Tex nº 141 – LA LUCE SULLA COLLINA

Tex nº 141 – LA LUCE SULLA COLLINA


Wilson Vieira:Desenhador e Argumentista Brasileiro de Banda Desenhada, com mais de 36 anos de experiência, dos quais 7 deles (1973/80), participando como colaborador do estúdio Staff di IF em Génova/Itália, ilustrando também alguns episódios de Il Piccolo Ranger para a Sergio Bonelli Editore, Diabolik, Tarzan e o Homem-Aranha (Octopus desafia o Homem-Aranha). É também o autor da saga Nordestina: Cangaceiros – Homens de Couro e da série western – Gringo, assim como autor de vários outros roteiros. E escreve, escreve…
É também autor do seguinte blogue na Internet:
http://brawvhqs.blogspot.com/
Caros Leitores – Geograficamente falando, como sabem o território dos Estados Unidos da América pode ser dividido em três zonas:
1– O Leste, ou seja, a faixa costeira Atlântica delimitada a ocidente pelas cadeias montanhosas de Allegheny e Apalaches.
2– O Oeste, ou seja, o planalto central ocupado inteiramente pela bacia hidrográfica do Mississipi-Missouri e caracterizado, principalmente em sua parte ocidental, pela imensa vastidão de planícies.
3– E o Far West, ou seja, a região que compreende as Montanhas Rochosas e suas vertentes ocidentais que deslizam para o Oceano Pacífico. Tais configurações geográficas são importantes, para compreendermos bem o desenvolvimento histórico da colonização da América do Norte; a faixa costeira Atlântica foi logicamente a primeira a ser dominada pelos Europeus e por ela surgiram os primeiros vilarejos e as primeiras cidades (1600 e 1700), depois, (início de 1800), o grande planalto central foi, não só atravessado, como colonizado, enquanto que os pioneiros erroneamente o consideraram inapto para a cultivação e preferiram seguir para o Far West, ou seja, o Oregon e a Califórnia. Na segunda metade do século, finalmente também foi retomado o imenso planalto, deixado por tanto tempo antes aos índios e bisontes, transformando-se em objectivo de emigrantes, que lá se estabeleceram e colonizaram. Isso deverá ser recordado, para estabelecer dois conceitos, geralmente confusos. 1– Aquele de “fronteira”. 2– Aquele de “conquista” do West. De facto, desde que núcleos de colonizadores ingleses estabeleceram-se na Virgínia em 1620, a vida dura de fronteira, foi para os predecessores brancos uma realidade quotidiana, com todos os percalços e perigos que ela representava; principalmente a hostilidade natural dos índios nativos diante dos cruéis invasores. Ao contrário, com a expressão “conquista” do West, entende-se somente aquele movimento de massa humana, que teve início nos primeiros anos de 1800 e avançou além das fronteiras, pelas cadeias de montanhas, até o vale do Mississipi e depois, foi até à costa do Pacífico; nesse sentido a “conquista” do West não é mais que, o último período da história da fronteira americana. Sendo assim, para esmiuçar o passado americano, que tanto nos fascina, apresento com imensa satisfação – O ALFABETO DO VELHO OESTE – propondo esse database western básico, narrado a verbetes, em ordem alfabética, os pormenores sobre tal época. Projecto online penso, pioneiro tanto em Portugal, quanto no Brasil, estimulado a publicá-lo, através do amigo entusiasta José Carlos Francisco (Zeca), o qual me ofereceu generosamente o espaço, neste já renomado Blogue e aceitei. Será um trabalho longo e árduo admito, porém prazeroso, onde a cada letra específica, o amigo leitor encontrará uma variedade de descrições relativas a ela, num período onde homens, mulheres, animais, geografia e clima, entrelaçavam-se na batalha árdua do quotidiano em busca da sonhada sobrevivência – o Velho Oeste. Espero que aprovem o conteúdo sugerido e me acompanhem, nessa aventura extraordinária, agora com a letra…
Waddie – Expressão dialectal para indicar um cowboy nómada. (Waddy, expressão dialectal para indicar um Australiano). Por volta de 1880, alguns imigrantes Australianos do norte do Nebraska, colonizadores e pequenos “Ranchers”, foram surpreendidos em roubar gado, conseguindo escapar e colocando-se, pelo menos em aparência, a serviço como cowboy nómada. Desde então foram chamados de “Waddies”, todas aquelas figuras que se mesclavam aos cowboys do norte. Não era um insulto, era mais um apelido brincalhão. Pensa-se que destes “Waddies” surgiram os ladrões de bovinos do Wyoming, que levaria ao fim a guerra do Município Johnson.
Walla-Walla – Um Povo Indígena, da família linguística dos “Septins”, que habitava na zona montanhosa do noroeste e que compreendia as tribos dos “Klickitats” ou (Tlickitacks), dos “Chutes”, dos “Yakimas” e dos “Palouses”.
Wampum – Cinta larga feita com conquilhas que eram confeccionadas pelos Índios “Iroqueses” e de outras tribos “Algonkin” da costa. Servia como ornamento ou então como uma espécie de moeda na troca de produtos. A falta de moeda induzia os Europeus a aceitar tais objectos como troca. Foram escritas Leis que fixaram o seu valor. Não faltaram Ingleses ou Franceses que fizeram confeccionar na Europa certas imitações em porcelana, foram tantas que a verdadeira cinta em pouco tempo perdeu o seu real valor.
