotos),  Orlando Santos Silva (fotos) e Carlos Moreira (fotos)

O desenhador italiano Fabio Civitelli e o editor brasileiro Dorival Vitor Lopes reencontraram-se no aeroporto Francisco Sá Carneiro, no Porto

Durante os dois dias (17 e 18 de Março de 2012) em que Fabio Civitelli esteve na cidade do Porto, onde foi uma das estrelas mais cintilantes do MAB Invicta – Festival Internacional de Multimédia, Artes e Banda Desenhada, o autor italiano teve vários encontros e muitos mais reencontros com muitos dos seus fãs e admiradores portugueses, mas não só, pois o evento também contou com a presença do editor brasileiro Dorival Vitor Lopes e ainda com a presença de dois fãs italianos muito especiais, que vieram uma vez mais a Portugal para rever o seu ídolo e poder conviver um pouco mais com Civitelli, tal como também foi esse um dos principais motivos que levaram dezenas de fãs e coleccionadores de Tex a deslocarem-se à bela cidade do Porto nesse fim de semana verdadeiramente inesquecível para todos que tiveram o privilégio de privar de perto com um dos melhores e mais conceituados desenhadores de Itália e não somente de Tex.

Fabio Civitelli e os texianos portugueses, a alegria do reencontro uma vez mais em Portugal

Nesta que foi a sua quinta visita a Portugal, Civitelli mais uma vez foi o centro das atenções, distribuindo autógrafos e sorrisos, além de posar para fotos ao lado de seus inúmeros fãs presentes na bela cidade capital do norte, não se cansando de agradecer pessoalmente a todos (chamando pelo respectivo nome todos aqueles que já conhecia e querendo saber logo o nome daqueles que via pela primeira vez) pela acolhida que recebeu uma vez mais.


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São alguns desses encontros e reencontros que vos damos a conhecer hoje numa sucessão de belas fotos que ilustram este novo texto dedicado à presença de Fabio Civitelli no MAB Invicta – Festival Internacional de Multimédia, Artes e Banda Desenhada.


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Tex Edição Especial Colorida #1 terá formato ITALIANO

Por José Carlos Francisco

EM ABRIL A MYTHOS EDITORA ESTREIA UMA NOVA COLECÇÃO (COLORIDA) DEDICADA AO RANGER: TEX EDIÇÃO ESPECIAL COLORIDA E TERÁ FORMATO ITALIANO!

Devido ao estrondoso sucesso da “Collezione Storica a Colori” (Colecção Histórica a Cores), a iniciativa, apresentada semanalmente na Itália desde Fevereiro de 2007 pela Sergio Bonelli Editore em associação com o “La Repubblica” e o “L’espresso”, repropondo as aventuras de Tex, pela primeira vez integralmente em “technicolor”, 2011 trouxe na Itália o nascimento de uma nova série produzida pela casa milanesa, série essa com PERIODICIDADE ANUAL e com a particularidade de apresentar histórias INÉDITAS e COLORIDAS!

Série essa que chegará, em Abril, ao Brasil, com o habitual selo da Mythos Editora, e que para além das cores, será lançada no mesmo formato que a edição italiana (ao preço de 18,90 Reais), tendo como título Tex Edição Especial Colorida e cuja capa desta edição número 1 mostramos de seguida:

Tex Edição Especial Colorida #1 terá formato ITALIANO

Neste primeiro número vamos encontrar a orquestrar a aventura, Mauro Boselli nos textos e Bruno Brindisi a ilustrar as 160 páginas auto-conclusivas que compõem a história “E Chegou o Dia” (“E venne il giorno“ no original) que contará com um flashback que mostrará uma história do passado de Tex e onde comparecerão os 4 pards.

A aventura mostrará uma vingança maturada por anos por um inimigo que não tem a memória curta e que atraiu Kit Carson para uma armadilha e por via disso, os pards arriscarão mais do que nunca a pele na longínqua Spokane Falls, próxima da fronteira canadiana.

O novo álbum da Mythos Editora apresentar-se-à nos quiosques brasileiros a 15 de Abril enriquecido por uma capa desenhada e pintada por Claudio Villa como se pôde ver um pouco acima.

Esta nova colecção a cores, que muito provavelmente chegará a Portugal lá para o final do Verão (tendo um preço de venda ao público de 9,50 €), certamente dará uma nova vida ao Ranger, tentando captar muitos dos jovens leitores de língua portuguesa que foram seduzidos  pelas cores das inúmeras histórias repropostas a cores nos 12 números publicados pela Mythos na colecção colorida de Tex.

Para finalizar informamos que os próximos números – já em produção – desta nova série a cores trarão autores do calibre de Freghieri, Ticci, Milano, Cossu e Fabio Civitelli…

Fabio Civitelli (e Tex) na zona ribeirinha do Porto

Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (fotos)

Durante uma pausa matinal ocorrida no domingo, 18 de Março, no decurso do MAB Invicta – Festival Internacional de Multimédia, Artes e Banda Desenhada, na cidade do Porto, em Portugal, Fabio Civitelli na companhia de alguns pards portugueses, deslocou-se à zona ribeirinha portuense, um dos locais mais antigos e típicos da cidade Porto e que seria obrigatório Civitelli visitar.

