Entrevista com o fã e coleccionador: Silmar Silva Moreira

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco.

Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente?
Silmar Silva Moreira: Sou natural de Minas Gerais, mudei para o estado do Espírito Santo quando tinha 12 anos, na minha adolescência, conheci o primeiro gibi do Tex. Tive a felicidade de saber que logo em seguida a editora Vecchi iria lançar a reedição do Ranger. Foi aí que comecei a minha colecção. Com 21 anos mudei para o Estado de Rondônia, na cidade de Ji-Parná, onde estou residindo até hoje. Sou Bancário/Economiário, trabalho na Caixa Económica Federal.

Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada?
Silmar Silva Moreira: Desde a minha infância, sou apaixonado por leitura, especialmente por gibi, li muitas revistas da Disney, da Marvel, da DC, até o dia em que conheci o Tex. Foi aí que me interessei não só pela leitura, mas também por coleccionar.

Quando descobriu Tex?
Silmar Silva Moreira: Eu tinha aproximadamente 15 anos, quando um amigo que recém conhecera, me apresentou a primeira revista: O Índio Branco. Li e fiquei fascinado.

Porquê esta paixão por Tex?
Silmar Silva Moreira: Como já disse, gosto muito de ler e a minha geração lia muito quadrinhos, até então eu tinha revistas da Marvel, DC, Disney, as quais eu usava para trocar com amigos, só para leitura. Mas, quando me apresentaram o Tex, fui despertado para coleccionar.

O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos?
Silmar Silva Moreira: Tex tem um perfil diferenciado, seu carácter, sua postura, sua bravura, são marcas relevantes que poucos heróis têm. O seu senso de justiça o faz um homem de um perfil incomparável. Além do mais, as histórias são ricas, pois tem como fundo históricos a história dos Estados Unidos da América.


Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si?
Silmar Silva Moreira: Tenho 16 colecções do Tex, incluindo a colecção da Salvat, creio que o total de revista gira em torno de umas mil e cem revistas.


Colecciona apenas livros do Tex ou também de outras personagens?
Silmar Silva Moreira: Tenho uma biblioteca com diversos livros, colecciono revistas da Marvel, Graphic Novel Salvat, tenho as edições puple do Sombra, Juiz Dredd, Fantasma, algumas da DC e Besouro Verde.


Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista?
Silmar Silva Moreira: Todas as histórias são boas. Os meus desenhadores preferidos são Galep, Ticci e Marcello, quanto ao argumentista, não tenho preferência, todas as histórias tem bons argumentos.


O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos?
Silmar Silva Moreira: Agrada-me muito o seu senso de justiça, sua honestidade e sua fidelidade à memória da sua esposa. O que me desagrada não é no personagem, mas as muitas vezes que o nome Satanás é mencionado nos argumentos, quando Carson o chama por esse nome. Creio que não haveria necessidade de fazer menção desse ser asqueroso nas histórias.


Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é?
Silmar Silva Moreira: É o facto de ser um herói diferenciado com as qualidades que já mencionei. Vivemos em uma época que parece que ser honesto saiu da moda e quando lemos histórias como as de Tex, nos inspira e nos anima a não perdermos a esperança no ser humano.


Costuma encontrar-se com outros coleccionadores?
Silmar Silva Moreira: Não muitos, aqui na minha cidade conheço poucos. Mas tenho um amigo que encontro sempre e falamos muito sobre Tex.


Para concluir, como vê o futuro do Ranger?
Silmar Silva Moreira: Muito promissor. Pois, há quarenta anos conheci o Ranger e até hoje não diminuiu o meu apreço pela leitura e o desejo de continuar coleccionando.


Prezado pard Silmar Silva Moreira, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.


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Billy The Kid & Outras Histórias nº 29, onde se falará de Tex, tem lançamento previsto para 20 de Agosto

A Editora OPÇÃO2 está prestes a lançar a revista Billy The Kid & Outras Histórias nº 29, a revista independente de faroeste  que está a fazer história no Brasil!!!

