* Depois de 428 ilustrações realizadas no espaço de mais de 20 anos (1996-2017), Claudio Villa passou o bastão de autor dos mini-pósteres de Tex publicados na colecção Tex Nuova Ristampa, a Maurizio Dotti. .
Janeiro de 2018 marcou a estreia de Maurizio Dotti na realização dos mini-pósteres de brinde publicados na série italiana de Tex Nuova Ristampa, substituindo o mítico Claudio Villa. Tratou-se de um verdadeiro acontecimento já que foram mais de 20 anos e mais de 420 ilustrações realizadas pelo actual responsável pelas capas de Tex.
Maurizio Dotti na arte caricatural de Bira Dantas
Maurizio Dotti é no presente um dos mais admirados e aclamados desenhadores do actual staff de desenhadores de Tex Willer e fez para a revista portuguesa do Clube Tex Portugal a sua primeira capa de Tex, capa essa que foi muito elogiada não somente pelos leitores da revista do Clube Português, mas também um pouco por todo o mundo após ser dada a conhecer na Internet, elogios que choveram inclusive na Sergio Bonelli Editore, sobretudo do actual responsável máximo de Tex, o editor Mauro Boselli.
Boselli que é um confesso admirador das qualidades artísticas de Maurizio Dotti ficou tão agradado com a capa portuguesa que assim que houve uma oportunidade convidou o desenhador milanês (que foi uma das estrelas presentes na 3ª Mostra do Clube Tex Portugal, evento realizado em Abril de 2016) para fazer uma capa oficial de Tex, capa essa para o Color Tex nº 12 que foi publicado em Novembro de 2017.
A partir daí, no quesito capas, houve uma ascensão meteórica de Maurízio Dotti, que substituiu Claudio Villa na realização dos mini-pósteres de Tex publicados em Tex Nuova Ristampa (e que serão futuras capas no Brasil) e foi convidado para ser o capista oficial de Tex Willer, a nova série dedicada ao jovem Tex… e, recorde-se, tudo isto começou então com um convite português…
Hoje no Blogue do Tex vamos dar a conhecer a todos os nossos leitores todo o processo de criação de dois dos mais recentes mini-pósteres, mais precisamente os números 448 e 449, desenhado por Dotti, desde o esboço inicial até à ilustração pintada nas cores do próprio Maurizio Dotti, passando pela arte a preto e branco:
Esboço inicial de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 448
Ilustração finalizada a tinta da china por Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 448
Ilustração finalizada com as cores de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 448
Esboço inicial de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 449
Ilustração finalizada a tinta da china por Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 449
Ilustração finalizada com as cores de Maurizio Dotti para o Póster de Tex Nuova Ristampa de Tex n° 449
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Miguel Angel Repetto, o histórico desenhador argentino e decano dos desenhadores texianos, nasceu em Luján, província de Buenos Aires, a 17 de Fevereiro de 1929, tendo falecido este ano, com 90 anos, no passado dia 10 de Maio.
Repetto estava a desenhar, há mais de seis anos devido a doença, a história de Tex intitulada “Il re di Chicago”, com texto de Pasquale Ruju, uma aventura de ambientação citadina que verá pela primeira vez Tex em Chicago: Um velho inimigo de Kit Carson tornou-se Senador dos Estados Unidos. Os seus obscuros negócios chegaram a Chicago… Ninguém se pode opor ao seu poder, mas à cidade chegam dois Rangers do Texas…
A história, aguardada com muita expectativa, será publicada no próximo dia 10, integrada no volume número 25 da série Maxi Tex, cujo título será “Il Boss di Chicago” e que trará uma segunda história citadina, essa da autoria de Rossano Rossi nos desenhos e texto igualmente de Pasquale Ruju. Em homenagem ao Mestre argentino, damos hoje a conhecer duas das páginas de sua autoria que serão publicadas então no Maxi Tex #25.
Página da ÚLTIMA história de Miguel Angel REPETTO
Miguel Angel Repetto estreou-se em Tex há precisos vinte anos, no Almanacco del West 1999 (O mistério da cabana assombrada), tendo visto publicada a sua última aventura no Maxi Tex número 16, de 2012 (A lei de Starker), com 83 anos, 7 meses e 19 dias tornando-se o decano dos ilustradores de Tex. Pelo meio mais nove histórias publicadas no Almanacco del West 2002 (O último esquadrão), nos Maxi Tex números 4 (contendo duas histórias suas: A ira de Tex e Ódio implacável), 6 (Rio Hondo) e 9 (A trilha das emboscadas) e na série regular nos números 504/505 (Guerra no deserto), 526/527 (Os irmãos Donegan), 544/545 (Intriga no Klondike) e 565/566 (A sentinela do passado), numa carreira dedicada ao western praticamente desde a sua estreia, com 17 anos de idade.