Warner, Matt – Nome de baptismo: Willard Erastus Christiansen, nascido em 864, morto em 21 de Dezembro de 1938. Filho do Dinamarquês Christian Christiansen, que tinha se convertido em Mórmon e tornou-se Bispo em Salt Lake City. Sua mãe era Alemã, quinta e a mais jovem mulher do Bispo. Tom McCarry, o chefe da famigerada quadrilha chamada “Wild Bunch” de ladrões de gado de Blue Mountain, tinha esposado Teenie, a irmã de Warner. Aos 13 anos Warner fugiu de casa escondendo-se no covil dos bandidos o “Brown’s Hole”. Trabalhou como explorador e correio postal para o bando “Blue Mountain” e em 1884 começou a roubar na quadrilha de McCarry. Quando ela terminou após um assalto ao Banco em Delta, Colorado, onde sofreu muitas perdas e quando “Butch Cassidy” fundou o primeiro “Wild Bunch”, Warner tornou-se vice-chefe e o líder de vários ataques. Foi muitas vezes preso e condenado. Em 1912 apresentou sua candidatura para a função de xerife em Carbon County, Wyoming. Não foi aceito porque se apresentou com o nome de Matt Warner e não o seu verdadeiro nome. “Vocês não sabem o que é ser perseguido” disse ele quando foi condenado pela última vez. “Não se pode dormir nunca, precisa estar sempre com uma orelha atenta e um olho aberto. Depois de certo tempo, perde-se a razão. Nunca se dorme. Mesmo quando está ao seguro, não consegue mais dormir. Cada formiga debaixo do travesseiro parece fazer o rumor de cavalo, de alguém que está lhe caçando”. Morreu de nefrite.
Wash – Termo usado no Oeste, para indicar um riacho.
Washakie – (1804/1900). Esse Cacique “Shoshone” tornou-se o líder de sua tribo, em Wyoming, somente com a idade de 70 anos, quando os jovens guerreiros do seu Clã, solicitaram a sua presença no comando. Ele então desapareceu e retornou dois meses depois, apresentando-se ao Conselho, segurando seis escalpes extraídos por ele mesmo; porém tentou de recusar dizendo que era muito velho para tal cargo importante. Tornou-se amigo dos brancos estabelecidos naquela região e tentou ajudá-los a prosperar. Morreu e foi sepultado com Honras Militares em Fort Washakie, Wyoming.
Weanling – Um potro, abaixo de um ano, que tinha sido desmamado.
Wells Fargo Co. – Uma Empresa para transportes rápidos, fundada na Califórnia, em 1852, por Henry Wells e William George Fargo. Ao início servia de terceiros para os transportes, mas depois criou a sua própria Linha de Diligências Postais e comprou outras. Participando de Agências Ferroviárias, de Navegação e Bancárias e tornando-se assim a Agência de Transportes mais importante da América e especialmente do Oeste selvagem.
Wet – Expressão Texana para bovinos e cavalos roubados, que, eram capturados por bandidos Mexicanos nas proximidades do Rio Grande e levados pelo rio da fronteira, para o México onde eram vendidos ainda “banhados” pela travessia.
Whiskey – Álcool extraído da cevada que depois era envelhecido por muitos anos em barris de carvalho. No Oeste e especialmente em Kentucky, onde era produzido, eram populares as marcas: “Roan Oak” e “Boubon”. O licor de cevada proveniente da Escócia era chamado de “Whisky” e os Escoceses tentaram inúmeras vezes com processos Internacionais em obter que as imitações Americanas do seu produto, incluíssem a letra “E” entre a letra “K” e a letra “Y”, de maneira essa que não pudesse existir confusão entre os dois produtos. Entanto em todo o mundo, o precioso líquido é ainda envelhecido em barris de carvalho, segundo a velha tradição, enquanto que os Escoceses em muitos anos utilizam barris metálicos. Hoje certamente estariam contentes se o seu produto, fosse confundido com o “Whiskey Americano”.
Wichitas – Em Espanhol = Nortistas, Povo do Norte; em Francês = “Panis Pique” ou “Panipiquets” = “Pawnees tatuados”, ou “Panis Noirs” = “Pawnees Negros”. Uma das línguas principais da família linguística “Caddo”; as outras eram: “Caddo”, “Kichai” e “Pawnee”, cujas tribos: “Taovayas”, “Tawakonis”, “Wacos” e “Wichitas” viviam na região do Red River, Texas setentrional. Continuamente em fuga diante aos Texanos e das tribos circunstantes, já em 1859 eles foram para uma Reserva de Oklahoma, protegidos pelas cinco “Nações Civilizadas”.
Wickey up – Também (Wickiup). Expressão dos cowboys para indicar a cabana (comuns entre os Apaches) em forma semicircular, cuja armação era feita com ramos e sobre a qual se colocava tecido grosso ou cobertores, para curto abrigo de 2 ou 3 semanas. Usava-se tal palavra também para indicar banhos a vapor, que os cowboys construíam da mesma maneira, quando tinham tempo de sobra.