Billy The Kid & Outras Histórias nº 29

A nova Billy The Kid & Outras Histórias nº 29 – em homenagem ao Mestre…
Capa do mestre *Walmir Amaral com O Vingador ! Cores: Sandro Marcelo

BDs: Walmir Amaral (O Vingador e a estreia de Willy Rock!!!), Sandro Marcelo e Arthur Filho; mini-póster (desenho inédito) do Flecha Ligeira; artigo tema Tex, por José Francisco do Blogue Tex /Portugal; Correio do Billy.

IMPERDÍVEL esta edição!
Os pedidos, inclusive de números anteriores, podem ser feitos para o e-mail do editor Arthur Filho: arthur.goju @bol.com.br


* Walmir trabalhou em Fantasma, Flecha Ligeira, Cavaleiro Negro, o Anjo, X-9… muito mais, sendo um dos maiores desenhadores de quadradinhos do Brasil! E hoje, amigo da BTK!

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Entrevista exclusiva: BRUNO RAMELLA (desenhador convidado para a Exposição 70 anos de Tex, na Amadora, nos dias 29 e 30 de Setembro)

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil) na tradução e revisão.

O Clube Português de Banda Desenhada e o Clube Tex Portugal realizam, na Amadora, nos dias 29 e 30 de Setembro próximo, uma Exposição dedicada aos 70 anos de Tex e trazem o desenhador Bruno Ramella ao nosso país, motivo mais que suficiente para esta entrevista do blogue português do Tex com o autor italiano.

Caro Bruno, mais uma vez seja bem-vindo ao blogue português de Tex! Em Portugal você será protagonista de uma exposição relativa aos 70 anos de Tex, na cidade de Amadora. O que representa para si este evento, fora da Itália, que contará com a sua presença?
Bruno Ramella:
Representa a evidência de que a personagem Tex tem vida própria, que as suas aventuras são acompanhadas em nível internacional, em países de cultura diversa uns dos outros. Mas eu creio que o povo português e o italiano são muito parecidos. E o facto de que exista uma paixão tão viva por Tex representa para mim, e creio que também para outros autores, uma grande responsabilidade.

O que convenceu Bruno Ramella, autor de ressonância mundial, a aceitar um convite tão incomum mas ao mesmo tempo importante?
Bruno Ramella:
A amizade, a simpatia e a paixão de quem convidou-me!

Quais são as suas expectativas em relação aos 70 anos de Tex aqui em Portugal?
Bruno Ramella:
Certamente é uma ocasião para conhecer aficionados por BD de um país diferente do meu, fascinante e denso de tradição. Sempre é uma coisa extraordinária ver como uma ideia, neste caso as aventuras de uma personagem imaginária, nascida da mente e da mão de dois homens muito diferentes um do outro como G. L. Bonelli e Galep, ultrapasse as fronteiras do próprio país e torna-se popular mundo afora, até dar ao protagonista quase uma dimensão real. Quem lê Tex identifica-se com ele tanto na Sicília quanto no Algarve, e é uma coisa que se torna comum.

Alarguemos um pouco o horizonte da entrevista: o que o convenceu a entrar para a indústria da BD?
Bruno Ramella:
Bem, é fácil… a paixão, porque, como a maioria dos profissionais deste campo, antes de tudo eu fui um leitor. A certa altura, também depois de algumas circunstâncias particulares, nasceu-me o desejo de contar eu mesmo as histórias que lia, ao menos no que diz respeito à parte gráfica. Desde o início eu tive claramente a vontade de fazer isso por trabalho e não como passatempo.

Como analisa a evolução da sua carreira?
Bruno Ramella:
Eu nunca dediquei-me de forma diferente de acordo com a importância da personagem com a qual eu trabalhava, por isso eu desenho Tex com a mesma dedicação que eu tinha para com Nick Raider e Mágico Vento, as séries de maior duração com que eu trabalhei. Eu sei que Tex é o ápice de uma carreira, isso é um facto objectivo, pela sua popularidade e a sua difusão fora da Itália. Mas esse é um detalhe que não me condiciona.

