“Patagónia” de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda terá LANÇAMENTO genuinamente PORTUGUÊS, através da Polvo Editora, na 2ª Mostra do Clube Tex Portugal, no próximo sábado, dia 9 de Maio em Anadia

Por José Carlos Francisco

Pela primeira vez uma editora portuguesa, a Polvo Editora, uma chancela editorial de Rui Brito, vai PUBLICAR um Tex Gigante genuinamente português. Lançamento esse que ocorrerá no dia 9 de Maio, em Anadia, durante a 2ª Mostra do Clube Tex Portugal: “Patagónia“, de Mauro Boselli e Pasquale Frisenda é o volume eleito e o prestigiado desenhador italiano Pasquale Frisenda estará presente no evento texiano para abrilhantar o lançamento deste seu livro que contém uma das mais épicas histórias de Tex feitas nestes 66 anos de vida editorial do Ranger!

A capa portuguesa de Patagónia depois de impressa

A apresentação do livro “Patagónia”, ocorrerá pelas 15 horas de sábado no auditório do Museu do Vinho Bairrada e contará com a participação de Pasquale Frisenda, Rui Brito, Mário João Marques e José Carlos Francisco, ao que seguir-se-á a venda do livro onde os compradores poderão conseguir um autógrafo do próprio desenhador já que está previsto no programa uma sessão de autógrafos.

O livro que teve tradução de José Carlos Francisco e legendagem de Hugo Jesus, terá um formato de 18,5 x 24,5 cm e uma encadernação brochada: capa mole com badanas de 12,5 cm e será confeccionado num papel de boa qualidade e está enriquecido com textos e ilustrações inéditas seleccionadas pelo próprio Pasquale Frisenda.

A chapa do preto da capa

O preço deste primeiro Tex Gigante português nas livrarias, com IVA incluído, é de 16,99 euros, mas os sócios do Clube Tex Portugal poderão adquiri-lo por 15 euros (1,99 euros de desconto sobre o preço em livraria) no decorrer da 2ª Mostra do Clube. No evento, quem não for sócio poderá adquirir o livro “Patagónia” por 16 euros, beneficiando também de um desconto de 0,99 euros.

O livro também poderá ser comprado por sócios do Clube Tex Portugal que não possam comparecer ao evento, inclusive os que residam fora de Portugal, pelos mesmos 15 euros desde que façam a respectiva reserva e pagamento até ao final do dia 9 de Maio, pagamento esse que pode ser via paypal para o e-mail cacem.moreira@gmail.com mas a que deve acrescer 1,95 euros para despesas de comissão cobradas pelo paypal para pagamentos internacionais, para além das despesas de envio que dependem do país para onde for.

Plano de impressão de um caderno do miolo

Quem não for sócio do Clube e desejar adquirir o livro “Patagónia” durante o dia do lançamento, mesmo não podendo comparecer a esta 2ª Mostra do Clube Tex Portugal pode também fazê-lo mas ao preço de 16 euros desde que também faça a respectiva reserva e pagamento até ao final do dia 9 de Maio, pagamento esse que pode também ser via paypal para o e-mail cacem.moreira@gmail.com e que deve acrescer 1,95 euros para as mesmas despesas de comissão (caso sejam residentes no estrangeiro) cobradas pelo paypal, para além das despesas de envio que dependem também do país para onde for.

O mesmo plano de impressão

PATAGÓNIA – UM ÉPICO FASCINANTE

Esta primeira incursão da Polvo no mundo de Tex Willer é feita através da edição de ‘Patagónia’, de Mauro Boselli (argumento) e Pasquale Frisenda (desenho), uma das mais épicas e emblemáticas histórias publicadas nestas seis décadas de vida editorial da Bonelli, como testemunham as palavras de alguns dos maiores especialistas e conhecedores portugueses do mundo texiano: “É, de muito longe, a melhor história de Tex que já li. Justamente premiado em Itália, este ‘Patagónia‘ alia o exotismo de um cenário pouco habitual para um western, como as pampas argentinas, a um argumento muito bem construído por Mauro Boselli” (João Miguel Lameiras); “‘Patagónia‘ inicia com uma das melhores sequências a preto e branco que já vi, num western diferente e marcante cuja leitura, com toda a certeza, não deixará ninguém indiferente e que apresenta páginas notáveis, passíveis de entrar em qualquer galeria de quadradinhos a preto e branco” (Pedro Cleto); “‘Patagónia‘ é uma bela aventura, épica, histórica, muito bem documentada, com trabalho de casa e com uma grande prestação gráfica de Pasquale Frisenda. Uma aventura que tem muito daquilo que apreciamos: uma causa romântica, amizade, vingança, ódio, estratégia, honra, glória, grandes personagens” (Mário João Marques), “É, sem exageros, seguramente uma das melhores histórias de Tex de todos os tempos!” (Pedro Bouça).

