Claudio Villa com a arte original da sua capa do Maxi Tex #26
No próximo dia 4 de Abril a Sergio Bonelli Editore publicará a edição número 26 do Maxi Tex, intitulada “Caccia a Tiger Jack” que contém duas histórias; ambas escritas por Pasquale Ruju, mas desenhadas por profissionais diferentes, a primeira por Ugolino Cossu cujo título é precisamente “Caccia a Tiger Jack“ e a segunda história desenhada por uma dupla composta por Felmang e Germano Ferri e intitula-se “Il veleno della zingara“.
A capa, tal como todas as anteriores desta colecção, é da autoria do conceituado desenhador Claudio Villa, capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada do esboço inicial e da arte finalizada a tinta da china, mas também da capa original pintada pelo próprioClaudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos tem dado a conhecer nos últimos tempos as suas cores originais das capas que vai produzindo para Tex:
Esboço inicial da capa de Maxi Tex #26, da autoria de Claudio Villa
Arte final a preto e branco da capa de Maxi Tex #26, da autoria de Claudio Villa
Capa de Maxi Tex #26, com as cores originais de Claudio Villa
Capa de Maxi Tex #26
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Editoras ao redor do mundo estão a publicar quadradinhos grátis neste período de coronavírus, para as pessoas lerem durante a clausura, como medida que ajuda a amenizar este momento de tensão mundial.
A editora americana 2000AD lançou um volume do Juiz Dread, volume esse que traz o compilado de histórias The Complete Case Files Vol. 5, que integra 400 páginas de edições publicadas entre 1981 e 1982, algumas delas da autoria de argumentistas e de desenhadores de Batman e Preacher.
Por sua vez, a Sergio Bonelli Editore no âmbito do projecto #aCasaConBonelli, vai lançar, a partir de segunda-feira, dia 23 de Março e até ao dia 5 de Abril (14 dias) uma publicação por dia, “Un Bonelli al giorno” (“Um Bonelli por dia“), que ficará disponível, todas as manhãs pelas 10 horas, para leitura durante 24h e depois será substituída por outra, cuja lista de histórias mostramos de seguida:
Segunda-feira, 23 de Março: Tex Classic 1, “Il totem misterioso”.
Terça-feira, 24 de Março: Zagor Classic 1, “La foresta degli agguati”.
Quarta-feira, 25 de Março: Mister No 1, “Mister No”.
Quinta-feira, 26 de Março: Martin Mystère 1, “Gli Uomini in Nero”.
Sexta-feira, 27 de Março: Dylan Dog 1, “L’alba dei morti viventi”.
Sábado, 28 de Março: Nathan Never 1, “Agente Speciale Alfa”.
Domingo, 29 de Março: Julia 1, “Gli occhi dell’abisso”.
Segunda-feira, 30 de Março: Cassidy 1, “L’ultimo blues”.
Terça-feira, 31 de Março: Dampyr 1, “Il figlio del diavolo”.
Quarta-feira, 1 de Abril: Morgan Lost 1, “L’uomo dell’ultima notte”.
Quinta-feira, 2 de Abri: Orfani 1, “Piccoli spaventati guerrieri”.
Sexta-feira, 3 de Abri: Dragonero 1, “Il sangue del drago”.
Sábado, 1 de Abri: Il Commissario Ricciardi, “Dieci centesimi”.
Domingo 2 de Abri: Le Storie 1, “Il boia di Parigi”.
Capa de Tex Classic 1 na versão “Um Bonelli por dia”
Várias outras editoras na Itália estão a fazer o mesmo, como por exemplo a Panini, que disponibilizará até ao dia 3 de Abril a oferta de diversos números 1 de produções originais do seu catálogo da Panini Comics. Entre estes contam-se Contronatura de Mirka Andolfo, CTRL-Z de Alessandra Patanè, Gurt de Isaak Friedl e Oscarito, Nomen Omen de Jacopo Camagni e Marco B. Bucci, Space Opera de Jacopo Paliaga e Eleonora Bruni.
E outras mais, em Itália, como a Astorina (Diabolik), Bao Publishing (John Doe), Feltrinelli, Coconino também disponibilizam gratuitamente os seus fumetti via on-line, assim como também a americana Image Comics, o que nos faz acreditar que também em breve a Mythos Editora no Brasil nos poderá oferecer algumas bandas desenhadas pela via digital neste período conturbado das nossas vidas…
Giovanni Romanini (27 de Dezembro de 1945 – 20 de Março de 2020)
27 Dezembro 1945 – 20 Março 2020
Com 74 anos, faleceu nesta última sexta-feira, dia 20 de Março, na sua Bolonha (cidade italiana onde nasceu a 27 de Dezembro de 1945), Giovanni Romanini, veterano da banda desenhada italiana, conhecido pelos fãs de Tex sobretudo por ter sido o “escudeiro” do amigo e concidadão Roberto Raviola, popularmente conhecido por Magnus (1939-1996).