Wigwam – Cabanas com o tecto circular, de madeira, fibras vegetais e peles de animais, que eram construídas por Índios das regiões orientais e das tribos que habitavam as zonas de bosques. Não é para confundir com as tendas de peles de ursos junto aos Índios das pradarias.
Wild Bunch – A maior, temível e audaciosa de todas as quadrilhas de bandidos que tenha existido no Velho Oeste Americano. Derivada do famigerado bando McCarry; cujos componentes eram: Tom, Bill, Lew e Butch Cassidy, que no período entre 1885/93 foi o protagonista de inúmeros assaltos a Bancos e trens do Colorado e Oregon. Butch Cassidy, Matt Warner e Elza Lay “fundaram” em 1893, a Wild Bunch, que era composta somente por uma dúzia de jovens que, comandados por Butch Cassidy, assaltaram algumas vezes. Em 1894 Cassidy foi condenado a dois anos de prisão e foi libertado em 1896. A Wild Bunch fez falar de si somente que um bando chamado “Junior Wild Bunch”, composto por quatro jovens: George Harris, George Bain, Joe Rolls e Shirley, todos com 18-20 anos, no Outono de 1896 em Meeker, Colorado, e foram dizimados após assaltarem um Banco. O início efectivo do Grande Wild Bunch, do qual algumas vezes faziam parte mais de 100 bandidos, data de 1 de Dezembro de 1897, quando Georg Curry, juntamente com os famigerados irmãos Logan (Henry, Johnny, Lonny e Harvey) e a 75 facínoras do bando “Hole in the Wall” se uniram ao bando Wild Bunch de Butch Cassidy, dando origem a um “Train Robbers Syndicate”. A quadrilha era dividida em pequenos bandos, respectivamente comandados por George Curry, Lonny e Harvey Logan, Harry Longbaugh (Sundance Kid) e Elza Ray, com a direcção geral de Butch Cassidy, e operavam separadamente e cometeram incontáveis assaltos a Bancos e trens do Wyoming, Utah, Colorado e Novo México. O raio de acção estendia-se praticamente sobre todo o território dos EUA da fronteira Canadense até à Mexicana, recebendo o nome de “Estrada dos fora-da-lei”. Investigadores da Agencia Pinkerton causaram a Wild Bunch tal perda (com a captura ou a morte de componentes do bando) que finalmente Butch Cassidy e Sundance Kid em 20 de Fevereiro de 1902 fugiram de New York (EUA), para Buenos Aires (Argentina). Um ano após aconteceu o último ataque por parte de bandidos dispersos do grupo. Em Cholilo (província de Chubut), Cassidy e Kid, no mês de Maio, esconderam-se num pequeno Rancho que tinham comprado, criando animais e onde ficaram tranquilos até 1906. Foi quando investigadores descobriram o local, eles abandonaram o Rancho e assaltaram um após outro um Banco em Mercedes (província de San Luis) e um Banco de Bahia Blanca e conseguiram 40.000 dólares. Deixaram então a Argentina, aparecendo na Bolívia onde assaltaram um trem em Eucalyptus, roubando os salários destinados aos mineradores. Os assaltos prosseguiram, até quando os bandidos foram localizados em San Vicente por uma unidade de Cavalaria. A batalha causou grande perda aos soldados, depois finalmente cessou, porque Cassidy estava sem munição. Ele, porém não se rendeu; primeiro matou o seu companheiro e gravemente ferido suicidou-se com a última bala de seu revólver. Os personagens mais notáveis do Wild Bunch foram: Butch Cassidy (George Leroy Parker), Elza Lay, Matt Warner (Willard Erastus Christiansen), Kit Curry (Harvey Logan), Lonny Logan, “The Tall Texas” (Ben Kilpatrick), Sundance Kid, Bill Carver, Big Nose George Curry, Flat Nose George McCarty, Bob Meeks, Tom O’Day, Bob Lee, Joe Walker, Gunplay Maxwell, John Carter, Tim Dilley, Tod Carver (T.C. Hilliard), David Lant, Harry Tracy, Patrick Louis Johnson, Silver Tip, Blue John, Jack Moore, Pete Neilson, Charley Lee, Ed Newcomb, Charles Teeters, Black Jack Ketchum. Sam Ketchum, Will Roberts, Jesse Linsey, William Cruzan, O. C. Hanks, James Lowe, John Arnold, Dave Atkins, Peg Leg Frank Elliot e Joe Chancellor. A maioria da quadrilha era composta por ex-cowboys. É de notar-se que Butch Cassidy não só tinha proibido o derramamento de sangue, mas, matou o primeiro homem somente em ocasião de sua morte na Bolívia. E o bando observava um Código Moral e era generoso com o dinheiro roubado, mas, provavelmente também por uma profunda aversão que existia no Oeste em relação aos investigadores da Agencia Pinkerton e pelas Companhias Ferroviárias e Bancárias, a quadrilha Wild Bunch usufruiu, em seu período melhor, uma fama lendária, similar ao bando de Robin Hood.
William Bellknap – Secretário de Guerra de 1865 a 1872. Em 1876 foi processado e considerado culpado por haver enganado os Índios das Reservas; manipulando os fundos para o fornecimento de alimentos para os armazéns, conseguindo assim “ganhar” 25.000 dólares. Não foi um caso isolado, foi mais uma das tantas malvadezas contra os Índios.
