O ESGOTADÍSSIMO BDjornal #24 com um extenso dossier dedicado ao TEX (inclusive contendo a 2ª história oficialmente editada em Portugal) e ao Western TERÁ uma 2ª edição a ser lançada no MAB Invicta na presença de Fabio Civitelli

Por José Carlos Francisco

Para conhecimento dos amantes da 9ª Arte e em especial para os fãs e coleccionadores de Tex Willer, informamos que  o ESGOTADÍSSIMO BDj #24 (que deu um amplo destaque aos 60 anos do Ranger, inclusive com a publicação de uma história de Tex Willer) devido a inúmeros pedidos terá uma 2ª edição que será lançada no MAB InvictaFestival Internacional de Multimédia, Artes e Banda Desenhada 2012, na presença do consagrado desenhador de Tex, Fabio Civitelli, que deste modo poderá autografar o exemplar a quem o desejar, valorizando ainda mais este que até hoje é o ÚNICO número do BDjornal completamente esgotado e cuja capa desta 2ª edição nos apressamos a apresentar:

O BDjornal #24, 2ª edição tem o formato de 275 x 205 mm e contém 88 páginas em impressão digital, capa em cartolina de 200 gramas plastificada brilhante e com papel do miolo de 115 gramas, com tiragem limitada e distribuição centrada nas lojas especializadas, com um custo de 10,00 €.

blogue do Tex, aconselha vivamente a (re)leitura e a compra deste BDJornal, já que nesta sua edição # 24, publicada originalmente em 2008, Tex Willer está em grande destaque, devido ao extenso dossier dedicado aos “60 ANOS DE TEX, que inclui entre outras coisas, a história “UMA TARDE QUENTE…” escrita pelo falecido Guido Nolitta (autor e editor de Tex que será homenageado no MAB Invicta) e desenhada por Giovanni Ticci, conforme se pode ver em imagens que mostramos mais abaixo, mas antes fiquemos com o EDITORIAL DO BDjornal # 24:

A 30 de Setembro de 1948 aparecia nas bancas italianas uma curiosa revistinha de banda desenhada, ou como lhe chamam os italianos, fumetti, com o formato peculiar de 17 x 8 cm – que viria a ser conhecido por formato striscia (tira) – com uma tira de BD por cada uma das 36 páginas que a compunham.
Tratava-se da primeira edição da Colecção de Tex (ou mais propriamente em italiano, Collana del Tex), com o título Il Totem Misterioso. Não trazia indicação de autores, como era habitual na época, mas os desenhos estavam assinados por um tal Galep. Era o nascimento de Tex Willer e dava-se início à mais duradoura série de western da história da banda desenhada. O editor e argumentista era Giovanni (Gian) Luigi Bonelli e o misterioso desenhador que assinava Galep, era Aurelio Galleppini.

Foi o início de um género na banda desenhada italiana, os fumetti western, – que se estendeu depois ao cinema com os chamados westerns spaghetti no início dos anos 1960 – e constituiu o marco fundador de um verdadeiro império na edição de banda desenhada, conhecido por Sergio Bonelli Editore, ou mais familiarmente, a Casa Bonelli. A colecção Tex passou entretanto ao formato livro, com cento e tal páginas por número mensal, em 1958, quando Sergio Bonelli, filho de Gianluigi Bonelli, assumiu a direcção da casa editora.

Actualmente as aventuras de Tex Willer – cujo número 575 (Setembro de 2008) da sua edição regular mensal, totalmente a cores, assinala os 60 anos da sua publicação – é avidamente lido, coleccionado, debatido na internet, etc, etc, por milhões de leitores em todo o mundo. Talvez por isso até o jornal oficial do Vaticano, L’Observatore Romano, lhe tenha dedicado algumas páginas em Agosto passado, descrevendo-o como “um justiceiro americano (inicialmente um fugitivo da justiça que se transformou em ranger do Texas) capaz de distinguir sem ‘ses nem mas’ o bem do mal e que agrada aos operários, aos estudantes, aos intelectuais e aos políticos e tem comportamentos irrepreensíveis ditados por valores não negociáveis, embora ao mesmo tempo se torne protagonista de acções que por vezes desembocam em justiça sumária, tendo matado ao longo de 60 anos quase três mil pessoas, numa média de sete cadáveres por edição” *.

Os 60 anos de Tex Willer são assinalados nesta edição do BDjornal com um dossier especial que vai do significado do western em si próprio ao western na banda desenhada, da história da Casa Bonelli à história de Tex Willer e daí à publicação da banda desenhada de 14 páginas Tex Willer – Uma Tarde Quente gentilmente cedida pela Sergio Bonelli Editore, por via de José Carlos Francisco, responsável pelo blogue português http://texwillerblog.com e representante em Portugal da Mythos Editora, que edita a versão brasileira de Tex e a distribui por cá. E vamos um pouco mais longe nestas abordagens ao tema “western-tex-bonelli” ao incluir na presente edição entrevistas com dois autores brasileiros, Wilson Vieira e Fred Macêdo (dos quais publicámos no BDj #23 a BD Evolution e nesta edição reincidimos neles, com o western de terror Kwi-Uktena), fãs do western e tendo um deles, Wilson Vieira trabalhado mesmo na Casa Bonelli.