Como avalia o seu trabalho de hoje em comparação ao passado?
Bruno Ramella:
Sempre de modo crítico, hoje eu sou mais consciente das minhas qualidades e dos meus defeitos do que era tempos atrás. Do ponto de vista técnico e da qualidade houve evoluções, como também altos e baixos, eu não creio ter feito um percurso linear. Em certos períodos eu fui atraído pela síntese, em outros pela riqueza gráfica, às vezes busquei mais precisão e às vezes mais naturalidade. Isso sempre dependeu um pouco de mim e um pouco da série na qual eu trabalhava. De um modo geral eu sempre busquei manter como ponto fixo ser comunicativo. No caso de Tex, o fundamental é que o protagonista seja convincente, isso o leitor não negoceia.

Come se forma um desenhador do seu nível?
Bruno Ramella:
No meu caso a aproveitar a alta capacidade e a disponibilidade de um génio como Ivo Milazzo, a quem eu me dirigi no início. Depois com a vontade e a inteligência para superar os meus limites, e, por fim, com um pouco de agilidade, o que me permitiu dar um salto de qualidade depois dos primeiros tempos.


O que Tex representa para si e qual é a importância do Ranger na sua vida?
Bruno Ramella:
Como eu disse antes, Tex é o ápice para quem tem esta profissão, ao menos do ponto de vista da importância e da popularidade. Não é fácil para quem o desenha e, creio, também para quem o escreve, conseguir captar com precisão a personagem. Eu fui facilitado pelo facto de sempre ter lido Tex desde pequeno, e de ter passado anos a procurar as revistas nos alfarrabistas para completar a colecção. O meu pai era um leitor aficionado e, como tantos, ciclicamente relia as histórias. Então, para mim Tex sempre foi alguém da família!


Para concluir, gostaria de deixar uma mensagem aos seus admiradores que estarão em Amadora?
Bruno Ramella:
Para mim é uma honra em Portugal estar a representar Tex e, de forma idealizada, toda a Bonelli. Eu estou no início da minha aventura com Tex, apesar de ter uma longa carreira anterior, e espero conseguir levar a Portugal o espírito da personagem. Vamos nos ver na Amadora!

Caro Bruno, em nome do blogue português de Tex, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu. Se quiser aproveitar este espaço para deixar uma mensagem aos nossos leitores, à vontade.
Bruno Ramella:
A todos os leitores e aficionados do Clube Tex Portugal, um abraço caloroso e obrigado!


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Intervista esclusiva: BRUNO RAMELLA (in occasione della sua presenza ad Amadora, nei giorni 29 e 30 settembre 2018, per un’esposizione relativa ai 70 anni di Tex)

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Júlio Schneider (redattore di Tex per il Brasile) per le traduzioni e le revisioni.

Il Clube Português de Banda Desenhada ed il Clube Tex Portugal allestiscono ad Amadora, nei giorni 29 e 30 settembre 2018, un’esposizione relativa ai 70 anni di Tex, con la presenza dellodisegnatore  italiano Bruno Ramella, gradita motivazione per questa intervista sul blog.

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Caro Bruno, ancora una volta sii il benvenuto al blog portoghese di Tex! Sarai protagonista in Portogallo di una esposizione relativa ai 70 anni di Tex, nella città di Amadora. Cosa rappresenta per te questo avvenimento che potrà contare sulla tua presenza in un paese straniero?

Bruno Ramella:
Rappresenta l’evidenza che il personaggio Tex vive di vita propria, che le sue avventure sono seguite a livello internazionale, in paesi di cultura diversa gli uni dagli altri. Anche se credo che il popolo portoghese e quello italiano siano molto simili. E il fatto che ci sia una passione così vivace per Tex rappresenta per me, e credo per gli altri autori, anche una forte responsabilità.
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Cosa ha convinto Bruno Ramella, autore di risonanza mondiale, ad accettare un invito così insolito, ma allo stesso tempo importante?
Bruno Ramella: L’amicizia, la simpatia e la passione di chi mi ha invitato!

