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FELIZ ANO NOVO! Felicidades a todos da parte do Tex Willer Blog (e de Lucio Filippucci)
Com uma ilustração (acima) do Ranger Tex Willer, alusiva ao novo ano, desenhada por LUCIO FILIPPUCCI, o Tex Willer Blog, o blogue português do Tex, na “voz” do próprio TEX WILLER deseja um BOM ANO de 2020 a todos os Texianos que nos honram com as suas assíduas visitas, neste que vai ser seguramente mais um ano GRANDIOSO para Tex Willer!
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ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – 2019: CAPAS & CORES
Por Saverio Ceri
CAPAS & CORES
Para os coloristas, deve-se precisar que para os álbuns assinados por várias mãos, tentei, tanto quanto possível, creditar o melhor possível as várias páginas; não posso dizer que o tenha conseguido totalmente; na verdade, exorto os coloristas envolvidos nessas revistas com várias assinaturas a relatar imprecisões, se as encontrarem, ajudando-me a corrigir as cronologias das séries envolvidas, atribuindo a cada um os seus próprios méritos.
De seguida mostra-se a classificação dos artistas das capas, pelo número de capas publicadas. O “E” de estreante refere-se ao facto de ser a estreia nesta categoria para a Bonelli.

Alessandro Piccinelli é o artista de capa mais produtivo do ano pela primeira vez. Piccinelli, graças a uma capa extra zagoriana, a do Tex Color outonal, consegue superar o seu colega Gigi Cavenago, que tendo ficado “órfão” do Dylan Dog do Tiziano Sclavi, foi incapaz de manter a liderança conquistada nos dois anos anteriores. O veterano Claudio Villa, com 18 capas, conquista seu 23º pódio consecutivo, dos quais 16 no degrau mais alto. Por fim, destacamos a presença de algumas capas puramente gráficas criadas por Brembilla e Campana para as caixas, produzidas para Lucca, de Dragonero e Dylan Dog.
As capas inéditas publicadas entre 2010 e 2019 foram 2074, desenhadas por 144 capistas. Comparado com a década anterior, há um aumento de 20% das capas e de 176% dos desenhadores das capas. Aqui está o ranking dos 20 principais ilustradores por número de capas desenhadas:
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O desenhador de capas mais publicado pela segunda década consecutiva é Claudio Villa, enquanto Enea Riboldi conquista o segundo lugar graças ao facto de ser um dos poucos capistas históricos (juntamente com o mesmo Villa e com Alessandrini) que não foi substituído nesta década.
Ao longo dos anos levados em consideração, de facto, houve mudanças entre Stano e Cavenago em Dylan Dog, entre De Angelis e Giardo em Nathan Never, entre Soldi e Spadoni em Júlia e a inevitável entre Ferri e Piccinelli em Zagor. As “meias capas” são, obviamente, filhas de ilustrações realizadas a quatro mãos.
A incidência das páginas a cores no total cai este ano para 17,61%, uma queda acentuada em relação a 2018.
Os coloristas (ou estúdios de coloristas) empregados caíram para 49 unidades mais uma pequena parte de páginas não creditadas; por isso encontrará na parte inferior do ranking um número de páginas coloridas… não se sabe por quem.
Um esclarecimento: páginas já coloridas em ocasiões anteriores e simplesmente republicadas não são atribuídas; por exemplo, as páginas de Tex e Zagor Classic faltam na contabilização (as cores são as habituais da Collezione Storica do La Repubblica), enquanto no caso da colecção Dylan Dog de Tiziano Sclavi, a Luca Bertelè foram atribuídas metade das páginas, porque, mais que colori-las, enriqueceu-as com efeitos vintage. Aqui está a classificação completa:
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O vencedor também este ano é um estúdio e não um único colorista. Graças às cores da edição de livraria de Tex Willer, a histórica GFB comics, que colabora com a Bonelli há 35 anos, conquista o primeiro degrau do pódio… mas também o segundo visto que, sob a coordenação de Mauri, lidou com quatro números de outra reimpressão: Storia del West. Permanecemos no âmbito do western e encontramos Celestini no terceiro degrau do pódio, ele que é o principal responsável pelas cores de Tex.
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Encerramos a quarta parte dos números bonellianos de 2019, com os dados relacionados às edições fora-de-série.
Este ano os volumes especiais foram 50, um a mais do que 2018, o que eleva o número total dos extras bonellianos a exactamente 900!
As páginas fora-de-série foram 7129, praticamente 7% a menos do que no ano passado.
