Tributo a Sergio Bonelli no evento Quadrinhos ´51

Por Ezequiel Guimarães (texto e fotos) e Luciana (fotos)

A paixão e obstinação do super-fã Adriano Rainho, traz novamente, após quase dois anos, o granítico Ranger Tex Willer de volta a São Paulo, agora no MUBA.

* Fãs de quadradinhos prestam tributo ao mítico editor italiano Sergio Bonelli, com exposição e palestra (palestra/debate durante 3 horas !!!!).

* Ícone dos quadradinhos brasileiros, Álvaro de Moya compõe a mesa palestrante ao lado do egrégio jornalista Sidney Gusman, e do incansável texiano Gervásio de Freitas.

* Gonçalo Jr. , admirável jornalista-escritor, e Bira Dantas, consagrado caricaturista,  são especiais ouvintes na plateia e interagem com os palestrantes!!!.

* Gervásio divulga com exclusividade o provável nome do novo livro do “Tex brasileiro” G.G. Carsan, anuncia data de lançamento, e desafia em público Gonçalo Jr.!!!.

* Homenagem a Sergio Bonelli de Maurício de Souza foi ideia de Gusman.

* Demian pode chegar ao Brasil em 2013.

O dia: 19 de Maio. A hora: 14:00 hs. O local: Auditório da Escola de Belas Artes, na Rua Dr. Álvaro Alvim, nº. 76 na Vila Mariana, na cinzenta metrópole brasileira de  São Paulo. É o ápice do mais recente evento texiano na terra das corrupções que Cabral descobriu. Nesse horário começa a palestra/debate em homenagem ao último grande editor de quadradinhos a seguir para as pradarias de Manitu: o excepcionalmente talentoso Sergio Bonelli. Editor no sentido antigo da palavra, aquele que realmente fazia toda a edição e era o centro da editora que comandava. Algo que não existe mais, na era comandada por megas-corporações chefiadas por grupos de executivos, que na maioria das vezes visam apenas o aumento do lucro incessante, em detrimento da qualidade de roteiros ou desenhos.

A intensa palestra durou 3 horas!!! E fez parte de um ciclo de palestras inseridas no evento “Exposição Quadrinhos ´51” (a relação das palestras consta no final dessa matéria). Além das interessantes palestras, o evento consta com exposições de várias publicações raríssimas e muitos originais de artistas brasileiros e do resto do mundo dos anos 50, 60 e 70. Muitos originais estão com marcas do tempo e alguns têm colagens e até instruções para impressão, e dão uma mostra clara de como era produzir quadradinhos naquela época, e também mostram a técnica de cada desenhador (dentro da exposição consta também a parte texiana em tributo a Sergio Bonelli). Essa exposição ocorre de 22 de Março a 26 de Maio no Museu Belas Artes de São Paulo (MuBA).

O motivo principal dessa “ Exposição Quadrinhos ´51 “, é homenagear os grandes artistas do desenho de Histórias em Quadradinhos, do período que abrange as décadas de 40 a 70 do século passado (o XX), e relembrar aquela que é considerada a primeira exposição didáctica internacional de Histórias em Quadrinhos do mundo, organizada em São Paulo, no ano de 1951 por Jayme Cortez, Miguel Penteado, Álvaro de Moya, Syllas Roberg e Reinaldo de Oliveira.

Nesta exposição, quem comparece vê artes-finais de Jayme Cortez, Gutemberg, Álvaro de Moya, Primaggio, Shimamoto, André Le Blanc, Antonino Homobono Balieiro, Rodolfo Zalla, José Lanzelotti, Miguel Penteado, Izomar, Rubens Cordeiro, entre outros grandes mestres brasileiros do desenho. Também há para o público se deliciar, originais de gigantes estrangeiros como Will Eisner, Jerry Robinson, Jim Davis, Mort Walker, Leonard Starr e Serpieri.

