O Clube Tex Portugal foi informado, pelos CTT (Correios de Portugal, S.A), esta sexta-feira, dia 5 de Fevereiro, que as Revistas enviadas para os sócios no Brasil estão retidas em Portugal, por motivo de força maior de contenção do COVID-19, medidas que se traduzem num forte impacto na operação, com previsão de atrasos e redução na qualidade do serviço prestado e a recolha de assinatura no Correio Registado e Encomendas nem sempre possível de assegurar.
No caso específico do Brasil, tal impossibilidade da entrega de correspondência e encomendas deve-se ao facto do Governo português ter decidido, no passado dia 29 de Janeiro, suspender os voos “de e para o Brasil, a partir das 00h00 do dia 29 de Janeiro”, e até ao dia 14 de Fevereiro. A decisão foi comunicada pelo gabinete do ministro da Administração Interna através de um comunicado enviado às redacções, no qual pode ler-se que esta decisão é tomada ” tendo em conta a evolução da situação epidemiológica a nível mundial, o aumento dos casos de infecção por SARS-CoV-2 em Portugal e a detecção de novas estirpes do vírus”.
Com as frotas das companhias aéreas em terra, o tráfego postal para o Brasil está suspenso
A suspensão vigora “até ao dia 14 de Fevereiro” e afecta “todos os voos, comerciais ou privados, de todas as companhias aéreas, de e para o Brasil”. Vigora pelo menos até essa data, mas nada impede que o Governo Português prolongue essa suspensão por um tempo maior, pelo que ainda não há previsões reais de quando é que as Revistas #13 do Clube Tex Portugal, de facto, rumarão ao Brasil.
Segundo os CTT, assim que os voos para o Brasil forem, mesmo que parcialmente, recuperados, todos os serviços de envio de objectos postais para o Brasil será retomado. No entanto, poderá ainda haver atrasos nos serviços postais devido ao impacto do surto de pneumonia causada pelo novo tipo de coronavírus.
Revistas #13 do Clube Tex Portugal
Apesar de completamente alheios a este facto, o Clube Tex Portugal pede desculpas a todos os sócios no Brasil que aguardam ansiosamente a chegada dos seus exemplares, esperando que a situação fique desbloqueada o mais rapidamente possível, sem pôr em causa a saúde pública dos dois países irmãos.
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*Já se encontra à venda, desde precisamente hoje, 4 de Fevereiro, nos quiosques italianos, a edição de Tex #724 “Colpo di Stato“, edição que traz a quarta e última parte da aventura que levou o Ranger à Guatemala pelas mãos do grande mestre das aguarelas Stefano Biglia, com textos de Pasquale Ruju(para além de trazer também o início de uma nova história escrita por Antonio Zamberletti e desenhada por Giuseppe Candita) e mais uma fantástica capa da autoria do mítico Claudio Villa.
Mauro Boselli exibe exemplares de Tex #724
A capa de Tex #724, como tem sido tradicional após o Tex #401 (inclusive), é da autoria de Claudio Villa. Capa essa que divulgamos hoje aqui no blogue do Tex acompanhada da arte finalizada a tinta da china, assim como da capa original pintada pelo próprio Claudio Villa tal como temos feito com alguma regularidade devido à gentil cortesia de Villa que nos mostra então o percurso integral da capa de Tex #724.
Arte final a preto e branco da capa de Tex #724, da autoria de Claudio Villa
Capa de Tex #724, com as cores originais de Claudio Villa
Capa de Tex #724
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Em nova ilustração realizada pelo Maestro Claudio Villa vemos Tex e Carson após terem desembarcado em Bismarck, um local pouco saudável para quem não sabe usar um revólver, no meio de uma multidão que queria linchar Lobo-que-Corre, um índio sioux velho conhecido de Tex, que tinha cuspido de desprezo ao ouvir o nome do general Custer….
Desenho INÉDITO no Brasil e inspirado na história “Congiura contro Custer” de Claudio Nizzi e Giovanni Ticci (Tex italiano #490 a #492).
