Póster Tex Nuova Ristampa 307

Póster Tex Nuova Ristampa 307

Nesta ilustração nocturna da autoria de Claudio Villa, vemos Tex Willer, na Rocha do Duelo – um vertiginoso torreão que se ergue do fundo de um desfiladeiro, ligado a uma esplanada por um tronco ressequido pelo tempo – , numa luta de facas até à morte contra Urso Veloz, devido ao desafio deste para tirar o bastão de comando dos Navajos a Águia da Noite, a quem considerava um usurpador branco.

Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Il presagio” de Claudio Nizzi e Fabio Civitelli (Tex italiano #475 a #477).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)

Texto de José Carlos Francisco

As Leituras do Pedro – Deadwood Dick: Negro como la noche, rojo como la sangre

As Leituras do Pedro*

Deadwood Dick: Negro como la noche, rojo como la sangre
Baseado na novela Soldierin, de Joe R. Lansdale
Michele Masiero (argumento)
Corrado Mastantuono (desenho)
Panini Comics
Espanha, 26 de Setembro de 2019
195 x 259 mm, 144 p., cor, capa dura
ISBN: 9788491678885
17,00 €

Negro, bem negro

Num catálogo celebrizado pelo western – com Tex à cabeça, claro, mas também com Ken Parker, Zagor, Mágico Vento… – a Sergio Bonelli Editore propôs mais recentemente Deadwood Dick – agora em edição da Panini espanhola – que, aparte a temática comum, difere em tudo das restantes séries citadas, ou não fosse protagonizado por um negro, sendo negro também o humor que a caracteriza.

Deadwood Dick é uma adaptação das novelas do escritor norte-americano Joe R. Lansdale, objecto de uma longa entrevista publicada no dossier que encerra este livro.

A sua acção decorre no período subsequente à Guerra Civil norte-americana, que terminou com a vitória do Norte sobre o Sul e – teoricamente… – com o fim da escravidão e da discriminação dos negros e inspira-se – muito livremente –  em acontecimentos da vida de Deadwood Dick, aliás Nat Love, alguém que viveu  naquela época.

O seu protagonista é um negro – com plena consciência do seu estatuto e das consequências que tal facto lhe acarreta – que, após um mal-entendido, é obrigado a fugir para não ser sumariamente linchado (por brancos). Após um encontro com Cullen, outro negro em busca de rumo para a sua vida, acabam por se alistar no exército, num esquadrão inteiramente composto por negros – embora comandado por um branco…

A aprendizagem do novo ofício, entrecruzada com acontecimentos do passado e pesadelos recorrentes, que no seu conjunto ajudam a definir o momento presente e a conhecer a personalidade de Deadwood Dick, vai-nos sendo apresentada numa narrativa feita muitas vezes em off, na primeira pessoa, de forma mordaz e irreverente, não se furtando o protagonista a comentários provocadores ou mesmo a questionar o leitor. Este tom (negro) bem-humorado que o livro assume, não inibe os autores de incluírem sexo e (principalmente) violência sempre que acham necessário, o que contribui para acentuar um tom mais pesado da narrativa.

Magnificamente desenhado por Corrado Mastantuono – cuja arte, soberba no uso de fortes contrastes a branco e negro merecia ser apreciada sem cores, tal como foi inicialmente publicada (e mostro abaixo) – e com a questão do racismo sempre em fundo – o que não significa que esta seja uma leitura para levar demasiado a sério – vamos acompanhando o quotidiano fastidioso daquela companhia militar, numa zona deserta e pacífica, onde os índios raramente se deixam ver. Em termos de construção, uma referência para a boa gestão do ritmo imposta ao livro que, pelo facto de abrir com uma situação limite, em que o protagonista está prestes a ser morto por um pele-vermelha, e cujo desfecho apenas conheceremos dezenas de páginas mais tarde, provoca uma maior apetência pela leitura, durante a qual Deadwood Dick dificilmente deixará de conquistar os leitores, sejam eles apreciadores ou não de bons westerns.



*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro

(Imagens coloridas disponibilizadas pela Panini Comics Espanha; imagens a preto e branco disponibilizadas pela Sergio Bonelli Editore; clicar nelas para as apreciar em toda a sua extensão)

Tex #600 terá DUAS CAPAS ao dispor de todos os fãs e coleccionadores brasileiros

A edição nº 600 de Tex Willer no Brasil, terá uma particularidade bem especial, para além do brinde que a acompanha (o facsímile da primeiríssima revistinha do Tex em língua portuguesa, a histórica edição número 28 da revista em tiras Júnior, datada de 25 de Fevereiro de 1951)… pela primeira vez na história do Ranger no Brasil, uma edição de Tex para além da capa principal será publicada com uma capa variante, para que o coleccionador possa escolher qual das duas capas quer adquirir, se bem que muitos certamente optarão por comprar ambas as versões!

Tex #600 – Capa principal

Trata-se de uma novidade no Brasil, já que a Mythos Editora será a primeira editora brasileira a publicar um número de Tex com duas capas diferentes, algo já relativamente comum em Portugal com as magníficas edições da Polvo Editora, mas também com a revista do Clube Tex Portugal, a verdadeira precursora a nível mundial no que a capas variantes de Tex diz respeito, assim como na Itália com algumas edições especiais de Tex com o selo da Sergio Bonelli Editore.

Ambas as capas são da autoria de Claudio Villa, a principal será a original publicada em Itália no número #700, onde comparecem os quatro pards a galope, enquanto a capa variante, também chamada de alternativa, contará com Tex e Carson sentados à mesa de um restaurante, prestes a devorarem duas suculentas costeletas de vaca, que ainda de tão quentes o fumo representa o número 600, como podemos observar na respectiva capa que mostramos de seguida, assim como a ilustração original de Villa:

Tex #600 – Capa variante

Tex #600 – Ilustração original da capa variante

Quanto à edição em si, a ser distribuída a 25 de Outubro, será a cores e terá texto de Mauro Boselli e desenhos de Fabio Civitelli, tendo como título O OURO DOS PAWNEES. Trata-se de uma aventura ocorrida há muito tempo atrás, onde enquanto percorriam as grandes pradarias do Oeste, quatro jovens amigos deparam-se com um bando de ferozes índios sioux em perseguição a uma menina índia. Um dos rapazes era Tex Willer, que bravamente salva a vida da garota. A partir daquele momento, o destino de Tex e o do povo vermelho estaria intrinsecamente ligado na pessoa da princesa índia Tesah e do segredo do tesouro sagrado. Anos mais tarde, Águia da Noite recebe uma mensagem com um pedido de ajuda da velha amiga e parte em seu socorro, junto com Carson, Jack Tigre e Kit Willer.

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