PRANCHAS INÉDITAS de Laura Zuccheri a Roberto De Angelis passando por Rodolfo Torti, Ugolino Cossu e Gianluca Acciarino

Hoje no blogue do Tex vamos dar, uma vez mais, conhecimento aos nossos leitores de algumas páginas INÉDITAS de Tex que estão sendo desenhadas por alguns dos grandes nomes do staff de Tex, de Laura Zuccheri a Roberto De Angelis passando por Rodolfo Torti, Ugolino Cossu e Gianluca Acciarino:

Prancha inédita de Laura Zuccheri para o Tex Gigante a ser lançado neste Verão

Prancha inédita de Rodolfo Torti

Prancha inédita de Ugolino Cossu

Página inédita de Gianluca Acciarino para ser publicada este ano

Página inédita de Roberto De Angelis a ser publicada ainda neste mês de Fevereiro

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A Opinião do Rui: “Terror na Floresta” e “Maria Pilar”, da Polvo Editora

Por Rui Cunha (texto) e Margarida Cunha (fotografias)


Apesar da fraca atenção que as editoras, em Portugal, dão às edições de livros e revistas de Banda Desenhada, como se aquela que é conhecida como a Nona Arte, fosse algo desprezível e nocivo para a saúde dos leitores e demais pessoas, ainda se consegue, por vezes, ter agradáveis surpresas. Mas já lá vamos.

Vetadas a uma espécie de ostracismo editorial nacional desde há algum tempo, as publicações da Editora Bonelli, nas quais se incluem “Martin Mystère”, “Júlia – Aventuras de uma Criminóloga”, “Dylan Dog”, “Dampyr”, “Mágico Vento”, “Zagor” ou o septuagenário Tex, só para citar alguns dos nomes maiores da editora, só conseguem chegar ao público via importação ou quando alguma pequena editora se prontifica a fazer a sua edição nacional e é deste último caso que se trata.


Falo, claro, da nova colecção que a Editora Polvo, de Rui Brito, começou a lançar em Dezembro de 2018 e que se intitula “Universo Tex”, de que foram lançados os dois primeiros números, “Maria Pilar” e “Terror na Floresta”, respectivamente números 1 e 2 desta colecção. A ideia, segundo os seus autores e o editor, é dar mais protagonismo aos companheiros de aventuras de Tex e, nestas duas aventuras, é mesmo disso que se trata, embora os resultados não sejam iguais em termos qualitativos. Por uma lógica de qualidade, começamos pelo segundo.

Em “Terror na Floresta” vemos Kit Willer, o filho de Tex, envolvido numa aventura que o leva, depois de um jogo de cartas azarado, a ser preso e obrigado a trabalhar como madeireiro nas florestas do Colorado sob o olhar atento dos seus carcereiros enquanto os perigos da natureza espreitam.


História curta que se lê de uma só vez, embora, neste caso particular, o texto de Chuck Dixon não consiga arrancar da mediania, apesar de nunca perder qualidade, não empolga o leitor como seria de esperar numa história de Tex em que este se relega para um segundo plano delegando toda a importância no seu filho, Kit.

O desenho de Michele Rubini tenta fazer o seu melhor para disfarçar a fraqueza do argumento, mas, apesar dum primeiro quadro de cortar a respiração (a imagem do comboio que parece querer sair da página), resvala para uma ligeira banalidade (nomeadamente alguns quadros onde Kit aparece com o rosto ligeiramente efeminado), mas depois recupera a qualidade e melhora do meio para o final (toda a sequência de acção final é exemplo disso).


Em relação à edição propriamente dita, pouco há a assinalar: são 32 páginas de história (mais uma de informação) em papel de boa qualidade, formato ideal para uma leitura cómoda, um texto informativo bastante interessante (da autoria de Mário Marques), uma capa pouco atractiva (que nada tem a ver com a história), uma balonagem cuidada mas que contém um erro grave que deve ter passado na revisão: desde quando é que Jack Tigre se passou a chamar Tiger Jack?! (página 13, quadro 2) e volta a aparecer algumas páginas mais à frente. Será que rebaptizaram a personagem e esqueceram-se de avisar os leitores?

No geral estamos perante mais uma boa ideia do editor Rui Brito e da sua Polvo Editora, a quem se tem de dar os parabéns por mais uma iniciativa com pernas para andar desde que lhe sejam dadas condições para tal.


Em relação a “Maria Pilar”, nº1 desta nova colecção, a história é completamente diferente e a diferença entre ambas as aventuras salta à vista. Maria Pilar é uma jovem que pretende vingar a morte de seu pai, levada a cabo por um grupo de bandidos que se dedica a assaltar caravanas que ligam a cidade de Indianola a San António, em pleno Texas para destruir o comércio dos mexicanos. O caminho da jovem vai cruzar-se com um Ranger do Texas que foi enviado para investigar os acontecimentos e que se propõe ajudá-la.