Por Mário João Marques
Giovanni Romanini foi um dos grandes nomes do fumetto italiano. Desenhador eclético, o que muitos eventualmente desconhecem foi o seu papel como colaborador e amigo de Magnus, nomeadamente, para o leitor texiano, no célebre Texone O Vale do Terror, e talvez por isso a sua carreira não tenha alcançado o relevo e o valor que Romanini merecia.
Estudo a quatro mãos para o Tex Gigante O vale do terror – Magnus e Giovanni Romanini
Nascido em Bolonha (1945), Romanini deixou o mundo dos vivos ontem, 20 de Março. Antes de começar a trabalhar nos fumetti, iniciou a sua longa carreira no cinema de animação, colaborando no programa televisivo Carosello. Conhece Roberto Raviola (Magnus) no final dos anos sessenta do século passado, assimilando o seu estilo e grafismo, o que lhe permite auxiliá-lo em séries como Kriminal, Satanik ou Alan Ford, dedicando-se a esta última após o abandono de Magnus. Desenhou também inúmeras personagens do género policial e eróticas como Wallestein, Theo Kalì, Ulula, Bionika, Pornostar, Lady Domina ou I Ragazzi Della 3a B. A sua última colaboração com Magnus foi a já referida aventura de Tex, onde desenha os cavalos e refaz algumas pranchas. Colaborou ainda com a Disney e nos últimos anos encontrava-se na equipa regular de Martin Mystère.
Tex Willer, Kit Carson e Jack Tigre na fenomenal arte de Giovanni Romanini
Desenhador eclético, Romanini foi sempre um grande profissional, capaz de conjugar rapidez com qualidade, mantendo-se sempre longe dos holofotes a que outros anseiam. Quem com ele privou não se coíbe de afirmar que se tratava de uma pessoa excepcional, sempre a fervilhar de ideias e paixões.
“Autógrafo desenhado” por Giovanni Romanini para José Carlos Francisco
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J. Kendall #141 – Aventuras de uma criminóloga
Myhtos Editora
Brasil, Julho/Agosto de 2019
135 x 180 mm, 260 p., pb, capa mole, bimestral
R$ 24,90 / 8,00 €
Acidente de caça Berardi e Mantero(argumento) FedericoAntinori(desenho)
Nos braços da noite Berardi e L. Calza (argumento) Marco Soldi (desenho)
Inevitavelmente.
Inevitavelmente, Julia Kendall voltou às minhas leituras.
Retomo o raciocínio inicial: Julia Kendall voltou às minhas leituras, da mesma forma que a noite sucede ao dia ou após a chuva regressa o sol. Mesmo que possa demorar. [Mas, confesso, no caso de Julia, luto contra mim próprio para dosear esses regressos, de forma a ter sempre – quase sempre – edições por ler…]
Em mais uma edição dupla da Mythos, são díspares os casos apresentados, tal como díspares são as artes das duas histórias, um traço mais limpo e luminoso, na primeira, mais sujo e sombrio na segunda.
O primeiro, Acidente de Caça, começa com a morte de um observador de aves, aparentemente por um caçador imprevidente. Aparentemente, escrevi, porque o que é demasiado óbvio nunca é verdade em qualquer relato policial e a investigação subsequente acabará por revelar um daqueles casos em que a floresta – a procura de grandezas – impede de ver a árvore à frente dos protagonistas.
Do relato, salienta-se ainda um final demasiado feliz e cor-de-rosa, quase à medida dos contos de fada infantis de outrora, que destoa numa série que espelha tanto o desencanto do mundo real.
Passando a Nos Braços da noite, o tom muda drasticamente, quando um desentendimento num lugar esconso, resulta num cadáver abandonado numa linha de metro desactivada. Cadáver que afinal se revelará ser um ferido em estado grave que lançará Julia numa cruzada pessoal. Tudo porque a vítima tem nome desde a primeira prancha: Leo Baxter, o detective particular com quem a criminóloga de Garden City já partilhou tantos casos. Desta forma, esta investigação foge à esfera profissional, e torna difícil traçar fronteiras que a jovem não esteja disposta a cruzar, desde arriscar-se pessoalmente até propor alianças pontuais com gente pouco recomendável.
É, na prática, uma daquelas situação-limite – que também surgem no nosso quotidiano, embora com contornos e fronteiras diferentes dos que são aqui apresentados – em que e emoção tolda a razão e nos leva a fazer o que nunca tínhamos imaginado.
Nesta narrativa – como às vezes na vida – em que tantas opções postas em causa, são os outros, aqueles a quem podemos chamar amigos, que surgem em auxílio de Julia e a fazem entender que ninguém está sozinho – mesmo que às vezes em desespero se procure a solidão.
*Pedro Cleto, Porto, Portugal, 1964; engenheiro químico de formação, leitor, crítico, divulgador (também no Jornal de Notícias), coleccionador (de figuras) de BD por vocação e também autor do blogue As Leituras do Pedro
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