Portugal – Edições da Mythos Editora à venda em Março

Relação das revistas da Mythos Editora, distribuídas em Portugal, pela VASP – Distribuidora de Publicações Lda, para o mês de MARÇO de 2015:

TEX 506
Caçada Infernal
Texto: Mauro Boselli – Desenhos: Yannis Ginosatis

História originalmente publicada em Tex italiano 606

Durante um ataque à diligência de Tucson, realizado por misteriosos ladrões índios, Kit Willer é ferido. Após algumas investigações, Tex, Carson e os batedores de Forte Apache, guiados por Johnny Laredo, partem em busca do covil de Revekti, que seria um profeta sinistro que recruta índios de várias tribos. Para garantir a fidelidade de seus discípulos, Revekti prepara-os para a guerra com a ajuda de uma poderosa droga chamada pão dos deuses, que cresce num vale escondido do México. Ao mesmo tempo, um rico fazendeiro, o ex-coronel Miles Cunningham, apronta uma expedição punitiva contra Revekti, na qual incorpora diversos caçadores de escalpes e aventureiros, entre eles um velho conhecido de Tex e de Laredo, o ex-tenente Eddie Parkman.
3,40€

TEX COLEÇÃO 298
O Filho de Cochise

Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: E. Nicolò

História originalmente publicada em Tex italiano 246

O patife Rod Brent é contratado pelo dono da empresa ferroviária Western Pacific para sabotar os seus rivais da South & West. Depois de terem atacado um depósito da ferrovia, Brent e seus asseclas saem atrás de Tex, Carson e Tahzay, o filho de Cochise, mas dão de frente com um bando de apaches. Então os bandidos refugiam-se no rancho de Simon, um contrabandista. Mas Tex e os outros descobrem o covil dos bandidos…
3,40€

TEX EM CORES 21
O Homem de Quatro Dedos
Texto: G. L. Bonelli – Desenhos: Aurelio Galleppini

O primeiro encontro de Tex com um inimigo misterioso e escorregadio, que voltará outras vezes para assombrar o Ranger. Nesta primeira aparição do falcatrueiro Homem de Quatro Dedos, ele é o insuspeito responsável da pequena cidade de Cedarville, mas nas sombras, executa altos tráficos de armas e bebida, até ser afugentado da cidade por Tex.

E ainda, nesta edição, o primeiro encontro de Tex com Pat Mac Ryan, o irlandês fortão de corpo e fraco de cabeça.
15,00€

AVENTURAS DE UMA CRIMINÓLOGA 111
Depois da Chacina
Texto: G. Berardi e M. Mantero. Desenhos: Mario Janni
Uma chacina foi cometida na sede da Garden Aid. De imediato Júlia descobre irregularidades nos registos de saída de alguns remédios. É uma pista que leva a criminóloga de Garden City a desvendar um grande tráfico e a arriscar a vida, envolvendo-se numa sangrenta luta pelo domínio do crime na cidade.

Os Mistérios de Lago Sorriso
Texto: G. Berardi e L. Calza. Desenhos: Ernesto Michelazzo
Júlia está cansada, ela precisa relaxar, reencontrar as energias para enfrentar os seus dias intensos. Mas ao chegar a Lago Sorriso, a criminóloga vê a sua tranquilidade virar fumo: o fantasma de Sarah Lee, morta nas águas do lago, começa a perseguir os moradores com gritos enregelantes e mensagens escritas com sangue!
Histórias originalmente publicadas em Júlia italiana 116 e 117
9,00€

CASSIDY & DEMIAN 3 (FORMATO ITALIANO)
Máscara de Sangue
. Texto: Pasquale Ruju. Desenhos: Davide Furnò & Paolo Armitano
Um furto arriscado para Cassidy e seus cúmplices. Mas o golpe, tranquilo até demais, será só o início de uma história amarga, um jogo de traições em que nada é o que parece. E para todos os outros jogadores – uma mulher belíssima e cruel, um empregado ávido, um milionário sem escrúpulos – a pele de Cassidy valerá menos que um dólar furado!

A Nuvem Negra. Texto: Pasquale Ruju. Desenhos: F. Busticchi & Luana Paesani
Mallecy é uma cidadezinha no sul da França. Um lugar tranquilo, até que, numa manhã, uma grande nuvem negra cobre o céu, acompanhada de gritos de dor e de morte. Mas de onde veio essa nuvem? Dar uma resposta a essa pergunta pode custar a vida de Demian.
Histórias originalmente publicadas em Cassidy e Demian italianos 3
12,00€

JUIZ DREDD MEGAZINE 7

Formato Magazine 20,5 x 27,5 cm – 68 Páginas

A Mythos lança no nosso país Juiz Dredd Megazine nº 7 e continua a resgatar o melhor da banda desenhada britânica.

Uma edição só com histórias completas! Dredd precisa decidir se o seu clone está apto a se tornar um juiz de Mega-City Um. Leia também: o impiedoso Áquila ajuda a proteger um homem chamado Simão… mais conhecido como Pedro, o Apóstolo! E o duro dia a dia do pessoal da ETC na Área Cinzenta. Para completar, um surpreendente conto de Alan Moore em novo episódio dos Choques Futuristas de Tharg!
5,00€

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O esboço inicial e as cores originais da capa de Tex nº 653

Por José Carlos Francisco

Claudio Villa

No próximo mês de Março, mais precisamente no dia 7, a Sergio Bonelli Editore irá publicar a edição número 653 de Tex, intitulada “Feticci di morte” que contém a última parte da história “Luna insanguinata“, escrita por Mauro Boselli e desenhada por Corrado Mastantuono.

A capa, tal como todas posteriores ao número 400, é da autoria do conceituado desenhador Claudio Villa, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa, assim como mostramos também o respectivo esboço, tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo para Tex.