Capa de Maxi Tex #25, que contém a ÚLTIMA história de Miguel Angel REPETTO
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Texto de O Estadão (Fundado em 1875, online desde 1995), Brasil 10 de Setembro de 2019
Por Rodrigo Fonseca*
Cinecittà dos quadrinhos europeus, numa zona franca de vigilantes com ares de Gary Cooper e alma de Mastroianni, a Sergio Bonelli Editore fez uma reinvenção na ficção científica, há uma década ao criar Brad Barron, uma espécie de Kurt Russell em PB, de prontidão para encarar perigos que parecem saídos da mente (e das lentes) de John Carpenter. Criado nos fumetti (o termo à italiana para gibi), o herói (um misto do que Kurt foi em “O enigma do outro mundo” com seu lado Rambo em “Fuga de Nova York”) chega agora ao Brasil, num empenho editorial do pesquisador Wagner Macedo para popularizar por aqui as tramas de Tito Faraci. Na Itália, a série saiu de 2005 a 2006, em 18 volumes. O projeto de publicação do personagem, feito pela Graphite Editora, envolve uma campanha de financiamento coletivo, no Catarse.
Acompanhe por aqui (https://www.catarse.me/brad_barron1), mas acompanha o gesto de Macedo com carinho, pois a dramaturgia de Faraci é de uma sofisticação singular.
A sinopse oficial: “Brad Barron é um cientista, professor de biologia, autor de um tratado sobre a hipótese de vida extraterrestre, a qual acaba comprovando, na própria pele, contra a sua vontade. Ele também é um ex-soldado veterano, que lutou com o exército dos Estados Unidos, durante a Segunda Guerra Mundial. Participou do desembarque aliado na Normandia, ganhou duas medalhas por bravura, uma cicatriz permanente no rosto e muitas memórias dolorosas gravadas em sua alma. Brad Barron é um prisioneiro – o número nove – uma das cobaias favoritas dos Morb: tenaz, indomável, quase incontrolável e, portanto, particularmente interessante para os estudos conduzidos pelos cientistas extraterrestres. É um lobo solitário em busca de liberdade, tanto para si quanto para um mundo esmagado por uma raça alienígena, determinada a transformá-lo numa colônia”. A sinopse do P de Pop: Brad Barron é o lado John Carpenter dos gibis italianos, apostando na estranheza ao dissecar a alteridades entre duas culturas que têm no ódio um ponto de interseção a ser desbaratado por um Snake Plissken à carbonara. Simples e delicioso assim.
“O projeto é trazer a maxissérie de 18 volumes de 96 páginas em 6 volumes de 312 páginas, criando um espaço extra para trabalharmos com matérias diversas que serão assinadas por nossos colaboradores”, diz Macedo. “Está em nossos planos publicar uma matéria assinada pelo Professor e Doutor Edgar Indalecio Smaniotto sobre ficção científica, quadrinhos, vida extraterrestre no período histórico – a década de 50 em que ocorre as histórias -, história alternativa e ponto de divergência, no caso, a invasão alienígena. Todas essas matérias são inspiradas no estilo dos ‘Almanacco Bonelli’ que também possuem matérias correlatas ao tema das obras”.
O projeto de Macedo ganhou mais visibilidade nas redes sociais graças ao delicado trabalho de divulgação na web feito por um super-herói do cinema no Brasil: o curador Fernando Brito, pesquisador responsável pelo selo de DVDs da Versátil, que lançou coleções de mestres como Carl T. Dreyer e Arthur Penn no país. Ele prepara um ensaio especial para a edição de BB, assinando uma matéria sobre os estilos cinematográficos e literários que serviram de base para a criação da obra.
“Brad Barron, assim com outros personagens da Bonelli, representa bem a relação de amor e, ao mesmo tempo, de reinvenção que os italianos têm com os gêneros do cinema clássico americano”, diz Brito. “Nesse caso, temos a sci-fi dos anos 1950, no cinema e na literatura, toques de horror – o gênero irmão da sci-fi nesse período – e também do filme noir. Como é o caso com a releitura de ‘Psicose’ e ‘As Diabólicas’ pelo giallo, do faroeste clássico pelo spaghetti, do policial urbano dos anos 70 pelo poliziottesco, há uma estilização e um acréscimo estético que vai além da simples homenagem ou da emulação. Os italianos amam esses modelos, mas sobretudo criam deles. E a minissérie do Tito Faraci – aliás, a primeira da Bonelli, publicada originalmente entre 2005 e 2006, não foge dessa tradição”.
