Entrevista com o fã e coleccionador: Gabriel da Silva Santana

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Gabriel Santana: O meu nome é Gabriel da Silva Santana, nasci no dia 28 de Agosto de 1996, na cidade de Ipatinga (MG), actualmente, trabalho com electrónica e dou aulas de música.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Gabriel Santana: Começou através dos meus primos, que tinham uma pilha de gibis, de várias personagens como Turma da Mônica, Homem Aranha, entre outras. Muita das vezes passava a noite inteira lendo as revistas que eles possuíam.

Quando descobriu Tex?
Gabriel Santana: Em duas ocasiões: na primeira foi quando o meu pai achou umas páginas de uma revista do Tex (se não me engano, foram umas 10), em que a história foi quando o Carson e o Tex adiaram a torta de maçã para pegarem um barco que estava quase partindo (…risos…). Aí uns 7 anos depois, eu estava andando no pátio da minha escola, quando vi umas folhas da revista do Tex ‘Coleção’ com a história “O filho de Mefisto“. Juntei todas e colei unindo as páginas que estavam soltas. Aí na biblioteca da minha escola, a bibliotecária estava descartando alguns livros e revistas velhas, dentre as revistas, estavam três do Tex: as edições históricas 34, 38 e 67.

Porquê esta paixão por Tex?
Gabriel Santana: Ele mostra uma personalidade que muitos iniciantes (coleccionadores) buscam numa revista: amizade verdadeira, amor para com o próximo, e ajudar sem olhar a cor, religião ou raça.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Gabriel Santana: Foi o que eu disse na resposta anterior, mas para complementar, é uma personagem que busca justiça, ajudando os necessitados e “trocando” xerifes corruptos pelos honestos (…risos…).

Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Gabriel Santana: Recentemente não havia contado, mas estou rumando às 300 revistas. A que eu mais achei interessante foi essa recente do Tex Edição Histórica 102: “Missão em Great Falls“.

Colecciona apenas livros e tudo o que diga respeita somente à personagem italiana?
Gabriel Santana: Colecciono outras revistas de outras personagens também.

Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir?
Gabriel Santana: Apenas três: o arco e flecha do Tex que saiu na edição número 1 do Tex da editora Vecchi de 1971, umas das estatuetas que saiu na Itália e que foi em “Limited Edition” e uma das revistas que saiu no Brasil em formato de talão de cheques nos anos 50 conhecidos como “Tex Junior“.

Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia?
Gabriel Santana: Foi a Tex Edição Histórica 93 com a história ‘Prendam Tex Willer‘ em que ele foi acusado de assaltar um banco sendo que na verdade alguém assumiu as suas feições físicas para incriminá-lo. Os meus desenhadores favoritos são o Galep, Ticci e Mastantuono. Já o escritor é Claudio Nizzi.

O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Gabriel Santana: O que mais me agrada são as histórias que são criadas em fases cronológicas, ligando uma história a outra (passados de intrigas, filhos de bandidos que querem vingar os pais, magia negra, entre outras). O que me agrada menos é o que alguns ‘pards‘ já reclamaram; a má qualidade de impressão, os preços absurdos a demora de entrega na editora.

Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Gabriel Santana: Confesso que não sei o como explicar; mas ele tem um carácter que nenhuma outra personagem tem.


Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Gabriel Santana: Aqui na minha cidade, tem um amigo que compra na banca, e depois, revende pra mim pela metade do preço, e pelas redes sociais converso com alguns e combinamos algumas revistas para compra e venda.

Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Gabriel Santana: Um futuro com muitas historias inéditas. E eu sei que a Bonelli Editora vai sempre surpreender a gente com novidades como por exemplo a juventude de Tex com algumas histórias de antes entrar para o corpo dos Rangers, amigos que fizera e que duram até hoje, etc.


Prezado pard Gabriel Santana agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Lançamentos Bonelli/Mythos para Abril, com ÊNFASE para o Livro Tex – O Sinal de Yama e Dylan Dog Graphic Novel # 1 (Mater Dolorosa)

Por José Carlos Francisco


Março ainda vai a meio e o Blogue do Tex já anuncia os grandes lançamentos brasileiros da Mythos/Bonelli para Abril e até para edições especiais a serem lançadas nos primeiros dias de Maio como são os casos do Livro Tex – O Sinal de Yama e do volume Dylan Dog Graphic Novel # 1.

Mas em Março teremos várias edições de Tex (Tex Coleção nº 450 e nº 451, Tex Edição Histórica nº 104, Tex Platinum nº 14 e Tex série principal nº 582) entre elas o fantástico volume escrito por Mauro Boselli e desenhado por Fabio Civitelli intitulado “O sinal de Yama“. Uma história completa de 330 páginas, em papel especial e grande formato para destacar a belíssima arte de Fabio Civitelli. Uma edição de luxo verdadeiramente imperdível e que não pode faltar na estante de nenhum fã de Tex!

