No vídeo que damos a conhecer hoje no blogue do Tex podemos ver o conceituado desenhador italiano Fabio Civitelli desenhar (a lápis) um belo desenho de Tex para um seu fã italiano finalizando com a respectiva dedicatória no seu mais recente livro: “Il mio Tex“.
Dedicado a Tex e a Fabio Civitelli, reconhecidamente um dos mais aclamados desenhadores actuais – há já mais de 25 anos! – do ranger, “Il mio Tex“, livro originalmente publicado em Itália pela livraria especializada Little Nemo, foi recentemente publicado no Brasil com o selo da prestigiada Mythos Editora!
Com lançamento ocorrido em Outubro de 2012, no decorrer do 19º Fest Comix, que se realizou na Av. Paulista, em São Paulo, com a presença do próprio Fabio Civitelli e de Moreno Burattini, “O Meu Tex” tem textos de Moreno Burattini, Fabio Civitelli, Sergio Pignatone (editor italiano que também compareceu ao evento paulistano) e Giovanni Battista Verger .
Até ao próximo dia 25 estará em exibição no Solar do Barão, em Curitiba, Brasil, uma exposição em homenagem a Sergio Bonelli. O famoso editor italiano faleceu o ano passado, aos 79 anos. Sergio Bonelli era apaixonado pelo Brasil, país onde esteve algumas vezes. Tinha predilecção pela Amazónia, onde conheceu profundamente os costumes locais e teve inspiração para criar a personagem Mister No. Na exposição em Curitiba estão obras de diversos artistas, feitas como tributo após a morte de Sergio Bonelli. Também estão expostas fotos de Sergio Bonelli nos anos 70, visitando a Amazónia.
Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Emerson Luiz da Cruz: Eu nasci na cidade de Ivaiporã no Paraná, Brasil, no dia 6 de Abril de 1974. Ainda criança vim para o Rio Grande do Sul e actualmente estou residindo em Cachoeirinha, sou casado há 15 anos e tenho uma filha de 13 anos e um filho de 7 anos. Trabalho como Técnico em Enfermagem em uma Unidade básica de Saúde.
Quando nasceu o seu interesse pela Banda Desenhada? Emerson Luiz da Cruz: Sempre fui muito curioso e as revistas aos quadradinhos chamaram-me a atenção muito cedo mesmo antes de aprender a ler, lá pelo final da década de 70.
Quando descobriu Tex? Emerson Luiz da Cruz: Eu devia ter uns seis ou sete anos de idade quando vi um exemplar de Tex pela primeira vez. Meu irmão Edson que é seis anos mais velho comprou e eu lembro como se fosse hoje, era El Muerto. Fiquei encantado com aqueles desenhos, com aquele homem com o rosto desfigurado e com a coragem de Tex. Li muitas vezes aquela história e algumas outras, lá por 1991 comecei uma colecção, devia ter uns 200 exemplares, mas perderam-se com o tempo. Há quatro anos atrás entrei em uma pequena banca de revistas e encontrei um exemplar de Tex, comprei, li e não parei mais.
Porquê esta paixão por Tex? Emerson Luiz da Cruz: Tex cativa todos os que amam a banda desenhada pelo preciosismo nos detalhes. O preto e branco das páginas torna-se colorido em nossas mentes como se fossem lembranças que nos levam directo ao velho Oeste junto de nossos pards.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Emerson Luiz da Cruz: É um misto de liberdade, aventura, acção e o censo de justiça acima de tudo que nos transporta ao mundo e ao tempo do nosso Ranger, é começar a ler e já poder ouvir o trote dos cavalos, os gritos de guerra dos navajos, sentir o calor do deserto ou o frio das nevascas. É esta sensação inexplicável que torna TEX único e imbatível.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Emerson Luiz da Cruz: Hoje, tenho 859 revistas do Tex, cada uma tem um valor especial para mim, mas podemos destacar o nº 112 El Muerto por ter sido a primeira que vi, o nº 1 O signo da serpente, O Ídolo de Cristal colorido, Fumetti- O melhor dos quadrinhos Italianos e também dois exemplares italianos que acho bem especiais.