A seguir, Macedo nos dá uma pequena aula, disfarçada de entrevista, sobre as HQs da Europa. O que o personagem Brad Barron traz de mais significativo do legado das HQ’s Italianas? WAGNER MACEDO:Legado pressupõe tradição, que pressupõe história. Pensando nisso seria superficial uma análise que não cavasse fundo nas origens do quadrinho italiano. O fumetti italiano se inspirou, inicialmente, em periódicos voltados ao público jovem e algumas publicações satíricas do século XIX. Em 1848 foi feita a primeira publicação satírica ilustrada no “L’Arlecchino”, jornal de Nápoles com circulação diária. Em 1899, foi a vez de a revista “Il Novelino” estrear.
Esta revista desempenhou um papel importantíssimo na divulgação, popularização e internacionalização dos quadrinhos, com a publicação do personagem Yellow Kid de Richard Felton Outcault (autor americano) na Itália em 1904. Em 1908 é lançada a revista “Corrieri Dei Piccoli”, primeira publicação com foco principal em quadrinhos, considerada como o berço do Fumetti, publicava cartoons e ilustrações para fins educativos e de propaganda.
Contudo, após tantos anos de crescimento e evolução de seus quadrinhos a Itália sofreu um duro golpe em seu mercado editorial com o início da Segunda Guerra, com a suspensão e até mesmo proibição de várias publicações. O fim da guerra, no entanto, foi vital para a consolidação de vários segmentos da cultura e da própria vida do povo italiano, com a derrota na guerra, parte das forças aliadas americanas permaneceram na Itália por um tempo e, nesse ínterim, os italianos foram bombardeados por obras americanas, principalmente filmes, que apresentaram a eles os cenários do WESTERN, com os tradicionais atores durões, como John Wayne. No âmbito editorial, houve um boom gigante de publicações, tanto nacionais como estrangeiras que chegaram quase a fazer o mercado colapsar. Aos poucos o mercado foi se recuperando e redefinindo-se. O fenômeno mais significativo deste período foi o aparecimento de revistas em quadrinhos. Impressas em diversos formatos, de tamanhos que variavam do formato de talão de cheque, similar as tiras diárias, aos de tamanho gigante, elas apresentaram histórias coletadas dos periódicos, bem como novas aventuras de personagens italianos. Foi nas páginas de revistas em quadrinhos que os heróis produzidos na Itália ganharam popularidade, eventualmente ofuscando seus homólogos americanos. Finalmente, em 1948 é criado o mais renomado personagem dos quadrinhos italianos de todos os tempos, Tex Willer. O personagem que é, até hoje, marca registrada da Editora Bonelli em todo mundo foi criado por Gian Luigi Bonelli com arte de Aurelio Galleppini. Ele expressava ao mesmo tempo uma grande homenagem à figura do Cowboy, como também uma figura que se contrapunha aos velhos ideais do passado de Itália fascista. No fim de sua vida, Gian Luigi Bonelli concedeu uma entrevista enquanto hospitalizado e disse: “Se a Itália era Mussolini, eu sou Tex!” Esta afirmativa mostra que o italiano construiu o personagem com paixão, tratando-o como um alter ego de si mesmo. Boxeador amador no passado, fazia referência a golpes de boxe quando Tex lutava (com direto a notas no fim de página descrevendo os golpes usados: cruzado, uppercut, etc). Bonelli transplantou ao Tex toda sua essência e verdade e, por ser um personagem tão humano e palpável, nunca saiu de moda, devido à grande identificação que o público adquiriu com o personagem.
Seguindo os passos do pai, o jovem Sergio Bonelli, que já respirava quadrinhos desde criança, cria seu primeiro personagem em 1961, Zagor, um herói tomahawk que protege a floresta imaginária de Darkwood, no leste dos Estados Unidos. É possível perceber que a criação do personagem teve diversas inspirações, desde Tarzan (pois Zagor se balança em cipós, fato que foi um total caso de “licença poética” por parte do autor, já que não há cipós nas florestas americanas) a Don Quixote (o companheiro inseparável de Zagor, preguiçoso e comilão, claramente foi inspirado em Sancho Pança), Robin Wood (tanto pelo fato de Zagor ser um protetor daquela região que é um território indígena, quanto pelo nome Darkwood que pode ter sido inspirado por Sherwood) e Fantasma (o nome de Zagor é uma abreviação de Za-gor-te-nay, ou seja, “O espírito da machadinha”, segundo dialeto dos índios algonquinos, o que pode ser diretamente relacionado ao personagem Fantasma que é conhecido como “O espírito que anda”).