William H. Jackson – A profissão de fotógrafo, quando se torna uma paixão, geralmente traz consigo vários riscos. Um dos mais célebres fotógrafos do Oeste, William H. Jackson arriscou várias vezes a própria vida por uma fotografia bem tirada; principalmente em beiradas de abismos. Jackson morreu em 1942 e foi um dos últimos veteranos da Guerra de Secessão.
William Tecumseh Sherman – O general Nortista, apelidado de “Inferno”, sustentava que em guerra as longas marchas valiam tanto quanto as batalhas. A sua acção mais clamorosa foi a travessia da Geórgia iniciada ao fim de Julho de 1864 após a derrota de Atlanta e a derrota do Exército de Johnston. Iniciava ali uma marcha durante a qual, destruiu tudo o que encontrava adiante do seu caminho, incitando os seus 62.000 soldados com a frase: “E agora vamos fazer chorar toda a Geórgia”. Em resposta aos protestos dos inimigos que o acusavam de crueldades, rebatia: “Se eles desejam a Paz, que parem então, de fazer a Guerra”.
Winchester – Winchester Oliver F., nasceu em 1810, Boston, foi ao início um comerciante de artigos de moda masculina. Foi inventor de máquinas para cortar e costurar, antes de participar em 1857, na “Volcanic Repeating Fire Arms Company”, a qual em 1854 produzia um novo tipo de rifle de repetição que em 1858 foi aperfeiçoado por Tyler Henry recebendo o nome de “Henry Rifle Mod. 1860”. Essa arma, com 15 tiros em seu carregador abaixo do cano, revolucionou toda a técnica bélica da América, garantindo aos conquistadores brancos do West uma notável vantagem sobre os Índios, que ainda usavam os velhos fuzis de um só tiro. Em 1860 Winchester chamou o sucessivo modelo de rifle como “Winchester 66”, que por seu carregador de bronze, foi chamado no Oeste de “Brass Boy”, ou também de “Yell Yellow Boy”. Essa arma, que disparava com cartuchos de revólver, tinha um carregador com 16 cartuchos na versão rifle e com 121 cartuchos naquela de carabina e teve um sucesso em todo o mundo. Os Turcos armaram com esse rifle as suas tropas durante a Guerra da Criméia contra a Rússia e ajudou em sua vitória esmagadora. Na Ásia e Europa surgiram vários modelos, com autorização Winchester. O cowboy Americano preferia o modelo “Winchester 66 Carabina” a todos os outros rifles curtos e ele tornou-se sua arma típica. Até o surgimento do novo modelo “Winchester 73”, que era a repetição como o modelo 66, um homem em dez no West possuía um Winchester. O novo modelo conquistou o restante do Oeste. Foram vendidos mais de 720.000 exemplares. Os modelos seguintes: “Winchester 76” e “Winchester 92”, possuíam um sistema mais prático e um carregador mais curto, mas em aço. O modelo “Winchester 94” tornou-se a arma de maior sucesso da indústria bélica Americana.
Wind Broken – Termo usado para indicar um cavalo pequeno.
Winnebagos – Palavra “Sak” = Povo da Água Ruim. Os Ingleses chamavam-nos de = Fedidos. Povo “Sioux” que certa vez vivia ao sul da Green Bay e no lago Winnebago e que hoje se encontra na Reserva de Nebraska. Em 1863 o Governo dos EUA transportou-o de Minnesota ao Missouri. Um Órgão de Informação daquela época, o “Maneypenny, our Indian Wards” escreveu, em 1863: “Eles foram transportados em um navio a vapor, ao relento, somando 1.900 almas. Recebiam o alimento como pão endurecido e carne de porco estragada. Não era dado café, açúcar nem verduras. Assim espremidos, na viagem para St. Joseph eles foram contaminados pela disenteria e febre. Após alguns dias o total de mortos passava de 150 pessoas. Não existia ali nenhum médico que cuidasse deles, somente soldados, com suas armas carregadas, e limitavam-se a jogar os cadáveres no rio”.
Winnetou – Herói Indígena de muitos contos do escritor Alemão Karl May. O nome é derivado, provavelmente, do dialecto “Shoshone” (Win-tu = o Homem). A descrição de Karl May desse “Cacique dos Apaches” tem muito pouco a ver com a realidade histórica. Os “Apaches” não eram um povo, mas somente uma família linguística, a qual era composta de inúmeros bandos e hordas, que não tinham nenhuma ligação entre eles, mas vagavam sem destino através do deserto. Figuras de Caciques autocráticos eram desconhecidas. Os Caciques dos bandos baseavam-se em plebiscitos quotidianos. Do ponto de vista físico os “Apaches” eram pequenos, entroncados, com os ombros estreitos e o ventre proeminente. A excepção foi “Mangas Coloradas”, o Cacique que teria 2 metros de altura. Falsa historicamente é também a descrição dos “Apaches” como um Povo de Cavaleiros. Eram nómadas do deserto e preferiam comer os cavalos que cavalgá-los. Analogamente, os “Apaches” da realidade histórica desprezavam também os “Tomahawks” e a lança de guerra, usando como arma a clava pré-histórica consistente, feita com raízes robustas e com sua extremidade grossa e redonda. Se pretendermos procurar uma vaga semelhança histórica com a figura autocrática do Heroísmo “Winnetou”, nós poderíamos levar em consideração ao máximo então, os “Cheyennes” do norte ou os “Sioux”.