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Neste início de Fevereiro já podemos ver a revista nº 13 do Clube Tex Portugal (que começou a meio do mês de Janeiro a ser entregue e enviada aos sócios do clube residentes em Portugal e resto do mundo), na posse dos seus destinatários portugueses e estrangeiros residentes no continente europeu, depois do envio por via postal para os países onde existem associados do Clube, como por exemplo Itália como se pode ver nas belas fotografias que ilustram este texto e onde podemos ver a revista #13 do Clube, nas suas duas versões (ambas com capas de Lucio Filippucci), nas mãos dos sócios portugueses José Carlos Francisco, Carlos Moreira, Teresa Moreira, Fernando Marques, Ascenção Ferros, Rui Campos Silveira, Tiago Falcoeiras e dos italianos Gianni Petino, Francesco Micoli e Enrico Valcamonica:
José Carlos Francisco exibe as duas versões da revista nº 13 do Clube Tex Portugal
Carlos Moreira exibe orgulhosamente os seus dois exemplares da revista nº 13 do Clube Tex Portugal
A associada Teresa Moreira e o orgulho por já estar na posse do seu exemplar da revista nº 13 do Clube Tex Portugal
Fernando Marques exibe orgulhosamente as suas duas Revistas nº 13 do Clube Tex Portugal
Ascenção Ferros e Manuel Francisco exibem a revista nº 13 do Clube Tex Portugal
Rui Campos Silveira e a revista do Clube Tex Portugal
Associado Tiago Falcoeiras exibe o seu exemplar da revista #13 do Clube Tex Portugal
Gianni Petino e a visível felicidade por já possuir a revista #13 do Clube Tex Portugal
Francesco Micoli mostra-nos o seu exemplar da Revista nº 13 do Clube Tex Portugal com a capa principal
Francesco Micoli e a revista #13 do Clube Tex Portugal com a capa variante
Enrico Tex Valcamonica e o orgulho de ter a Revista #13 do Clube Tex Portugal
Para fazer parte do Clube Tex Portugal – cujos estatutos podem ser consultados em https://texwillerblog.com/?page_id=47999 – e usufruir de todos os brindes e regalias, entre os quais se inclui a revista do Clube, é necessário pagar uma jóia de inscrição de € 5,00 e uma quota mensal de € 2,50 (€ 3,00 para sócios não residentes em Portugal).
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Para começar, fale um pouco de si. Onde e quando nasceu? O que faz profissionalmente? Manuel Jasmim:Sou de Teresina, capital do Piauí (um estado do nordeste brasileiro). Atualmente moro em Brasília, por conta do trabalho (servidor público). Nas horas vagas, arrisco a carreira de escritor.
Quando nasceu o seu interesse pela banda desenhada? Manuel Jasmim: Sempre achei engraçado a diferença entre os portugueses de Brasil e Portugal. Falo isso porque, para responder a essa pergunta, primeiro tive de pesquisar o que é ‘banda desenhada’ [risos]. Voltando à pergunta, meu interesse por banda desenhada surgiu quase que simultaneamente à minha alfabetização. Lembro que, pouco antes de aprender a ler, já pedia à minha mãe para ler quadrinhos para mim.
Quando descobriu Tex? Manuel Jasmim:Meu pai e alguns tios leem Tex há muito tempo. Às vezes, via alguma revista em casa, mas nunca me interessava por ler (acho que por conta do distanciamento provocado pela falta de cores).
Até que um dia, por volta de 1993, em uma ida à banca de revistas vi a edição gigante ‘A Marca da Serpente’ e pedi para o meu pai comprar.
Desde então, acompanho o personagem e outros da Bonelli.
Porquê esta paixão por Tex? Manuel Jasmim:Como não se apaixonar? Roteiros bem escritos, desenhos fantásticos e personagens que lhe cativam. Não é à toa que já existe ininterruptamente há setenta anos.
O que tem Tex de diferente de tantos outros heróis dos quadradinhos? Manuel Jasmim:Em primeiro lugar, os valores que o personagem possui e dos quais não se distancia ao longo das histórias. Além disso, a proximidade das histórias com a realidade da época. Apesar de ser um verdadeiro herói, ele e seus companheiros são seres humanos como nós, que buscam deixar o mundo mais justo. Uma coisa que chama muito a atenção também são os vilões. Nem sempre são pessoas más, às vezes temos personagens que por conta de uma circunstância estiveram no caminho de Tex e o ranger soube dar uma nova chance ou se esforçou para que tivessem um julgamento adequado.