Tex, para os que não sabem, é um Ranger do Texas, para além de chefe dos Navajos com o nome de Águia da Noite e de seu agente indígena. Unanimemente considerado como o mais popular personagem do fumetto (banda desenhada italiana), cavalga as pistas do Oeste Selvagem desde 1948, ano em que a editora Tea Bonelli mandou para os quiosques italianos a sua primeira revista, intitulada ‘Il totem misterioso’, assinada por Gian Luigi Bonelli e por Aurelio Galleppini, argumentista e desenhador, no curioso formato striscia (tira), que era o usado na época.

Nesta aventura, Tex e o seu filho Kit Willer viajam até à Patagónia, nos confins da Argentina, ao pampa, para servirem de intermediários entre o governo e os índios locais, numa tentativa de manutenção de paz numa zona conturbada. Trata-se de uma movimentada história, cheia de acção, que aborda com singular realismo o genocídio das tribos índias e onde assistimos à luta de um povo pela sua sobrevivência, à custa de muita tenacidade, determinação, heroísmo, vontade de liberdade, sacrifício, sangue e mortos. Nasceu esta gesta a partir de uma ideia de Sergio Bonelli, o mítico editor de Tex, por ocasião de uma sua viagem, em 1984, precisamente à Patagónia, onde ao longo das incontáveis horas ao volante do seu Toyota Bandeirante, imerso no pó das estradas desertas, não estancava a sua fantasia e imaginava aqueles mesmos cenários que percorria na época em que, como no Oeste Selvagem norte-americano, os conquistadores brancos enfrentaram numerosas tribos de índios – aqui com nomes desconhecidos, como tehuelches, ranqueles, pehuenches, puelches e outros –, por nada dispostos a abrir mão do seu território e da sua liberdade.

A alma narrativa de ‘Patagónia’ é Tex e o seu inato senso de justiça: o herói é respeitado pelos homens livres, gaúchos e índios, justamente por isso. Tex transborda indignação, mas ao mesmo tempo mantém uma lucidez que lhe permite, no final, sair vencedor de uma situação desesperada, a pior que viveu, conforme reconhece. Logo desde as primeiras páginas respira-se um ar melancólico e de tragédia – tem-se a sensação de que esta é iminente – uma escolha ditada, segundo Boselli, pela realidade histórica dos factos. Já no campo artístico o impacto dramático do traço de Frisenda atinge emotivamente o leitor, tendo em conta que o desenhador italiano procurou evidenciar o mais possível as indicações e sugestões recebidas do guião, trabalhando as expressões das personagens, usando um contraste de preto e branco bastante acentuado, quase expressionista e típico da Banda Desenhada latina, para aumentar a dramaticidade da trama narrada e onde a ambientação anómala jogou certamente em seu favor na tentativa de retratar um Tex mais pessoal. Até porque desde o início salta aos olhos o grande esmero que Frisenda colocou neste seu primeiro trabalho no mundo de Tex, ao procurar fazer o leitor “entrar” na atmosfera da história desde a primeira página. Consegue-o em pleno.

Como curiosidade, registe-se a “veia de inspiração portuguesa” de Frisenda: o CD ‘O Espírito da Paz‘, dos Madredeus, uma das mais bem sucedidas e influentes bandas nacionais de todos os tempos, cuja música combina influências do fado e da música tradicional do nosso país com a música erudita e com a música popular contemporânea, serviu amiúde como trilha sonora durante a realização desta história, já que o desenhador é um fã confesso do grupo.

Com as suas panorâmicas, as aldeias indígenas tão diferentes daquelas do Oeste Selvagem, os briosos guerreiros com os seus trajes característicos e longas lanças, ‘Patagónia’ deixará certamente uma marca inolvidável na história de Tex em Portugal!


(Para aproveitar a extensão completa  das imagens acima, clique nas mesmas)

5 Comentários

  1. BOMBA!!!

    SUPER NOVIDADE!!

    Obrigado a todos os que tornaram isto possível!!

    Reservem já um para mim!! 🙂

    Obrigado Clube!!

    Fim de semana em Grande!!

  2. Nas ilustrações de capa e contracapa, a bandeira argentina está presente. Quem sabe um dia veremos o pavilhão brasileiro ou aquele português em uma capa texiana.
    “Tex Edição Gigante” da Editora Polvo é mais um marco na história editorial do Ranger do Texas e que não pode faltar na prateleira do colecionador de “Tex”.

  3. Não tenho dúvidas nenhumas, que para possibilitar esta edição em português, da Editora Polvo, deve ter havido uma ou mesmo duas mãozinhas do grande Texiano José Carlos Francisco. Esperemos que esta edição em português, não seja um simples caso isolado, mas se transforme num bom hábito periódicamente.

  4. Como fã do ciclismo em geral e de BTT em particular sempre tive um fascínio enorme pela Patagónia. Ao saber que Tex por lá tinha tido uma aventura surgiu logo a ansiedade de obter a obra para com ele por lá passar também…
    Aqui está a oportunidade. E que GRANDE oportunidade! Parabéns!

  5. Muito boa novidade, não posso estar presente, mas é com grande alegria que tenho conhecimento desta edição em português, longa vida para o TEX.

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