ALFONSO FONT, consagrado desenhador espanhol de Tex, virá a Portugal abrilhantar o Maia BD de 24 a 26 de Maio

ALFONSO FONT autor espanhol, nascido em Barcelona em 1946 e um dos mais destacados autores de Tex, a série de western italiana que é extraordinariamente popular no nosso país, será uma das estrelas que abrilhantarão o Maia BD 2024, segunda edição deste evento a realizar no norte de Portugal, nos dias  24 a 26 de Maio.

Nos próximos dias 24, 25 e 26 de Maio, o melhor da banda desenhada vai chegar à Maia. A 2.ª edição do Maia BD, uma iniciativa da Câmara Municipal da Maia com produção da cooperativa editorial A Seita, vai trazer ao Fórum da Maia um conjunto de actividades que irão tornar a banda desenhada o centro das atenções. O evento vai dar palco a alguns dos autores e artistas nacionais e internacionais mais reputados da actualidade, onde não faltarão lançamentos de novidades editoriais, representativos dos mais variados estilos e sensibilidades da BD. Para além de reunir autores, artistas e editores em mesas redondas e sessões de autógrafos, o festival desenvolverá uma programação ligada à BD com exposições, cinema de animação, ilustração, cosplay, workshops e feira do livro. De entrada gratuita e aberto a todos os públicos e idades, junta-te ao Maia BD nesta celebração da banda desenhada.

Alfonso Font estará no Maia BD nos dias 24, 25 e 26 de Maio

Alfonso Font vem novamente a Portugal (Font esteve presente no Amadora BD 2019), desta vez a convite da editora Arte de Autor que vai editar, em versão integral, a sua obra Jon Rohner (inicialmente Jann Polynesia), uma história sobre as andanças de um marinheiro aventureiro do final do século XIX, inspiradas em histórias de autores como Jack London e Robert Louis Stevenson, numa mistura de ficção com realidade, em histórias exóticas no Pacifico Sul.

Alfonso Font

De todos os desenhadores espanhóis aos quais Sergio Bonelli convenceu para que trabalhassem com a personagem criada pelo seu pai, Alfonso Font constituiu o caso mais inesperado; antes de mais porque não se trata de um autor com que qualquer apreciador de banda desenhada o identifique como desenhador de cowboys e pela tendência que sempre demonstrou de não trabalhar com guiões alheios.
Contudo, e de certa maneira, Font já era uma espécie de presença habitual em Tex, ante a manifesta influência que do autor catalão mostravam alguns dos desenhadores espanhóis que o precederam a laborar em Tex.

Alfonso Font Carreras nasce em Barcelona em 1946. Como a maior parte dos desenhadores da sua geração, e das anteriores, iniciou-se no mundo da banda desenhada muito jovem, e com 16 anos já trabalhava para a editora Toray, onde teve um dos seus poucos contactos com o género western anteriores ao seu trabalho em Tex, mediante a sua colaboração em alguns episódios da série Sioux. Durante a década de 70 trabalha para o mercado francês, sendo Los Robinsones de la Tierra, obra escrita por Roger Lecrueux, o seu trabalho mais difundido. Pouco depois, e já para o mercado autóctone, realiza as séries Géminis, escrita por Carlos Echeverría, e Tequila Bang, escrita por Victor Mora, esta última, obra coral realizada juntamente com Carlos Giménez e Adolfo Usero.

A partir de 1980 Font começa a escrever os seus próprios argumentos, numa sucessão de obras com cenários de ficção científica, nas quais alterna o tom dramático e a comédia: séries como Cuentos de un futuro imperfecto, El prisionero de las estrellas e Clarke & Kubrick com as quais se descobre um grande narrador para o grande público – a sua constatada qualidade como desenhador era já sobejamente conhecida por essa altura.

Alfonso abandona então o género da ficção científica para centrar-se em histórias mais contemporâneas, criando assim em 1985 Jann Polynesia, personagem a qual mais tarde rebaptizará como Rohner e é com ele que narra uma série de aventuras nos mares do Sul com um sabor deliberadamente próximo das novelas e contos de Robert Louis Stevenson e Jack London. Tal como nas narrações de ambiente fantástico, em que os roteiros assinados por Font possuíam uma forte componente de crítica social, as andanças de Rohner caracterizam-se também por conter essa mesma mensagem, por baixo do seu envoltório de aventura ou comédia.

