Fabio Civitelli e a barraca de tiro do Tex na Feira de São Mateus em Viseu

Por José Carlos Francisco (texto) e Orlando Santos Silva (fotos)

O 17º Salão Internacional de Banda Desenhada de Viseu, organizado pelo GICAV – Grupo de Intervenção Cultural e Artística de Viseu, abriu as portas ao maravilhoso mundo das “Cidades na BD”, inclusive às “Cidades do Tex”, no passado dia 10 de Setembro, no interior do Pavilhão Multiusos em plena Feira de São Mateus, voltando assim às suas origens, mas antes da inauguração do Salão e da chegada de Fabio Civitelli, a estrela maior do evento viseense, à capital da Beira Alta, já Tex Willer estava bem presente na secular Feira de São Mateus que conta já com uma história de 619 anos, sendo por isso a Feira mais antiga de Portugal, trazendo animação, espectáculos, comércio, diversão e milhares de pessoas à cidade, onde se incluíam este ano, dezenas de fãs e coleccionadores de Tex Willer.

Fabio Civitelli e a barraca de tiro do Tex

E ao passearem pela Feira de São Mateus, Fabio Civitelli e alguns texianos foram literalmente surpreendidos ao depararem-se com uma das inúmeras barracas de tiro ao alvo presentes no recinto da Feira, mais em concreto naquela denominada “Hotel Silverado“, onde algumas pessoas, atraídas por uma voz alta que dizia “Vai um tirinho, freguês?”disparavam espingardas de pressão de ar contra balões, tentando ganhar o almejado brinde “debaixo” do olhar atento de Tex Willer.

Orlando Santos Silva em acção na barraca do Tex

A barraca de tiro que surpreendeu Fabio Civitelli, porque jamais tinha visto o uso da personagem Tex Willer em algo do género, até por ser ilegal, estava ricamente ilustrada com várias imagens de Tex, com destaque para duas imponentes e que foram inspiradas em ilustrações de Aurelio Galleppini (capa de Tex nº 74, “Na Fronteira do Colorado“) e Claudio Villa (capa de Tex Anual nº 6, “O Filho do Vento“) mas nenhuma delas inspirada em algum desenho do consagrado desenhador aretino… mas no fundo tratava-se de uma bela homenagem a Tex até porque o proprietário da barraca de tiro conhecia Tex, ficando muito honrado com a presença de um desenhador de Tex na sua barraca de tiro, prometendo em contra-partida visitar a exposição dedicada às Cidades do Tex…

José Carlos Francisco, José Eduardo Monteiro, Orlando Santos Silva, Fabio Civitelli e António Lança Guerreiro

3 Comentários

  1. Eu vi esse tipo de arte e atividade comercial na festa do peão de Barretos-SP, achei muito interessante, curiosamente notei que entre turistas do Brasil inteiro muita gente comentava que conhecia o Tex…
    Os personagens Tex, Zagor, Mister No e outros deveriam ser mais divulgados no Brasil, escopando angariar novos colecionadores.
    O conteúdo dos personagens Bonelli, são superiores a Marvel, DC e Disney, no entanto necessitam mais divulgação na midia brasileira…

  2. Embora este tipo de utilização comercial de uma “marca” tão conhecida internacionalmente como Tex deva estar sujeito ao pagamento de licença, temos de reconhecer que é uma forma de publicidade ideal num lugar público extremamente concorrido e que, se a moda pegasse, respeitando todos os preceitos legais, o nosso Ranger e (eventualmente) outros heróis da BD, só sairiam beneficiados com isso.
    Qual teria sido a reacção de Sergio Bonelli se soubesse, através de Fabio Civitelli, que na Feira de Viseu havia uma barraca de tiro em que Tex era o chamariz principal? Imagino que teria dado mais importância à virtual homenagem do que ao aproveitamento do seu herói para fins comerciais.

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