O personagem do qual foram publicadas mais páginas fora das séries regulares foi, este ano, pela primeira vez, Zagor, que interrompe uma série de 12 anos de domínio dylandoguiano. Entre outras coisas, as 1630 páginas fora-de-série do Espírito com a Machadinha representam um recorde absoluto nos últimos doze meses.
Moreno Burattini com 945 páginas foi o escritor mais publicado em álbuns fora-de-série em 2019; volta a sê-lo pela sexta vez na sua carreira, após doze anos sobre a anterior “vitória”.
Novamente um zagoriano, Oliviero Gramaccioni, com 286 páginas é, pela primeira vez, o desenhador mais “especial” do ano..
Completa o pleno zagoriano Alessandro Piccinelli, que com 7 capas foi, pelo segundo ano consecutivo, o capista mais utilizado nos especiais bonellianos.
Por este 2019 é tudo; se vos escapou quaisquer números, podem encontrá-los na primeira parte dedicada aos personagens, na segunda na qual falamos sobre os argumentistas ou na terceira onde nos ocupamos dos desenhadores.
Marcamos um novo encontro na próxima década!
Material apresentado no blogue Dime Web em 30/12/2019; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.Copyright: © 2019, Saverio Ceri
Lançamentos Bonelli/Mythos para 2020
Por José Carlos Francisco
O Blogue do Tex dá hoje conta da programação oficial dos lançamentos Bonelli/Mythos para 2020 e com a devida autorização da Mythos Editora, na pessoa do editor Dorival Vitor Lopes, mostramos a todos os nossos leitores a programação editorial de todas as revistas Bonelli, a publicar pela Mythos, durante o próximo ano, embora ainda sujeita a pequenas modificações e, principalmente, ACRÉSCIMOS (como por exemplo o Tex Gigante desenhado pelo Claudio Villa que não consta ainda na programação, tal como algumas outras surpresas que ainda estão em fase contratual)!
As grandes novidades para o novo ano, até ao presente, são Tex Esp. Civitelli, Alm. Pesadelo Dylan Dog e Júlia G. Novel.
Tex Esp. Civitelli publicará a história Na Trilha das Recordações + matérias e, talvez, a história, A Presa. Quanto a Alm. Pesadelo Dylan Dog serão 6 história de 32 páginas. Talvez, colorido.
Destaque ainda para o incrível número de páginas previstas para 2020: 17.226 páginas, uma média mensal superior a 1.435 páginas, que confirmam o facto da Mythos Editora ser uma das maiores editoras a nível planetário.
Veja então o cronograma completo para 2020
JANEIRO
02 – Júlia 144
06 – Tex Coleção 480
07 – Dylan Dog 13
10 – Tex Ed. Histórica 111
17 – Tex Ouro 106
20 – Tex Willer 13
23 – M. Mystère 14
24 – Tex 603
30 – Tex Esp. Color 14
31 – Dragonero 3
FEVEREIRO
05 – Tex Coleção 481
11 – Tex em Cores 41
11 – Dylan Dog Novo 9
17 – Tex Platinum 25
18 – Zagor Especial 68
20 – Tex Willer 14
22 – Almanaque Tex 52
25 – Tex 604
28 – Maxi Tex 3
MARÇO
02 – Júlia 145
05 – Tex Coleção 482
09 – Dylan Dog 14
10 – As grandes aventuras de Tex 5
10 – Dragonero 4
17 – Tex Ouro 107
20 – Tex Willer 15
20 – Tex Esp. Civitelli
23 – M. Mystère 15
25 – Tex 605
ABRIL
01 – Dylan Dog G. Novel 3
06 – Tex Coleção 483
09 – Tex Ed. Histórica 112
09 – Dylan Dog Novo 10
09 – Tex em Cores 42
17 – Tex Platinum 26
20 – Tex Willer 16
22 – M. Mystère 16
25 – Tex 606
30 – Zagor Especial 69
30 – Júlia 146
MAIO
05 – Tex Coleção 484
08 – Tex Graphic Novel 9
11 – Dylan Dog 15
12 – Tex Ouro 108
20 – Tex Willer 17
25 – Tex 607
JUNHO
02 – Mágico Vento Deluxe 6
05 – Tex Coleção 485
10 – As grandes aventuras de Tex 6
10 – Dylan Dog Novo 11
16 – Tex em Cores 43
18 – Tex Platinum 27
19 – Tex Willer 18
23 – M. Mystère 17
25 – Tex 608
JULHO
01 – Júlia 147
03 – Tex Coleção 486
10 – Dylan Dog 16
13 – Tex Ed. Histórica 113
17 – Tex Ouro 109
20 – Tex Willer 19
23 – M. Mystère 18
24 – Tex 609
30 – Tex Esp. Color 15