Muitas publicações raríssimas de incalculável valor financeiro e histórico também são exibidas ao público: O Pato Donald, n°1; Pererê, n°1, do Ziraldo; O Tico-Tico; O Globo Juvenil, de 1949; The Spirit and Ebony, número 16, de 1949, de Will Eisner; Revista Mad número 11, de 1954; El Corazón Delator, adaptação de Breccia em formato gigante da obra de Edgar Alan Poe; Raimundo, o Cangaceiro, números 1 e 2, de José Lanzellotti; História do Além e Histórias Macabras, ambas número 1 e editadas por Jayme Cortez; Edição Maravilhosa, da Ebal; revistas número 1 da Turma da Mônica editadas na Europa, entre outras publicações.

A parte texiana da exposição, é um tributo a Sergio Bonelli, e consta com belíssimas estatuetas e vários Tex da monumental colecção de Adriano Rainho, um dos maiores coleccionadores texianos, não só das Américas, mas também do mundo. O raríssimo Almanaque Buffalo Bill 1956,  o valiosíssimo Tex nº. 1 da 1a edição da Vecchi, vários Tex no formato “talão de cheques”, tanto de edições brasileiras como italianas, além de diversas outras publicações texianas italianas, estiveram presentes na bela exposição.


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Após apreciarem a magnífica exposição, os visitantes dirigiram-se para o Auditório da Escola de Belas Artes, onde ocorreu a palestra/debate texiana (que é citada no início deste texto). A palestra foi mediada pelo obstinado fã e grande coleccionador Adriano Rainho, que ao ser convidado para integrar a Exposição Quadinhos ´51, com itens raríssimos de sua valiosíssima colecção, colocou mais uma vez a paixão por Tex em primeiro plano, e negociou a participação texiana no evento. Graças à persistência dele, acabamos por ter Tex inserido neste evento. E inserido duplamente: tanto na exposição, como no ciclo de palestras. Em ambos os casos o tema é: Um tributo a Sergio Bonelli.

Adriano Rainho vem se notabilizando por organizar eventos texianos em solo bandeirante (sempre apoiado e incentivado pela sua simpática e bela esposa Élguima), já que foi dele também a ideia e organização do aclamado evento TEX 500 BRASIL que ocorreu em Santo André (cidade onde reside) em 2011, e que comemorou à época, a 500a. edição brasileira da série regular do justiceiro mais temido do Oeste, Tex!!! E agora, Rainho está por trás da volta de Tex à cidade de São Paulo, após quase dois anos do Ranger ter aportado por lá (a última vez que o herói bonelliano esteve na capital paulista foi em 2010 na FestComix).

Francisco Ucha, curador da mostra, fez a abertura, e passou para o texiano Adriano Rainho, que fez o discurso inicial, e as apresentações da mesa de palestrantes e os agradecimentos de praxe (um facto interessante que Adriano citou foi que voltou a ler Tex em 2003, graças ao Portal TexBR).

A mesa de palestrantes foi composta por grandes personalidades do mundo quadrinhístico:
Álvaro de Moya – Monstro sagrado do quadradinho brasileiro; jornalista, escritor, produtor, ilustrador e director de televisão. É considerado por muitos como o maior especialista em histórias em quadradinhos do Brasil.
Sidney Gusman – editor do Universo HQ e responsável pelo Planeamento Editorial da Mauricio de Sousa Produções.
Gervásio Santana de Freitas – criador e principal gestor do maior Portal-Internet em língua portuguesa sobre quadradinhos italianos, o excepcional Portal TexBR.

Rainho leu um emocionado depoimento sobre Sergio Bonelli, enviado de Portugal pelo Representante da Mythos (e um dos maiores coleccionadores de Tex do mundo), José Carlos Pereira Francisco, co-criador deste blogue e seu principal gestor, sobre o saudoso amigo Bonelli.

Em seguida, iniciou-se a palestra/debate propriamente dita (que foi transmitida ao vivo pela Internet, via Twitter), e que foi mediada por Adriano Rainho de forma criativa e inteligente. Ele citava interessantes perguntas pré-formatadas para a mesa dos participantes, que brindavam a plateia com interessantes respostas dos bastidores do mundo dos quadradinhos, enquanto slides passavam na tela central do auditório, dando destaque ao homenageado Sergio Bonelli.

