EDIÇÕES ESPECIAIS DE TEX

Por João Marin*

Na década de 70, a Editora Vecchi, que publicava Tex no Brasil, inovou em relação à Bonelli, ao inserir, dentro da coleção normal, edições “Especiais” ou “de Natal”, que eram lançadas geralmente nos meses de junho e de dezembro, e que traziam histórias completas da personagem, em revistas com maior número de páginas, chegando a ter até 240. Era um momento mágico para os fãs do intrépido ranger quando encontravam essas edições nas bancas.

A primeira edição “Especial” a chegar às bancas foi a de nº 22, em dezembro de 1972, com 210 páginas e que publicava a história “O Corcel Sagrado”. A seguir vieram a nº 34 “Navajos em Pé de Guerra”, de dezembro de 1973; nº 46 “O Grande Rei”, de dezembro de 1974; nº 58 “A Noite dos Assassinos”, de dezembro de 1975; nº 70 “Os Caçadores de Escalpos”, de dezembro de 1976; nº 82 “Pat, o Irlandês”, de dezembro de 1977; nº 88 “A Marca do Dragão”, de junho de 1978; nº 94 “Pacto de Sangue”, de dezembro de 1978; nº 100 “Aventura em Utah”, de junho de 1979; nº 106 “Os prisioneiros do Deserto”, de dezembro de 1979; nº 112 “El Muerto”, de junho de 1980; nº 118 “O Tirano da Ilha”, de dezembro de 1980; nº 124 “Mesa dos Esqueletos”, de junho de 1981; nº 135 “A Mão Vermelha”, de dezembro de 1981; nº 150 “O Sindicato do Ópio”, de julho de 1982; nº 160 “O Vale da Morte”, de janeiro de 1983.

Com a edição nº 160 encerrou-se um ciclo de publicação de “edições Especiais” e, logo a seguir, a própria Editora Vecchi fecharia as portas e a personagem passaria para outra editora, a Rio Gráfica, que  já havia publicado Tex anteriormente na revista Júnior nos anos 50. A Rio Gráfica manteve a sequência de numeração das edições da Vecchi, continuando a partir do nº 165, mas a tradição de lançar periodicamente os “Especiais” seria abandonada. A partir do nº 200 a coleção normal de Tex passou a adotar o padrão que já era utilizado na coleção normal italiana, o de publicar “especiais” ou “comemorativos” apenas nas edições múltiplo de 100, o que se mantém até os dias de hoje.

* Texto de João Marim publicado originalmente na Revista nº 14 do Clube Tex Portugal, de Junho de 2021.

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Um comentário

  1. Obrigado pard Marin, pela excelente e saudosa lembrança, que você trouxe à tona… viajei no tempo e no espaço, de quando, com uns “tostões” (a duras custas, ufa!) no bolso do shorts, me dirigia em desabalada carreira, todas as terças-feiras, a qual era o dia de chegada de revistas novas na banca, a única da ilha. Comprava essas fabulosas preciosidades, as quais ainda as tenho. “O Corcel Sagrado” li tantas vezes, que a mesma se desfolhou toda, idem no mesmo jeito para “O Grande Rei” e “A Noite dos Assassinos”. Nessa época, lembrando ser somente, um exemplar de Tex por mês, e a espera pelo próximo número, era como a estreia de um novo western no cinema… prazerosa a leitura e releitura desses especiais.

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