Os géneros negro e histórico foram os que ocuparam os últimos trabalhos de Alfonso Font anteriores à sua chegada a Tex: Taxi era uma série sobre uma intrépida jornalista de investigação, enquanto que Privado era o livro de cabeceira que englobava várias histórias curtas cujo nexo de união era que nelas intervinham detectives privados e por sua vez Negras Tormentas era uma narração policial histórica, escrita por Juan Antonio de Blas – junto aos dois tomos de Alicia e os Argonautas, escritos por Patrick Cothias, uma das poucas ocasiões em que trabalhou com textos de outrem nos últimos vinte e cinco anos – e Bri D’Alban uma série desenvolvida na época medieval em território catalão. Todas elas confirmam uma sucessão de obras que nos serve para testemunhar que estamos, não só ante um excepcional narrador, mas também diante de um desenhador que fez escola, cujo nome aparece recorrentemente nas conversas de autores estrangeiros sobre a banda desenhada espanhola.

Alfonso Font começa a sua carreira em Tex com o Texone nº 12, escrito por Mauro Boselli e publicado na Itália em Julho de 1998 sendo hoje um caso peculiar no que ao Ranger diz respeito, ao ser um dos dois únicos desenhadores que trabalhou nas quatro principais séries de Tex: Texone, Almanacco del West, Maxi Tex e Tex inedito.

Gli Assassinni, título da história do seu Texone, apresenta-nos Tex e Carson atrás dos passos de uma organização secreta de assassinos, com a qual, Kit e Jack Tigre já tinham tido a má sorte de encontrá-la acidentalmente, com dolorosas consequências para ambos. A par dos protagonistas que iniciam a sua investigação para ajustar contas com os membros da dita organização, a história apresenta-nos um jovem chamado Mitch que também tem algumas contas a saldar com o mencionado grupo. Tal como sucedeu com os argumentos de Claudio Nizzi para Blasco ou De la Fuente, a história que Boselli escreveu para Font neste Texone correspondeu às características mais essenciais dos seus trabalhos: introduziu uma personagem como Mitch que goza de um protagonismo em alguns momentos equiparável ao do titular da série.

Esses mesmos parâmetros os encontramos também na sua história do Almanacco del West: La legge del deserto desenrola-se em algum lugar da fronteira entre o México e o Arizona, numa zona desértica na qual se encontra fugindo um grupo de bandidos que levavam um rapaz de curta idade como refém. Tex toma parte, junto do pai do jovem, na patrulha que perseguia o bando. Aparte das inclemências climatológicas a situação complica-se por acção de outro bando de bandidos que pretendem pôr em prática o velho ditado de ladrão que rouba ladrão… e assim ficar com o botim que transportam os primeiros. O argumento centra-se na relação entre um dos bandidos e o rapaz que levam como refém; de modo que o primeiro não hesitará em arriscar a sua vida para proteger o adolescente, ainda que não renuncie ao dinheiro por ele.

320 páginas abarca Nei territori del Nordovest, o Maxi Tex ilustrado por Alfonso Font. A história arranca quando um cadáver aparece no interior de uma canoa, trazendo uma carta para Jim Brandon, coronel da Polícia Montada do Canadá. O coronel, depois de conhecer os factos, desaparecerá na fronteira entre o seu país e o Alasca, sem dar explicações e sem deixar rastos. Tex e Carson deverão deslocar-se em pleno Inverno ao norte para investigar o que se terá passado com o seu amigo, a quem declaram desertor e deverão enfrentar uma infinidade de perigos naturais e não só. O certo é que o volume constitui um dos trabalhos mais impressionantes dos surgidos nas revistas de Tex na última dúzia de anos. O argumento escrito por Boselli representa todo um exercício de ritmo, exercício que Font plasma em imagens de forma magistral, com sequências de acção que mostram um portento de solvência narrativa. Algo muito similar ao que Alfonso já havia levado a cabo, por exemplo, no seu Texone, que possui nas suas páginas finais uma sequência de um tiroteio ocorrido no interior de uma mansão cujo brilhantismo não se pode descrever em palavras.