Esboço da capa de Tex nº 653

Nestas capas e cores que temos dado a conhecer com alguma regularidade aos nossos leitores aqui mesmo no blogue português do Tex elas têm gerado um grande número de comentários e na esmagadora maioria dos casos é considerada pelos fãs e coleccionadores do Ranger como sendo infinitamente superior a colorização original do Maestro italiano em relação à colorização digital realizada na Sergio Bonelli Editore, mas com relação a esta capa divulgada hoje (Tex nº 653), qual a sua opinião, caro leitor?

A capa de Tex nº 653 com as cores originais

A capa de Tex nº 653

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As críticas do Marinho: Delta Queen – (Color Tex italiano #5)

Por Mário João Marques

Inicialmente de periodicidade anual, o Color Tex passou entretanto a semestral, alternando números com aventuras de 160 páginas, desenhadas geralmente por um autor do staff texiano, com outros números onde se publicam 4 pequenas histórias de 32 páginas cada, desenhadas por autores externos à equipa regular. Também o papel e a colorização são diferentes, já que as aventuras mais longas são publicadas no papel habitualmente utilizado pela Editora e com uma colorização mais uniforme, elementar e conservadora, alternando com números onde a colorização é mais viva e moderna e a impressão é feita em papel branco, brilhante e liso.

A verdade é que a Sergio Bonelli Editore parece ter aqui um desafio, a de não efectuar uma transição radical do preto e branco para a cor numa série com décadas, sem ferir os mais puristas e, em bom rigor, sem ir contra um dos fundamentos da série que, desde sempre, viu o preto e branco como uma das suas imagens de marca. A Editora já vinha publicando aventuras a cores em cada número centenário, mas foi com o estrondoso sucesso da publicação da colecção Tex Repubblica que algo começou a mudar. No fundo, há que atender aos novos tempos, a imperativos de mercado e aos novos desejos dos leitores. A editora tem vindo a fazer um esforço no sentido de se sintonizar com os novos tempos, pelo que esta alternância na colorização que tem vindo a ser feita entre os números do Color Tex parece ser uma boa estratégia, acabando por servir como um laboratório para a própria editora, permitindo-lhe assim colher a opinião dos leitores.


Feita esta breve introdução, foquemo-nos na aventura propriamente dita e que marca o regresso do grande Fabio Civitelli à série depois de “A Cavalgada do Morto”, aventura também escrita por Mauro Boselli. Resumidamente, Tex e os seus pards encontram-se a investigar o assassinato de um ranger o que os leva a embarcar no barco mais elegante e imponente de todo o Mississipi, o Delta Queen. Assim se inicia uma viagem fluvial onde quase todos parecem esconder as suas verdadeiras identidades e o perigo espreita por todo o lado. Realce para o facto do próprio Delta Queen realmente existir, um barco que navega nas águas do Mississipi desde 1927 e que parece ter servido de inspiração para a aventura de Boselli.


Ao contrário do que é habitual, desta vez Boselli opta por construir um argumento cuja acção se desenrola quase toda no mesmo cenário, o Delta Queen, assim como a lista de personagens intervenientes não é tão extensa como é apanágio no autor. Isso não invalida que Boselli consiga apresentar uma aventura perfeitamente gerida, mostrando mais uma vez a sua maturidade no domínio da planificação, o que lhe permite gerir com mestria os tempos da acção. Circunscrito a um ambiente perfeitamente definido, todos os elementos clássicos do género acabam por estar presentes, um bando de ladrões, mesas de jogo, saloon, tiroteios, mas sempre com o Delta Queen e as águas do Mississipi (elemento fluvial particularmente interessante) como pano de fundo e local privilegiado da acção.


Realce para o final, quando Tex promove, a bem dizer, Lucas (uma homenagem ao actor Paul Hogan e à sua personagem Crocodile Dundee) e Rick ao papel de proprietários do Delta Queen, renunciando entregá-los à justiça. Ambos tiveram episódios duvidosos no seu passado e de certa forma encontram-se em débito perante a lei. Com as suas acções presentes, Lucas e Rick acabam por ser resgatados desse passado, a que não é alheio o papel do Tex verdadeiramente bonelliano que Boselli aqui nos apresenta. Tex sempre teve uma interpretação muito própria da lei, o que, não raras vezes, o colocou contra juízes, tribunais e poderes instituídos, contra muitos homens que corruptamente não faziam cumprir a justiça, colocando-se sempre em defesa da honra e dos mais fracos. Depois da intervenção que Lucas e Rick tiveram e na ajuda prestada na investigação do homicídio, para Tex não haverá tribunal nem juiz que possa levar isso em linha de conta, pelo que mais do que a força das leis, importará mais a força da honra.


Civitelli regressa em força, o que não nos surpreende, uma vez que pelo seu profissionalismo, a sua permanente vontade em explorar novos caminhos e experimentar novas fronteiras gráficas, o resultado final será sempre de enormíssima qualidade. O desenhador aretino é desde há anos um dos valores seguros e firmes do desenho italiano e um verdadeiro embaixador da série. O seu desenho de elevada qualidade, o seu traço realista, elegante, o tratamento de ambientes tudo aqui é insuperável, mesmo levando em linha de conta o facto de Civitelli não ter utilizado com tanta frequência o seu célebre pontilhismo, adoptando fundos mais ligeiros e menos elaborados, devido à necessidade de posterior colorização.


Uma última palavra para a excelente capa de Villa, uma verdadeira pintura de um Tex em primeiro plano, actuante, perfeitamente enquadrado perante as águas do Mississipi iluminadas pelo luar e onde navega um luxuoso Delta Queen.