Entrevista com o fã e coleccionador: Elieser Pelutti Estemberg

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Elieser Estemberg: Meu nome é Elieser Pelutti Estemberg, tenho 20 anos, nasci na cidade de Matupá, Estado de Mato Grosso, Brasil. No momento desenho e sou mecânico.

Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada?
Elieser Estemberg: Olha, não me lembro o certo quando comecei a desenhar, mais ou menos entre os 6 e os 8 anos de idade.

Quando descobriu Tex?
Elieser Estemberg: Descobri Tex quando ainda nem sabia ler, comecei a ler para ler Tex.

Porquê esta paixão por Tex?
Elieser Estemberg: Tenho essa paixão desde pequeno, na minha família ler Tex é uma tradição. E por Tex ter me chamado a atenção desde a primeira vez em que o li.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Elieser Estemberg: Gosto do Ranger porque é um herói normal, podemos dizer que é um humano como nós e aí se pode acreditar nos seus feitos heróicos.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Elieser Estemberg: Uma base de 250 revistas.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Elieser Estemberg: Colecciono outras revistas do género, como histórias do Oeste, Mágico Vento, Mister No e outros.

Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir?
Elieser Estemberg: Gostaria de ter um póster em tamanho real ou apenas o Tex Gigante “O cavaleiro solitário“.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Elieser Estemberg: Aprecio muito as histórias “O cavaleiro solitário” e “O trem blindado“, publicada em Tex Anual e o meu desenhador preferido é Claudio Villa, sendo Claudio Nizzi o roteirista mais admirado.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Elieser Estemberg: Agrada-me em Tex o modo como se comporta, ele é um modelo a ser seguido. O que menos me agrada são as histórias em que o Ranger está sozinho, mas faz parte.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Elieser Estemberg: Por ter histórias repletas de aventuras e acção, isso cativa quem é fã do Ranger e do género Western.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Elieser Estemberg: Não costumo encontrar-me com outros coleccionadores, pois na região em que eu moro é difícil conseguir revistas, é raro ouvir-se falar do Tex.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Elieser Estemberg: Espero que o Ranger continue sempre por aí divertindo-nos e defendendo a ordem e a justiça.
Um abraço aos Texianos.

Prezado pard Elieser Pelutti Estemberg, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Tex Willer por Gilberto Queiroz

Por José Carlos Francisco

De Gilberto Queiroz, um apaixonado por banda desenhada que tem actualmente 47 anos e que cresceu lendo Disney, Tarzan, os super-heróis Marvel e DC, e claro, Tex, recebemos uma belíssima ilustração homenageando o nosso Ranger criado por G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini, em 1948.

Na verdade, Gilberto Queiroz era um leitor inconstante, mais ligado no desenho que nas histórias. Ao pegar uma revista, folheava tanto, admirando a arte, que, quando ia realmente ler, já havia perdido um pouco do mistério da descoberta do roteiro. Hoje Gilberto Queiroz já corrigiu esse mau hábito, tentando apreciar cada aventura página a página, e, só depois de tudo, as pausas devidas para apreciação da arte.

Gilberto Queiroz confidenciou-nos ainda que “As revistas da editora Bonelli são as mais interessantes para quem gosta de desenho. O estilo mais clássico seguido por muitos autores, nomeadamente os de Tex, proporcionam muitos momentos de análise e aprendizado. Gosto muito do Ticci, do Civitelli e do Marcello“.

Mas para quem quiser conhecer melhor este fã e admirador de Tex, recomendamos uma visita ao seu blogue de desenho:  http://www.gilbertoqueiroz.blogspot.com/ e claro que visitas e comentários são sempre apreciados por parte de Gilberto Queiroz.

As Leituras do Pedro: Tex Ouro #58 – O homem sem passado

As Leituras do Pedro*

Tex Ouro #58 – O homem sem passado
Claudio Nizzi
(argumento)
Claudio Villa (desenho)
Mythos Editora (Brasil, Janeiro de 2012)
135 x 175 mm, pb, 268 p., brochado
R$ 18,40 / 9,00 €

Resumo

Durante um confronto com um bando de traficantes de armas, Kit é ferido na cabeça e desaparece nas águas de um rio. A partir daí, enquanto Kit Carson e Jack Tigre tentam encontrá-lo – ou pelo menos ao seu cadáver – Tex Willer persegue o chefe do bando com o firme propósito de fazer justiça pelas suas próprias mãos.

