Fotografias de José Carlos Francisco, Fátima Francisco, Mário João Marques, Maia BD e Rui Alves de Sousa (também autor dos vídeos) (23 de Maio de 2026)
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Finalmente, passada mais de uma semana, posso prestar a justa homenagem à nossa visita a Portugal, ao Clube Tex Portugal. Viemos quatro: eu, Francesco Micoli, Mauro Vannini e Aldo Giancarlo Valdambrini. Desde o primeiro momento fomos recebidos com um calor e um carinho que é verdadeiramente difícil de descrever em palavras.
Tivemos a honra de participar num esplêndido evento organizado todos os anos por José Carlos Francisco, Mário João Marques e Carlos Moreira, com o patrocínio da Câmara Municipal de Anadia, no evocativo cenário do Museu do Vinho. Este ano também esteve presente o presidente da Câmara da cidade, demonstrando a importância e a paixão que esta realidade representa.
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Foi uma experiência linda, intensa e autêntica. Uma viagem que nos fez ver em primeira mão o quão forte é também em Portugal o amor pelo Tex e pelos valores que sempre representou: amizade, respeito, lealdade e fraternidade.
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Durante esses dias também oficializámos a geminação entre o Clube Tex Portugal e o Gruppo Tex Willer 2011. Algo que me entusiasma particularmente ao pensar que, já em 2011, assim que nasceu a nossa ‘página’, eles foram dos primeiros a inscrever-se e a apoiar-nos. Anos depois, encontrar-me pessoalmente, apertar as mãos e sentir-me parte de uma mesma família texiana teve um significado especial que levarei no coração.
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Um sincero e afetuoso obrigado aos três presidentes do Clube – José, Mário e Carlos – que estendo a todas as pessoas que conheci durante esta esplêndida estadia. Porque no final das contas Tex não é apenas uma banda desenhada. É um fio invisível que une pessoas distantes, criando laços verdadeiros, sinceros e profundamente humanos.
E esta experiência em Portugal foi uma demonstração maravilhosa disso mesmo.
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Hoje reviveu em mim um profundo sentimento de nostalgia. Enquanto organizava os livros da minha biblioteca particular, reservei um canto especial para guardar minhas antigas revistas em quadrinhos de Tex Willer. Ao folhear aquelas páginas amareladas pelo tempo, vieram à memória lembranças de uma época simples e mágica, marcada pela ansiedade das leituras e pela expectativa de esperar a próxima edição chegar às bancas.
Recordo, com enorme saudosismo, dos dias em que aguardava a semana passar para ir até a famosa Banca do Pedro, localizada na esquina das ruas Cândido Falcão e Aparício Mariense. Ao lado havia uma pequena lancheria, parada quase obrigatória de muitos frequentadores. A banca era um verdadeiro universo de revistas, jornais e histórias fascinantes. Quem entrava ali jamais esquecia o cheiro característico do papel impresso, perfume que até hoje desperta boas recordações.
Era um tempo diferente, quando não existiam séries disponíveis a qualquer momento. As histórias em quadrinhos vinham incompletas, divididas em capítulos, sempre deixando aquele suspense que fazia o leitor voltar na semana seguinte para comprar a continuação.
Aquela espera aguçava a imaginação e tornava cada nova edição um pequeno acontecimento. Folheando minhas antigas revistas, lembro das incontáveis leituras e releituras de personagens clássicos, aventureiros que, de certa forma, muito se aproximavam da cultura gaúcha. Se fizermos um paralelo, veremos que o gaúcho antigo e os cowboys americanos possuem inúmeras semelhanças: homens da fronteira, acostumados às distâncias, à defesa do território, às lidas campeiras, à sobrevivência e às aventuras de um cotidiano duro, mas cheio de identidade.
As histórias em quadrinhos despertavam exatamente esse espírito aventureiro. Faziam imaginar como viviam os homens antigos, como se deslocavam, trabalhavam, se alimentavam e enfrentavam os desafios das regiões de fronteira. Talvez por isso essas leituras tenham marcado tanto minha geração.
Hoje, ao revirar minhas velhas edições, percebo que certas lembranças não voltam mais. São memórias de um tempo que dificilmente as novas gerações conhecerão da mesma forma. Ficou a saudade da época das histórias em quadrinhos, das tardes de leitura e da inesquecível Banca do Pedro, sempre movimentada por leitores assíduos em busca de revistas, jornais e novidades.
Permanece viva a lembrança daquele tempo especial que ajudava a dar vida ao centro de São Borja e que hoje segue guardado na memória daqueles que tiveram o privilégio de vivê-lo.
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