Pelos mais variados motivos, alguns desenhos e estudos para capas de Tex foram sendo modificados ou mesmo reprovados, conforme foram sendo “evoluídos”, até se chegar à capa eleita que vai para a gráfica, seja sobretudo no trabalho de Claudio Villa em cada capa da série regular de Tex, mas também no caso dos desenhadores dos Tex Gigantes cujas capas são da autoria do desenhador da história, passando assim por sucessivas fases de realização conforme já por várias vezes mostramos aqui mesmo no blogue do Tex e hoje damos a conhecer mais dois exemplos desses esboços que tornaram-se assim obras inéditas e por isso mesmo desconhecidas pela maior parte dos leitores e fãs de Tex.
Stefano Andreucci e Tex
De modo a que possam ser admiradas e comentadas e também para eventual comparação, mostramos os dois primeiros esboços, realizados porStefano Andreucci, da capa do Tex Gigante nº 32, assim como a respectiva capa publicada em 2017 pela Sergio Bonelli Editore com o título “Il magnifico fuorilegge” (“O magnífico fora-da-lei“):
Esboço alternativo número 1 da capa do Tex Gigante nº 32, da autoria de Stefano Andreucci
Esboço alternativo número 2 da capa do Tex Gigante nº 32, da autoria de Stefano Andreucci
Capa do Tex Gigante nº 32, da autoria de Stefano Andreucci
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Le Storie: El Inquisidor Gianfranco Manfredi (argumento) Antonio Lucchi (desenho) Stefano Simeone e Luca Bertelè (cores)
Panini Comics Espanha, Abril de 2019
195 x 259 mm, 128 p., cor, capa dura 16,00 €
A dois tempos
A sua proveniência da colecção Le Storie, o nome de Gianfranco Manfredi no argumento e a temática, a (dita) Santa Inquisição, fizeram com que me aproximasse desta obra com fundadas expectativas. Saí da leitura dividido – tal como está a narrativa.
El Inquisidor, quinto número de Le Storie Annuale, tem a acção ambientada na Galiza, no início do século XVII, e apresenta como protagonista Luis de Santiago, um inquisidor ao serviço da – então como hoje – todo-poderosa Igreja Católica.
Este homem possui, no entanto, uma particularidade que questiona as suas aptidões para a tarefa: não acredita em bruxas e, mais ainda, está disposto a lutar a partir de dentro para acabar com os autos-de-fé. Para reforçar a sua posição, embora aqui e ali queime uma ou outra acusada, não hesita, noutras ocasiões, em condenar à fogueira não as supostas adoradoras do diabo mas sim os seus acusadores, ciente que na maior parte dos casos a culpa delas vem apenas da recusa de certos avanços, da ameaça de expor os abusos sofridos ou de terem querido ajudar quem a elas recorreu.
Autor de sucessivas missivas às altas instâncias clericais, acaba por provocar uma investigação às suas acções por parte de um antigo companheiro.
Narrativa de cariz histórico, suficientemente ancorada numa realidade comprovada, sem que isso limite a criatividade dos autores, El Inquisidor, a meio do seu percurso narrativo, perde este carácter claramente realista, para dar lugar a um registo em que impera o sobrenatural – que Santiago aceita sem problemas… – de uma forma que deixarei aos leitores (curiosos) descobrirem.
Esta metamorfose radical de temática – igualmente válida e aceitável e igualmente consistente e bem trabalhada, mas que nada até aí fazia prever – e a divisão clara que provoca no relato e acaba por deixar o leitor um pouco como ‘o tolo no meio da ponte’, sem compreender o porquê da alteração e dividido entre um e outro registo que, embora representem duas faces possíveis – e até promovam abordagens interessantes – de uma mesma moeda, se tornam difíceis de aceitar no contexto em que surgem.
Por isso – ou também por isso, para ser mais justo – o aspecto mais saliente de El Inqusidor, acaba por ser o belo trabalho gráfico de Antonio Lucchi. Assente em cor directa digital que evoca a aquarela clássica, revela-se à vontade, expressivo e dinâmico quer no realismo crítico inicial e na representação de época, ao nível arquitectónico e de vestuário, quer no (mais livre) contexto sobrenatural subsequente, conseguindo transmitir a atmosfera adequada em ambos os casos.
Nota final
Ao contrário do que tem sido habitual nas edições de material Bonelli pela Panini Comics, a edição não apresenta extras. O editor habitua mal os leitores e estes depois queixam-se…
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
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Hoje no Blogue do Tex vamos mostrar uma compilação realizada por Orlando Santos Silva, numa sequência de apenas 90 segundos contendo alguns belos, significativos, mas também solenes e divertidos momentos ocorridos durante a 6ª Mostra do Clube Tex Portugal, evento ocorrido no Museu do Vinho Bairrada, em Anadia, no passado fim de semana de 27 e 28 de Abril e que contou com as ilustres presenças dos desenhadores italianos Roberto Brindisi e Roberto De Angelis:
Fabio Civitelli é a mais recente confirmação para a próxima edição da Comic Con Portugal (evento a realizar em Oeiras, de 12 a 15 de Setembro) para a categoria BD & Literatura, um talento trazido pelo Clube Tex Portugal, cuja deslumbrante Arte “Portuguesa” (ilustrações de Tex no nosso país, realizadas ao longo dos anos nas anteriores passagens de Fabio Civitellipor Portugal), vamos hoje mostrar a quem ainda não tem o privilégio de conhecer as magníficas obras-primas de Tex em Moura, Beja, Viseu e Porto realizadas por este que é um dos mais consagrados desenhadores italianos de Banda Desenhada.
Tex Willer em Moura na Arte de Fabio Civitelli
Tex Willer em Beja na Arte de Fabio Civitelli
Tex Willer em Viseu na Arte de Fabio Civitelli
Tex Willer no Porto na Arte de Fabio Civitelli
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