Wohaw – Palavra Indígena para indicar os bovinos. Ela derivava dos gritos de comando do gado, para os quais: “Wouuuh!”, significava (Alto!) e “Haaawwwh!”, significava (Adiante!). Os Índios, que pretendiam os bovinos das boiadas de passagem, cavalgavam até encontrarem-se diante ao chefe do gado, levantava a mão esquerda e indicavam o gado; para cada 10 cabeças recebidas diziam uma vez: “Wohaw!”.
Wrangler – Cowboy para o qual era confiada uma “Remuda” de cavalos de reserva, aos quais deveria aguardar. Era seu dever, durante o recolhimento e a transferência do gado, cuidar que os cavalos estivessem sempre juntos e sempre prontos para a troca.
Wring Tail – Termo indicativo para um cavalo que, nervosamente, agita sua cauda para cima e para baixo, de um lado para o outro. Para o cowboy isso era a certeza que o cavalo estava com alguma dor. Ou foram chicoteados, ou esporas foram usadas cruelmente, talvez até o cabresto muito apertado.
* Caricatura: Fred Macêdo
* Edição, revisão e adaptação portuguesa: José Carlos Francisco
Por Adriano Rodrigues Rainho
Olá, amigos Texianos!
Peço que prestigiem esta grande Palestra/Debate que será realizada no dia 19 de de Maio no Museu de Belas Artes de São Paulo às 14.00 horas.

Palestra/Debate:
Os Quadrinhos Italianos – Um Tributo a Sergio Bonelli
Data 19 de Maio de 2012 – Horário: 14:00 horas
Entrada Gratuita
Local: MUBA – Museu de Belas Artes
Endereço: R. Dr. Álvaro Alvim, 76/Vila Mariana – Sul – São Paulo (SP)
Participantes: Sidney Gusman, Adriano Rodrigues Rainho, Álvaro de Moya e Gervásio Santana de Freitas

– Nesta palestra será homenageado o Grande Sergio Bonelli e depois serão debatidos temas sobre os Quadrinhos Italianos, sua importância no Brasil e também como podemos contribuir para que ocorra uma maior divulgação para as novas gerações de leitores.
– Todos que comparecerem receberão de presente o belo convite (mostrado acima) autografado pelos oradores; será uma linda recordação e também um item único de coleccionador.
– Estaremos também fornecendo como brindes várias revistas antigas de Tex e de outras personagens Bonelli para quem participar fazendo perguntas interessantes na palestra.
O Auditório do Museu de Belas Artes de São Paulo tem capacidade para 150 lugares. Vamos encher este auditório de gente que gosta de Tex Willer e também de todas as outras personagens Bonelli.
Esta palestra faz parte da Grande Exposição Quadrinhos `51 onde inclusive existe um espaço Tributo a Sergio Bonelli que pode ser visitado diariamente onde são exibidos alguns itens raros de Tex brasileiros e italianos!!! Não perca!!
Visitação: 22 de Março a 26 de Maio de 2012; segunda a sexta, das 10h às 20h e sábados, das 10h às 16h (fechado aos domingos e feriados)
Por José Carlos Francisco
Depois de quase dois anos é chegado de novo o momento do blogue português do Tex fazer um novo ponto da situação sobre o estado de produção das 35 histórias de Tex em curso na Itália, com base nas informações de que dispomos nesta data, portanto vamos a isso, falando de cada história em produção, agrupando-as por argumentistas:
Mauro Boselli“La cavalcata del morto”
Texone – 224 páginas
Data de publicação: Junho de 2012.
Estado: Roteiro terminado; desenhos terminados
Argumento: Uma maldição… um misterioso fantasma sem cabeça está a levar a cabo uma horrível vingança contra aqueles que o mataram há vinte anos atrás. Tex e os seus pards, ajudados por El Morisco tentam pará-lo a todo o custo.
“Eagle Pass“ (título provisório)
Texone – 224 páginas
Data provável de publicação: Junho de 2013
Estado: Roteiro em curso; desenhos em torno da página 104. Tempo estimado de conclusão: Primavera de 2013
Argumento: Uma evasão da prisão de Tucson e uma longa perseguição caracterizada por uma sucessão de emboscadas e tiroteios…
“Oregon Trail“ (título provisório)
Texone – 224 páginas
Data provável de publicação: Junho de 2014
Estado: Roteiro em curso; desenhos em torno da página 115. Tempo estimado de conclusão: Início de 2013
Argumento: Uma história épica de caravanas e pioneiros, em viagem rumo ao Oeste, com a participação dos 4 pards!
“Alaska” (título provisório)
Maxi Tex – 332 páginas
Data provável de publicação: Outubro de 2013
Estado: Roteiro terminado; desenhos terminados
Argumento: Uma inspiradíssima sequela da histórica aventura intitulada “Nei territori del Nord Ovest” (no Brasil – Tex Anual nº 4 “Território Selvagem“). É provável o retorno de alguns amigos de Tex (que será acompanhado nesta aventura por Kit Carson) como por exemplo Jim Brandon e Gros Jean, assim como quase certamente de Kathy Dawn.