As principais perguntas (entre outras) para a mesa de palestrantes foram:
– Qual é a sua visão sobre o mestre Sergio Bonelli, falando também sobre a sua importância para os quadradinhos italianos.
– Após o falecimento de Sergio Bonelli, como você analisa o rumo que será tomado em relação ao futuro dos quadradinhos Bonelli que são publicados na Itália e também no Brasil pela Mythos Editora.
– O que pode ser feito, para captar as novas gerações, não só dentro do mundo Bonelli.
– Está chegando ao fim Mágico Vento, o que vocês acham que virá. Novas séries?

Gervásio, Gusman e Moya discorreram sobre as questões com interessantes respostas, inclusive com Gusman citando várias histórias acerca de Sergio Bonelli, e Moya citando bastidores de sua longa carreira no mundo dos quadradinhos.

Gervásio explanou sobre os motivos do evento, e o que significou o evento de 1951. Comentou que a BD mais antiga de aventura do mundo é brasileira: Zé Caipora, de 1883!!! Frisou que Quadradinhos são magia e diversão, que nos trazem entretenimento. Explicou sobre a criação de Mister NO, e onde Sergio se inspirou ao criá-lo: em suas andanças (viagens) pelo Brasil.

O gestor do magnífico Portal TexBR, expôs que tinha medo que os quadradinhos bonellianos acabassem quando Sergio partisse, mas vê que a editora está muito bem estruturada, e acredita que vai continuar e com excelentes roteiros. E lembrou que os roteiros e os desenhos para serem desenvolvidos na SBE, têm muita, mas muita pesquisa por parte dos autores.

E tem muito optimismo, achando até que, extra-oficialmente falando, Demian, uma máxi-série de 18 volumes, que alcançou grande sucesso na Itália, deve chegar ao Brasil em 2013.

Comentou que o calcanhar de Aquiles dos quadradinhos no Brasil é a distribuição extremamente deficiente que existe actualmente, e que em alguns lugares nesse vasto território continental, essa distribuição praticamente nem existe.

O renomado jornalista Sidney Gusman narrou algumas de suas viagens a Itália, e relembrou muitos casos que viveu ao lado do mítico editor Sergio Bonelli, alguns curiosos e até engraçados. Num desses contou quando após um cinema e uma pizza, saíram na “porrada” com outro italiano por causa de uma questão de trânsito. E quando foi bem recebido pelas Editoras Italianas, estranhando a recepção e a quantidade de brindes de lhe foram oferecidos; só mais tarde ao saber que Sergio havia ligado a todos os editores avisando que um amigo iria visitá-los, entendeu o porquê da calorosa recepção.

Conforme Gusman, Sergio não se preocupava em fazer quadradinhos que eram taxados de “populares”. Disse que o editor milanês recebia propostas (uma a duas por ano) de compra de sua editora por grandes grupos italianos, mas que sempre recusava, e que se preocupava até com a manutenção do emprego dos mais velhos colaboradores. Gusman conta que nos 17 dias que passou ao lado de Sergio Bonelli na SBE, aprendeu mais sobre edição de quadradinhos, do que no período que passou na Faculdade, pois ele era um editor completo.

Relembrou de quando recebia ligações de Sergio para que ele o ajudasse a “traduzir” o Angeli para o italiano, e que sempre ocorriam diálogos engraçados entre ambos. E de quando Sergio esteve no garimpo de Serra Pelada e encontrou um sujeito lendo Tex; ao contar que era ele quem fazia a revista, esse não acreditou. Teve que mostrar os seus documentos para provar quem era. Ao fazer isso, causou o maior reboliço, virando “rei” no local.

Outra curiosidade citada por ele, é que durante muito tempo, Sergio Bonelli publicou no Brasil sem receber direitos, somente os royalties do que vendesse, e que é algo incomum nesse segmento de mercado. Outra curiosidade que comentou foi que, a bela homenagem de Maurício de Souza por ocasião do falecimento de Sergio Bonelli em 2011, foi uma solicitação sua, a qual Maurício prontamente atendeu – e que se já se tornou uma imagem histórica: as personagens da Turma da Mônica personificando vários heróis da Casa Bonelli.