Mário João Marques, Fabio Civitelli, José Carlos Francisco e Orlando Santos Silva no local do duelo de Tex

Isto porque como forma de agradecimento por este novo convite português, o quinto, Fabio Civitelli desenhou uma vez mais Tex em Portugal, mais precisamente em Vila Nova de Gaia, tendo como pano de fundo, a bela e invicta cidade do Porto, numa das zonas mais emblemáticas, a zona ribeirinha!

Desta vez Fabio Civitelli idealizou um duelo do Tex, não numa main street, mas sim diante do porto da bela cidade capital do norte de Portugal, tornando assim a presença do Ranger na cidade do Porto muito mais original, respeitando a verdadeira alma portuense.

Perante tudo isto, obviamente que Fabio Civitelli teria que obrigatoriamente visitar o lugar onde ocorreu o já famoso duelo de Tex em terras portuguesas e são precisamente algumas fotos dessa sua passagem pela zona ribeirinha do Porto que publicamos a ilustrar este texto…

Para finalizar e ainda a propósito desta fantástica ilustração de Tex na zona ribeirinha do Porto realizada pelo desenhador italiano, realce para o facto de Fabio Civitelli ter presenteado José Carlos Francisco com o DESENHO ORIGINAL como forma de agradecimento por ser um dos responsáveis pela sua constante presença em Portugal e por todo o carinho e atenção com que sempre é recebido no nosso país. Eis o momento em que Civitelli surpreendeu-me ao oferecer este que é sem dúvida alguma um dos mais especiais e valiosos originais da minha já de si grandiosa colecção de desenhos originais de Tex:


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Ilustração ORIGINAL de Tex no Porto, com a respectiva dedicatória

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Encontro Bonelliano em Belo Jardim, Brasil

Por Sílvio Raimundo

Certa feita eu entrei em contacto com o meu Amigo Vander para ver se ele tinha revistas italianas do Dylan Dog, nessa época o personagem estava sendo lançado pela Conrad e eu estava catando tudo o que podia para conhecê-lo. O Vander não tinha nada para me vender, mas, indicou-me um Amigo seu do Rio de Janeiro. Entrei em contacto e do outro lado atendeu o José Ricardo do Socorro Lima, com quem fiz negócio.

Denny, Sílvio Raimundo e José Ricardo

Nessa mesma época, o Peter, dono da melhor banca de revistas que já houve em Belo Jardim, apresentou-me ao Denny, um Texiano inveterado que estava curioso por conhecer a outra pessoa além do Geraldo – outro Texiano de Belô (Belo Jardim) – e, claro, dele próprio, que comprava os Texs que chegavam à banca.

O José Ricardo (ZR) terminou por aportar em Belô para rever familiares, pois, quis o destino que eu fizesse negócio com um carioca descendente de nordestinos belo-jardinenses, encontrou o seu amor, casou, teve filhos, vez por outra aparece por aqui e, como bons Amigos que nos tornamos, vem à minha casa para falarmos do mundo Bonelliano.

O Denny, bom esse simplesmente sumiu e eu nunca mais o vi… E lá se vão dez anos, desde que conheci esses dois Amigos Bonellianos…

Há alguns meses eu estava passeando com o Pedrão, meu Filho mais novo, e ao passar defronte ao bar do Náutico, clube Pernambucano pelo qual torço/sofro e falar com um conhecido, um “desconhecido” perguntou-me se eu ainda lia Tex! Era o bom e velho Denny, que não apenas estava de volta, mas, sempre morou VIZINHO à minha nova residência, apenas não sabíamos. Retomamos nosso contacto, visitamos a casa um do outro, vimos as colecções de cada um e, no dia 29 de Janeiro de 2012, tive o prazer de ter ao redor da minha mesa, o ZR e o DENNY em um verdadeiro encontro BONELLIANO, regado a bife, batatas fritas, cerveja gelada, Coca-Cola e a boa música do Graziano Romani no maravilhoso CD My name is Tex. Foram momentos agradabilíssimos, faltou apenas a torta de maçã!

Tudo correu como esperado. Eu temperei os bifes, pedi à minha Esposa que os fritasse e também as batatinhas enquanto eu fui buscar o ZR na residência dos seus Sogros, de onde fomos juntos à casa do Denny, para o ZR conhecer a sua colecção e iniciar as negociações de compra.

De lá viemos à minha casa, onde nessa altura, a minha Esposa e o meu Filho já tinham saído para que ficássemos à vontade. Conversamos sobre os nossos personagens favoritos, sobre as nossas ideias de “editores”, sobre o passado e o futuro das edições, dos tempos áureos de Belô, quando TODAS as edições da Vecchi chegavam por aqui e eu o Denny, então dois garotos que não se conheciam, trocávamos as revistas já lidas por outras a serem lidas, enquanto o ZR no RJ, também criança, com a ajuda da D. Maria, vendia revistinhas na feira e, claro, lia Zagor.

Nesse meio tempo, o ZR e o Denny fecharam a negociação de compra e venda da colecção e eu aproveitei para completar o “buraco” das minhas colecções de Tex e Mágico Vento.

Mas, como em tudo aquilo que nos é prazeroso, o tempo passa muito rápido e lá se vão dois meses, desde aquele momento e este onde o relato…

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