“Il fuorilegge” (título provisório)
Almanacco del West – 110 páginas
Data provável de publicação: Janeiro de 2013 ou Janeiro de 2014
Estado: Roteiro terminado; desenhos terminados
Argumento: História com a participação de Tex, Kit Carson e Jack Tigre às voltas com um fora-da-lei.
Título desconhecido
Almanacco del West – 110 páginas
Data provável de publicação: Janeiro de 2015
Estado: Roteiro em curso; desenhos em curso. Tempo estimado de conclusão: Primavera de 2013
Argumento: Nenhuma notícia sobre o mesmo.
Título desconhecido
Color Tex – 160 páginas
Data de publicação: Agosto de 2013
Estado: Roteiro em curso; desenhos em torno da página 70. Tempo estimado de conclusão: Verão de 2012
Argumento: Uma história ambientada na região montanhosa entre o Utah e o Colorado.
“Delta Queen” (título provisório)
Color Tex – 160 páginas
Data de publicação: Agosto de 2014
Estado: Roteiro em curso; desenhos em torno da página 29. Tempo estimado de conclusão: Primavera de 2013
Argumento: Uma história com a participação dos 4 pards, ambientada no Sul dos Estados Unidos, mais precisamente na Louisiana entre Natchez e Baton Rouge, entre pântanos e barcaças que sobem o rio Mississipi. Entre as personagens encontraremos índios cajun e uma interessante figura feminina.
Título desconhecido
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Início de 2013
Estado: Roteiro em curso; desenhos em torno da página 145. Tempo estimado de conclusão: Verão de 2012
Argumento: Um western mais ou menos clássico, com Tex, Carson e um coadjuvante histórico da série, criado por G. L. Bonelli.
“Tonto Creek” (título provisório)
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Verão de 2013
Estado: Roteiro em curso; desenhos por volta da página 140. Tempo estimado de conclusão: Final de 2012
Argumento: Nesta aventura veremos Kit Carson e Kit Willer ao lado de Tex. Presente também uma personagem feminina que… deve envolver Kit Willer.
Título desconhecido
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Verão de 2013
Estado: Roteiro em curso; desenhos em curso. Tempo estimado de conclusão: Início de 2013
Argumento: Entre as personagens da história teremos a família Driscoll, composta pelo pai e pela filha Beth de 15 anos, que cuidará de Kit Willer, ligeiramente ferido após um tiroteio nas páginas iniciais da história.
“Messico e polvere” (título provisório)
Série regular – 330 páginas
Data provável de publicação: Final de 2013
Estado: Roteiro em curso; desenhos em torno da página 80. Tempo estimado de conclusão: Verão de 2013
Argumento: Uma história de três álbuns com ambientação mexicana.
Título desconhecido
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Primavera de 2014
Estado: Roteiro em curso; desenhos em curso. Tempo estimado de conclusão: Verão de 2013
Argumento: História misteriosa.
Título desconhecido
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Primavera/Verão de 2014
Estado: Roteiro em curso; Desenhos em curso. Tempo estimado de conclusão: Final de 2013
Argumento: Uma história que verá o retorno de Durango, o jovem pistoleiro visto em “Terras Malditas” (Tex brasileiro nº 476). Com ele deverá retornar também um outro criminoso de precedentes histórias de Mauro Boselli: Kid Rodelo?
Título desconhecido
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Final de 2014/Início de 2015
Estado: Roteiro em curso; desenhos a iniciar brevemente.
Argumento: Tex a solo, numa história inicialmente destinada para o Tex Gigante que Massimo Carnevale abandonou após algumas páginas desenhadas.
Tito Faraci“I letti di lava” (título provisório)
Texone – 224 páginas
Data provável de publicação: Junho de 2015
Estado: Roteiro em curso; desenhos em curso. Tempo estimado de conclusão: Primavera de 2014
Argumento: De uma ideia de Sergio Bonelli, a história é inspirada na figura do líder Modoc Captain Jack que durante os anos 1872/73 liderou uma série de campanhas contra o exército dos Estados Unidos, conhecidas pelo nome “Lava Beds war”, teatro de batalhas do território localizado no sul do Oregon até aos confins com a Califórnia.
“La legge di Starkey“(título provisório)
Maxi Tex – 332 páginas
Data de publicação: Outubro de 2012
Estado: Roteiro terminado; desenhos terminados.
Argumento: Um xerife de métodos duros, Starkey, domina uma cidade. Tex a solo, naquela que será muito provavelmente a última história de Tex desenhada por Repetto.
Título desconhecido
Almanacco del West – 110 páginas
Data provável de publicação: Janeiro de 2013 ou Janeiro de 2014
Estado: Roteiro terminado; desenhos terminados.
Argumento: Nenhuma informação disponível sobre o argumento desta história.
Título desconhecido
Color Tex – 160 páginas
Data provável de publicação: Agosto de 2016
Estado: Roteiro em curso; desenhos em curso. Tempo estimado de conclusão: Final de 2012
Argumento: Nenhuma informação disponível sobre o argumento desta história.
Título desconhecido
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Setembro e Outubro de 2012
Estado: Roteiro terminado; desenhos terminados.