Tínhamos previsto para próxima edição a publicação de uma biografia de Héctor Germán Oesterheld, o argumentista argentino assassinado, com quase toda a família – as quatro filhas, os genros e netos, sobrando apenas a esposa e dois dos netos – pela ditadura militar do general Videla, em 1977. No entanto e face à exposição que vai estar patente no FIBDA 2008 sobre Oesterhled e o convite do Festival à sua viúva Elsa Sánchez para estar presente na Amadora, decidimos a sua inclusão já nesta edição do BDj, até como forma de homenagem a um dos grandes argumentistas da BD mundial.

Queremos também deixar aqui uma nota de destaque para o trabalho de Geraldes Lino, na sua recolha de sites e blogues portugueses sobre banda desenhada na internet e do qual iniciamos neste número a publicação integral dos resultados, já editados no seu blogue http://divulgandobd.blogspot.com. A pesquisa (com visitas a todos os blogues e sites) e recolha de Geraldes Lino, abarca já 154 títulos, sendo 134 especificamente sobre BD e outros 20 que, dedicados a outros temas, abordam com frequência a banda desenhada. Como estão sempre a aparecer blogues ou sites, é natural que vá havendo actualizações, pelo que irão sendo publicadas as novas entradas com o devido destaque.

(*) Segundo Pedro Cleto in Jornal de Notícias de 30 de Setembro de 2008.

SUMÁRIO:
4 – DE QUE FALAMOS QUANDO FALAMOS DE WESTERN, J. Machado-Dias
7 – DICIONÁRIO UNIVERSAL DE BANDA DESENHADA – WESTERN, Leonardo De Sá
8 – O WESTERN NA BD EUROPEIA, Jorge Magalhães
11 – O WESTERN NA BD CONTEMPORÂNEA, João Miguel Lameiras
14 – CASA BONELLI – CASA DAS IDEIAS-FÁBRICA DOS SONHOS, J. Machado-Dias
17 – ENTREVISTA COM SÉRGIO BONELLI – Renato Pallavicini
18 – DE GALLEPPINI A GALEP – HISTÓRIA DE UMA AVENTURA, J. Machado-Dias
19 – 60 ANOS DE AVENTURAS PELO VELHO OESTE, Jesus Nabor Ferreira
21 – BD: TEX WILLER – UMA TARDE QUENTE
36 – ENTREVISTA COM WILSON VIEIRA, Marcelo Tomazi Silveira
42 – ENTREVISTA COM FRED MACEDO, José Carlos Francisco
46 – BD: KWI-UKTENA, de Wilson Vieira (arg.) e Fred Macêdo (des.)
54 – HÉCTOR GERMÁN OESTERHELD – O ETERNAUTA ASSASSINADO, J. Machado-Dias
58 – BD: HI NO TORI, de Ricardo Cabral
64 – BD: BANG BANG KILL KILL, de Jay21art e Daniel Henriques
73 – DICIONÁRIO UNIVERSAL DE BANDA DESENHADA, Leonardo De Sá
75 – RECENSÕES CRÍTICAS, Pedro Cleto
77 – CRÍTICAS, Pedro Vieira Moura
79 – PRÉMIOS EISNER 2008, Clara Botelho
80 – O FRACASSO DA VIRGIN COMICS, Pedro Bouça
82 – FAROESTE, SUPER HERÓIS E CONSPIRAÇÕES – DE TUDO UM POUCO NAS HQS BRASILEIRAS, Edgar Indalécio Smaniotto
83 – RECENSÃO – DESVENDANDO WATCHMEN E A TEORIA DO CAOS, Edgar Indalécio Smaniotto
84 – RECENSÕES MANGÁ, Carina Santos
86 – TIRAS INÉDITAS SUPERMAN, Leonardo De Sá
89 – BLOGUES E SITES PORTUGUESES SOBRE BD, Geraldes Lino

COLABORAÇÕES:
Clara Botelho, Carina Santos, Edgar Indalécio Smaniotto, Geraldes Lino, Jesus Nabor Ferreira, João Miguel Lameiras, Jorge Magalhães, José Carlos Francisco, Leonardo De Sá, Marcelo Tomazi Silveira, Pedro Bouça, Pedro Cleto, Pedro Vieira Moura, Sílvio Raimundo.

BANDAS DESENHADAS:
Daniel Henriques, Felipe Lima, Fred Macêdo, Jay21Art, Ralph Niese, Ricardo Cabral, Wilson Vieira.

