Giorgio Giusfredi e Luca Barbieri são os novos curadores de Tex

A Sergio Bonelli Editore anunciou os nomes dos novos curadores editoriais de Tex, a principal revista dedicada ao homónimo Ranger: conforme confirmado durante o painel dedicado ao personagem por ocasião do Festival Lucca Comics & Games 2025. A série será curada por Giorgio Giusfredi e por Luca Barbieri, que assim substituem Mauro Boselli, curador da série de 2012 a 2025.

Luca Barbieri

Nascido em 1976 em Génova, Luca Barbieri chegou à banda desenhada depois de se formar em direito e ter longa experiência num banco. Em 2014 foi o responsável pelos artigos editoriais da série colorida de Tex publicada em parceria com o La Repubblica, para depois tornar-se redactor da Sergio Bonelli Editore. Barbieri também escreveu roteiros para Tex, Zagor, Martin Mystère e Dragonero. Deste último Barbieri também é o curador.

Romancista e ensaísta, juntamente com Graziano Frediani e Luca Boschi escreveu o volume Storia del West. La realtà e la leggenda nel capolavoro a fumetti di Gino D’Antonio. Ele também é roteirista da Disney escrevendo aventuras do Mickey Mouse, onde trabalhou em projetos como What If…?, que misturam os personagens da Disney com os heróis da Marvel Comics.

Giorgio Giusfredi

Giorgio, nascido em 1984 em Lucca, é um pouco de tudo: cozinheiro, enólogo, escritor e, há dezena de anos, tornou-se redator da SBE e, em seguida, argumentista. Escreveu o seu primeiro argumento bonelliano em 2014, para Zagor, e dois anos depois contou uma história de Dampyr. Mais um ano e foi a vez de estrear com Tex, trabalhando ao lado de Mauro Boselli. Mas isso tudo foi antecedido de uma mudança de vida, graças a um vizinho:Graziano Frediani, atual diretor de muitos títulos, jornalista e editor, que o convidoupara ir a Milão , onde o apresentoua Sergio Bonelli.

Mauro Boselli, por sua vez continuará a ser o curador da série Tex Willer, dedicada à versão juvenil do persnagem.

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Vídeos e fotos: ¡Hola, Tex! O ‘Maestro’ Carlos Gomez e o desenho de Tex dedicado a Lucca Comics and Games!

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Entrevista com o fã e colecionador: José Irari Cavalcanti

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
José Irari Cavalcanti: O meu nome é José Irari. Nasci na cidade São José de Piranhas/PB, em 10 de Junho de 1967. Professor de História e Filosofia. Atualmente aposentado. Meu lazer, ler Tex e cuidar dos netos.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
José Irari Cavalcanti: O meu interesse começou na década de 1980. Conheci uns amigos lendo Tex e como gostava de faroeste, logo comecei ler Tex, Zagor e Ken Parker. Pegava ‘gibis’ emprestados e fazíamos troca. Às vezes nos caracterizávamos de índios e cowboys.

Quando descobriu Tex?
José Irari Cavalcanti: Tomei conhecimento lendo ‘gibis’ infantis ao tomar emprestado via outros leitores. Acesso aos ‘gibis’ era raro na época. Li até final da década de 1980. Retornei agora em 2023. Estou adquirindo todas coleções de Tex. Mas é um hobby caro.

Porquê esta paixão por Tex? O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
José Irari Cavalcanti: Essa paixão começou pelo gosto dos filmes de faroeste. Variou pelos bolso livros faroestes. Um herói diferente sem super-poderes, quase carne e osso humano. Personagem inteligente, senso de justiça, fiel aos amigos. Então pela ausência de super-poderes, ter bravura, habilidade com as armas, aliança com índios, respeito pelas culturas diferentes já o torna um herói diferenciado. Em resumo, suas ações aproxima-o da realidade dos demais heróis. Seguido dos ensinamentos éticos da justiça, coragem para punir criminosos e corruptos. Que falta na vida real.

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
José Irari Cavalcanti: Atualmente tenho 1.725 edições físicas de Tex. 19 coleções completas. Continua aumentando, já que agora compro mensalmente via editora Mythos para manter atualizadas. A que considero mais importante é a série Tex Willer quando jovem, seguida por Tex Coleção, Tex regular ou mensal e Tex Omnibus. Mas é minha opinião, existe outras muito boas, excelentes.

Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana?
José Irari Cavalcanti: Sou leitor eclético, leio de tudo um pouco. Vício adquirido desde a infância através dos ‘gibis’. Em termos de colecionador, sigo apenas Tex. Porém leio também Zagor, Ken Parker e bolso livros faroestes.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
José Irari Cavalcanti: Como demonstrado anteriormente, coleciono apenas ‘gibis’ texianos físicos. Gostaria de adquirir a coleção Tex Gold da Salvat. Um luxo de coleção, capa dura e belíssimo design. Também gostaria de adquirir a edição “O ídolo de cristal ” capa dura edição de luxo.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
José Irari Cavalcanti: Existem boas histórias texianas. Citar uma, depende do enredo, argumentos, traços gráficos. Minha preferência envolve o inimigo e vilão Mefisto. Vou citar algumas. ‘A grande intriga’, ‘El Muerto’, ‘Os sete assassinos’, ‘O cavaleiro solitário’ e ‘O ouro dos confederados’. Meu desenhista preferido é Galep, seguindo-se Claudio Vila, Civiteli e Pedro Mauro. Argumentista seria Gian Luigi Boneli, seguindo-se Claudio Nizzi e Mauro Boselli.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
José Irari Cavalcanti: No geral gosto de todos. Principalmente o senso de justiça, ações nos tiroteios, os elementos característicos do faroeste como cowboys, índios, bandidos, xerifes, saloons, paisagens, amizades entre pards. Já não agrada-me tanto é Tex não passar por tribulações afetivas e psicológicas. Também enredos repetitivos como questões de terras e minas auríferas. Mas no geral temos pontos positivos como justiça, perseguição aos corruptos e defesa da sociedade. Vale como crítica à nossa sociedade atual. Na qual demonstra não haver punição.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
José Irari Cavalcanti: Como ícone são vários os fatores, levando em conta que é um herói dos quadrinhos, quase 80 anos de fôlego e empolgação. Torna-se um ícone por seu senso de justiça, resposta aos temas nativos, aventuras atualizadas com mistério, parceria leal aos pards, a longevidade e as críticas sociais.

Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
José Irari Cavalcanti: Até o momento não tive oportunidade. A não ser considerando os bate papo virtuais. Pretendo participar do evento EnconTex no Paraná. Preciso citar aqui alguns amigos texianos das redes sociais. Amigo João Marin, G. G. Carsan e Eros do canal ‘Tex colecionismo’ no YouTube. Agradeço especialmente a Carlos Ramalho do site Texas Rangers e ao amigo Manoel Cardoso do Sebo Laguna/SC aos quais adquiri minhas coleções Tex. Assim as redes sociais contribuem positivamente.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
José Irari Cavalcanti: Prever futuro é atirar pra cima, o que Tex não faz, só atirar na certeza de acertar. Acredito que o futuro texiano vai depender do jogo de marketing editorial da Mythos. No momento é preciso valorizar as novas séries, arcos fechados, reedições especiais, brindes aos colaboradores. Uma coleção com futuro promissor é a série Tex Willer quando jovem, que mescla seu enredo com flashback do Tex adulto com o jovem. Outra coleção é a Tex Omnibus que reedita cronologicamente as aventuras texianas desde 1948. Mas temo a editora não prosseguir, seria um desrespeito ao colecionador e fãs. Em resumo o futuro texiano vai depender muito da criatividade dos roteiristas e desenhistas. Já observei alguns questionamentos de fãs para novas aventuras. Manter Tex no bom velho Oeste ou trazer para o século XXI? A meu ver Tex é atemporal. Até já pensei Tex ranger numa aventura fazendo justiça, perseguindo criminosos de gravatas, corruptos e facções criminosas no mundo atual…
Abraço fraterno a todos fãs texianos. Atenciosamente.

Prezado pard José Irari Cavalcanti, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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¡Hola, Tex! – Exposição – Tex na interpretação dos Mestres Hispânicos! (Vídeos e fotografias)

¡Hola, Tex! é uma exposição riquíssima com mais de cem pranchas dedicadas ao olhar hispânico sobre o mito de Tex, que decorre no esplêndido cenário do Palazzo Guinigi a propósito do evento Lucca Comics & Games 2025.

Está a decorrer no esplêndido cenário do Palazzo Guinigi, em Lucca, a mostra ¡Hola, Tex!, uma riquíssima exposição com mais de cem páginas originais dedicadas ao olhar hispânico sobre o mito do Ranger, curada por Riccardo Moni e Mauro Uzzeo.

O percurso centra-se em quatro Mestres: Alfonso Font, Enrique Breccia, Carlos Gomez e Horacio Altuna. De Altuna, serão exibidos pela primeira vez os originais que ele realizou para o novo Texone, Inferno a Red Junction, que foi apresentado pela Sergio Bonelli Editore em antestreia absoluta precisamente no festival Lucca Comics & Games. Os quatro autores são convidados do evento e acompanham o público em visitas guiadas à descoberta dos segredos e dos processos de produção das suas histórias de Tex.

A exposição reconstitui em ordem cronológica a história dos autores hispânicos que imprimiram o seu estilo em Tex, num carrossel de páginas originais que contam todas as almas do Oeste, pano de fundo da longa saga de Águia da Noite. Começa com o precursor Jesús Blasco (estreia na série regular em 1986) e depois Víctor De La Fuente, José Ortiz, Manfred Sommer, Jordi Bernet, Miguel Ángel Repetto, Ernesto García Seijas, Ángel “Lito” Fernández e Orestes Suárez. Há também um olhar aprofundado sobre Antonio Segura, argumentista espanhol que escreveu várias histórias do mítico personagem.

Uma viagem por estilos e mundos que, da Espanha à América Latina, contribuíram para fazer do Tex um clássico sem fronteiras.

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