Qual o total de revistas de Tex que você tem na sua colecção? E qual a mais importante para si? Manuel Jasmim:Acredito que algo em torno de 700 exemplares. As muitas mudanças que fiz não me permitiram consolidar a coleção em um espaço só e hoje muitas das minhas revistas estão espalhadas pelo país. Tenho um carinho especial por ‘A Marca da Serpente’ (primeira que li) e ‘A Mão Vermelha’ (episódio em que realmente descobri que aquele universo era o meu preferido nos quadrinhos).
Colecciona apenas livros ou tudo o que diga respeita à personagem italiana? Manuel Jasmim: Tenho alguns colecionáveis, mas a minha prioridade são as revistas mesmo.
Qual o objecto Tex que mais gostaria de possuir? Manuel Jasmim:Do personagem, seria difícil escolher entre a estrela de ranger e a camisa indígena. Dentre o que já foi publicado, queria pelo menos um exemplar de cada país onde há revistas do Tex.
Qual a sua história favorita? E qual o desenhador de Tex que mais aprecia? E o argumentista? Manuel Jasmim: Essa é a pergunta mais difícil de toda a entrevista. De cara, me vem à mente ‘Orgulho navajo’ e ‘O passado de Kit Carson’. Se penso um segundo a mais, já aparecem ‘Juramento de vingança’, ‘Chinatown’, ‘O bando dos irlandeses’, ‘Missão em Great Falls’, ‘A marca da serpente’… Daqui a pouco vou ter de classificar por década de lançamento ou por autor. São muitos os desenhistas que aprecio no universo do Tex. Quando comecei a colecionar, tinha uma predileção por Galep, Letteri e Civitelli (apesar dos estilos bem diferentes). Hoje, acrescentei à lista o Villa e o Ortiz. Com todo o meu respeito aos Bonelli (Giovanni e Sergio) e ao Nizzi, mas o autor que mais me agrada é o Mauro Boselli. Como participação especial, gostei muito das escritas pelo Antonio Segura.
O que lhe agrada mais em Tex? E o que lhe agrada menos? Manuel Jasmim: O que mais me agrada é que o nível das histórias continua muito alto, mesmo sendo publicado há décadas, além de ter autores que se preocupam em trazer argumentos que surpreendem os leitores positivamente. A participação dele em eventos históricos também é um ponto alto de seu universo. O que me agradava menos (mas tem sido corrigido nos últimos anos) era a pouca integração com o canône da série. Muitos personagens – principalmente coadjuvantes – não reapareciam, enquanto o ranger reencontrava ‘velhos conhecidos’ que nunca tinham mostrado as caras até então. Cheguei a escrever duas cartas para o Sergio Bonelli entre o fim dos anos 1990 e início dos anos 2000, onde toquei nesse assunto (não sei se ele chegou a ler, mas nunca tive resposta).
Em sua opinião o que faz de Tex o ícone que é? Manuel Jasmim:Acredito no conjunto da obra, desde a criatividade na concepção do personagem à qualidade da execução das histórias. Percebe-se claramente a preocupação editorial em manter o nível das aventuras e dos colaboradores das revistas.
Costuma encontrar-se com outros coleccionadores? Manuel Jasmim:Na verdade, conheço muitos poucos colecionadores fora do meu ambiente familiar. Hoje participo de alguns grupos no facebook e é lá onde vejo mais interação. Inclusive tenho interesse em me corresponder com leitores de outros países, para troca de exemplares do ranger em outras línguas (mjasmim@hotmail.com).
Para concluir, como vê o futuro do Ranger? Manuel Jasmim: Apesar de toda a crise do mundo editorial, as publicações do Tex têm se mantido com uma boa regularidade e uma enorme quantidade de séries. Estou gostando muito dessa fase mais recente, onde o universo das histórias está se tornando mais canônico (várias histórias resgatam personagens que já apareceram), além da integração com o universo dos outros personagens da Bonelli (vide o último Tex Anual, ‘Três Irmãos, e o encontro com o Zagor, previsto para o fim desse ano). Pra continuar com chave de ouro, o Brasil merecia uma visita do Tex em uma aventura (além, é claro, da nossa expectativa de um dia ver o personagem ser escrito/desenhado por um brasileiro).
Prezado pard Manuel Jasmim, agradecemos muitíssimo pela entrevista que gentilmente nos concedeu.
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