Após estas três edições especiais, Alfonso Font entrou para o staff oficial de desenhadores de Tex e na série normal já viu serem publicadas várias histórias, sendo as três primeiras I lupi rossi, Colorado Belle e Morte nella nebbia.

O que mais chama a atenção na globalidade do trabalho de Font em Tex, radica que ele elabora um tratamento gráfico distinto para cada uma das suas histórias. O seu Texone realiza-o utilizando profusamente tramas mecânicas com um resultado esteticamente muito atractivo, enquanto que para a sua segunda história – que como já vimos se desenrola num deserto – abandona as tramas e realiza um desenho com muita claridade, com poucas sombras, linhas e grandes manchas de branco, o que facilita a ambientação do cenário da história e finalmente, no seu Maxi Tex resolve-o perante grandes manchas de tinta para os sombreados, criando uns negros sólidos e contundentes que lhe dão um estilo muito pessoal à obra e que ademais contrastam poderosamente com as manchas de branco das sequências que se desenrolam na neve.

Tudo isto nos leva ao que poderíamos considerar como a contribuição essencial de Font à série de Tex e que é algo muito difícil de definir mas que poderíamos chamar de arte. Porque o que Alfonso Font contribui não é tão só um trabalho de uma qualidade lógica num autor que durante muitos anos foi uma das referências do meio. Não vamos realizar vaticínios porém estamos seguros que a verdadeira repercussão do trabalho de Alfonso Font em Tex está todavia por chegar através da influência deste nos autores que se seguirão na realização da série.

Venha ao Maia BD 2024 e ganhe um Tex original do Mestre Alfonso Font

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Póster Tex Nuova Ristampa 349

Póster Tex Nuova Ristampa 349

Nesta ilustração da autoria de Claudio Villa vemos  Tex e Carson na estação ferroviária de Amarillo, no Texas, em busca do horário do próximo comboio que rumasse ao Oeste.

Desenho usado no Brasil como capa de Tex Ouro #88 e inspirado na história “Muddy Creek” de Claudio Nizzi, Vincenzo Monti e Bruno Brindisi (Tex italiano #519 e #520).
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Texto de José Carlos Francisco

ENTREVISTA EXCLUSIVA: FABIO CIVITELLI (AUTOR CONVIDADO PARA A 9ª MOSTRA DO CLUBE TEX PORTUGAL, EM ANADIA, NOS DIAS 27 E 28 DE ABRIL)

Entrevista conduzida por José Carlos Francisco, com a colaboração de Júlio Schneider (tradutor de Tex para o Brasil)  na tradução e revisão.

O Clube Tex Portugal realiza, em Anadia, nos dias 27 e 28 de Abril próximo a 9ª Mostra do Clube Tex Portugal e traz FABIO CIVITELLI ao nosso país, motivo mais que suficiente para esta entrevista do blogue português do Tex com o autor italiano que estará então presente na capital da Bairrada no fim de semana de 27 e 28 de Abril no mui nobre MUSEU DO VINHO BAIRRADA.

Caro Fabio Civitelli, mais uma vez seja bem-vindo ao blogue português do Tex! Você será protagonista de uma exposição do Clube Tex Portugal, na cidade de Anadia. O que representa para si esse evento que contará com a sua sétima presença em Portugal?
Fabio Civitelli: Cada nova mostra dedicada ao nosso TEX é uma belíssima oportunidade para celebrar a vitalidade editorial desse personagem incrível. Para nós, autores, é um belo momento de encontro com o público.

O que convenceu Fabio Civitelli, autor de fama mundial, a aceitar um novo convite português?
Fabio Civitelli: Eu havia sido convidado no ano passado, mas infelizmente estava por demais ocupado com o volume de capa dura A Fonte da Juventude e tive que desistir, um tanto contrariado. Agora estou menos pressionado com os prazos e posso tirar alguns dias de folga no belo Portugal.

Quais as suas expectativas em relação à 9ª Mostra do Clube Tex Portugal?
Fabio Civitelli: A expectativa é a de rever muitos amigos portugueses que não vejo desde 2019, e reencontrar os leitores portugueses, que são por demais aficionados pelo Tex.