Sidney também comentou que Davide Bonelli não é fã de quadradinhos, mas foi muito bem orientado para comandar a SBE (Sergio Bonelli Editore), e ele, Sidney, vê de uma maneira positiva o futuro da editora. Pois ela está baseada em excelentes desenhadores (citou que não há UM desenhador sequer que pode ser chamado de ruim), e também é alicerçada com excelentes roteiristas que pesquisam exaustivamente antes de escreverem qualquer coisa. Como exemplo citou o monumental Giancarlo Berardi (que ele considera um dos maiores argumentistas/roteiristas do mundo e um poço de cultura), que para criar a grandiosa personagem Júlia (e desenvolver as suas histórias), chegou a frequentar cursos de criminologia, e leu muitos livros sobre o mesmo tema. Como curiosidade citou que o autor italiano desenvolve até oito roteiros ao mesmo tempo, e não sabe o final das histórias, vai desenvolvendo, e o desenhador vai recebendo em partes, e também não sabe o que vai acontecer no decorrer da história. Também comentou que a editora tem criado novos títulos em mini-séries com o objectivo de angariar fãs mais jovens.

Mas quanto a Tex continuar no Brasil, manifestou temer por essa continuação após a morte de Sergio Bonelli (ao compartilhar da mesma opinião de Gonçalo Júnior).

O experiente jornalista também explicou que o trabalho de formiguinha, dos fãs divulgarem boca-a-boca as suas personagens favoritas, é o que realmente expande o universo de leitores, já que os editores nem sempre entram com força e com vontade, quando o objectivo é divulgação. Inclusive comentou que, iniciativas como a publicação de Tex em cores que ocorreu na Itália (em associação com o jornal La Repubblica e a revista L´Espresso), deveriam ser seguidas no Brasil.

Não vê perspectivas de novas séries Bonelli chegarem ao Brasil, mas comenta que outras editoras que não publicam títulos Bonelli no Brasil poderiam, ou melhor, deveriam se interessar em trazer as excelentes séries italianas que não estão hoje em solo tupiniquim.

O monstro sagrado dos quadradinhos brasileiros, Álvaro de Moya, fez a sua participação com várias tiradas inteligentes e irónicas, e frisou que um dos grandes problemas em relação às histórias em quadradinhos é que existe (e sempre existiu) um enorme preconceito contra essa mídia.

Santista fanático comentou que contratou Pelé quando dirigia a TV Excelsior, e que colocou no ar as TVs Bandeirantes, Tupi e Excelsior.

Moya citou casos curiosos que ocorreram em viagens pela Itália, e comentou que Galep visivelmente foi inspirado por Alex Raymond, principalmente Raymond de Jim das Selvas, e não Raymond de Flash Gordon. Lembrou que os italianos tinham muito carinho pela Editora Vecchi, e que Sergio dava muitas revistas para ele. Relembrou que, como é poliglota (fala português, espanhol, italiano, inglês e francês), isso muito o ajudou nos contactos na Europa, e que ele até serviu de intérprete entre diversos profissionais do mundo quadrinhístico, em suas viagens ao velho continente.

E discorreu de, como Sergio expandiu os negócios e tornou-se o maior editor de banda desenhada da Itália, com comprovado sucesso de volumes publicados e sucesso financeiro.

Comentou que todos os desenhadores do Tex são influenciados por Alex Raymond, e que todas as vertentes de quadradinhos no mundo nascem de três norte-americanos: Alex Raymond, Hal Foster e Milton Caniff. “Eles influenciaram desenhadores no mundo inteiro”, disse o velho mestre.

Tivemos duas grandes personalidades na plateia (e que interagiram com os palestrantes): o renomado jornalista Gonçalo Junior, autor do magnífico livro (entre outros belos livros) “O Mocinho do Brasil – A história de um fenômeno editorial chamado Tex”, e o consagrado caricaturista Bira Dantas (muito apreciado pelas suas belas caricaturas, muitas delas também dão um colorido especial às diversas entrevistas dos autores italianos aqui no Blogue do Tex).