Seu nome é Blacky Dickart, mas seus servos – e, sobretudo, seus inimigos – o chamam de Yama. Ele jurou matar Tex e seus parceiros para vingar a morte do pai, o grande bruxo Mefisto. Mas depois da última derrota, ninguém mais ouviu falar dele. Yama perdeu seus poderes e voltou a ser um simples atirador de facas Mambembe, que se apresenta com a mãe, Myriam, sempre à espera de um sinal. Um dia, ao ser literalmente atacado por um tornado, o sinal chega e ele ouve ecoar a voz do pai, voltando a ser Yama, o senhor da morte. Agora, ele está pronto para voltar à cena e, depois de firmar um pacto perverso com obscuras forças maléficas, prepara a sua vingança!

Mas nem só Tex é publicado pela Mythos… em Abril teremos para gáudio dos bonellianos do Brasil Zagor Especial nº 60, Dylan Dog nº 2 e Martin Mystère nº 2 e logo no início de Maio a tão aguardada Graphic Novel # 1 de Dylan Dog, intitulada “Mater Dolorosa“.


Mater Dolorosa marca um novo início para o Investigador do Pesadelo, com o retorno de Mater Morbi, personagem fundamental da história recente de Dylan Dog. As páginas pintadas por Gigi Cavenago marcam um novo padrão artístico para os quadradinhos mundiais. Para os fãs do Investigador do Pesadelo, uma história imprescindível, elaborada para marcar os trinta anos de vida editorial de uma das personagens mais amadas da banda desenhada italiana.

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Engenheiro Tavares da Silva (pai do espumante português) a servir uma taça de espumante a Tex Willer, na arte de Alessandro Nespolino

Alessandro Nespolino

Por José Carlos Francisco

Nos dias 28 e 29 de Abril deste ano, realizar-se-á na cidade de Anadia, capital da região bairradina, a 5ª Mostra do Clube Tex Portugal, onde obviamente não deixará de estar presente em grande destaque a personagem Tex Willer, não só pelas duas exposições associada ao Ranger, mas também pela presença dos conceituados desenhadores italianos Alessandro Nespolino e Alessandro Bocci.

Como forma de agradecimento por este convite português e tendo em conta que o evento se realizará no Museu do Vinho Bairrada, Alessandro Nespolino desenhou, numa típica adega portuguesa, o engenheiro Tavares da Silva (corria o ano 1890) a servir uma taça de espumante a Tex Willer.

A produção de vinhos espumantes iniciou-se na Bairrada em 1890, por iniciativa de José Maria Tavares da Silva, director da Escola Prática de Viticultura e Pomologia da Bairrada, a actual Estação Vitivinícola da Bairrada. Tavares da Silva é figura icónica de Anadia e da Bairrada, precisamente por ser considerado o pai do espumante português. O engenheiro Tavares da Silva foi o seu primeiro director, tendo-se revelado o seu desempenho decisivo para o desenvolvimento da viticultura e enologia. Das várias tentativas realizadas em Portugal para a elaboração de vinhos espumantes pelo método champanhês, foi este devotado engenheiro que protagonizou, em 1890, em Anadia, os resultados mais notáveis na preparação destes, sendo um dos pioneiros do seu fabrico em Portugal.

Alessandro Nespolino foi ao mais ínfimo pormenor para retratar Tex Willer com o engenheiro Tavares da Silva, como se pode constatar por exemplo pelo formato da taça à época: a Taça Maria Antonieta nas mãos de Tex. Na ilustração também podemos ver, dentro da adega, uma pupitre (suporte para garrafas de espumante) da época…

Com esta especial arte que irá directamente para a ala do Tex no Museu do Vinho Bairrada, Alessandro Nespolino torna assim esta quinta presença do Ranger na capital da Bairrada, uma região rica e afamada pelo leitão, mas também pela produção de apreciados espumantes, muito mais especial, como podemos ver de seguida numa ilustração (colorida pelo próprio desenhador) que  o blogue português do Tex divulga para o mundo, mas sobretudo para os apaixonados Texianos portugueses (e não só) que se irão deslocar ao Museu do Vinho Bairrada nos dias 28 e/ou 29 de Abril!

Engenheiro Tavares da Silva (pai do espumante português) a servir uma taça de espumante a Tex Willer, na arte de Alessandro Nespolino

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Em Abril, com o selo da Mythos Editora: Dylan Dog e o “Marca vermelha” e Martin Mystère e “O exército de Terracota”

As edições de Dylan Dog e Martin Mystère como selo da brasileira Mythos Editora estão prestes a estrear-se no Brasil (Dylan Dog #1 – 20 de Março e Martin Mystère #1 – 23 de Março) e o Blogue do Tex já anuncia para o mês de Abril os volumes 2 de cada um desses personagens:  Dylan Dog e o “Marca vermelha” e Martin Mystère e “O exército de Terracota“.

10 de Abril – O “Marca Vermelha” – O impiedoso assassino que matou a golpes de navalha pelo menos quatro mulheres nos últimos três meses, e que “assinava” os seus crimes horrendos com um W gotejando sangue, finalmente foi identificado e preso. Trata-se de YuriWolkoff, um imigrante clandestino, estivador nas docas. A polícia não tem dúvidas sobre a sua culpa.Mas Dylan Dog tem , e muita!


23 de Abril – “O exército de Terracota” – Um louco sonho de conquista agita a poeira de um passado já esquecido. E a armada das sombras desperta depois de um sono milenar. Em um mês o encontro de Martin e Java com o temível Exército de Terracota!

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