“Maria Pilar” apresenta-nos um Kit Carson, jovem Ranger do Texas e onde as características mais marcantes da sua personalidade surgem ao de cima: o “bonvivant” corajoso, mulherengo e que gosta duma boa refeição regada com uma boa cerveja.


O argumento, da autoria de Mauro Boselli, revela, uma vez mais, porque é que o seu autor é um dos nomes grandes do staff texiano da Editora Bonelli, uma dedicação e grande conhecimento das coisas do Oeste, um bom texto que agarra o leitor desde o início, recheado de boas cenas de acção, a que também não é alheia a arte de Alessandro Bocci, ao pôr em desenhos as ideias de Boselli contribuindo ainda mais para que em escassas 32 páginas, desde o primeiro quadro (de uma caravana a atravessar um rio) até ao último (a porta de um saloon com o letreiro a dizer “closed”, implicando que a história de Maria Pilar e Kit Carson poderá não ter terminado), o interesse e a qualidade andem de braço dado.

Ao dar protagonismo a Carson (ainda que um jovem Kit Carson), compreende-se o objectivo desta nova colecção, situada no universo de Tex, mas sem ser ele o centro da atenção e assim contribuir para uma maior riqueza e compreensão duma personagem que já conta com mais de 70 anos de existência.


A Editora Polvo de Rui Brito continua destacada na divulgação de Tex e das aventuras no seu universo e “Maria Pilar” é mais um exemplo, plenamente conseguido, desse destaque: um cuidado muito particular na edição, enriquecida com uma semi-biografia do verdadeiro Kit Carson (novamente da autoria de Mário Marques), uma capa apelativa (embora, tal como “Terror na Floresta”, nada tenha a ver com a história, até porque Tex nem sequer aparece como personagem).

Em suma, ambas as obras e, apesar das diferenças que as caracterizam, acho que estamos perante uma nova realidade no que às edições das aventuras do Ranger diz respeito e será, sem dúvida, uma bela homenagem que se pode fazer a Gian Luigi Bonelli e a Aurelio “Galep” Galleppini e à personagem que criaram em 1948.


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Póster Tex Nuova Ristampa 300

Póster Tex Nuova Ristampa 300

Épica ilustração da autoria de Claudio Villa que comemora a tricentésima edição de Tex Nuova Ristampa, onde podemos admirar toda a pujança e imponência de Tex Willer e dos seus três fiéis pards: Kit Carson, Kit Willer e Jack Tigre.

Desenho INÉDITO no Brasil.
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Texto de José Carlos Francisco

Do esboço inicial à capa final do cartonado de Tex “L’uomo dalle pistole d’oro” passando pelas cores originais de R. M. Guéra

José Carlos Francisco e R. M. Guéra em Coimbra – 2018

Por José Carlos Francisco

Como já noticiamos no passado, Rajko Milošević mais conhecido por R. M. Guéra, um conceituado autor de banda desenhada sérvio, nascido em Belgrado em 1959, que vive em Barcelona, Espanha, desde 1991 e que se estreou na indústria jugoslava da Nona Arte em 1982 com a série Elmer Jones, um western escrito por Dragan Savić, será o desenhador de uma história de Tex a ser publicada a 28 de Fevereiro, no próximo cartonado a cores (Tex Romanzi a fumetti nº 9), história essa que foi escrita por Pasquale Ruju e que terá cores de Giulia Brusco (que já tinha colaborado com Guéra na recente série The Goddamned).

Será uma aventura de um Tex jovem, nos seus primeiros anos de Ranger, com ambientação ao redor do Rio Bravo e cujo título provisório é “O homem dos revólveres de ouro“. Algumas das pranchas originais dessa história foram expostas em Março do ano passado, em Coimbra, mais precisamente no evento Coimbra BD, onde inclusive o desenhador sérvio esteve presente para gáudio de muitos fãs e coleccionadores de Tex (e não só)!

R. M. Guéra e uma explicação sobre uma sua prancha de Tex exposta em Coimbra

Mas hoje no Blogue do Tex, damos a conhecer o esboço da capa elaborada pelo consagrado desenhador, mas também da ilustração finalizada com as cores originais e também a própria capa que estará em grande destaque nos quiosques italianos.

Esboço de R. M. Guéra para a sua capa de Tex

Arte de R. M. Guéra para a sua capa de Tex

Arte de R. M. Guéra para a sua capa de Tex

Capa de R. M. Guéra com as cores originais

Capa de R. M. Guéra

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