A ampliar um pouco o horizonte da entrevista: o que o convenceu a entrar na indústria da banda desenhada?
Fabio Civitelli: O amor pela leitura que me acompanha desde criança (leio Tex desde os 8 anos!) e a paixão pelo desenho levaram-me naturalmente a buscar entrar no mundo da banda desenhada. Também devo dizer que naquela época talvez fosse mais fácil trabalhar no sector, eu tentei com grande entusiasmo e logo consegui seguir em frente.

O que sentiu ao receber o convite para desenhar Tex?
Fabio Civitelli: Eu havia ingressado na Bonelli com a intenção de desenhar Mister No, que na época era o único título não western, porque eu não me sentia adequado para desenhar Tex. Mas a insistência de Sergio Bonelli e as páginas de teste que haviam agradado convenceram-me a aceitar. No início tive algumas dificuldades para entrar em sintonia com a personagem e inspirei-me principalmente em Giovanni Ticci. Depois, com o tempo, amadureci o meu próprio estilo pessoal e tornei-me cada vez mais aficionado por ela.

Como analisa a evolução da sua carreira?
Fabio Civitelli: Nestes quarenta anos desenhei histórias clássicas, vilarejos, na neve e também as histórias de Yama e Mefisto que me deram a possibilidade de experimentar soluções gráficas mais ousadas mas que receberam a aprovação do público.

Como avalia seu trabalho de hoje em relação ao passado?
Fabio Civitelli: O meu estilo evolui continuamente, e cada história traz novos desafios. Ajuda muito a  experiência, mas sobretudo a vontade de sempre aprender alguma coisa.
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Como se forma um desenhador do seu nível?
Fabio Civitelli: O impulso principal é a paixão por este trabalho (e por Tex!) que nunca me abandonou e que me dá prazer em desenhar e me faz superar certos inevitáveis momentos de cansaço.

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No que está a trabalhar actualmente?
Fabio Civitelli: Antes mesmo de trabalhar no volume de capa dura e nas páginas do Tex Magazine (publicado em Itália em Setembro de 2023), eu havia começado uma história em duas partes escrita por Pasquale Ruju. É a primeira vez que trabalho com ele e de imediato eu me senti bem, até porque a supervisão é sempre de Boselli e Giusfredi. O roteiro tem o foco em um cowboy negro da vida real que, injustamente acusado de um crime, cruzará fatalmente o caminho de Tex e Carson. Será ambientada sobretudo no norte, em Idaho e no Canadá.

O que Tex representa para si e qual a importância dele na sua vida?
Fabio Civitelli: Antes de ser um trabalho, sempre representou uma paixão, primeiro como leitor e depois como autor. É um fiel companheiro da minha vida, que invejo muito porque consegue fazer coisas que eu jamais conseguiria!

Para concluir, gostaria de deixar uma mensagem aos seus admiradores que se deslocarão a Anadia?
Fabio Civitelli: Espero que os leitores portugueses apreciem o evento, e terei todo o gosto em encontrá-los e conversar com eles, mesmo que devam perdoar o meu português ainda fraco!

Caro Fabio, em nome do blogue português do Tex, agradecemos muito esta entrevista que gentilmente nos concedeu.

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Intervista esclusiva: FABIO CIVITELLI (in occasione della sua presenza alla 9ª Mostra del Club Tex Portogallo)

Intervista condotta da José Carlos Francisco, con la collaborazione di Júlio Schneider (redattore di Tex per il Brasile) per le traduzioni e le revisioni.

Per celebrare un nuovo anno di vita del Club Tex Portogallo, si terrà una nuova Mostra al Museo del Vino e della Vigna di Anadia (il luogo più importante della città). Situata nel centro del Portogallo, Anadia dista 25 km a nord di Coimbra e 90 km a sud di Oporto.
L’esposizione avrà luogo nei giorni 27 e 28 aprile con la presenza di quattro grandi nomi di Tex: Fabio CIVITELLI, Sandro SCASCITELLI, Ivo MILAZZO e Pedro MAURO.

Caro Fabio Civitelli, ancora una volta sii il benvenuto al blog portoghese di Tex! Sarai protagonista in Portogallo di una esposizione del Club Tex Portogallo, nella città di Anadia. Cosa rappresenta per te questo avvenimento che potrà contare sulla tua settima presenza in Portogallo?
Fabio Civitelli: Ogni nuova mostra dedicata al “nostro” TEX è una bellissima occasione per celebrare la vitalità editoriale di questo incredibile personaggio. Per noi autori è un bel momento di incontro con il pubblico.