Argumento: A história tem como ambientação a Califórnia e verá Tex como vítima de uma feroz caça ao homem.
Título desconhecido
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Verão de 2013
Estado: Roteiro em curso; desenhos em curso. Tempo estimado de conclusão: Primavera de 2013
Argumento: História com ambientação citadina.
Título desconhecido
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Primavera/Verão de 2013
Estado: Roteiro em curso; desenhos em curso. Tempo estimado de conclusão: Verão de 2012
Argumento: Uma aventura que tem como teatro a região de fronteira entre o Texas e o México. Na base, uma intriga com algumas conotações em estilo policial. Tex tem ao seu lado o imutável Carson. No conjunto, um roteiro texiano clássico.
Título desconhecido
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Primavera/Verão de 2013
Estado: Roteiro em curso; desenhos prestes a finalizar. Tempo estimado de conclusão: Primavera de 2012
Argumento: Um western com Tex e Jack Tigre lutando com bandidos e índios. Entre os ingredientes da história, uma invasão.
“Nodo scorsoio” (titúlo provisório)
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Final de 2013
Estado: Roteiro em curso; desenhos em curso. Tempo estimado de conclusão: Início de 2013
Argumento: História que contará com a presença de Kit Carson ao lado de Tex.
“Tiro incrociato“(titúlo provisório)
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Verão/Outono de 2014
Estado: Roteiro e desenhos parados na página 68. Tempo estimado de conclusão: Fim de 2013
Argumento: História invernal ambientada nas florestas do Colorado, com uma espécie de caça ao homem que envolverá Tex, Carson, a cavalaria e os índios Utes.
Título desconhecido
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Em 2015
Estado: Roteiro em curso; desenhos em curso. Tempo estimado de conclusão: Verão de 2014
Argumento: História com a presença dos quatro pards.
Pasquale RujuTítulo desconhecido
Maxi Tex – 330 páginas
Data provável de publicação: Outubro de 2014
Estado: Roteiro em curso; desenhos em torno da página 140. Tempo estimado de conclusão: Início de 2013
Argumento: História que inicia com a dupla Tex e Jack Tigre, aos quais juntam-se mais tarde Kit Carson e Kit Willer…
Título desconhecido
Almanacco del West – 110 páginas
Data provável de publicação: Janeiro de 2016
Estado: Roteiro em curso; desenhos em curso.
Argumento: Nenhuma notícia sobre o mesmo.
“Il mistero del lago” (título provisório)
Color Tex – 160 páginas
Data de publicação: Agosto de 2012
Estado: Roteiro terminado; desenhos terminados
Argumento: Tex e Carson, na companhia de Gros-Jean, numa história ambientada no Canadá. Grandes lagos, florestas, superstições e mistérios…
Título desconhecido
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Julho e Agosto de 2012
Estado: Roteiro terminado; desenhos terminados
Argumento: Clássica história com a caça de Tex e Carson para além do Rio Grande a um jovem pistoleiro apache.
Título desconhecido
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Novembro e Dezembro de 2013
Estado: Roteiro em curso; desenhos em curso. Tempo estimado de conclusão: Verão de 2012
Argumento: Presentes todos os quatro pards. A ambientação decorre na pequena comunidade de Santa Esperanza com o seu sacerdote de passado obscuro.
Título desconhecido
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: 2015
Estado: Roteiro em curso; desenhos em curso.
Argumento: Nenhuma informação disponível.
“Inferno bianco” (titúlo provisório)
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Inverno de 2013
Estado: Roteiro terminado; desenhos em torno da página 145. Tempo estimado de conclusão: Verão de 2012
Argumento: Uma aventura ambientada nos esplêndidos cenários das Montanhas Rochosas, nas neves dos montes San Juan, no Colorado. Entre os coadjuvantes, os índios Utes.
Gianfranco Manfredi“Morti e sepolti” (título provisório)
Série regular – 220 páginas
Data provável de publicação: Primavera/Verão de 2014
Estado: Roteiro em curso; desenhos em curso. Tempo estimado de conclusão: Final de 2013
Argumento: Um western clássico, ambientado numa pequena cidade do Texas, onde Tex e Carson têm que cumprir a lei de todas as maneiras possíveis…
Título desconhecido
Color Tex – 160 páginas
Data provável de publicação: Agosto de 2015
Estado: Roteiro em torno da página 70; desenhos iniciados recentemente.
Argumento: Os quatro pards estarão envolvidos numa história de vingança e justiça, forçados a lutar contra o tempo para salvar uma família na mira de bandidos sem escrúpulos.
Por Ezequiel Guimarães
Em um grande número de situações, a mídia impressa só publica algo de pessoas públicas (no nosso caso, quem trabalha com quadradinhos), quando essa pessoa morre (aliás, isso também é comum em vários outros segmentos de mercado). É uma homenagem póstuma, e fala-se sobre a trajectória, curiosidades, vida pessoal, e alguns dados sobre a vida do profissional (conforme o tamanho do espaço disponível permitir – em muitos casos são só pequenas notas).
Mas porque não falar, não homenagear ainda em vida? Porque essa atracção mórbida pelos que fizeram o grande salto, a grande passagem? Porque só nesse momento surge o interesse por falar da pessoa pública?