AGOSTO
05 – Tex Coleção 487
10 – Dylan Dog Novo 12
12 – Júlia Graphic Novel 1
17 – Tex Platinum 28
20 – Tex Willer 20
21 – Tex em Cores 44
24 – M. Mystère 19
25 – Tex 610
28 – Zagor Especial 70
SETEMBRO
01 – Júlia 148
03 – Alm. Pesadelo DD 1
04 – Tex Coleção 488
10 – Dylan Dog 17
10 – As grandes aventuras de Tex 7
17 – Tex Ouro 110
18 – Tex Willer 21
23 – Dylan Dog Novo 13
25 – Tex 611
OUTUBRO
05 – Tex Coleção 489
09 – Dylan Dog Novo 13
09 – Tex Gigante 35
16 – Tex Platinum 29
20 – Tex Willer 22
23 – M. Mystère 20
23 – Tex em Cores 45
26 – Tex 612
30 – Zagor Especial 71
30 – Júlia 149
30 – Mágico Vento G. Novel 7
NOVEMBRO
05 – Tex Coleção 490
09 – Tex Ed. Histórica 114
10 – Dylan Dog 18
17 – Tex Ouro 111
20 – Tex Willer 23
25 – Tex 613
DEZEMBRO
04 – Tex Anual 22
04 – Tex Coleção 491
10 – Tex Graphic Novel 10
10 – Dylan Dog Novo 14
11 – As Grandes Aventuras de Tex 8
17 – Tex Platinum 30
20 – Tex em Cores 46
20 – Tex Willer 24
21 – Tex 614
As datas apresentadas são estimativas da redacção da Mythos Editora para cada uma das publicações citadas. Existe por isso a possibilidade de alteração de qualquer uma das informações aqui anunciadas pelo Blogue do Tex!
ESTATÍSTICAS BONELLIANAS – 2019: YOUNG GUNS
Por Saverio Ceri
YOUNG GUNS
Terceiro apontamento com o resumo da safra bonelliana do ano que estás prestes a findar. Um esclarecimento antes de começar, sobretudo porque se irá falar de desenhadores: algumas edições são assinadas por várias mãos, muitas mãos; Essa abundância de assinaturas às vezes impede a equipa editorial de indicar quais páginas individuais da edição em questão são desenhadas por um ou por outro ilustrador.
Por isso, existem volumes nos quais dois a oito desenhadores colocaram as mãos, muitos dos quais são recém-chegados (e, portanto, com uma característica menos reconhecível), “amalgamados” em alguns casos pelos coloristas, que, por um lado com o seu trabalho, facilitam a fusão entre os estilos que impedem desfasamentos brutais de design, por outro lado, complicam a atribuição dos autores dos desenhos originais.
Portanto, ao tentar creditar melhor as várias tabelas, não se diz que tal foi conseguido; pelo contrário, exorto os desenhadores e os coloristas envolvidos nesses volumes com várias assinaturas a relatar imprecisões, se as encontrarem, ajudando-me a corrigir as cronologias da série envolvida, dando a todos os seus próprios méritos.
Desta vez debaixo dos holofotes, como dissemos anteriormente, estão os ilustradores, os 195 desenhadores que este ano nos brindaram com os seus lápis e tintas da china. Comparado ao ano anterior, um ano recorde, há 34 a menos e apenas 12 estreantes contra os 47 de 2018. As young guns do título não são tanto para indicar a idade dos ilustradores que surgiram este ano (autores que estrearam na Bonelli com menos de trinta anos, por exemplo, existem muito poucos), bem como os novos nomes que encontraremos nas partes superiores do ranking; Entre os dez desenhadores mais publicados deste ano, descobriremos que apenas um par havia vencido uma safra anual bonelliana.

A série di Tex Willer (aqui desenhado por Carnevale) contribuiu para posicionar nas primeiras posições os seus desenhadores.
Entretanto de seguida podemos ver, classificados pelo número de páginas publicadas nos últimos doze meses, todos os desenhadores Bonelli publicados este ano. Recordamos que o “PB” verde ao lado do nome significa Personal Best, caso o desenhador em questão tenha estabelecido seu recorde pessoal de páginas bonellianas publicadas este ano (o “PB” amarelo, no caso de recorde igualado), e que o “E” significa Estreante, e que os números decimais são a consequência de histórias assinadas por várias mãos.