ALGUMAS PÁGINAS DA EDIÇÃO:

BDj #24 - Páginas interiores A

BDj #24 - Páginas interiores B

BDj #24 - Páginas interiores C

BDj #24 - Páginas interiores D

BDj #24 - Páginas interiores E

BDj #24 - Páginas interiores F

BDj #24 - Páginas interiores G

BDj #24 - Páginas interiores H

BDj #24 - Páginas interiores I

BDj #24 - Páginas interiores J

Por tudo isso, prezado Amigo Texiano não deixe de comprar esta edição do BDjornal, uma vez que se pode considerar um verdadeiro item de coleccionador de Tex! Para o adquirir caso não se desloque ao Festival  MAB Invicta 201 nos fins de semana de 10/11 e 17/18 de Março, recomendamos o contacto via e-mail (bdjornal@gmail.com) com o editor Jorge Machado-Dias.

Copyright: © 2008/2012 BDJornal; J. Machado-Dias

Ainda a propósito deste BDj #24, recordamos que na edição italiana Tex Nuova Ristampa nº 223, datada de 15 de Janeiro de 2009, o editor italiano de Tex e responsável pela editora com o seu nome, Sergio Bonelli, dedicou um editorial a esta edição do BD jornal.

Fabio Civitelli, Jorge Machado-Dias e Marco Bianchini
Foi mais uma prova inequívoca da importância (e do carinho) que Sergio Bonelli,  deu a esta edição do BDj #24 e à presença de Tex em solo português, mesmo sendo Portugal um país onde Tex não é editado, como o próprio editor italiano fez referência uma vez mais no seu texto, que voltamos a mostrar (na nossa língua) abaixo a todos os interessados:

Sergio Bonelli

Caros amigos,
por mais de uma vez, nesta mesma página vocês leram os meus lamentosos comentários sobre o total desinteresse que, de há alguns anos, os editores (e os leitores) de toda a Europa reservam às nossas séries, caracterizadas pelo “velho” tradicional, preto e branco. Desta vez, porém, não tenho motivos para lamentar-me: um país, Portugal, com efeito tributou uma lisonjeira homenagem aos 60 anos de Tex Willer (testemunhado pelo simpático pin que vos mostro no alto à direita) por meio de uma mostra de desenhos originais expostos por ocasião da mais prestigiosa manifestação nacional, o Festival da Amadora – centro habitacional a poucos quilómetros da capital Lisboa – ocorrida na primeira semana de Novembro.

Hóspedes de honra, o incansável Fabio Civitelli, de Arezzo, precioso embaixador no exterior da nossa Editora, e o seu concidadão e colega Marco Bianchini, que não se deixaram impressionar pela difícil situação dos transportes aéreos no nosso país e foram acolhidos com grande afecto por um público simpático e bem informado.

Como se não bastasse, a mais difundida revista de “bandas desenhadas” (assim se denominam naquelas paragens os fumetti) dedicou páginas e páginas à figura de Bonelli pai, à evocação de toda a história da nossa Editora e à edição de uma breve história minha, assinada com o pseudónimo de Guido Nolitta, intitulada “Uma tarde quente”, e desenhada magnificamente por Giovanni Ticci. Verdadeiramente uma bela emoção, deixem-me confessar-lhes!

E dizer que os aficionados “texianos” portugueses não podem sequer contar (como já lhes disse há algum tempo atrás) com uma edição nacional, mas devem “contentar-se” com os exemplares enviados pela editora brasileira Mythos de São Paulo.

O tom todo italiano que caracteriza este número da revista (podem ver aqui abaixo a capa) é reforçado pela entrevista com o ilustrador brasileiro, Wilson Vieira, que, embora tenha desembarcado em Génova como emigrante “faz tudo” acabou encontrando uma inesperada oportunidade como desenhador de banda desenhada no estúdio Staff di IF de Gianni Bono; talvez algum de vós se recorde ainda de alguma página sua realizada para o Piccolo Ranger.

Inútil dizer que por detrás desta exaltação bonelliana esconde-se, uma vez mais, a figura do nosso amigo português José Carlos Pereira – afectuosamente chamado Zeca – apaixonado coleccionista e um experiente crítico de toda a produção da Editora Bonelli.
Muito obrigado, caro Zeca!
Sergio Bonelli

Editorial de Tex Nuova Ristampa #223 dedicado a Portugal

4 Comentários

  1. Caro Zeca, tudo bem. Adorei a matéria. Excelente ter uma outra edição do Jornal BD. Gostaria de saber se vai ter lançamento no Brasil, ou alguma edição à venda por aqui? Gostaria de adquirir, mas comprar em Portugal sairia um pouco caro pra mim.
    Abraço
    At.
    Eder

  2. Caríssimo Eder, soube deste seu comentário por via do Zeca e o que lhe posso dizer, é que ainda é um pouco cedo para informar sobre vendas no Brasil. Não sei se o Wagner Macedo, da Redwood Comics (vendedor exclusivo do BDjornal no Brasil) vai querer encomendar o BDjornal #24 – ainda não falámos sobe isso. Na devida altura haverá informação no Kuentro. OK?

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