Pensando nisso, decidi sugerir na pauta da revista MUNDO DOS SUPER-HERÓIS, na secção Mundo Bonelli, uma homenagem a grandes texianos que estão vivos (e muito bem vivos). E nesta edição sugeri uma pessoa que admiro muito: Júlio Schneider (não que eu não admire outros profissionais ligados a Tex em língua portuguesa, ou pessoas públicas que muito ajudam a divulgar Tex e os bonellianos, como Dorival Vítor Lopes, Marcos Maldonado, Paulo Guanaes, Gervásio Santana de Freitas, G.G. Carsan, José Carlos Francisco, Adriano Rainho, e tantos outros grandes batalhadores da causa texiana/bonelliana, que eu ocuparia aqui várias linhas citando a todos – e ainda correria o risco de esquecer de algum). Admiro a todos pelo esforço e dedicação, mas, infelizmente, cada edição da MUNDO só pode contar com um profissional abordado.
Na nova edição da revista MUNDO DOS SUPER-HERÓIS, a número 33, que já está em pré-lançamento, temos uma homenagem ao grande texiano Júlio. Das brincadeiras do arco-e-flecha na infância na cidade de Campo Grande, Estado de Mato Grosso do Sul (com Tex nº. 1 “encostado” no canto, pois ele ainda não havia “descoberto” o personagem), até à cidade de Milão na Itália, momentos gloriosos são citados. Até o momento da despedida do grande e inesquecível editor/roteirista “pai” de Zagor e Mister No, Sergio Bonelli, registada numa foto profética e comovente.
Júlio é um exemplo de profissional dedicado e que comprova que você pode correr atrás dos seus sonhos, e não ficar parado, pois aí não acontecerá nada. E realizou o sonho de trabalhar com suas amadas revistas e personagens de banda desenhada, sonho que milhares de fãs de quadradinhos ao redor do mundo têm, mas pouquíssimos conseguem realizá-lo.
Meu primeiro contacto com Júlio foi através de Tex, onde demonstrava (e ainda demonstra), sua extrema competência profissional nas traduções e nos fantásticos artigos texianos (e bonellianos) que escreve com muita propriedade (já se tornou o principal articulista sobre quadradinhos bonellianos em língua portuguesa, e seus textos são um atractivo a mais em diversas edições texianas e bonellianas). A partir daí meus primeiros contactos pessoais com ele foram via e-mail, onde pude começar a conhecer seu lado humano, onde destaca-se uma extrema simpatia e atenção aos fãs de Águia da Noite e Rifle Comprido.
Muitos profissionais dos quadradinhos são simpáticos em linhas digitadas e já não o são “ao vivo e a cores” quando são encontrados. Mas no meu primeiro contacto pessoal presencial com Júlio, que ocorreu no excelente evento Gibicon, no ano passado, na aprazível cidade de Curitiba (cidade onde o tradutor e articulista vive), mesmo entre tantos afazeres e pessoas para atender, ele foi novamente extremamente simpático e atencioso. O que voltou a se repetir em outro grande evento texiano, o maravilhoso Tex 500 Brasil, também no ano passado, que ocorreu na cidade de Santo André, Estado de São Paulo (evento magistralmente organizado por outro grande texiano, o amigo Adriano Rainho).
Agora só falta os fãs texianos aguardarem dois livros de Júlio: sua autobiografia (que com certeza terá muitas coisas interessantes para nos contar, já que as suas actividades e trajectória quadrinhística são riquíssimas em situações curiosas e interessantes) e seu livro com seus informativos e belíssimos textos texianos e bonellianos compilados (inclusive com textos adicionais inéditos, para não dizerem que é apenas “repeteco”, pois já leram tudo nas várias séries de Tex e outras personagens bonellianas). Bem, ele não falou nada desses livros, mas eu já sugeri, pois sei que é o desejo de muitos texianos.
Esperamos que ele nos dê ouvidos!
Voltando à revista MUNDO DOS SUPER-HERÓIS nº. 33 temos muitas outras matérias interessantes, dentre as quais, destacam-se :
– O filme do ano: Vingadores – os principais detalhes dos bastidores da mega produção; roteiro – que é altamente influenciado pelos quadradinhos, em especial nas cenas de acção; os efeitos especiais, figurinos e cenas de destruição impressionam. Tudo é fiel aos quadradinhos, pelo menos do universo Ultimate…; elenco; muitas curiosidades; a origem dos heróis; e muito mais em maravilhosas 23 páginas.
– Will Eisner – a vida do mestre quadrinhista que inovou a narrativa e revolucionou as BDs.
– The Big Bang Theory – as muitas referências da cultura pop da mais badalada série de TV do momento.
– Super-heróis da Bloch – as revistas que causaram ódio e paixão em milhares de fãs. Poucas editoras de quadradinhos foram tão polémicas. Saiba porquê.
– MIB 3 – tudo sobre o novo filme e a carreira dos caçadores de ETs.
– Novidades – Thundercats e as novas colecções anunciadas na Abrin 2012.
E ainda os pósters:
Lado A: Cena do filme
Lado B: Linha do tempo Vingadores nas gibis
Tudo isso, e muito, muito mais!
Não deixe de adquirir o seu exemplar!
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)