Cosa ha convinto Fabio Civitelli, autore di risonanza mondiale, ad accettare un nuovo invito portoghese?
Fabio Civitelli: Già l’anno passato ero stato invitato, ma purtroppo ero impegnatissimo con il cartonato “LA FONTE DELLA GIOVINEZZA” e ho dovuto rinunciare a malincuore. Adesso sono meno pressato con le consegne e posso prendermi qualche giorno di vacanza nel vostro bel Portogallo.

Quali sono le tue aspettative relativamente alla 9ª Mostra del Club Tex Portogallo?
Fabio Civitelli: L’aspettativa è sicuramente quella di rivedere tanti amici portoghesi che non vedo dal 2019, e incontrare i lettori portoghesi che sono molto appassionati a Tex.

Allargando adesso un po’ l’orizzonte dell’intervista: cosa ti ha convinto ad entrare nell’industria dei comics?
Fabio Civitelli: L’amore per la lettura che mi accompagna fin da bambino (leggo Tex da quando avevo 8 anni!) e la passione per il disegno mi hanno portato naturalmente e provare ad entrare nel mondo del fumetto. Devo anche dire che a quei tempi forse era più facile lavorare nel settore, io ci ho provato con grande entusiasmo e mi è andata subito bene.

Cos’hai provato quando hai ricevuto l’invito per disegnare Tex?
Fabio Civitelli: Ero entrato alla Bonelli con l’intenzione di disegnare Mister No che a quei tempi era l’unico fumetto “non western”, perché non mi sentivo adatto a disegnare Tex. Ma l’insistenza di Sergio Bonelli e le pagine di prova che erano piaciute, mi convinsero ad accettare. All’inizio ho avuto qualche difficoltà ad entrare in sintonia con il personaggio e mi sono ispirato soprattutto a Giovanni Ticci. Poi, con il tempo ho maturato un mio stile personale e mi sono sempre più appassionato.

Come analizzi l’evoluzione della tua carriera?
Fabio Civitelli: In questi qurant’anni ho disegnato storie classiche, cittadine, sulla neve e anche le storie di Yama e Mefisto che mi hanno dato la possibiltà di sperimentare soluzioni grafiche più “ardite”, che comunque hanno riscosso il favore del pubblico.

Come valuti il tuo lavoro di oggi in rapporto al passato?
Fabio Civitelli: Il mio stile si evolve di continuo e ogni storia porta delle nuove sfide. Mi aiuta l’esperienza ma soprattutto la voglia di imparare sempre qualcosa.
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Come si forma un disegnatore del tuo calibro?
Fabio Civitelli: La molla principale è la passione per questo lavoro (e per Tex!) che non mi ha mai abbandonato e che mi dà piacere a disegnare e mi fa superare certi momenti inevitabili di stanchezza.
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Su che cosa stai lavorando attualmente?
Fabio Civitelli: Già prima di lavorare sul cartonato e sulle tavole del Magazine avevo iniziato una storia in due albi scritta da Pasquale Ruju. E’ la prima volta che lavoro con lui e mi sono subito trovato bene, anche perché la superviosione è sempre di Boselli e Giusfredi. La sceneggiatura è incentrata su un cowboy di colore realmente esistito che, accusato ingiustamente di un delitto, incrocerà fatalmente la strada di Tex e Carson. Sarà ambienta soprattutto nel nord, Idaho e Canada.

Cosa rappresenta Tex per te e quale è la sua importanza nella tua vita?
Fabio Civitelli: Ancor prima che un lavoro, ha sempre rappresentato una passione prima come lettore e poi come autore. E’ un fedele compagno della mia vita, che invidio molto perché riesce a fare cose che io non potrei mai!

In conclusione, vuoi lasciare un messaggio ai tuoi ammiratori che si trasferiranno ad Anadia?
Fabio Civitelli: Spero che i lettori portoghesi gradiranno la mostra e avrò piacere di incontrarli e dialogare con loro, anche se dovranno perdonare il mio scarso portoghese!

Caro Fabio, a nome del blog portoghese di Tex ti ringraziamo moltissimo per l’intervista che ci hai così gentilmente concesso.

(Cliccare sulle immagini per vederle a grandezza naturale)