Quali sono le tue aspettative relativamente agli 70 anni di Tex, qui in Portogallo?
Bruno Ramella: E’ sicuramente un’occasione per conoscere appassionati di fumetto di un paese diverso dal mio, affascinante e denso di tradizione . E’ sempre una cosa straordinaria vedere come un’idea, in questo caso le avventure di un personaggio immaginario, partorita dalla mente e dalla mano di due uomini molto diversi tra loro come G. L. Bonelli e Galep, passi i confini del proprio paese e diventi popolare nel mondo, fino a dare al protagonista quasi una dimensione reale… Chi legge Tex si immedesima in lui tanto in Sicilia come nell’Algarve, ed è una cosa che accomuna.

Allargando adesso un po’ l’orizzonte dell’intervista: cosa ti ha convinto ad entrare nell’industria dei comics?
Bruno Ramella: Beh, è facile… la passione, perché come la maggior parte dei professionisti in questo campo io sono stato prima di tutto un lettore. A un certo punto, anche a seguito di circostanze particolari, mi è nato il desiderio di raccontare io stesso le storie che leggevo, perlomeno per quel che riguarda la parte grafica. Ho avuta subito chiara la volontà di farlo per lavoro e non per passatempo.

Come analizzi l’evoluzione della tua carriera?
Bruno Ramella: Non ho mai fatto differenza di impegno a seconda dell’importanza del personaggio cui lavoravo, quindi disegno Tex con lo stesso atteggiamento che avevo verso Nick Raider e Magico Vento, ovvero le collane di più lunga durata alle quali ho collaborato. Mi rendo conto che Tex è un punto d’arrivo per una carriera, questo è un fatto oggettivo, per la sua popolarità e la sua diffusione fuori dall’Italia. Questa è però una cosa che non mi condiziona.

Come valuti il tuo lavoro di oggi in rapporto al passato?
Bruno Ramella: Sempre in modo critico, sono più cosciente ora dei miei pregi e difetti di quanto non lo fossi un tempo. Dal punto di vista tecnico e della qualità ci sono state evoluzioni e ci sono stati alti e bassi, non credo di aver fatto un percorso lineare. In certi periodi sono stato attratto dalla sintesi, in altri dalla ricchezza grafica, a volte ho cercato più precisione e a volte più naturalezza. Questo è dipeso un po’ da me, un po’ dalla serie a cui lavoravo. In generale ho sempre cercato di tenere come punto fermo la comunicativa. Nel caso di Tex la cosa fondamentale è che il protagonista sia convincente, su questo il lettore non transige.

Come si forma un disegnatore del tuo calibro?
Bruno Ramella: Nel mio caso sfruttando la bravura e la disponibilità di un genio come Ivo Milazzo, cui mi sono rivolto all’inizio. Poi con la volontà e l’intelligenza, per superare i miei limiti, e infine con un po’ di leggerezza, che mi ha permesso di fare un salto di qualità dopo i primi tempi.

Cosa rappresenta Tex per te e quale è la sua importanza nella tua vita?
Bruno Ramella: Come dicevo prima, Tex è un punto di arrivo per chi fa questa professione, almeno dal punto di vista dell’importanza e della popolarità. Non è facile per chi lo disegna, e credo anche per chi lo scrive, riuscire a centrare il personaggio. Io sono stato facilitato dal fatto di averlo sempre letto fin da bambino, e di averne cercato gli albi sulle bancarelle per anni per completare la collezione. Mio padre era lettore accanito e, come tanti, si rileggeva ciclicamente le storie. Quindi Tex per me è sempre stato uno di famiglia!

In conclusione, vuoi lasciare un messaggio ai tuoi ammiratori che si trasferiranno ad Amadora?
Bruno Ramella: E’ un onore per me rappresentare in Portogallo Tex e idealmente tutta la Bonelli. Io sono all’inizio della mia avventura con Tex, anche se ho una lunga carriera dietro, e spero di essere in grado di portare in Portogallo lo spirito del personaggio. Ci vediamo ad Amadora!

Caro Bruno, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso. Se vuoi approfittare di questo spazio per lasciare qualche messaggio anche ai nostri lettori, puoi farlo.
Bruno Ramella: A tutti i lettori e gli appassionati del Club di Tex del Portogallo, un saluto caloroso e grazie!

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