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Emerson Luiz da Cruz: Além das Revistas, tenho o Filme, o livro e pósters, só não tenho outros objectos pela dificuldade de encontrar por aqui.
Qual o objecto Tex que mais gostava de possuir? Emerson Luiz da Cruz: Algumas estatuetas do mundo de Tex.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Emerson Luiz da Cruz: Difícil, realmente difícil escolher uma entre tantas histórias e desenhadores, mas O Presságio, eu diria que pode ser uma das preferidas, tanto pelo argumento de Claudio Nizzi como a arte extraordinária de Fabio Civitelli.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Emerson Luiz da Cruz: A maneira justa com que trata todos, independente de cor, credo ou riqueza. Na personagem nada me desagrada, mas fiquei indignado com o encerramento da série Tex em Cores no Brasil.
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Emerson Luiz da Cruz: O nosso Tex, vive livre, é extremamente justo, leal aos seus amigos, é de uma coragem inigualável. Isto é quase impossível nos dias de hoje, mas é a vontade de poder ser como ele aliada a óptimos argumentos e desenhos feitos de forma artística, com qualidade extraordinária, que torna real esse nosso sentimento e faz com que Tex seja prestigiado por tantas gerações.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Emerson Luiz da Cruz: Não, conheço muitos que gostam e até compram Tex algumas vezes, mas não coleccionam.
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Emerson Luiz da Cruz: O nosso grandioso Ranger, com certeza vai seguir firme e forte seu caminho, e nós estaremos sempre ao seu lado, torcendo, e às vezes também lutando. Estaremos levando o nosso Tex para mais e mais pessoas poderem se encantar e se tornarem leitores assíduos de Tex.
Prezado pard Emerson Luiz da Cruz, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu. Emerson Luiz da Cruz: Um grande e empoeirado abraço a todos.
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No mangá (banda desenhada japonesa) Yu-Gi-Oh nº 7, há uma curiosidade muito interessante. Na página 46 desta edição, o nosso ranger é mencionado (como podem ver na imagem) por Joey, uma das principais personagens do mangá.
Na história, Yugi e seus amigos, junto com o misterioso Bakura, jogam um jogo de RPG de tabuleiro chamado “Mundo dos Monstros“. Antes do jogo começar, Yugi e os outros precisam escolher as suas personagens para iniciar o jogo. Tristan (um dos colegas de Yugi), escolhe um pistoleiro mágico, que no jogo enfrenta criaturas e monstros.
O objectivo do jogo que Yugi irá jogar, é derrotar o monstro chamado Zorc. E na batalha contra o mesmo, o pistoleiro mágico (controlado por Tristan) acerta com um tiro a mão do monstro. Então, é aí que Joey, elogiando o disparo de Tristan, o compara com o Tex: “Belo tiro, Tex“.
A única dúvida que fica, é quem fez a homenagem ao ranger. Se foi o autor do mangá (Kazuki Takahashi) ou se na hora da tradução o Fernando Janson (tradutor da editora JBC) fez por conta própria a referência.
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O blogue do Tex dá hoje a conhecer um belo par de Rangers da autoria de Daniel Brandão, consagrado artista brasileiro que nasceu a 3 de Novembro de 1975 na cidade de Fortaleza, capital do Ceará, um Estado nordestino brasileiro.
Daniel Brandão, trabalha como autor de banda desenhada há mais de 15 anos, tendo inclusive em 2000 ido estudar na Joe Kubert School, nos Estados Unidos da América e é proprietário de um estúdio com o seu próprio nome, o Estúdio Daniel Brandão de Quadrinhos e Artes Gráficas, sendo também um grande fã de Tex, assim como dos fumetti em geral e cuja entrevista concedida em 2008 ao nosso blogue pode ser vista clicando aqui.
De seguida eis então o exercício de desenho feito por Daniel Brandão baseado em estudos do mestre Fabio Civitelli: Tex e Carson:
Para maiores informações sobre a sua carreira, os seus cursos ou para ver alguns trabalhos do próprio Daniel Brandão, acesse www.estudiodanielbrandao.com.
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