Marco Foderà é, pela primeira vez, o desenhador bonelliano mais publicado do ano; e é de forma surpreendentemente, pois nos seus 17 anos como bonelliano, de facto, ele nunca subiu ao pódio, nunca superou as 282 páginas anuais. Em suma, ele não é um velocista dos quadradinhos, no entanto, evidentemente nos últimos três anos em que não foi publicado, acumulou páginas sobre páginas, muitas das quais viram a luz do dia neste 2019.

Marco Foderà consegue entre Mister No e Le Storie ser o desenhador mais publicado em 2019 na casa Bonelli.
Há quase trinta anos na Bonelli, Bruno Brindisi ficou em segundo lugar; ele também nunca venceu, mas pelo menos uma vez, em 1994, conseguiu alcançar o segundo degrau do pódio. Também Darko Perovic, medalha de bronze, aproveita três anos de ausência nas páginas bonellianas para alcançar pela primeira vez na sua carreira, não apenas no Top Ten, mas também o degrau mais baixo do pódio.
Entre os dez primeiros, apenas De Angelis (quarto) e Roi (décimo) podem ostentar dois títulos no palmarés. A propósito de Top Ten, entram pela primeira vez, além de Perovic, também Benevento e Kerac, enquanto os irmãos Esposito são os únicos que conseguem repetir-se um ano depois; outros 9 desenhadores são nomes novos em comparação a 2018.
Entre os desenhadores publicados este ano, quem colabora há mais tempo com a editora milanesa é Giorgio Trevisan, cuja primeira aparição nos volumes da SBE foi em 1967, nas edições 2 e 3 da Storia del West de Gino D’Antonio; episódios, entre outras coisas, reimpressos recentemente pela editora da Via Buonarroti em colaboração com a If de Gianni Bono. Entre os decanos bonellianos publicados este ano estão, por ordem, Roberto Diso, que está na Bonelli há 44 anos, Giancarlo Alessandrini há 42, e dupla Montanari & Grassani que comemorou este ano 40 anos na editora.
Por outro lado, após 23 anos consecutivos de presença nos volumes bonellianos, a série positiva de Luca Enoch como desenhador é interrompida.
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Além dos muitos nomes novos, como indica o facto de muitos conquistarem o seu primeiro “campeonato” de série, assinalamos que De Angelis está no quarto título anual, mas os três anteriores “venceu” com Nathan Never; enquanto Gigi Simeoni possui dois outros títulos, mas como argumentista mais publicado (de Dylan Dog no ano passado e de Le Stories este ano).
Foram exactos 459 desenhadores publicados nos volumes bonellianos na década dos Anos Dez, quase 86% a mais do que os 247 ilustradores vistos a trabalhar na primeira década do século nos quadradinhos de Tex & Companhia. Curiosamente, 247 também são os desenhadores que estrearam na casa Bonelli nos últimos dez anos, o mais produtivo entre eles foi Luca Casalanguida, 36º no ranking da década, que a partir de 2011 colocou a sua arte à disposição de Nathan Never, Lukas, Adam Wild, Orfani e Dylan Dog e Cani Sciolti.
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Destaque para Corrado Roi, que nos últimos doze meses conseguiu não apenas manter, mas inclusive aumentar a vantagem sobre o histórico colega da equipa dylandoghiana, Giovanni Freghieri. Medalha de bronze da década para Marcello Mangiantini. Os irmãos Esposito aproveitam a falta de publicação de histórias desenhadas por Luca Enoch para ultrapassá-lo no quarto lugar; feito que, por menos de uma página (digamos 5 vinhetas, vistas as casas decimais) não foi conseguida por Gianni Sedioli. Cossu, Marinetti e Luigi Piccatto conseguem in extremis alcançar Casertano no Top Ten da década. Dos dez primeiros saem Boraley, Giardo e Bonazzi.
Comparando com a década anterior permanecem no Top Ten: Freghieri (caiu do primeiro para o segundo lugar), Enoch (que mantém a posição) e Luigi Piccatto (que passa do nono para o décimo).
Se quiséssemos elaborar um ranking dos desenhadores mais produtivos do terceiro milénio (que começa em 2001 e, portanto, não é exactamente sobreposto às duas últimas décadas), hoje no pódio estariam por esta ordem; Freghieri, Roi e Enoch.
Saverio Ceri
Material apresentado no blogue Dime Web em 27/12/2019; Tradução e adaptação (com a devida autorização): José Carlos Francisco.Copyright: © 2019, Saverio Ceri



















