As avaliações do Mattheus: Tex 412/414 – A Grande Invasão

(**CUIDADO: este texto contém spoiler. Se você pretende ler essa edição, não leia a crítica**)


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| Suspense no ar | Coadjuvantes | Evolução da trama | | Personagens abandonados |
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Tex 412/14 (na Itália 497/499) – A Grande Invasão, tornou-se uma edição histórica por três motivos. O primeiro, pelo próprio enredo marcante, o segundo, por Boselli estar naquele momento no auge da criatividade, e por fim, por ser este o último trabalho de Marcello em Tex.

Na história, Tex vai acompanhado de seu filho Kit para o enterro de um antigo amigo, e o ranger aproveita a ocasião para relembrar um trágico episódio vivido ao lado do amigo, agora falecido. Tex conta como foi a rebelião dos comanches e a tentativa deles de invadir e dominar o Texas.

Quem é esse seu amigo, Tex?
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A proposta de Boselli aqui, era de deixar um suspense no ar em relação a identidade do agora falecido amigo de Tex. Para isso, o argumentista colocou vários coadjuvantes como o provável amigo de Águia da Noite, entre eles presidiários, soldados e colonos.

Cada um, seja presidiário, colono ou soldado, demonstra respeito e admiração pelo ranger, e com isso é difícil “adivinhar” quem seja o famoso amigo de Tex. Assim, a curiosidade do leitor para saber quem é o misterioso companheiro de Tex aumenta a cada página, tornando a leitura ainda mais interessante.

Coadjuvantes… ou protagonistas?

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Em A Grande Invasão, os holofotes não estão voltados somente para Tex. Desta vez, os coadjuvantes dividem espaço com o herói e são eles os “responsáveis” pelas surpresas e reviravoltas presentes na história. Cada personagens, carrega consigo  uma história que vai sendo contada aos poucos, impressionando e surpreendendo o leitor a cada instante.

O destaque maior, fica por conta dos presidiários. Cada um deles, tem uma personalidade diferente e talvez seja esta a razão para eles caírem já de cara no gosto do leitor. Por mais que eles tenham cometido erros e atrocidades no passado, é quase impossível não gostar de nenhum deles.

Roteiro de cinema

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O desenvolvimento da trama de A Grande Invasão mostra que o roteiro é rico e cheio de reviravoltas. A cada página, a história evolui e cresce. A aventura apresenta uma novidade atrás da outra, sem se perder da sua proposta inicial, fazendo com que o leitor não se canse ou enjoe da leitura.

Além disso, a trama prende-nos de tal forma que nos sentimos dentro da história, junto com Tex e os outros. A angústia de que a qualquer momento o grupo guiado por Tex será atacado pelos índios transmite-nos uma sensação realista.

O sofrimento dos colonos e a preocupação dos mesmos em relação às suas famílias vai aumentando de acordo com as situações apresentadas, e o ranger mais temido do Oeste sente-se culpado por isso. Não importa a edição ou o momento da aventura, o leitor sempre será servido de surpresas e emoções durante a leitura.

Esqueceram de mim

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Como foi dito no inicio da crítica, os coadjuvantes aqui têm um grande destaque na história, e o passado e presente de cada um deles são mostrados/explicados. Porém, essa atenção toda não vale para todos. O sargento Houk, o colono Howard Carradine, a Srª Aldrich e as crianças (como excepção de Jamie) são completamente abandonados por Boselli.

Do nada, eles desaparecem. Embora alguns dos citados não tenha aparecido tanto durante a aventura, foi uma injustiça descartá-los assim. O sargento Houk e Howard Carradine, poderiam pelo menos ter ido ao enterro de Glen Corbett, para o leitor saber que fim eles tiveram. Ficou estranho, pois se eles sobreviveram ao episódio, deveriam ter dado o ar da graça. O argumentista valorizou tanto os coadjuvantes e no final fez justamente o contrário.

Conclusão:

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Se você ainda não leu A Grande Invasão, leia. Com um enredo rico, surpreendente e cheio de emoção, esta edição está entre as melhores do ranger. Seja pelas personagens, a acção ou as surpresas, a aventura é agradável e interessante. E é nela, que nos despedimos de um dos maiores desenhadores que Tex já teve: Carlo Rafaelle Marcello.

Nota: DEZ!

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*Material apresentado no blogue críticas texianas em 02/02/2013;
Copyright: © 2013, Mattheus Araújo

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(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)

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