Emocionante ilustração da autoria de Claudio Villa onde vemos Joseph Manson, mais conhecido como o “chinês”, inconformado com a perda dos seus três companheiros de bando, mortos por Comanches, impelindo violentamente o seu cavalo em direcção ao Ranger Tex Willer, acto tresloucado que levará à sua morte.
DesenhoINÉDITO no Brasil e inspirado na história “Rapina a Little Rock” de G. L . Bonelli e Fernando Fusco (Tex italiano #274 e #275).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)
O blogue do Tex dá hoje a conhecer um programa da TV italiana, mais precisamente do estação televisiva RAI 5, onde o conceituado designer Giulio Iacchetti (nascido em 1966, trabalha na área do design industrial desde 1992. É também professor em muitas universidades e escolas de design na Itália e em outros países. A pesquisa é um grande diferencial de seu trabalho, que, além de fazer parte do acervo permanente do Museum of Modern Art em Nova Iorque, ganhou em 2009 uma individual na Trienal de Milão, intitulada “Giulio Iacchetti. Disobedient Objects”) conta a seu modo a história de Tex Willer e o porquê do seu estrondoso sucesso não só na Itália mas um pouco por todo um mundo através de um depoimento coerente e muito bem “ilustrado” por maravilhosas imagens de Tex Willer e do seu mundo!
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Rosiane Rode: Chamo-me Rosiane Rode, nasci no dia 20 de Agosto de 1980, em Sobradinho/RS – Brasil. Actualmente sou funcionária pública na Prefeitura Municipal de Sobradinho, na área da Assistência Social.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada? Rosiane Rode: O interesse pelas histórias aos quadradinhos nasceu muito cedo, antes mesmo de aprender a ler. Com meus 4 ou 5 anos, já folheava as revistas que meu irmão tinha, imaginando e inventando as histórias.
Quando descobriu Tex? Rosiane Rode: Meu irmão tinha colecções de Tex, Zagor e outras, que ele comprava ou trocava com amigos. Tinha também bolsilivros de faroeste. Lembro que foram as revistas de Tex as primeiras que eu li quando aprendi a ler, e pude conhecer o texto que antes imaginava. Um dia, minha mãe queimou as revistas que ele tinha. Daquelas, consegui salvar duas de Zagor, que tenho até hoje: a número 14 O Inferno dos Vivos e a 16, Guerra, ambas da Vecchi. Tenho um cuidado especial por elas, pois de Zagor foram elas as primeiras que lembro ter lido. Infelizmente, minha mãe queimou algumas raridades, como a número 1 de Tex. Lia também Epopéia Tri, Akim, Fantasma, Judas, Conan, bolsilivros, dentre outras. Posso dizer que o gosto pela leitura e a fascinação sobre história americana do século XIX, desenvolvi lendo histórias aos quadradinhos, em especial as do Tex.
Porquê esta paixão por Tex? Rosiane Rode: Tex proporcionou-me uma infância feliz em meio a índios, cowboys, mocinhos, bandidos, diligências, caravanas… Eu não somente lia as histórias, eu as vivia em minhas saudosas brincadeiras. Passei cerca de 12 anos longe do universo dos quadradinhos, quando em uma viagem de trabalho em 2005, em uma banca de revistas de Porto Alegre/RS, reencontrei as revistas de Tex e decidi começar a minha própria colecção. Hoje é uma válvula de escape da correria do dia a dia, um hobby. O que mais gosto é ficar manuseando as revistas, trocando de lugar na estante, folheando, relendo.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Rosiane Rode: Tex é humano. Retrata um ponto de vista sobre igualdade entre etnias, senso de justiça, e também lealdade para com o povo que o acolheu, bem como aos amigos e isso ao meu ver, é o que o diferencia dos demais, pois podemos facilmente nos identificar com ele. Afora isso, penso que cada personagem do mundo de Tex tem a sua importância. O quarteto de pards sem dúvida nenhuma fazem a diferença, pois cada um deles possui características de protagonismo e ao mesmo tempo de complemento, ao meu ver. Gosto muito das histórias em que os quatro actuam juntos e adoro as tiradas de humor, especialmente com o pessimismo do velho Carson, que já me renderam boas risadas.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Rosiane Rode: Tenho ao todo 242 revistas de Tex, 20 de Zagor, 1 Epopéia Tri, 5 Judas e 53 bolsilivros de faroeste. Todas elas são importantes para mim, mas de Tex, são 3 as que eu mais gosto: a de número 163 O Solitário do Oeste, 164 Selva Cruel da Vecchi e 165 O Rosto do Traidor, da Rio Gráfica, que adquiri ano passado e que me permitiram concluir a história que havia começado a ler quando criança. Recentemente essas histórias saíram em Tex Coleção.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Rosiane Rode: Colecciono apenas revistas, o que via de regra não é fácil, pois aqui não temos bancas de revistas. Tenho que comprar pela Internet ou quando vou à Capital, salvo raras vezes em que encontro em mercados na cidade.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir? Rosiane Rode: Poderia responder que gostaria de ter em minha colecção a número 1 de Tex, mas creio que vou ficar com a número 2, Vingança de Índia.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? Rosiane Rode: Histórias favoritas das 3 que citei acima, Selva Cruel é a minha preferida. Gosto muito dos desenhos de Claudio Villa.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Rosiane Rode: Gosto das histórias de Tex que envolvam conflitos indígenas, afora que nas revistas actuais as tramas estão mais bem elaboradas, as histórias mais “recheadas” de elementos, que para mim são bastante atractivas, pois creio que há um amadurecimento da personagem. O que menos gostava era o tempo que tínhamos que esperar entre um exemplar e outro, especificamente no caso de Tex Coleção, que agora é quinzenal.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Rosiane Rode: Creio que a longevidade da personagem e a variedade de histórias que não se tornam cansativas. Toda revista de Tex é única, além do charme dos desenhos em preto e branco, dos traços bem elaborados, que nos levam para dentro das histórias.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Rosiane Rode: Infelizmente não costumo encontrar-me com outros coleccionadores. Aqui em minha cidade sei de algumas pessoas conhecidas que coleccionam, mas não mantenho contacto. Por este blogue vi que tem mulheres fãs de Tex assim como eu. Achei isso muito bom, afinal tenho certeza que nosso herói não faz distinção de género!
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Rosiane Rode: Espero que tenha muitos e felizes anos pela frente. Meus sobrinhos mais novos (dois meninos e uma menina) já são fãs de Tex e repasso a eles revistas que compro repetidas para que comecem suas colecções. Outro dia, um deles que tem 8 anos, achou revistas do Tex em um mercadinho próximo de casa, deixou de comprar doces para comprar um exemplar e tratou logo de me avisar que lá havia algumas revistas à venda. Por tudo isso, creio que o futuro do Ranger estará seguro, desde que nós, que já coleccionamos e conhecemos Tex há mais tempo, possamos mostrar às novas gerações que existe o mundo de Tex e que ele é fascinante. Também não posso deixar de fazer uma referência e dar os parabéns à Mythos Editora pela qualidade das revistas e também pelas várias edições de Tex, que trazem as primeiras histórias para que a nova geração possa conhecê-lo. Agradeço também a oportunidade de estar aqui neste espaço, contando um pouco da importância que Tex teve e tem para mim.
Prezada pardRosiane Rode,nós é que agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)