Gonçalo Júnior, citou que fez o livro sobre Tex, com a intenção de provocar os diversos desafectos que tem no mundo quadrinhístico, e também porque Tex sofre de muito preconceito no Brasil. Citou que os ditos “especialistas em quadradinhos” sempre desprezaram Tex, e resolveu fazer um livro-reportagem sobre essa personagem que já há muito tempo lia (o primeiro foi Tex 67 – A Vingança dos Tuaregs, quando ele tinha 8 anos).

E teme de Tex não continuar a ser publicado no Brasil após a morte de Sergio Bonelli.

O simpático Bira Dantas citou que Tex é a revista que mais tem em sua gibiteca, e que aprecia muito a criminóloga Júlia, e a arte caricatural magistral de Massimo Bonfatti na grande criação de Claudio Nizzi, Leo Pulp.

E fez uma pergunta muito interessante, que era a possibilidade de um Tex Gigante ter alguma chance de ter algum traço de humor-caricatural algum dia. Os palestrantes responderam que não. Sei que é difícil, praticamente impossível, mas penso ser uma grande ideia que poderia ser aproveitada num Tex especial, fora-de-série.

Quase no final da palestra, Gervásio divulgou em primeira mão que trazia de João Pessoa na Paraíba a informação de que o novíssimo segundo livro do “Tex brasileiro” G.G. Carsan está pronto, só faltando ser impresso!!! E informa a data de lançamento: 30 de Setembro, data que foi escolhido como data nacional de Tex no Brasil (que é a data que ocorreu o lançamento de Tex na Itália, em 1948). E além dessa novidade, anunciou outra: o provável nome do novo livro: “Tex no Brasil – Justiça a qualquer preço”, e citou que escreveu um dos capítulos do livro, onde conta a história do excelente Portal TexBR, que é o paraíso dos apreciadores dos magistrais quadradinhos bonellianos.

Gervásio foi mais longe ainda, e inteligentemente lançou em público um desafio a Gonçalo Júnior: que o jornalista-escritor escreva um 2o livro sobre Tex!!!!

O desafio é muito bom, e a “provocação” (no bom sentido) é porque G.G. Carsan vai lançar o seu segundo livro (o primeiro foi o maravilhoso “Tex no Brasil – O Grande Herói do Faroeste”), E Gonçalo Júnior tem um livro publicado, o excepcional “O Mocinho do Brasil – A história de um fenômeno editorial chamado Tex”. Na verdade Gonçalo tem duas publicações sobre Tex, mas a primeira não é livro, e sim um (belo) álbum (Tex – Edição comemorativa de meio século de aventuras no Brasil). O livro de Gonçalo, é na verdade a versão integral de sua obra que era para ter saído exactamente no lugar desse álbum, mas foi muito cortado por diversas razões, e acabou sendo publicado como álbum.

Esse “desafio” é muito saudável, e, mostra como Gervásio e todos os texianos gostaram e aprovaram o livro de Gonçalo Júnior, pois até querem agora um 2o. livro. Esperamos que o jornalista aceite esse desafio, e breve tenhamos outro livro de Tex (tão interessante quanto o primeiro), num mercado carente sobre esse tipo de produto como o é o mercado tupiniquim.

Finalizando, em um item nessa palestra muitos concordaram: o desenho da obra tem que ser muito bom para atrair o público, mas o texto (argumento/roteiro) é fundamental.

Como Moya comentou:
“Perguntaram para Alfred Hitchcock o que era necessário para fazer um bom filme.
Ele disse:
Good script
Good script
Good script
Frank Sinatra quando davam para ele uma nova música, antes de ouvi-la ele lia a lyrics, para ver se o texto tinha poesia, só depois é que ele ouvia a música.
Texto é fundamental”. E nisso, a SBE tem de sobra em suas publicações (além das belíssimas artes).

O que ficou claramente marcado neste evento nos depoimentos de cada palestrante, no sentimento de cada participante, foi que Sergio Bonelli foi um grande amigo, um grande editor, um grande argumentista, um grande ser humano, preocupado com os outros seres humanos.

