Entrevista com o fã e colecionador: Gabriel Campos

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Gabriel Campos: Me chamo Gabriel, nasci em 1998, em Sapiranga no sul do Brasil. Trabalho no ramo comerciário, há quase 2 anos. Sou gremista fanático e também fanático por Tex.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Gabriel Campos: Na minha infância, costumava assistir a muitos desenhos animados como Liga da Justiça, porém meu pai me apresentou filmes de faroeste. Então, a partir daí, comecei a me interessar por esse tipo de história.

Quando descobriu Tex?
Gabriel Campos: Certo dia, em uma banca de rodoviária, por volta de 2008, eu me deparei com uma HQ do Tex, que era a história “Tex 481 – Marcas do Passado”. Lembro-me bem de ficar deslumbrado com a arte e a história em si, que para mim era uma novidade, e fiquei muito admirado com as habilidades do Tex e a rapidez em desarmar os inimigos e manter a situação sob controle.

Porquê esta paixão por Tex?
Gabriel Campos: A partir daquele primeiro quadrinho que li, passei a ficar viciado em querer descobrir sua história, seu passado, suas experiências, sua cronologia e passei a pesquisar sobre a editora, as melhores histórias, os acontecimentos importantes e tudo sobre o personagem. Quando menos percebi,  já estava introduzido nesse mundo.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Gabriel Campos: Se você ler a série Tex Willer, você vai passar 5 anos com o Tex sendo caçado pela justiça, e injustamente. Nesse período de fora da lei, nós conhecemos melhor o Tex, porque mesmo sendo caçado, ele possui um código de honra que acaba fazendo-o ajudar sempre quem precisava, apesar da sua situação desfavorável, então ali estamos vendo um herói em construção. Já na mensal Tex com ele já um Ranger experiente, se for preciso ele se volta até contra o governo/exército para acabar com a injustiça.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Gabriel Campos: No total tenho aproximadamente 200 materiais de Tex na minha coleção.
A mais importante é a HQ de Tex que eu tive o primeiro contato, mas, a coleção que eu mais gosto é a Tex Willer, Tex quando jovem.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
Gabriel Campos: Como os materiais que saem aqui no Brasil são bem limitados, não consigo ter acesso a muita variedade de coisas do personagem, por isso meu foco é mais os quadrinhos, mas, eu tenho uma cópia original do filme em DVD, uma camiseta, um pôster e um marca página que ganhei da própria Mythos Editora.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Gabriel Campos: Meu sonho seria ter pelo menos uma miniatura do Tex para deixar na minha estante.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Gabriel Campos: Minha história favorita não teria como ser outra a não ser “Os Sete Assassinos”.
Estou gostando muito do trabalho de Roberto De Angelis na série Tex willer. Ele está fazendo um ótimo trabalho.
E o meu roteirista favorito é o Mauro Boselli, que graças à ele, nós temos essa série espetacular, que é a Tex Willer, e a histórias que eu mais gosto, foi ele quem escreveu.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Gabriel Campos: O que mais me agrada é o respeito da Sergio Bonelli com os leitores de Tex, por manter a essência do personagem, não forçando a barra com mudanças drásticas e forçadas que acontecem nos quadrinhos americanos por exemplo.
A única coisa que me desagrada é a Bonelli não investir no Tex em outras mídias, como por exemplo, um novo filme ou uma série, ou até mesmo games para atrair um público novo que mantenha a longevidade do personagem por muitos anos, porque esse papo que Tex é para velhos, é balela, até porque sou a prova viva de que ele é para todas as idades!

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Gabriel Campos: Tex é um ícone porque nenhum quadrinho fora dos EUA e do Japão que ganham um impulsionamento de cinema e animação, coisa que com Tex não acontece, ele ainda é muito popular e reconhecido por um público muito grande, sendo publicado em diversos países do mundo. Ele consegue se manter apenas com sua própria publicação desde 1948 até os dias de hoje.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Gabriel Campos: Pessoalmente, muito pouco. Mas com a ajuda de gibitubers que fazem resenhas sobre o personagem, através do Facebook, YouTube, consigo me conectar com outras pessoas que têm o mesmo sentimento pelo Tex.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Gabriel Campos: O futuro de Tex é continuar a Mensal e a série Tex Willer deve continuar porque ali tem muita história para ser contada, naquele espaço em que G. L Bonelli decidiu envelhecer o personagem, ficou uma lacuna em que a série Tex Willer pode ser explorada por muitos anos. E, também, para no futuro o personagem se manter forte, deve a editora investir em filmes, séries, assim atrair um novo público que não lê quadrinhos.

Prezado pard Gabriel Campos, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

3 Comentários

    • Parabéns, Kit Willer.
      Vamos manter contato,moro perto da tua cidade, Gravatai RS

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *