A arte original a preto e branco de Giacomo Danubio e as cores (de Sérgio Streiechen) na CAPA VARIANTE da revista nº 10 do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco

Francesco Micoli e Giacomo Danubio

Após Andrea Venturi (revista nº1), Fabio Civitelli (nº 2), Luca Vannini (nº 3), Enrique Breccia (nº 4), Maurizio Dotti (nº 5), Massimo Rotundo (nº 6), Stefano Biglia (nº 7), Pasquale Del Vecchio (nº 8.) e Rossano Rossi (nº 9), GIACOMO DANUBIO é o desenhador de Tex que realizou as capas (principal e variante) da edição nº 10 da revista do Clube Tex Portugal, engrandecendo ainda mais o fantástico naipe de desenhadores do Ranger que se pôs ao serviço do Clube Português dedicado à mítica personagem criada, em 1948, por G. L. Bonelli (texto) e Aurelio Galleppini (arte).

Capas essa já divulgadas recentemente aqui mesmo no blogue português do Tex e que hoje damos a conhecer aos nossos leitores, da arte original a preto e branco à capa final da edição contendo a capa variante, passando pelas cores do cirurgião dentista Dr. Sérgio Streiechen, brasileiro (e também artista nas horas vagas), fã e coleccionador de Tex desde a infância e que realizou um trabalho extraordinário como podemos ver numa bela sucessão de imagens que mostram bem como o pard Sérgio domina tão bem a arte de colorir, tanto que granjeou os maiores elogios do próprio autor da ilustração, o próprio Giacomo Danubio. Salientamos também que as cores de Sérgio Streiechen foram também aprovadas pela Sergio Bonelli Editore pelo que o próprio, apesar de amador, pode ostentar no seu currículo ser o autor das cores de duas capas oficiais de Tex. Sim, duas, porque o bravo cirurgião também coloriu a capa principal como já mostramos recentemente num post.

Desenho de Giacomo Danubio, a preto e branco, para capa variante da revista nº 10 do Clube Tex Portugal

Desenho de Giacomo Danubio, colorido por Sérgio Streiechen, para capa variante da revista nº 10 do Clube Tex Portugal

Desenho de Giacomo Danubio, colorido por Sérgio Streiechen, para capa variante da revista nº 10 do Clube Tex Portugal

Capa variante da revista nº 10 do Clube Tex Portugal

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As Leituras do Pedro – Le Storie: ¡Matad a Caravaggio!

As Leituras do Pedro*

Le Storie: ¡Matad a Caravaggio!
Giuseppe de Nardo
(argumento)
Giampiero Casertano
(desenho)
Panini ComicsEspanha, 27 de Junho de 2019
195 x 259 mm, 144 p., cor, capa dura
ISBN: 9788491678946
17,00 €

A História pelos olhos de outros

Apesar de anterior à versão de Milo Manara – e de ter uma abordagem bastante díspar – foi-me impossível ler esta obra sem ter em mente aquela, que já conhecia dos dois volumes – O Pincel e a Espada e O Indulto – da versão portuguesa da Arte de Autor. O que, curiosamente, me fez valorizar ainda mais este Caravaggio de Giuseppe de Nardo e Giampiero Casertano.

Quero ser claro: não é propósito deste texto comparar as duas versões ponto a ponto, mas algumas comparações serão inevitáveis.

A primeira, evidente, passa por afirmar que o traço de Manara é mais virtuoso – embora ambos sirvam bem os respectivos argumentos e o tom escolhido. O que não invalida que Casertano – como Manara – trace um credível e bem sustentado retrato de época, com um traço realista, de expressões fortes e enquadramentos variados, onde, mais do que uma vez, enquadra muito bem algumas das obras de Caravaggio.

A grande diferença, entre as duas versões, está no protagonista. Enquanto Manara colocou o pintor milanês no centro da acção, De Nardo prefere contar a História – e apreciar a arte – através de um olhar diferente. O seu protagonista é um dos dois assassinos a soldo, contratados – por pessoas diferentes – para pôr fim aos dias de Michelangelo Merisi da Caravaggio, sobre cujos ombros pendia uma pena de morte por ter matado um adversário em duelo.

O protagonista desta ficção é então Pablo Domingo Serrano, antigo capitão da guarda, famoso pela sua capacidade de perseguir e capturar – ou matar – fugitivos e é pelos seus lábios – ou pelos daqueles com quem interage – pelo seu olhar e pelas suas deambulações pelos locais onde foi precedido por Caravaggio, que vamos conhecer a história deste – e a História que o rodeia e de que foi também protagonista. Os seus quadros, os seus feitos, o seu mau feitio, as contendas em que se envolveu, os castigos que sofreu ou lhe tentaram infligir, os sucessivos protectores ou detractores, vão-nos sendo apresentados como que em segunda mão, o que não significa menor credibilidade, coerência ou veracidade, apesar do narrador principal ser alguém a quem falta objectividade, embora as razões para isso vão mudando ao longo do relato.

Isso permite aos autores atenuar a carga histórica e também uma maior liberdade ficcional e a introdução de diversas cenas de acção, em boa parte devido aos confrontos que opõem Pablo Serrano e o francês Lagarde, outro caçador de recompensas, de cuja rivalidade e contas pendentes acabaremos por conhecer a origem, em paralelo com o relato principal.

No entanto, se isto permite aparentar um relato de cariz histórico a uma consistente banda desenhada de aventuras, o grande mérito de De Nardo é a forma como aos poucos leva o seu protagonista a passar de perseguidor a admirador, conseguindo, desta forma, fazer de ¡Matad a Caravaggio!, antes do mais, uma bela homenagem à arte e à sua influência sobre quem tem o privilégio de a apreciar, compreender e de se deixar tocar por ela.

Nota final

Uccidere Caravaggio!, primeiro número especial da colecção Le Storie, nesta edição espanhola – mais uma vez bem impressa, em bom papel e com uma sólida capa dura – conclui com um dossier em que Giuseppe de Nardo e Giampiero Casertano confessam a sua admiração pelo objecto da sua obra e narram na primeira pessoa como ela nasceu.

*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

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A arte original a preto e branco de Giacomo Danubio e as cores (de Sérgio Streiechen) na capa principal da revista nº 10 do Clube Tex Portugal

Por José Carlos Francisco

Após Andrea Venturi (revista nº1), Fabio Civitelli (nº 2), Luca Vannini (nº 3), Enrique Breccia (nº 4), Maurizio Dotti (nº 5), Massimo Rotundo (nº 6), Stefano Biglia (nº 7), Pasquale Del Vecchio (nº  8.) e Rossano Rossi (nº 9), GIACOMO DANUBIO é o desenhador de Tex que realizou as capas (principal e variante) da edição nº 10 da revista do Clube Tex Portugal, engrandecendo ainda mais o fantástico naipe de desenhadores do Ranger que se pôs ao serviço do Clube Português dedicado à mítica personagem criada, em 1948, por G. L. Bonelli (texto) e Aurelio Galleppini (arte).

Capas essa já divulgadas recentemente aqui mesmo no blogue português do Tex e que hoje damos a conhecer aos nossos leitores da arte original a preto e branco à capa final da edição principal, passando pelas cores do cirurgião dentista Dr. Sérgio Streiechen, brasileiro (e também artista nas horas vagas), fã e coleccionador de Tex desde a infância e que realizou um trabalho extraordinário como podemos ver numa bela sucessão de imagens que mostram bem como o pard Sérgio domina tão bem a arte de colorir, tanto que granjeou os maiores elogios do próprio autor da ilustração, o próprio Giacomo Danubio. Salientamos também que as cores de Sérgio Streiechen foram também aprovadas pela Sergio Bonelli Editore pelo que o próprio, apesar de amador, pode ostentar no seu currículo ser o autor das cores de duas capas oficiais de Tex. Sim, duas, porque o bravo cirurgião também coloriu a capa variante como mostraremos em breve num post posterior.

Desenho de Giacomo Danubio, a preto e branco, para capa principal da revista nº 10 do Clube Tex Portugal

Desenho de Giacomo Danubio, colorido por Sérgio Streiechen, para capa principal da revista nº 10 do Clube Tex Portugal

Capa principal da revista nº 10 do Clube Tex Portugal

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