Um homem que levou a paixão pelos quadradinhos ao extremo, dedicando dia após dia de sua vida à 9a. Arte que tanto amava, fazendo com que ela atingisse níveis altíssimos de qualidade. Encantando várias gerações de fãs pelo mundo afora. Por tudo isso, jamais será esquecido.

Como bem citou Álvaro de Moya durante a palestra:
“Não concordo com a frase ´ninguém é insubstituível´. Sergio Bonelli é insubstituível”.

Relação do ciclo de palestras do evento “Exposição Quadrinhos ´51”:.

31 de Março – Ainda há preconceito contra os Quadrinhos?
Participantes: Jotabê Medeiros, Álvaro de Moya, Gonçalo Júnior e Francisco Ucha

14 de Abril – Linguagem dos Quadrinhos no Cinema e na TV – Porque a TV brasileira despreza esse filão? Participantes: Celso Sabadin e Walter Negrão

28 de Abril – Os Grandes Mestres e a Produção Editorial dos anos 50 a 70
Primaggio Mantovi e Rodolfo Zalla

5 de Maio – A Ficção Científica nos Quadrinhos
Participantes: Cesar Silva, Roberto Causo e Marcelo Naranjo

12 de Maio – Ângelo Agostini, onde tudo começou
Participantes: Gilberto Maringoni, Gonçalo Júnior e Francisco Ucha

19 de Maio – Os quadrinhos italianos – Um tributo a Sergio Bonelli
Participantes: Sidney Gusman, Gervásio Santana de Freitas,  Álvaro de Moya e Adriano Rodrigues Rainho

26 de Maio – 1951, Uma Exposição Educativa
Participantes: Álvaro de Moya e Maurício Kus
Encerramento com exibição do filme de 1969, História em Quadrinhos, de Rogério Sganzerla e Álvaro de Moya.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

Póster Tex Nuova Ristampa 179

Póster Tex Nuova Ristampa 179

Em mais uma bela ilustração da autoria de Claudio Villa podemos ver Tex Willer entrando em Bannock (uma das muitas inquietantes e melancólicas “ghost towns”, pequenas cidades “fantasma” que abundavam no velho Oeste), debaixo do olhar de uma sentinela pertencente ao Bando dos Inocentes.

Desenho INÉDITO no Brasil e  inspirado na história “Il passato di Carson” de Mauro Boselli e Carlo Marcello (Tex italiano #407 a #409).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

Primeiro grande encontro de fãs brasileiros de Tex poderá ser em Sidrolândia

Fazenda Piana prepara o primeiro grande encontro de fãs de Tex.

Iniciativa apresentada, em Julho de 2011, no blogue português do Tex (e que pode ser vista clicando AQUI!) está ganhando força na imprensa no Centro-Oeste do Brasil conforme se pode constatar lendo o texto publicado no portal sidrolandianews, texto esse que reproduzimos de seguida:

João Batista Piana que recentemente visitou a primeira Convenção Internacional de Quadrinhos de Curitiba, a GIBICON, que contou com a presença dos consagrados desenhadores italianos Fabio Civitelli e Lucio Filippucci, teve não só a oportunidade de conhecer estes Mestres italianos da 9ª Arte, mas sim de conversar com ambos, assim como com Dorival Vitor Lopes e Júlio Schneider, as mais altas individualidades em representação da Mythos Editora presentes no evento, sobre o grandioso projecto que tem em mente e que espera vir a realizar a curto prazo: organizar o primeiro grande encontro de fãs brasileiros de Tex Willer!

João Batista Piana tem 44 anos de idade e com apenas 11 anos já lia as histórias de Tex, daí uma imensa paixão pelo Ranger criado por G. L. Bonelli e A. Galleppini, paixão tão intensa que com a colaboração do seu irmão,   Luiz Carlos Piana também ele um grande fã de Tex, está já a promover (a ideia começou a ser apresentada no Correio do Oeste da edição nº 500 de Tex) um encontro de fãs de Tex. Esse encontro, poderá acontecer na fazenda do seu irmão, a Fazenda Piana em Sidrolândia.