Por fim, temos o personagem Martin Mystère, criado por Alfredo Castelli em 1982, o multitarefa arqueólogo/antropólogo/historiador, que, mesmo tendo uma pegada mais cult em suas histórias, é claramente inspirado em Indiana Jones.
Agora como tudo isso pode responder à pergunta acima? Primeiramente a série de Brad Barron promoveu uma mudança na Editora Bonelli, que nos anos 2000 passava por um período onde a popularidade de suas séries regulares encontrava-se em baixa e uma das apostas da editora foi tentar a publicação de novos personagens com histórias fechadas (algumas pessoas chamam a saga de Brad Barron de minissérie, quando, na verdade, trata-se de uma maxissérie pois possui 18 volumes). Coube ao autor Tito Faraci o desafio de criar este personagem totalmente novo, mas com capacidade de conquistar o público italiano e mundial. Foi nesse momento que a estrela de Tito Faraci brilhou intensamente, pois ele soube como ninguém criar um personagem e uma história que fizesse jus a toda trajetória da Bonelli e da história dos quadrinhos italianos.
Analisando as referências podemos comprovar facilmente algumas coisas. A história é ambientada nos Estados Unidos dos anos 50 logo após o fim da Segunda Guerra, que é a época do renascimento dos quadrinhos na Itália e do início da Editora Bonelli. O personagem principal Brad Barron é um ótimo exemplo de herói durão ao melhor estilo “Hard-Boiled”, o que é uma clara homenagem a personagens como Tex e Zagor. A invasão alienígena pela raça cruel e dominadora dos Morb, remete aos horrores do fascismo e nazismo, algo que o grande Gian Luigi Bonelli sempre repudiou. Por fim, devemos lembrar que ao fim da Segunda Guerra iniciou-se a Guerra Fria e com ela surgiu um temor constante no imaginário coletivo dos americanos, a possibilidade de uma nova guerra, que poderia culminar na invasão do Estados Unidos por forças inimigas. Talvez seja por isso que nas décadas de 50 e 60 houve um aumento na popularidade de histórias de ficção científica focadas em invasão alienígena, com os aliens personificando a figura do invasor inesperado que poderia acabar com o “Sonho Americano” da noite para o dia.
Qual a relação histórica dos Brasileiros com o Fumetti? WAGNER MACEDO: Todos os fãs brasileiros de Fumetti sabem que essa paixão teve início no dia 25 de fevereiro de 1951, data de lançamento da primeira história do personagem Tex Willer no Brasil, na edição de número 28 da “Revista Júnior”, apenas três anos depois de seu lançamento na Itália. Aqui no Brasil, inicialmente, ele foi chamado de Texas Kid, mas na verdade o personagem Tex (inspirado num ator de filmes de Faroeste chamado Tom Mix, além das influências dos filmes de Gary Cooper) acabou sendo chamado de Tex Willer por uma questão de censura, pois como no início da trajetória do personagem ele era um Fora da Lei, foi decido que ele seria conhecido pela alcunha de Tex Killer, com a censura a letra “K” foi substituída pela letra “W”. O personagem então foi publicado no Brasil até 1957, tendo depois entrado em um hiato de 13 anos voltando somente em 1971 pela Editora Vecchi e, desde então, não deixou de ser publicado, passando pela Rio Gráfica Editora (RGE), Editora Globo e,
finalmente, Editora Mythos onde permanece sendo publicado até hoje. Zagor também seguiu a mesma trajetória, com o acréscimo da Editora Record na lista, que publicou as aventuras do personagem entre os anos de 1989 a 1995. Martin Mystère também foi publicado no Brasil a partir de 1986 por todas as editoras já citadas (exceto a Editora Vecchi que encerrou suas atividades no ano de 1983).
Os fãs brasileiros de fumetti, de uma forma geral, são muito apaixonados e devotados a seus personagens favoritos, com extensas coleções tanto de material nacional quanto original italiano. A base de fãs já conduz há muitos anos trabalhos com comunidades, bem como encontros anuais onde os fãs podem celebrar sua paixão e encontrar amigos de todas as partas do país. Como membro dessas comunidades e ativo divulgador do fumetti no Brasil, posso dizer que me enche de orgulho poder publicar Brad Barron, um personagem inédito da Bonelli no Brasil, e realizar esse sonho de tantos fãs Bonellianos.