Desenvolvimento

Esta história, originalmente publicada em Itália no início de 1997, apresenta algumas curiosidades. Desde logo – como raramente aconteceu em Tex – porque o seu ponto de partida foi uma ideia base do desenhador, depois desenvolvida pelo competente argumentista Claudio Nizzi, um dos mais prolíferos escritores do ranger da Bonelli.


Depois, porque o desenhador tem por nome Claudio Villa, ou seja é o habitual capista da série – o que se reflecte no seu trabalho gráfico nesta banda desenhada. Por isso, plasticamente existem em “O homem sem passado” belíssimas vinhetas (acima da média) e algumas soluções gráficas invulgares na série – embora também seja evidente um menor cuidado nas páginas finais, possivelmente devido ao apertar dos prazos – o que leva a pensar se para ganhar um (renomado) ilustrador não se perdeu um bom autor de quadradinhos porque, de um modo geral, a sequência narrativa e as cenas de acção são bastante ágeis e dinâmicas, com um grande recurso a pontos de vista diferenciados e a grandes planos.


Finalmente, o aspecto mais interessante – tanto para o leitor comum, quanto para os fãs do ranger – é que a história assenta num pressuposto bastante original, o que desde logo a diferencia da longa lista de aventuras do ranger: a perda de memória de Kit Willer, o que – para além funcionar como elemento central, a vários níveis, para o adensar da tensão – lhe vai proporcionar uma vivência diferente – muito marcante – durante dezenas de pranchas (semanas) e conduzirá a história ao (invulgar) momento que a capa de alguma forma antecipa, constituindo-se como o melhor chamariz para o leitor.


É verdade que esse momento chave – no qual a história atinge o seu clímax – acaba por ser algo breve – como tantas vezes acontece em Tex, embora seja legítimo questionar se desta vez poderia ser de outra forma.


No entanto, para além dele, esta longa aventura – como qualquer western que se preza – tem diversas cenas marcantes e o inevitável lote de investigações, confrontos físicos, perseguições e tiroteios que a dotam de um alto ritmo narrativo – o que em combinação com o suspense criado pela sua ideia central e o consequente envolvimento romântico de Kit – lhe conferem as características necessárias para fazer as delícias dos fãs do género e mesmo de alguns mais.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro.

Vinheta INÉDITA da história de Tex que está a ser desenhada por MARIO MILANO

Por José Carlos Francisco

Mario Milano e Sergio Bonelli

Mario Milano (na foto ao lado, acompanhado de Sergio Bonelli) que se estreou em Tex em Outubro de 2006, na edição italiana nº 552, intitulada “Il villaggio assediato“, concluindo a história, escrita por Claudio Nizzi, na edição seguinte (Tex nº 553), “Tiro al bersaglio” (no Brasil, edições nº 456 e 457, “O vilarejo sitiado“), está novamente a desenhar uma história de Tex, tal como ambicionava já em 2009 (“Seria belíssimo reviver a aventura.“) quando nos concedeu uma extensa entrevista onde pudemos ficar a conhecer melhor este conceituado desenhador italiano que não teve dificuldades em desenhar Tex (“Ao contrário, de todas as experiências que tive, foi aquela em que desenhei com maior serenidade. Também no estilo eu senti maior coerência comigo mesmo e com a minha visão dos quadradinhos. Claro que tive de prestar mais atenção a alguns detalhes, mas ao desenhar Tex eu senti-me totalmente à vontade, tudo transcorria tranquilo.), entrevista essa que pode ser lida clicando AQUI!

História essa (com argumento e roteiro de Tito Faraci) que terá 160 páginas e que está destinada para ser publicada a cores num futuro Color Tex, e que o blogue português do Tex tem o privilégio de divulgar, em estreia mundial e num rigoroso exclusivo, a 5ª vinheta da página 18:

Vinheta de Mario Milano para futura edição de Color Tex

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