Com capacidade para receber e servir mais de 2.000 pessoas o local é apropriado porque na Fazenda Piana  existem já vários adereços relacionados a Tex, como totens, índios esculpidos em madeira, estando a ser construído no presente 18 tendas de índios semelhantes às que vemos nas revistas do nosso herói.

Segundo João Batista Piana a ideia é reunir o maior número de coleccionadores do Tex e fazer um encontro a carácter, desde a roupa a ser usada, almoço com um suculento bife de dois dedos de altura com uma montanha de batatinhas fritas, cerveja fresca e uma deliciosa torta de maçã. Para o espaço ficar ainda mais a condizer, em breve serão construídas duas casas cenográficas de faroeste.

O local hoje recebe em média 500 a 1000 pessoas nos finais de semana tendo já muitas atracções como por exemplo jacarés, tanques de peixes para pesca, lagoa para banho, tirolesa, tabogã, cachoeira, cavalos, póneis, pista de motocross, pista de rali e muitos outros atractivos.

E nesse dia os funcionários da fazenda estarão todos vestidos de cobóis  e índios, premiando por sua vez os responsáveis do evento, aqueles Texianos que comparecerem melhor trajados, ou seja, vestidos a rigor.

Em resposta, um dos editores da revista Tex, publicou na revista de número 500 “Os Demónios da Noite” que adoraram a ideia e darão total apoio ao encontro, e ainda solicita que seja informado, pois dependendo da agenda também se farão presente a este Primeiro Encontro de Fãs de TEX.

Em Sidrolândia, Jean Silva Machado, um  apaixonado pela Revista TEX, adiantou à nossa reportagem que “este evento será recebido com muita alegria, espero com muita ansiedade por este dia que para mim será um dos melhores já realizado em Sidrolândia“.

Portugal – Edições de Maio

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela LOGISTA PUBLICAÇÕES, para o mês de MAIO de 2012:

TEX 479
O Velho da Meia-Noite
Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Marco Bianchini & Marco Santucci

A investigação conduzida por Tex, Carson, Nat Mac Kennet e o comissário parisiense Henri Carfax enche-se de mistérios e ganha novas reviravoltas, entre tiroteios, passagens secretas e armadilhas. O misterioso fantasma que assombra o quarteirão francês é avistado enquanto vaga pela casa de campo do bibliófilo Robinson, outrora pertencente ao pirata Ténèbres… E um subterrâneo conduz directo à lagoa de Barataria, onde o pirata-alquimista tinha o seu refúgio secreto em uma casa abandonada e em ruínas…
2,90€

TEX  COLEÇÃO 271
Oração Para Um Canalha
Texto: G. L. Bonelli  – Desenhos: Giovanni Ticci

Finalmente os apaches de Cochise, liderados por seu filho Thazay, chegam para livrar Tex, Carson e Kit do assédio na gruta pelos yaquis de Manolo. Liquidada a maioria dos yaquis e os capangas de Paul Balder, agora só resta a Thazay ir em busca de sua sonhada vingança na fazenda do Carniceiro. Porém, o destino conspira para roubar a satisfação dos apaches.
2,90€

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TEX OURO 49
Na Trilha da Vingança
Texto: Claudio Nizzi – Desenhos: Vicenzo Monti

No Arizona, um rapaz é acusado de ter matado Nahomi, a irmã do chefe Apache Hondo. Enfurecido, o cacique foge da reserva de São Carlos e, com o seu bando, passa a caçar o criminoso, que também é perseguido pelo caçador de recompensas Mounty Maker. Para controlar a situação na região, Tex e Carson são chamados pelo xerife da cidade de Catalina. Mas os Rangers logo percebem que antes de tudo precisam descobrir o verdadeiro criminoso e, assim, evitar uma guerra entre índios e soldados.
8,00€

TEX EDIÇÃO EM CORES 12
Sombras de Morte
Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini

Os Estados Unidos da América estão às portas da Guerra Civil. Nesse período a lei do mais forte vai prevalecer e os chacais de duas pernas se aproveitarão para matar e saquear à vontade. Preocupado com isso, o senhor Hovendal, comandante dos Rangers do Texas, reúne os seus homens para que eles, mais do nunca, façam cumprir a lei nos territórios do Oeste. Tex e seus parceiros são destacados para proteger uma caravana que está para ser atacada por renegados brancos e selvagens índios pawnees.
15,00€

ZAGOR 127
A Expedição Boswell
Texto: Moreno Burattini – Desenhos: Rubini

Uma expedição parte do Forte King em direcção às Montanhas Rochosas. Dela fazem parte dois alpinistas experientes: o veterano Jerry Lachman e o rico empresário Norman Boswell, acompanhados pelos três jovens sobrinhos deste último, em sua primeira escalada. O grupo pretende chegar ao topo do monte Leigh, um inviolado gigante de pedra. Para Lachman é a segunda tentativa: anos antes, quando escalavam juntos o mesmo pico, o seu irmão desapareceu em circunstâncias misteriosas e Jerry agora espera achar o seu corpo e reconstruir o que aconteceu. Mas Zagor descobre que alguém está tramando contra a expedição e sai no rasto das carroças junto com Chico.
3,50€

ZAGOR EXTRA 92
O Doutor Knox
Texto: Perniola – Desenhos: Chiarolla

Ao investigar misteriosos sequestros de peles-vermelhas ocorridos na floresta de Darkwood por obra de homens brancos, Zagor chega à casa do doutor Knox, levando um homem ferido pelos índios enfurecidos em busca de vingança. O médico, apesar de ter chegado há pouco tempo à região, é muito estimado pelos moradores do lugar. Mas algo deixa o Espírito da Machadinha com a pulga atrás da orelha.
3,50€

ZAGOR GIGANTE 1
O Castelo no Céu
Texto: Moreno Burattini – Desenhos: Marco Torricelli

Um escritor obcecado por visões que inspiram suas histórias chega a Darkwood convencido de que os factos e as personagens de seus escritos – que antigamente ele acreditava serem fruto de sua fantasia e de seus pesadelos – podem ter correspondência na realidade. E, de facto, criaturas demoníacas começam a espalhar o terror pela floresta e, com sua machadinha, Zagor deve enfrentar a magia de Koontz, um feiticeiro vindo de uma dimensão misteriosa! Uma história completa de magia e bravura, em formato grande.
16,00€

MÁGICO VENTO 113
A Hora dos Canalhas
Texto: Manfredi – Desenhos: Biglia

Numa fazenda isolada na periferia da violenta Deadwood, uma viúva e suas quatro filhas são assaltadas por um impiedoso bando de criminosos que não deixa sobreviventes. O serviço de vigilância da cidade, chefiado pelo poeta-batedor Jack Crawford, chega tarde demais e não faz coisa alguma porque os homens do pequeno destacamento estão todos bêbados. Mas eles afirmam que os autores da chacina eram índios. Ned não acredita nessa versão e, com o amigo Poe, tenta descobrir a verdade. Uma verdade incómoda para todos, que revela um viveiro de segredos inconfessáveis.
4,00€

AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 84
Drama em Alto Mar
Texto: Giancarlo Berardi, De Nardo e Lorenzo Calza – Desenhos: Mario Janni

Júlia finalmente se concedeu uma pausa: um longo e relaxante cruzeiro pelo mar, para deixar longe a tensão e os horrores do seu trabalho quotidiano. Mas a criminóloga de Garden City – irrequieta como sempre – não consegue se entregar ao clima de férias. De forma inesperada, aparece Leo Baxter e envolve-a no que parece ser uma simples investigação de rotina: localizar um casal que partiu para a lua-de-mel num barco à vela e desapareceu de forma misteriosa. Durante as buscas, Júlia e o amigo detective cruzam com um iate parado no meio do mar em razão de uma avaria no motor; tudo parece em ordem, mas há algo de estranho e de suspeito no comportamento dos homens a bordo. Algo de ameaçador parece pronto a explodir.
4,00€