Como avalia o mercado das HQs no país? WAGNER MACEDO:Acreditamos que a queda gradual do público de quadrinhos nos últimos anos se deu por fatores diversos, seja a falta de cuidado que as editoras tiveram com suas publicações, no sentido de não ouvir o feedback de seu público, tanto quanto a não se enquadrarem no novo mercado digital, possuindo, em sua maioria, sites com visual defasado e pouco funcionais.
Também não podemos negar o fato de que a geração jovem de hoje está dividindo seus interesses com outras mídias (internet, redes sociais, jogos eletrônicos, entre outros). Infelizmente, é triste ver essa forte relação do brasileiro com os quadrinhos ruir ao longo dos anos sem uma ação incisiva da indústria.
Quanto às vendas, todos sabem que caminhamos a olhos vistos para o fim das bancas de jornal. Nesse cenário, vemos a gigante Amazon como o site que mais vende quadrinhos no país atualmente, com toda a inteligência advinda do “Machine Learning” que é aplicada em seu portal de serviços, qualidade e capilaridade nos serviços de entrega, servindo hoje como “tábua de salvação” para muitas editoras.
Mas, como tudo tem um preço, com cada vez mais editoras recorrendo a Amazon para bancar a venda e tiragem de seus projetos, estamos caminhando para uma monopolização do mercado, com a Amazon estabelecendo-se, sem sombra de dúvidas, anos-luz à frente de qualquer pretenso concorrente brasileiro, fazendo-nos crer que, brincadeiras à parte, talvez eles tenham obtido acesso à tecnologia dos Morbs (Raça alienígena inimiga de Brad Barron). Queremos deixar claro que isso não representa uma crítica direta à Amazon (até porque somos ávidos compradores e desejamos ser futuros parceiros), sendo apenas uma observação transparente dos fatos e de nosso cenário editorial atual.
Mas, considerando que ainda temos um público colecionista forte com muitos fãs de fumetti e quadrinhos em geral em nosso país, surgiu o espaço para as pequenas editoras trabalharem nesse nicho específico que se formou, essas editoras são verdadeiros “exércitos de um homem só”, que apostam em materiais e tiragens que dificilmente seriam trabalhados pelos grandes players do mercado. Editoras como a nossa, que se conectam diretamente ao seu público por meio das redes sociais e colhem feedback constante, criando condições de entregar um trabalho progressivamente superior.
Nossa equipe é multidisciplinar e muito dinâmica, onde à despeito de suas especialidades individuais, todos buscam fazer o melhor, prestando apoio mútuo, aprendendo e ensinando. Dessa forma podemos desfrutar de um ambiente de trabalho colaborativo e salutar, contribuindo ainda mais para podermos entregar um material de alta qualidade para os leitores.
Hoje no blogue do Tex vamos dar, uma vez mais, conhecimento aos nossos leitores de inúmeras páginas INÉDITAS de Tex que estão sendo desenhadas por alguns dos grandes nomes do staff de Tex, de Rossano Rossi a Andrea Venturi passando por Pasquale Del Vecchio, Giampiero Casertano, Fabio D’Agata, Marco Ghion, Fabio Valdambrini, Bruno Brindisi e Majo Rossi.
Prancha, a lápis, de Rossano Rossi para o Maxi Tex a publicar neste mês de Outubro
Pasquale Del Vecchio exibe uma prancha da série dedicada ao jovem Tex Willer que está a desenhar
Giampiero Casertano mostra-nos uma prancha do Tex Gigante que está a desenhar
Fabio D’Agata o mais recente reforço para o staff de Tex exibe uma prancha da sua primeira história do Ranger
Marco Ghion mostra-nos uma prancha da série Tex Willer que está a desenhar
Fabio Valdambrini e as pranchas de Tex Willer de uma história escrita por Giorgio Giusfredi
Thiago Gardinali no estúdio do Bruno Brindisi exibe uma prancha “proibida” da série Tex Willer
Majo Rossi com as provas gráficas da sua história a publicar no próximo Tex Color!
Andrea Venturi com uma prancha da sua próxima aventura de Tex
(Para aproveitar a extensão completa das imagens acima, clique nas mesmas)
Nesta ilustração nocturna da autoria de Claudio Villa, vemos TexWiller, na Rocha do Duelo – um vertiginoso torreão que se ergue do fundo de um desfiladeiro, ligado a uma esplanada por um tronco ressequido pelo tempo – , numa luta de facas até à morte contra Urso Veloz, devido ao desafio deste para tirar o bastão de comando dos Navajos a Águia da Noite, a quem considerava um usurpador branco.
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Il presagio” de Claudio Nizzi e Fabio Civitelli (Tex italiano #475 a #477).
(Para aproveitar a extensão completa do póster, clique no mesmo)