Laura Zuccheri é a primeira mulher a ilustrar uma história de Tex.
E não se trata de uma história qualquer, mas sim uma das publicadas anualmente numa das mais prestigiadas colecções dedicadas ao Ranger: Tex Gigante.
Tex Gigante esse, que será o número 34, intitulado “Doc!“, com argumento de Mauro Boselli e com lançamento, em Itália, no dia 20 deste mês de Junho.
É dela o vídeo que mostramos de seguida, onde aLaura Zuccheriestá a fazer um desenho de Tex dedicado a todos os leitores apaixonados pela carismática personagem italiana criada em 1948 pela prestigiada dupla G. L. Bonelli e Aurelio Galleppini:
El Verano del Comisario Ricciardi: El lugar de cada uno
Marcello de Giovanni (argumento)
Paolo Terracciano (guião)
Alessandro Nespolino (desenho)
Panini Comics
Espanha, Maio de 2019
ISBN: 9788491678939
195 x 259 mm, 176 p., cor, capa dura
18,00 €.
Falsa indiferença
“La Nápoles de los años treinta es la protagonista principal de las novelas de Ricciardi.”
Maurizio de Giovanni na introdução de El Lugar de Cada Uno
E com a chegada do Verão, Nápoles torna-se (ainda) mais opressiva e extenuante.
El Verano del Comisario Ricciardi – El lugar de cada uno
Apesar das temperaturas elevadas – ou também por causa delas – a vida continua, arrasta-se qual calvário interminável e o comissário Ricciardi tem de descobrir porque foi (mais) uma bela mulher assassinada. Assassinada três vezes…
Trata-se da duquesa de Camparino, segunda mulher d(a velhice d)o duque e os suspeitos multiplicam-se: o marido, idoso, inválido e traído com todos os homens que (a) deseja(m); a governanta que o idolatra e a despreza; o enteado que a odeia; o amante recém-rejeitado…
Foi encontrada morta, nos seus aposentos particulares, fechados por dentro, e Ricciardi é encarregado de investigar quem a assassinou. Uma, duas, três vezes, como a autópsia e as evidências demonstrarão e os leitores poderão deduzir da veracidade do aparente contra-senso…
Indiferente a isso – sem que isso lhe seja indiferente – a vida em Nápoles prossegue, cada vez mais asfixiada pelo poder crescente das milícias fascistas e das suas regras censórias, perante os cada vez mais ténues protestos de uns poucos e os silêncios cobardes e cúmplices da maioria.
Indiferentes ao crime – embora ele seja comentado nas suas ruas e praças – a vida prossegue nelas e na (falsa) segurança das casas particulares, com os pequenos dramas de cada um a sucederem-se em paralelo à investigação: o excesso de peso do cabo Maione, o silêncio crescente do jornalista em tempos audaz, as aventuras sexuais do médico legista, os amores proibidos, os desejos (mal) contidos, as fachadas que não espelham o interior, a luta quotidiana para pôr (alguma) comida na mesa…
Porque Nápoles, mais do que os edifícios de época, mais do que as ruas estreitas, as praças amplas, os jardins, as igrejas – tudo bem retratado por Nespolino, natural da cidade… – é o conjunto de pessoas que vive e confere alma à cidade, cidadãos mais ou menos anónimos que vivem, sobrevivem, sofrem e às vezes se divertem.
(Menos) indiferente a tudo isto (do que parece), Ricciardi vai juntando as pontas, ordenando as pistas, descartando suspeitas, arrisca a pele e a carreira ao afrontar os poderes vigentes e, continuamente atormentado pelas vítimas de crimes violentos que (literalmente) vê desde criança e cujas indicações se mostram sempre decisivas para obter respostas, valoriza mais estes mortos do que os vivos com quem partilha o quotidiano – ou com quem aspira a partilhá-lo.
A edição da Panini espanhola, mais uma vez encerra com um dossier de 12 páginas, com a reprodução de fotos que lhe serviram de base, esboços das personagens, esquissos das cenas e uma entrevista com o desenhador que explica o seu processo de trabalho.
El Verano del Comisario Ricciardi – El lugar de cada uno
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
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Esdras Stevanynasceu a 30 de Maio de 1997, na cidade de Lagoa Salgada, cidade próxima à capital do estado do Rio Grande do Norte, Brasil, tendo passado toda a sua infância até aos 20 anos num pequeno vilarejo chamado Diogo Lopes, distrito da cidade de Macau, tendo-se mudado para Goiás o ano passado.
É um jovem muito sonhador, sendo já um ilustrador profissional que trabalha com diferentes estilos artísticos, desde a pintura de telas, banners, design de logomarcas, quadrinhos, caricaturas e não só…
Desenhar é o que faz profissionalmente, desde os 15 anos de idade, porém também trabalha em outras actividades para melhor manter a sua renda. No mundo artístico o seu nome é “Stevany“.
Mas para conhecer melhor este jovem artista, que nos brinda hoje com um desenho de Kit Carson, leia a entrevista concedida ao nosso Blogue, clicando AQUI!
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No passado dia 20 de Maio a Sergio Bonelli Editore publicou a edição número 7 de Tex Willer (a nova série dedicada ao jovem Tex e que traz as aventuras de Tex quando ele ainda era um fora-da-lei!), intitulada “Rancho sangriento” que contém a terceira parte de uma história escrita por Mauro Boselli e desenhada por Bruno Brindisi!
Maurizio Dotti exibe as artes originais da capas nº 6 e 7 de Tex Willer
A capa deste sétimo número, tal como as seis anteriores e as que se seguirão nesta nova colecção, é da autoria do conceituado desenhador Maurizio Dotti, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada dos esboços iniciais, assim como da arte finalizada a tinta da china e ainda da capa original pintada pelo próprioMaurizio Dotti, devido à gentil cortesia do próprio Dotti:
Esboço inicial da capa de Tex Willer #7, da autoria de Maurizio Dotti
Arte final a preto e branco da capa de Tex Willer #7, da autoria de Maurizio Dotti
Capa de Tex Willer #7, com as cores originais de Maurizio Dotti
Capa de Tex Willer #7
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